Acidente com equipe de TV
Acidente ocorreu no início da manhã desta quarta-feira na zona sul de SP
Do R7 publicado em 10/02/2010 às 08h08
O piloto do helicóptero da TV Record Rafael Delgado Sobrinho morreu na manhã desta quarta-feira (10) após a queda da aeronave dentro do Jockey Club, na zona sul de São Paulo. O acidente com o helicóptero "Águia Dourada", modelo Esquilo, ocorreu por volta das 7h20. Além do piloto, o cinegrafista da emissora Alexandre Silva de Moura, o Alexandre “Borracha”, ficou gravemente ferido e foi levado para o hospital Itacolomi Butantã, antigo pronto-socorro Iguatemi.
Às 7h25, o helicóptero Águia 14 foi ao local para prestar socorro. Sete equipes do Corpo de Bombeiros também seguiram para a região. Os primeiros socorros às vítimas foram prestados por funcionários do Jockey.
Informações iniciais são de que o piloto tentou fazer um pouso de emergência ao perceber que o helicóptero estava instável no ar, mas ele não conseguiu realizar a manobra e a aeronave caiu. Ainda não se sabe o motivo do acidente.
Perfis
O piloto Rafael Delgado Sobrinho tinha 45 anos. Ele trabalhou na TV Record de maio de 1999 a dezembro de 2007, retonando à emissora em outubro de 2008. Rafael deixa mulher e três filhos.
O cinegrafista Alexandre Silva de Moura tem 36 anos e é funcionário da TV Record desde abril de 2001. Atualmente, exerce a função de coordenador de sistema de TV externo. Ele é divorciado e não tem filhos.
Pantanal e STJ
SÃO PAULO, 2 de fevereiro (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou em comunicado nesta terça-feira que a medida judicial da companhia aérea Pantanal, que está sendo comprada pela TAM, ameaça a ampliação da concorrência no aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país.
Segundo a agência, a Pantanal pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão do processo de redistribuição de 61 horários de pousos e decolagens (slots) no aeroporto paulista que a Anac pretende promover na quarta-feira.
Os slots fazem parte de um conjunto de 355 horários que estão programados para serem distribuídos entre seis companhias, além da própria TAM --Gol, OceanAir, Azul, NHT e Webjet. Destas, apenas as três últimas ainda não voam em Congonhas.
A "medida judicial da empresa aérea Pantanal, que está sendo adquirida pela TAM, está ameaçando a ampliação da concorrência no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo", afirma a Anac em comunicado distribuído à imprensa.
Representantes da companhia aérea líder do mercado brasileiro não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.
"A Anac pretende garantir o uso adequado da infraestrutura do aeroporto, permitindo o aumento do número de empresas que operam em Congonhas em benefício do passageiro, que terá mais opções de serviços e preços", afirma a agência.
Após a medida judicial, a Anac informou que vai encaminhar resposta ainda nesta terça-feira para o STJ, que pediu mais informações sobre a redistribuição após ser acionado pela Pantanal.
O processo deveria ter ocorrido na segunda-feira, mas a Anac decidiu suspender a distribuição para conceder tempo regulamentar para que a Pantanal, que ficou de fora da divisão junto com a Trip por descumprir índices mínimos de 80 por cento de regularidade e pontualidade no aeroporto, apresentasse recurso à agência.
Atualmente os horários de pousos e decolagens em Congonhas estão ocupados por quatro companhias aéreas. A TAM tem 40,4 por cento dos slots, Pantanal 3,8 por cento, Gol 41,7 por cento e OceanAir 3,8 por cento, segundo a Anac.
Como todos os slots estão alocados para estas companhias nos dias de semana -- que são os de maior movimento -- a entrada de novas concorrentes no aeroporto só acontece quando uma empresa descumpre a regularidade mínima de 80 por cento de seus voos", afirma agência. "Se os slots mal utilizados não são redistribuídos, criam uma reserva de mercado e acabam impedindo a entrada de competidores."
Às 15h15, as ações da TAM subiam 5,71 por cento, enquanto os papeis da Gol mostravam ganho de 4,63 por cento e o Ibovespa exibia valorização de 0,71 por cento.
A TAM anunciou a compra da Pantanal em dezembro, em operação de 13 milhões de reais que tem como objetivo ajudar a companhia a voltar a explorar o mercado de aviação regional do país.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
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Susto
Por Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com Sábado, 30 de janeiro de 2010
Susto no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, região metropolitana de Asunción. No final da noite de ontem (29), uma aeronave da companhia TAM, procedente de São Paulo, teve de fazer uma aterrizagem de “semi-emergência” na pista do principal aeroporto paraguaio.
