Pimenta nos Olhos dos Outros...

Governo dos EUA deve decidir sobre cassação de pilotos do Legacy em uma semana
MÁRCIO FALCÃO da Sucursal de Brasília

Pressionada por
parlamentares brasileiros, a FAA (Federal Administration Aviation) dos Estados Unidos estabeleceu o prazo de uma semana para que o governo norte-americano responda ao pedido do Brasil para a cassação do brevê dos pilotos norte-americanos do Legacy que colidiu com um avião da Gol em 2006, matando 154 pessoas.

A FAA é órgão de controle da aviação norte-americana, uma espécie de Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados do Brasil participou nesta semana de reuniões em Washington para tratar do acidente e pedir a punição dos pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino.

Os deputados entregaram um laudo, endossado em outubro do ano passado pelo Ministério Público Federal do Brasil, que aponta a responsabilidade dos norte-americanos no acidente.

A decisão do governo dos Estados Unidos deve ser anunciada formalmente à embaixada brasileira. Para o presidente da Comissão de Viação da Câmara, deputado Milton Monti (PR-SP), a tragédia é "assunto de Estado" e a punição administrativa dos pilotos é uma forma de "confortar os familiares das vítimas".

"Temos que cobrar das autoridades, do governo e dos órgãos americanos para que eles possam, com muita presteza, punir de forma exemplar a irresponsabilidade e a imprudência desses pilotos. Não podemos deixar isso passar em branco", disse.

Processos
Os pilotos norte-americanos respondem a dois processos criminais no Brasil. O primeiro tramita na Subseção da Justiça Federal de Sinop desde maio de 2007. Em dezembro de 2008, o juiz federal Murilo Mendes absolveu os dois pilotos de algumas das condutas imputadas contra eles: negligência na adoção de procedimentos de emergência e eventual falha de comunicação com o Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo).

O Ministério Público Federal e o assistente de acusação recorreram ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) contra a decisão de absolvição. Em janeiro, o TRF 1 derrubou a decisão da comarca de Sinop (MT) que havia absolvido os pilotos norte-americanos. Com esta decisão, o processo voltou para dar seguimento ao julgamento pelo juiz federal de Sinop.

O segundo processo criminal contra os norte-americanos foi iniciado depois que o perito em acidentes aéreos, Roberto Peterka, a pedido do assistente de acusação e representante das famílias, o advogado Dante D'Aquino, solicitou que fosse feita uma análise técnica da caixa de voz e caixa de dados (caixa-preta) do jato Legacy.

A perícia foi apresentada ao Ministério Público e demonstrou, com base na investigação técnica, outros erros cometidos pelos pilotos norte-americanos, como o não acionamento do TCAS (equipamento anticolisão de segurança de voo) e navegação em condição não autorizada, conhecida como RVSM (zona de redução vertical de tráfego aéreo).

Tais informações, que são as principais apontadas no relatório do perito Roberto Peterka, são conclusivas, pois foram analisadas a partir das informações dos equipamentos do jato Legacy que não podem ser alterados ou adulterados. Ainda segundo o documento, só teriam acionado o TCAS depois da colisão com a aeronave brasileira.

A próxima fase será o juiz federal Murilo Mendes (Sinop MT) decidir pela produção de provas ou pela absolvição sumária dos pilotos no segundo processo criminal enquanto o primeiro, deve ser retomado com a produção de provas.
 

Se Beber Não Dirija

Avião de Dilma bate asa em van no aeroporto de Congonhas
15/04/2010
Folha/DA

O avião que transportava a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se envolveu em um pequeno acidente na noite de ontem no aeroporto de Congonhas, o que obrigou a petista a pernoitar em São Paulo e só na manhã de hoje seguir viagem para Porto Alegre.
De acordo com a assessoria da ex-ministra, o avião taxiava para decolar quando sua asa bateu em uma van que estava estacionada nas proximidades do hangar da TAM.

Dilma e as demais pessoas que estavam na aeronave não sofreram ferimentos, mas tiveram que desembarcar para que a aeronave fosse vistoriada. Dilma havia acabado de participar, na capital paulista, de um jantar na casa da apresentadora de TV Ana Maria Braga.

A pré-candidata faz viagem de três dias em Porto Alegre. Hoje, Dilma teve um almoço na Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul). Na sexta-feira, a ex-ministra faz outro almoço com empresários, desta vez na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços. Durante a tarde, ela visita a ONG Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz.

Na manhã de sábado, Dilma faz uma reunião com movimentos sociais em Porto Alegre. A ex-ministra passou hoje e ontem em Fortaleza. Na semana passada, ela fez viagem de dois duas por Minas Gerais.