De acordo com o jornal ABC Color, o episódio ocorreu por volta das 23h00 (hora paraguaia), com o comandante do Airbus A330, Eladio Paredes, relatando à torre de controle a constatação de problemas hidráulicos nos trens de pouso da aeronave.
Ao acionar o código de “Alerta 2”, Isabelino Sosa, diretor de segurança da Direção Nacional de Aviação Civil (DINAC), entidade responsável pela operação dos aeroportos civis do Paraguai, suspendeu os demais procedimentos de pouso e decolagem e destinou equipe de emergência para atender eventuais feridos.
A bordo da aeronave, que apesar dos problemas, pousou sem maiores inconvenientes, seguiam 93 pessoas, sendo 85 passageiros e oito tripulantes.
“Quando o comandante reportou o 'Alerta 2', imediatamente ativamos o Centro de Operações de Emergência. O avião ficou na cabeceira a pista e, por precaução, foi trazido com um rebocador até seu hangar. Muitos passageiros nem se deram conta”, comemorou Sosa.
Monorail Japonês
29/01/2010 - Valor
A companhia Hitachi, que construiu o monotrilho que liga a cidade de Tóquio ao aeroporto de Haneda, entre outros, já fechou parceria com as construtoras brasileiras Camargo Corrêa e Odebrecht para participar da concorrência para a construção desse transporte em São Paulo, obra prevista em mais de R$ 6 bilhões. Segundo Tetsuro Hori, gerente-geral de vendas globais da Hitachi, o consórcio tem condições de apresentar um preço bastante competitivo nos editais da cidade. As exigências de capacidade e segurança do governo e da prefeitura de São Paulo parecem se encaixar ao modelo de construção da Hitachi. Procuradas, Camargo Corrêa e Odebrecht confirmaram a formação do consórcio para São Paulo por meio de suas assessorias de imprensa.
Fora de São Paulo, a empresa japonesa também pretende concorrer no monotrilho de Manaus, que deverá ser incluído no pacote de transporte urbano com apoio do governo federal nas cidades-sede da Copa de 2014, e no Rio, onde a companhia imagina que serão necessários novos investimentos em mobilidade urbana para a Copa e a Olimpíada de 2016. Para esses, a empresa ainda não tem exclusividade com as empreiteiras.
Segundo Hori, toda a parte de construção civil do monotrilho de São Paulo deve ficar a cargo das construtoras brasileiras, o que equivale a cerca de 60% do custo da obra. Dos 40% restantes, que se relacionam principalmente ao material rodante, também uma parte da cadeia de fabricação poderá ser feita no país, deixando apenas os itens de maior tecnologia e especificidade para serem exportados do Japão.
Os transformadores elétricos, por exemplo, poderiam ser adaptados dos existentes no metrô paulista. O Metrô de São Paulo administrará o monotrilho, depois de pronto. Só o expressamente prioritário será feito no Japão, como o sistema eletrônico usado nas bifurcações, diz Hori. A possibilidade de importação quase total assusta a indústria brasileira de equipamentos, que apresentou reclamações ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo.
A Hitachi já fez mais de 80 quilômetros de linhas de monotrilho em sete diferentes obras, incluindo China, Cingapura e Dubai. Este, mais recente, terminado em agosto de 2008.
Segundo a empresa, é possível construir um monotrilho de 10 quilômetros, com dez estações e capacidade para 10 mil passageiros por dia em prazo de 28 meses. Mas os de São Paulo devem ser maiores do que esse modelo.
O consórcio Hitachi, Odebrecht e Camargo Corrêa não deve ser o único concorrente nos editais de São Paulo. Conforme publicado pelo Valor, as duas empreiteiras nacionais também se aproximam em outros empreendimentos, como o consórcio para disputar a construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Do próprio Japão poderá surgir outro grupo competitivo, composto pela Mitsubishi, que já fez linhas em Chiba, na grande Tóquio, em Shonan e Ueno. O monotrilho da Hitachi tem uma diferença visual grande em relação ao da Mitsubishi, porque corre sobre trilhos colocados ao longo das vias. O da Mitsubishi corre sob vigas, como se estivessem pendurados. Também a francesa Alstom, a canadense Bombardier e a alemã Siemens já manifestaram interesse em concorrer no monotrilho paulista.
Atualmente, a Hitachi já disputa para construir uma linha em Bombaim, na Índia. Para São Paulo, porém, por causa da forte demanda e da falta de alternativas de transporte, seria construído um veículo com a maior capacidade já feito pela companhia, capaz de transportar até 1200 passageiros de uma só vez, ou até 600 mil pessoas por dia, em carro com velocidade máxima de 90 km/h. O projeto de São Paulo é muito desafiador, diz Hori.