O Mau Jeitinho Brasileiro

A bola fora da Copa de 2014
artigo - Demostenes Torres

O governo fez de conta que não era da sua alçada a carraspana que a cúpula da Fifa passou nas autoridades brasileiras sobre o atraso nas obras da Copa de 2014.

Conforme deixou claro o secretário-geral da entidade, Jérôme Valke, o teor do sermão vai engrossar tão logo sejam encerrados os jogos na África do Sul. Três anos depois da indicação do Brasil para sediar a maior competição esportiva do planeta ainda estamos na fase de celebração e praticamente nada de execução saiu do papel.

Em relação aos estádios, até mesmo o presidente da CBF não esconde inquietação com a falta de providência. As arenas esportivas têm de estar prontas até dezembro de 2012 e muitas ainda nem começaram a reforma.

O limite de 30 meses da realização dos empreendimentos já entrou na fase do esgotamento. Tínhamos muito tempo naquele distante 2007, agora é uma corrida contra o relógio.

No último dia 2 de março, Jérôme Valke já havia mostrado sinais de intolerância com a enrolação brasileira no desenvolvimento das obras de infraestrutura e dos próprios estádios.

A situação fica ainda mais preocupante quando o presidente Lula, no uso das atribuições conferidas pela intimidade com o altíssimo, garante que os meses de junho e julho, quando ocorrerão a Copa do Mundo e as Olimpíadas, não estarão sujeitos a chuvas e trovoadas, ou seja, não haverá fenômeno meteorológico capaz de inundar o barraco. Isso é que é previsão do tempo.

A Fifa tem razão de não cair na conversa de que Deus é brasileiro e que para tudo há um jeitinho, pois continuam em vigor os gravíssimos problemas de estrangulamento dos aeroportos.
As perspectivas são ruins caso sejam feitas as obras de ampliação do sistema.

Na hipótese de o setor ser negligenciado, talvez será necessário pedir ao brasileiro que não saia de casa para que o turista estrangeiro possa se deslocar pelo País durante a Copa de 2014.

A situação de infraestrutura é tão grave que muitos amantes do futebol que vieram ao Brasil para a Copa de 2014 vão conhecer praias paradisíacas, sol exuberante, calor humano incomparável e muito esgoto a céu aberto a tramar contra toda a qualidade ambiental da aparência física acolhedora de várias cidades-sede do Nordeste e da Amazônia.

As obras do PAC para o setor estão bastante atrasadas e não há discurso que fará com que se altere a situação de capitais onde existem apenas uma cobertura do serviço de 21%. Mesmo Copacabana é uma praia imprópria para balneabilidade, tamanha a contaminação da Baia da Guanabara por efluentes domésticos.

O sistema viário das grandes cidades é outro óbice. Não temos e, pelo andar da carroça do PAC, não teremos intervenções compatíveis com a estruturação de um transporte público de massa eficiente.
Há sérias dúvidas, inclusive, sobre a capacidade da rede de saúde privada do País de atender aos 500 mil turistas estrangeiros esperados, além dos evidentes gargalos nos sistema de energia, telecomunicações, sinalização turística, comunicação em língua estrangeira e até de hotelaria.

Sem dúvida que a Copa do Mundo e as Olimpíadas são uma oportunidade singular para promover o produto turístico do Brasil no exterior e produzir saltos de desenvolvimento que trarão bem-estar ao povo brasileiro.
Agora, não podemos deixar de dizer que ainda não transmitimos confiança em nossa capacidade de realizar eventos de tal porte.
No lugar de demonstrar competência estamos a gerar dúvidas alimentadas por um misto de improviso e enrolação.

Especialmente o mundial de futebol pode ser uma batata quente que será entregue ao próximo presidente já no dia da posse devido à exiguidade de tempo em relação ao que precisa ser feito para preparar o País.
O Brasil da Era Lula elaborou um plano fantástico para atrair o turista estrangeiro. O programa da Embratur não decola por que são permanentes os problemas nacionais de infraestrutura.

Em uma década conseguimos acrescer menos de 1 milhão de turistas anuais.

No ranking de competitividade do turismo, ocupamos a 45ª posição entre 133 países avaliados. Já em relação ao número de visitantes estrangeiros recebidos estamos em 42º lugar, com alguma coisa próxima de 7% do que consegue a França. Temos chance de reverter o quadro se houver profissionalismo ou afundar a imagem do Brasil a se continuar tamanha incompetência e improvisação.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)

Cartão Vermelho

13/04/2010 - 07h28
Fifa descarta uso do Morumbi na Copa do Mundo 2014, diz jornal
Do UOL Esporte em São Paulo
 

A Fifa estará no Brasil nesta quinta-feira, representada pelo secretário-geral, Jerome Valcke, para definir a situação do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. Com urgência, o dirigente irá informar que a arena paulista não receberá a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014 e nenhuma outra. A informação foi publicada nesta terça-feira pelo jornal O Estado de São Paulo.

Segundo a publicação, a Fifa está insatisfeita com os projetos de reformas do Morumbi apresentados pela direção do São Paulo desde o ano passado. Valcke teria uma reunião com os dirigentes do Comitê Organizador do Mundial em São Paulo, para confirmar que o estádio não faz mais parte dos planos para a Copa no Brasil.

A informação dada pela publicação é creditada a um alto executivo da FIFA, que não é identificado pela reportagem. Além da reunião com os dirigentes do Comitê de São Paulo, o secretário-geral da Fifa ficará três dias no país e também deve se encontrar com representantes do governo.
A reportagem do Estadão destaca que a Fifa não poupará os estádios que atrasarem o início de suas reformas ou construções, que estão datadas para 03 de maio deste ano. A entidade pretende excluir do Mundial as arenas que não cumprirem o cronograma.

As obras em todos os 12 estádios do Mundial do Brasil deveriam começar em março. O comitê local já fez uma concessão. Entretanto, a Fifa ameaça tirar o direito dos estados em caso de novo atraso. Esses locais seriam descartados se novos problemas no início das obras forem observados.

De acordo com a Fifa, os projetos de construção de novas arenas preocupam menos a entidade máxima do futebol do que os estádios que serão reformados. “Para quem está saindo do zero, já há um projeto claro, do que vai ser feito, de como a obra será entregue”, contou a fonte ouvida pelo jornal.

A Fifa irá aproveitar a visita ao país para reforçar que quatro ou cinco sedes deverão estar totalmente prontas para receber a Copa das Confederações, em 2013. Essas cidades deverão liberar suas arenas até dezembro de 2012. Os locais serão definidos possivelmente logo após o fim do Mundial da África do Sul, que se encerrará em 11 de julho.

Zum-Zum-Zum das 6 as 23

Barulhos incomodam sono de moradores de SP
Do G1, com informações do Bom Dia Brasil

Aeroporto e feira são fonte de problemas para a prefeitura. Na Rua Canuto do Val, moradores reclamam de barulho em bares.
Viver em uma metrópole que funciona 24 horas por dia causa alguns prejuízos para os moradores. Em São Paulo, diversas pessoas que moram em várias regiões da cidade sofrem com os barulhos em horários incômodos, como no fim da noite e durante a madrugada. É o caso de quem vive perto do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, e na Rua Canuto do Val, onde os bares da empresária Lílian Gonçalves são alvo constante de reclamações. Por causa do barulho, a prefeitura determinou que Congonhas só funcionasse entre 7h e 22h – atualmente, ele operada das 6h às 23h. A Infraero não aceitou. A prefeitura tentou então aplicar uma multa de R$ 1 milhão. Mas a empresa conseguiu uma liminar na Justiça e o aeroporto segue funcionando com o horário ampliado. A liminar vale apenas até sábado (10). Portanto, a briga deve continuar. “Todo dia é isso, esse barulho infernal. Eu não consigo. A gente não consegue se comunicar, dormir, assistir televisão. Todo dia esse mesmo barulho. Desde o momento que você acorda, você acorda com o barulho do avião e dorme com o barulho do avião”, conta o gerente de vendas Marcelo Salvo, que mora há 2 anos e meio perto do aeroporto. Em casa, ele só vê televisão no volume máximo. 
Na Rua Canuto do Val, no Centro da capital paulista, os moradores reclamam constantemente do barulho. São cinco bares que geram muito barulho durante a madrugada. E não são apenas os carros que chegam e saem: uma moradora já gravou até uma briga de clientes na rua. A mulher, que já reclamou várias vezes para a prefeitura, diz que tem medo de represálias. Por isso, prefere não se identificar. “No meio da madrugada tem briga, gente sendo espancada, barulho alto, barulho de buzina, porque é uma mão só, fechou a rua”, contou. “A gente guarda os números do protocolo mas nada nunca chegou a ser feito. A agonia de você saber que alguém está sendo espancado pelos seguranças e você não pode fazer nada, porque quando você chama a polícia você é obrigada a descer. Aí quem que quer colocar a cara a tapa desse jeito, se expor desse jeito?“. A dona dos bares se defende, diz que isso não é verdade e afirma que sofre uma perseguição. “Porque eu tenho acústica de tudo! Barulho nunca. É sempre de alguém que passa na rua e as vezes não é cliente nosso. São pessoas que vem de algum lugar e param em algum lugar para terminar a conversa. Tudo que acontece na rua, qualquer coisa que acontece logicamente que cai sobre mim”, afirmou Lílian Gonçalves.
Feirantes Outra fonte de barulho e de problemas são as feitas livres. Para tentar resolver o impasse, a prefeitura tentou limitar os decibéis da feira. Primeiro, criou uma lei que proibia o barulho. Depois, em um segundo decreto, explicou que a gritaria dos feirantes continua liberada. Um alívio para eles, que fazem do grito uma arma para o negócio. Segundo a prefeitura, a feira não pode ter barulho produzido por aparelhos sonoros. Entretanto, é fácil achar comerciantes que com som nas alturas, driblando a fiscalização. De acordo com a prefeitura, o Psiu, que regula os barulhos na cidade, trabalha com base em duas leis: a da 1h e a do ruído. A primeira determina que, para funcionarem após 1h, os bares e restaurantes devem ter isolamento acústico, estacionamento e segurança. Antes desse horário, a Lei do Ruído controla a quantidade de decibéis emitidos pelos estabelecimentos, a qualquer hora do dia ou da noite.