São três diferentes projetos para a cidade de São Paulo. Dois estão em audiência pública. Os projetos envolvem o Metrô de São Paulo, a prefeitura e governo estadual. Um prevê 23,8 quilômetros de linha do monotrilho, ligando a estação Vila Prudente até a Cidade Tiradentes. Nesse, a prefeitura prevê orçamento de R$ 2,8 bilhões e média de 510 mil usuários por dia. Nessa linha, é exigida capacidade mínima de mil passageiros por viagem e extensão máxima de 90 metros.
O segundo edital em audiência é o do monotrilho de 21,5 quilômetros, que ligará o aeroporto de Congonhas a três diferentes linhas do metrô, previsto em R$ 3,1 bilhões. Serão 20 estações nesse sistema, que deve ter demanda menor do que o primeiro. Ele poderá ter recursos federais, se houver expansão até o estádio do Morumbi, para facilitar o acesso durante a Copa.
O terceiro projeto, em fase mais embrionária, terá 8,4 km de extensão e ligará os bairros da Cachoeirinha e Lapa, por onde passam trens da CPTM. Este tem custo estimado em R$ 1 bilhão.
Uma ação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), porém, mantem suspenso temporariamente o edital do monotrilho que vai estender a linha verde do metrô à Cidade Tiradentes. No tribunal, havia reclamação do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), que teme que grande parte dos recursos da obra vá para fora.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), já visitou o sistema de monotrilhos de Tóquio e os japoneses estiveram no Brasil em novembro. Em Tóquio, o monotrilho liga a malha do metrô ao aeroporto de Haneda, o mais antigo. O aeroporto passa por um projeto de ampliação, que deverá ser acompanhado pela expansão da linha do monotrilho até outubro.
O monotrilho japonês permite inclinação de 6% no trilho (a cada 100 metros, sobe ou desce 6 metros) e curvas de raio de até 50 metros, combinando com as exigências brasileiras. O material rodante tem suspensão a ar e rodas sólidas. Uma sala de controle monitora eletronicamente e via câmeras todas as estações.
Segundo a Hitachi, o custo de construção desse veículo é cerca de um terço da do metrô, de 5 bilhões a 15 bilhões de ienes por quilômetro (entre R$ 100 e R$ 300 milhões), em comparação ao do metrô, que é de 15 bilhões a 30 bilhões de ienes por quilômetro. Kassab estimou o custo dos monotrilhos em São Paulo em mais de R$ 100 milhões por quilômetro. O metrô, porém, tem capacidade para transportar quatro vezes mais passageiros.
Os japoneses destacam, ainda, que a emissão de CO2 do monotrilho é um quarto da feita pelos ônibus.
Os monotrilhos urbanos têm sido introduzidos no espaço das rodovias existentes e desempenham um papel suplementar no trânsito das rodovias. No Japão, o estado subsidia a obra por não cobrar pelas áreas de construção.
Os projetos japoneses costumam vir acompanhados de um investimento nos arredores das estações, para facilitar o acesso dos usuários. São instalados, por exemplo, estacionamentos para automóveis e bicicletas nas estações, além de fazer com que mais linha de ônibus passem por elas. O governo japonês também controla o desenvolvimento imobiliário nos arredores, para evitar expansão desordenada. São Paulo já prevê bicicletários nas estações do monotrilho.
A construção de uma linha de vem acompanhada, no Japão, por novos planejamentos urbanos, tanto em infraestrutura e capital humano. Na parte de infraestrutura, normalmente, são construídos hospitais, universidades e outros órgãos públicos, além de projetos para educar os cidadãos a usar mais os sistemas de transporte público no lugar do automóvel, apresentando suas vantagens particulares e sociais.
O monotrilho também foi um dos modais de transporte público adotado no planejamento da cidade de Tama, na grande Tóquio. Com o crescimento da capital, a cidade vizinha foi uma alternativa para expansão. O desenvolvimento em grande escala de Tama Newtown foi promovido pelo governo nacional e local. Com o monotrilho e outros sistemas de transporte ali, cresceram os números de condomínios e estabelecimentos comerciais na cidade, enquanto a área agrícola ficou bastante reduzida.
Falar em números crescentes no Japão costuma ser exceção, num país onde a economia, apesar de desenvolvida, está estagnada há décadas e a população tende a cair pela baixa taxa de natalidade. Ainda assim, em Tama, o número de condomínios cresceu 40% entre 1986 e 2002.
POA
Companhia aérea diz que houve problema técnico. Passageiros foram reacomodados em outro voo.