O Estado de S.Paulo
São procedentes os argumentos de que lançam mão a Prefeitura de São Paulo e a Infraero na disputa que travam a respeito da redução do horário das operações e outras questões ligadas ao funcionamento do Aeroporto de Congonhas. Mas são argumentos parciais, limitados a aspectos do problema que, embora de grande relevância para os usuários do transporte aéreo e para a população que mora nas cercanias do aeroporto, não cuidam da questão essencial: como compensar cada restrição imposta a Congonhas sem prejudicar todo o sistema nacional de tráfego aéreo.
Em operação desde 1936, o Aeroporto de Congonhas teve sua localização determinada se levando em conta uma distância segura da várzea do Rio Tietê, para evitar as frequentes enchentes que prejudicavam as operações do aeroporto então existente na capital, o de Campo de Marte, e das áreas residenciais, para não incomodar a população.
A evolução da cidade desde o início de suas operações, no entanto, resultou na densa ocupação de novas áreas, a ponto de hoje o Aeroporto estar na região considerada central, o que o torna quase uma aberração urbana. Por funcionar há tanto tempo, porém, o principal aeroporto da cidade não tinha licenciamento ambiental. Há três anos, a Prefeitura passou a exigir da Infraero, empresa responsável pela operação de Congonhas, a elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-Rima), como condição para autorizar seu funcionamento.
Apresentado pela Infraero em janeiro do ano passado, o relatório ambiental de Congonhas foi aprovado, sob condições, em dezembro pela Prefeitura. Para reduzir a poluição sonora e o incômodo aos moradores das áreas próximas ao aeroporto, a Prefeitura impôs à Infraero 93 exigências, 13 das quais deveriam ter sido cumpridas até o início de março, mas cuja vigência foi adiada para o início de abril.
Entre as regras não cumpridas está a redução do horário de operações do Aeroporto de Congonhas, que começam às 6 horas e terminam às 23 horas. A Prefeitura exige a redução de duas horas nas operações nos dias de semana, que devem começar às 7 horas e terminar às 22 horas; e de quatro horas nos domingos e feriados, quando o Aeroporto só poderá operar entre 9 e 22 horas.
A Infraero recorreu à Justiça contra a decisão, argumentando que não é da competência da Prefeitura legislar sobre o setor aeronáutico e o regime de navegação aérea. A Prefeitura alegou que é de sua competência a ordenação do espaço urbano e a proteção ambiental.
A Infraero argumenta ainda que faltou planejamento da Prefeitura, pois, desde que o aeroporto começou a ser cercado por bairros, as autoridades municipais não impediram a construção de escolas e hospitais na região, contrariando os planos acertados com a administração do Aeroporto.
A Infraero obteve liminar, pela qual não poderá ser punida pela Prefeitura. Seu prazo, porém, termina no sábado, dia 10. A Prefeitura já multou a empresa em R$ 1 milhão pelo não-cumprimento do prazo.
Em 2006, quando atendeu 18,5 milhões de passageiros, o Aeroporto de Congonhas registrou o maior movimento de sua história. No ano passado, ele foi utilizado por 13,7 milhões de passageiros. Estima-se que a redução de horário de funcionamento exigida pela Prefeitura resultará na queda de cerca de 12% do movimento. Isso significa 62 operações de pouso ou decolagem a menos por dia. Em número de passageiros, será cerca de 1,7 milhão a menos por ano.
Se não se encontrar uma solução adequada para esses voos e para esses passageiros, um problema ? o do incômodo por que passa a população ? será resolvido parcialmente, mas outro será exposto de maneira ainda mais visível: o da inadequação do sistema aeroportuário brasileiro. Sua reformulação exige uma solução harmônica, que envolva todos os níveis de governo, pois o problema não é apenas municipal, estadual ou federal. Recursos à Justiça dificultam a busca desse entendimento nacional.

Voando Abaixo da Média

Melhor aeroporto do Brasil é 121º em ranking global
Consultoria avaliou qualidade de 215 aeroportos: Cingapura ficou em primeiro lugar e, no Brasil, Guarulhos foi o mais bem avaliado
Marina Gazzoni, iG São Paulo | 08/04/2010

Após uma viagem longa, os passageiros que saíram de São Paulo desembarcam em Cingapura. O caminho para buscar a bagagem e a inspeção nos postos de imigração não tem fila, nem tumulto. O desembarque é rápido e os funcionários são cordiais e sorridentes. Essa é a lembrança que o executivo Jeferson Fernandes guarda do aeroporto de Changi, em Cingapura, onde esteve em 2008. O local tem outros mimos: piscina, cinema, spa e jardins. “Era meu aniversário e quando a atendente devolveu meu passaporte, entregou junto com ele um cartão, desejando felicidades em nome da equipe do aeroporto. O gesto me surpreendeu”, recorda.
Na volta ao Brasil, o cenário é outro. O processo de desembarque no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, é  demorado e os passageiros que vão a São Paulo ainda podem enfrentar horas de trânsito nas rodovias -sem congestionamento, o deslocamento até a capital leva pouco mais de 20 minutos. “Há muitas filas para passar pela Polícia Federal, tanto para brasileiros, quanto para estrangeiros”, afirma Fernandes, que viaja para o exterior por Guarulhos cerca de cinco vezes por ano. Para ele, o pior momento é a retirada das bagagens. “É um pesadelo", diz. "As esteiras são muito próximas e as pessoas se espremem no saguão. Se as malas se enroscam, não há assistentes para auxiliar e os próprios passageiros precisam organizar as bagagens nas esteiras.”

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Foto: AE
Passageiros no saguão do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo

O grau de satisfação dos passageiros em relação aos serviços oferecidos colocou o aeroporto de Cingapura 120 posições à frente de Guarulhos em um 
ranking internacional de qualidade dos aeroportos, elaborado pela consultoria de aviação Skytrax e divulgado em março. O aeroporto de Cingapura foi avaliado como o melhor do mundo, com base em questionários respondidos por passageiros sobre 215 aeroportos internacionais. Nenhum aeroporto brasileiro ficou entre os cem primeiros. O mais bem colocado foi Guarulhos, em 121º lugar, seguido do Galeão, em 151º.

Leia mais:
Para analistas, Cumbica peca por falta de conforto
A reportagem do iG ouviu especialistas em aviação e infraestrutura para entender por que o melhor aeroporto do Brasil está 120 posições atrás do melhor do mundo. A conclusão é que os investimentos para ampliar a capacidade de Cumbica não foram suficientes para atender ao crescimento da demanda. No ano passado, 21,7 milhões de pessoas embarcaram ou desembarcaram em Guarulhos, mas a capacidade do aeroporto é para atender 17 milhões de passageiros por ano. Isso provoca filas no check-in e nas bagagens, atrasos de voos e grande concentração de pessoas nos terminais. Em Cingapura, a situação é diferente: o aeroporto comporta 70 milhões de passageiros por ano, mas recebeu metade desse volume em 2009.

Veja infográfico:
Compare os aeroportos de Guarulhos e Cingapura
Entenda as semelhanças e diferenças dos aeroportos de Guarulhos e Cingapura em cada quesito:
 
Projeto
Changi e Guarulhos têm quase a mesma idade e histórias parecidas. Changi começou a operar em 1981, apenas quatro anos antes de Cumbica. Ambos foram construídos em antigas bases aéreas militares para desafogar aeroportos mais antigos. O aeroporto de Guarulhos foi construído no terreno da antiga base da Força Aérea para receber parte da demanda de Congonhas, que já estava sobrecarregado na década de 1980.
Em Cingapura, o governo queria um novo aeroporto para substituir o de Paya Lebar, que não estava apto a atender ao crescimento da demanda e localizava-se em área de expansão urbana. A ilha que abrigava a base aérea de Changi foi usada para a construção do novo aeroporto, num local com facilidades para a expansão por meio de aterros sobre o mar. O aeroporto foi projetado para receber um dos maiores volumes de tráfego aéreo do sudeste asiático e ser um ponto de conexão entre os voos da Europa para a Oceania.
Diferentemente de Changi, no entanto, Guarulhos não foi projetado para ser o maior aeroporto do País. O projeto original previa que ele recebesse voos domésticos, exceto a rota Rio-São Paulo, e aviões vindos da América do Sul. O principal aeroporto de São Paulo deveria ser o de Viracopos, localizado em Campinas (SP), segundo o planejamento de uma comissão criada para estudar o sistema aeroportuário de São Paulo no extinto Ministério da Aeronáutica, em 1979.