Do G1, em São Paulo 28/01/10 - 12h21 - Atualizado em 28/01/10 - 12h21
Uma aeronave da TAM teve que voltar ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, depois da decolagem, na manhã desta quinta-feira (27). Segundo a companhia aérea, houve um problema técnico e foi necessário fazer uma manutenção não programada.
O voo 3048 seguia para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 76 passageiros. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da companhia, todos foram reacomodados em outra aeronave e partiram para a capital paulista às 9h50.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informa que não houve problemas na operação do aeroporto.
Irregularidades na Licitação
Tribunal atendeu a pedido de liminar do Ministério público; obra é parte dos preparativos para Copa
Da redação G1 postado em 28/01/2010 12:17 h atualizado em 28/01/2010 12:22 h
A Justiça do Distrito Federal determinou a paralisação da construção do veículo leve sobre trilhos (VLT), informou hoje o site “G1”. A obra faz parte dos preparativos da Copa do Mundo de 2014 na capital federal.
O Tribunal de Justiça atendeu a um pedido de liminar feito pelo Ministério Público, que afirmou ter encontrado indícios de irregularidades na licitação. O governo do Distrito Federal informou que vai recorrer da decisão.
O projeto do VLT faz parte do programa Brasília Integrada. Ele ligará o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Norte. O trecho em construção e agora paralisado pela Justiça é o que liga o Terminal da Asa Sul à 502 Norte. Esta etapa tinha prazo de conclusão em 18 meses.
No total, a obra está orçada em R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 263 milhões serão financiados pelo PAC da Mobilidade Urbana – programa federal para facilitar o acesso a estádios, aeroportos e setor hoteleiro das 12 sedes da Copa. O PAC financiará a compra dos trens e vagões, além do trecho que liga o aeroporto ao Terminal da Asa Sul.
Crise
Queda foi de 3,5%, de acordo com entidade que reúne 230 companhias. Taxa de ocupação média em voos ficou pouco acima de 75%.
Da Agência Estado 27/01/10 - 13h43 - Atualizado em 27/01/10 - 14h03

Avião da Boeing, da companhia aérea Lufthansa (Foto: AP)
As companhias aéreas registraram em 2009 a maior queda da demanda de passageiros da história do setor, de 3,5%, informou nesta quarta-feira (27) a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). A taxa de ocupação de passageiros ficou em 75,6%, em média.
O transporte de carga diminuiu 10,1% e a taxa de ocupação nesse segmento foi de 49,1%.
Em dezembro, no entanto, a demanda de passageiros aumentou 4,5%, em comparação com igual mês do ano passado. A capacidade de passageiros em voos internacionais no mês passado recuou 0,7%. A taxa de ocupação no segmento de passageiros ficou em 77,6% em dezembro.
"Em termos de demanda, 2009 entra para a história como o pior ano que o setor já viu. Nós perdemos 2,5 anos de crescimento nos mercados de passageiros e 3,5 anos de expansão em frete", disse o diretor-geral da Associação, Giovanni Bisignani. A Iata representa cerca de 230 companhias aéreas e 93% do tráfego aéreo internacional.
Voo 5571 Minas Gerais
27 de janeiro de 2010 • às 19h50 , G1

Um problema no avião da companhia Trip atrasou a decolagem em quase três horas no aeroporto de Governador Valadares (MG). O voo 5571, previsto para sair às 17h10 desta quarta-feira (27), de acordo com a administração do aeroporto, deverá sair às 20h05 com destino a Belo Horizonte.
As fotos tiradas pelo internauta David Wisler Araujo Silva mostram muita fumaça saindo da aeronave. Ele havia descido da mesma aeronave pouco antes e estava no voo anterior que fez o percurso Belo Horizonte - Governador Valadares.
"Eu estava pegando minha bagagem quando verifiquei que a decolagem havia sido abortada. Saía muita fumaça do avião", afirma David.
Segundo a Trip, a aeronave apresentou um quadro de superaquecimento no sistema de freio de uma de suas hélices no momento em que aguardava autorização para decolar.
Os 42 passageiros desembarcaram em segurança. O voo com destino ao aeroporto da Pampulha será realizado em outra aeronave.
Mais 6
Azul, Webjet e NHT passarão a ter horários no aeroporto. Distribuição de novos voos ocorrerá no dia 1o de fevereiro.
Do G1, em São Paulo 25/01/10 - 16h34 - Atualizado em 25/01/10 - 18h13
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta segunda-feira (25) que três novas companhias aéreas estão habilitadas para operar voos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo: Azul, NHT e Webjet.