Infraestrutura
O projeto de Cumbica previa que o aeroporto operasse com quatro terminais de passageiros e três pistas, desde 1998. Hoje, há dois terminais e duas pistas (com 3 mil metros e 3,7 mil metros), que não podem ser usadas ao mesmo tempo. A construção de um terceiro terminal está em fase de licitação, mas o quarto terminal e a terceira pista não estão nos projetos de expansão do aeroporto, afirma o superintendente da Infraero em Guarulhos, Lucínio Baptista da Silva. Segundo ele, a construção de um terceiro terminal será suficiente para ampliar a capacidade do local em 12 milhões de passageiros por ano.
Do outro lado do mundo, Changi possui cinco terminais, entre eles um exclusivo para passageiros da classe econômica e outro para o segmento de luxo. Nos 20 primeiros anos de operação, existiam apenas dois terminais no aeroporto, mas o governo de Cingapura iniciou a construção dos novos terminais em 1999. O aeroporto possui três pistas (duas com 4 mil metros e uma com 1,8 mil metros), que podem ser operadas simultaneamente. Uma delas é de uso exclusivo da Força Aérea de Cingapura, mas um dos planos do aeroporto é que ela seja usada também para voos comerciais.

Comércio e serviços
Um dos principais diferenciais de Changi é a variedade de serviços oferecidos. A proposta do aeroporto é que o local seja mais do que uma plataforma de embarque e desembarque de passageiros, mas uma opção de lazer e turismo em Cingapura. O local dispõe de spa, cinema, piscina, academia, terminais com acesso à internet gratuito e o maior pavilhão de feiras do sudeste asiático. As crianças podem se distrair em um playground, jogar vídeo game gratuitamente ou participar de atividades recreativas organizadas pela equipe do aeroporto. Um passeio grátis por Cingapura é oferecido aos passageiros que aguardam por mais de cinco horas uma conexão de voo. A decoração inclui seis jardins abertos, cada um deles especializado em um tipo de planta e estruturas de vidro.

Changi dispõe de cerca de 300 unidades comerciais, que incluem lojas, restaurantes e prestadoras de serviços. O aeroporto de Guarulhos tem menos opções para compras e lazer. Ao todo, há 197 pontos comerciais, ocupados por restaurantes, lojas, livrarias e prestadoras de serviços. Cumbica também dispõe de um templo ecumênico e um centro de convenções para a realização de eventos.

Acesso
Para chegar ao aeroporto de Guarulhos, os passageiros podem vir de táxi, carro ou ônibus. O complexo aeroportuário não está interligado aos sistemas de trem e metrô da grande São Paulo. O trânsito congestionado pode fazer com que o trajeto do aeroporto até o centro da capital paulista leve mais de duas horas.

Além do acesso via rodovias, Changi está conectado ao sistema de metrô da cidade. O transporte via trilhos até o centro da cidade leva em média 40 minutos. Para o deslocamento interno, o aeroporto oferece um sistema de trens ou ônibus, embora seja possível caminhar entre os terminais.

Promete Mas Não Cumpre

Medida judicial protege Infraero de multa por barulho em Congonhas
Secretaria do Verde queria aplicar penalidade de R$ 1 milhão.  Aeroporto descumpre estudo de impacto ambiental de 2009.
Do G1, com informações do SPTV

Fiscais da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo que tentaram multar a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) pelo descumprimento de normas ambientais no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo,  descobriram que a estatal está protegida por uma medida judicial até 10 de abril.  A multa de R$ 1 milhão  seria aplicada nesta segunda-feira (5) por causa do barulho em horário não permitido.

De acordo com o estudo e o relatório de impacto ambiental de Congonhas, aprovado em 2009, o aeroporto precisa respeitar uma série de normas.  A mais polêmica é a que restringe o horário de pousos e decolagens entre as 7h e as 22h.
Na véspera do feriado de páscoa, a Infraero conseguiu uma ordem judicial para que nenhuma penalidade seja aplicada até o dia 10 deste mês.

Prefeitura de SP tenta restringir horários de voos em Congonhas
Da Rádio Bandeirantes cidades@eband.com.br

A prefeitura de São Paulo deve apresentar nesta segunda-feira as medidas para restringir as operações no aeroporto de Congonhas. O objetivo da administração é reduzir o horário de funcionamento de Congonhas em duas horas. Com a alteração, a abertura do terminal seria às 7h da manhã, uma hora mais tarde, e o encerramento, uma hora mais cedo, às 22h. O prefeito Gilberto Kassab diz que espera um diálogo com a Infraero e com a ANAC, a agência que regulamenta o setor de aviação. A iniciativa municipal divide os moradores da região do terminal entre os que comemoram a possibilidade de redução da poluição sonora e os que prevêem dificuldades para viajar. Redatora: Gisiela Klein

SVMA cobra Infraero

Prefeitura anunciará exigências ambientais a Congonhas
Da Agência Estado

A Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura de São Paulo anuncia na próxima segunda-feira as medidas que o Aeroporto de Congonhas necessita adotar para obter o licenciamento ambiental e legalizar suas operações. O posicionamento da secretaria depende da análise que fará do relatório que recebeu na última quinta-feira, 1º, da Infraero.

Há três anos a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente vem exigindo da Infraero que adote as providências para o licenciamento do aeroporto de Congonhas de modo a legalizar suas operações.

Em nota, a secretaria informa que "diante da inércia da empresa, a SVMA /Prefeitura aplicou multa de R$ 10 milhões de reais à companhia no mês de junho 2008. A Infraero apresentou recurso, mas a multa foi mantida pela prefeitura. Em 5/12/2008 a empresa finalmente apresentou o EIA RIMA dando início assim ao processo de licenciamento".

A secretaria informa ainda que após a análise técnica feita durante o ano de 2009 e diversas audiências públicas com os munícipes interessados, o Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) da cidade aprovou a licença de operação com uma lista de 100 exigências com diferentes prazos de cumprimento.

E como algumas das exigências já venceram e desde o início de 2010 a empresa não cumpriu parte delas, a SVMA/Prefeitura prorrogou o prazo para o cumprimento das exigências do Cades, que se expira hoje, dia 2 de abril.

Kassab Não Manda Nada, diz Anac

Anac tenta barrar veto a voos em Congonhas
RICARDO GALLO, Folha de SP - Cotidiano

Agência e Infraero dizem que Prefeitura de SP não tem competência legal para restringir pousos e decolagens no aeroporto Vence amanhã último prazo dado pela gestão Kassab para reduzir voos, mas Infraero não deve cumpri-lo; prefeitura anuncia na 2ª o que vai fazer

O governo federal quer barrar a tentativa da Prefeitura de São Paulo de limitar as operações no aeroporto de Congonhas (zona sul), o segundo mais movimentado do país. O aeroporto é alvo constante de queixas de ruído pela vizinhança.
O último prazo dado pela gestão Gilberto Kassab (DEM) à Infraero vence amanhã, mas não deve ser cumprido. Na segunda, a prefeitura divulgará o que fazer -entre as possibilidades disponíveis estão a aplicação de multa e até a interdição de Congonhas
Tanto a Infraero quanto a Anac (Agência Nacional de Avião Civil) sustentam que a prefeitura não tem competência legal para reduzir o horário de Congonhas -por tratar-se de situação regida pela legislação aeronáutica, o tema cabe ao governo federal, argumentam.
Para a prefeitura, a questão é de uso e ordenação do solo, sobre a qual o município tem poder para estabelecer regras. O objetivo, diz a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, é "mitigar transtornos e perigos causados pelo aeroporto, adequando as atividades aeroportuárias às necessidades" de SP.
Atualmente, o horário de Congonhas é das 6h às 23h, todos os dias. A secretaria determinou que a Infraero diminua em duas horas o horário de Congonhas de segunda a sábado -o novo horário será das 7h às 22h; aos domingos e feriados, a redução terá de ser de quatro horas (9h às 22h) em relação ao praticado hoje. A medida faria Congonhas perder 62 operações de pouso e decolagem por dia -quase 12% do movimento.
Restringir o horário foi uma das condições para a prefeitura conceder à Infraero o licenciamento ambiental de Congonhas. O primeiro prazo para a estatal se ajustar às regras venceu em 1º de março, mas foi prorrogado por 30 dias. Como a Infraero foi notificada no dia 3, a nova data-limite é amanhã.
Contrárias à medida, as companhias aéreas dizem não saber da restrição. A Folha procurou TAM e Gol, as duas principais empresas a operar no aeroporto. Ontem, ambas vendiam passagens com saída ou chegada nos horários alvo de veto.
O Snea (sindicato da categoria) afirma que também não foi informado. O diretor Ronaldo Jenkins lembrou que, na ocasião da redução de voos no Santos Dumont, no Rio, em 2009, o debate começou meses antes.