Em comunicado, a agência informou que habilitou seis empresas para participar da redistribuição de slots (horários de pouso ou decolagem) para novos voos no aeroporto de Congonhas: as "estreantes" Azul, NHT e Webjet, além de Gol/Varig, OceanAir e TAM, que já atuam no aeroporto.
As aéreas devem participar do processo de escolha dos horários disponíveis na próxima segunda-feira (1), em sessão pública que acontecerá no auditório da Anac em Brasília.
"A redistribuição dos slots vai permitir que mais empresas operem no aeroporto mais rentável do país", afirmou a Anac em comunicado.
Os destinos a serem operados ficam a critério das companhias aéreas e não estão atrelados aos horários dos voos.
Trip e Pantanal, que também anunciaram interesse nos horários, não foram habilitadas porque, segundo a Anac, não apresentaram "os índices mínimos de 80% de regularidade e pontualidade, ou não comprovaram patrimônio líquido positivo".
A distribuição
Cada empresa escolherá horários entre os slots disponíveis. A ordem da escolha foi sorteada entre companhias que já voam em Congonhas e será a seguinte: OceanAir, que define um horário de pouso e outro de decolagem; seguida pela Gol/Varig e depois TAM.
Depois dessa rodada, a escolha entre companhias que não atuam em Congonhas ocorrerá em ordem definida em sorteio a ser realizado no dia da redistribuição.
De acordo com a Anac, as companhias terão 30 dias após a distribuição para iniciar os voos; "do contrário, os slots serão redistribuídos".
A agência afirmou que apesar do aumento do número de empresas, Congonhas manterá o limite de pousos e decolagens estabelecido em 2007, após o acidente com o voo da TAM que matou 199 pessoas. Assim, o aeroporto na capital paulista seguirá, no máximo, com 30 pousos ou decolagens por hora para a aviação regular. A Anac anunciou em meados de dezembro que iria redistribuir 412 slots de Congonhas após ter avaliado a regularidade com que os voos eram feitos pelas empresas aéreas que tinham o direito sobre esses pousos e decolagens. A maioria dos slots (317) são aos sábados e domingos e estão disponíveis por não serem usados por nenhuma companhia aérea, conforme a agência reguladora.
(Com informações da Reuters)
Parabéns!
da Redação Terra
Uma arremetida pouco antes de tocar a pista do aeroporto de Congonhas, na segunda-feira (25), dia do aniversário de São Paulo, por volta de 21h, causou tensão entre os passageiros no voo JJ3110 (Florianópolis-SP das 19h50), da TAM. O avião vinha no sentido Jabaquara-Campo Belo.
Chovia em São Paulo, a pista estava molhada e o Airbus, lotado. Entre os passageiros, o empresário Kadu Paes, sócio do Cafe de la Musique, com sua filha Patrícia, e o repórter fotográfico da revista “Caras”, Cassiano de Souza.
Dez minutos depois, o piloto informou aos passageiros que a arremetida se deveu a um “vento de cauda” e que ele, por questão de segurança, preferiu abortar a aterrissagem. A tensão a bordo era perceptível. Desde o acidente com o voo 3054, em 2007, os passageiros ficaram mais “espertos” para descer em Congonhas.
Kadu Paes desabafa: “Eu viajo muito e não senti vento nenhum a bordo. Eu senti, sim, é que o piloto perdeu o timing para tocar o solo e se tivesse descido naquele ponto poderia ter havido uma outra tragédia”, afirmou.
Procurada, a assessoria da TAM disse não haver nenhum registro de anomalia no voo JJ3110, na segunda-feira (25) e que “arremetidas são absolutamente normais na aviação”. Perguntada se isso indicava que os pilotos não escreveram sobre a arremetida, a assessora respondeu afirmativamente.
O fotógrafo Cassiano de Souza, sentado à poltrona 6C, ficou apavorado. “Foi um terror. Quando estávamos quase no solo ouvimos a turbina pegar potência e o avião voltou a subir. Uma senhora com a filha, a meu lado, tirou um terço e começou a rezar.
Kadu Paes vai mais além: “Congonhas não pode funcionar com a pista molhada. Será que vão esperar outro acidente para tomar providências?”, pergunta-se. O empresário conta que no dia 5 de janeiro, no mesmo voo, também houve uma arremetida em São Paulo, mas a aeronave não estava tão baixa. “No dia 5 eu estava com minhas duas filhas”, afirmou.
Por volta de 21h40, o Airbus da TAM aterrissou em Congonhas, mas a operação ocorreu em outro sentido, Campo Belo-Jabaquara. Os passageiros, em terra, puderam respirar aliviados.