Obras em Infraestrutura

Serra anuncia R$ 8,3 bi em obras do Rodoanel e monotrilho
Redação Terra Hermano Freitas Direto de São Paulo

Um dia depois de sua despedida como governador de São Paulo, José Serra (PSDB) anunciou nesta tarde R$ 8,3 bilhões em obras de infraestrutura. A verba está dividida em R$ 5 bilhões para o trecho norte do Rodoanel e R$ 3,14 bilhões na Linha 17 do Metrô - o chamado monotrilho.
O investimento nas obras está dividido em R$ 2 bilhões de financiamento com agentes financeiros internacionais para o Rodoanel (com contrapartida de R$ 3 bilhões do governo paulista) e R$ 1,3 bilhão de financiamento da Caixa Econômica Federal e do BNDES para o monotrilho (com contrapartida de R$ 1,843 bilhão da administração de São Paulo). Para a obtenção do recurso, foi assinado um contrato de ampliação da capacidade de endividamento de São Paulo no valor de R$ 3,3 bilhões.
Muito sorridente, Serra assinou o contrato ao telefone com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estava em Brasília. "Queria te agradecer o fato de poder assinar à distância (o contrato de ajuste fiscal) e toda a cooperação. São Paulo agradece. Obrigado, Guido. Um abração", disse Serra.
A previsão é de que o projeto do Rodoanel norte esteja pronto em 2011. O monotrilho, que terá 21,6 km de extensão, ligará a estação São Judas do Metrô ao estádio Morumbi passando pelo aeroporto de Congonhas e a vontade do governo é de que fique pronto para a Copa do Mundo de 2014.
O Rodoanel Mario Covas, em São Paulo, cujo Trecho Sul foi aberto ao trânsito nesta quinta-feira, tem o objetivo de reordenar o transporte de veículos de cargas da região metropolitana, facilitando o escoamento até o Porto de Santos sem passar pela capital. Apenas nos 61,4 km do Trecho Sul, cerca de 16,5 mil caminhões e 55,5 mil veículos de passeio devem passar por dia.

Seu Direito

Anac anuncia mudanças
Agência Estado

Informação sobre o espaço disponível na poltrona do avião antes de comprar o bilhete. Direito a lanchinho ou reembolso em caso de atraso no voo. Novas empresas em Congonhas. O mês de março foi movimentado para o setor aéreo brasileiro. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Defesa anunciaram mudanças para melhorar a vida dos passageiros e preparar o País para os dois grandes eventos esportivos da próxima década, Copa e Olimpíada.
Algumas novidades passam a valer já em abril. Outras devem virar realidade em até um ano - e as maiores mudanças têm data de implementação indefinida. A seguir, um resumo das alterações, com prazos para serem cobrados dos responsáveis.

Atraso e cancelamento

Passageiros de voos atrasados, cancelados ou interrompidos terão prioridade (em relação a quem ainda não comprou passagem) na primeira aeronave que siga para o destino, mesmo que seja da concorrente. Se o viajante preferir, a empresa é obrigada a fornecer transporte complementar até o destino final. Atraso superior a 4 horas dá direito a desistência e reembolso imediato pela passagem quitada - no caso de pagamento em parcelas, a devolução depende da política da operadora do cartão.
Os inconvenientes serão amenizados com direito a comunicação por telefone ou internet (após 1 hora de atraso), alimentação (2 horas) e sala vip ou hotel (de 4 horas em diante) Passageiros a bordo do avião parado no pátio terão os mesmos benefícios.
As regras valem também para o overbooking, quando a empresa vende mais passagens que os assentos disponíveis no avião.  O descumprimento das novas normas resulta em multa às companhias no valor de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Quando e de quem cobrar

A partir de junho, da Anac.

Novos voos

O aeroporto de Congonhas vai ganhar mais 101 voos. Hoje, um movimento (pouso ou decolagem) é registrado a cada dois minutos. Por sorteio, a Anac redistribuiu os horários (conhecidos como slots), o que abriu espaço para Azul, NHT e Webjet se juntarem a Gol, TAM e Ocean Air, que já operam em Congonhas. Assim, o total de horários aumentará dos atuais 2.984 por dia para 3.186.
Você deve estar pensando em mais atrasos e filas. Não necessariamente. "O impacto será pequeno porque a maioria dos novos horários se concentra nos fins de semana", diz o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Especialistas dizem que o aeroporto não está sobrecarregado (hoje, são 37 mil passageiros por dia), já que o número de voos por hora caiu de 44 para 32 após o acidente com o voo 3054 da TAM, em 2007. É esperar e conferir.

Quando e de quem cobrar

As empresas aéreas vão apresentar suas novas rotas em abril.

"Puxadinhos"

O aeroporto de Cumbica ganhará três estruturas provisórias de metal e vidro e aumentará a área do terminal de passageiros enquanto as obras de ampliação não saem do papel. Os "puxadinhos" serão usados para embarque, desembarque e estacionamento e devem crescer em 3 milhões o número de passageiros a cada ano - atualmente, 21,7 milhões. Viracopos, em Campinas, e Galeão, no Rio, também receberão as estruturas.

Quando e de quem cobrar

Os módulos provisórios serão instalados até janeiro. As reformas, diz o Ministério da Defesa, ficam prontas antes da Copa de 2014.

Poltronas

Como fica: Mais de dois anos depois de o ministro da Defesa, Nelson Jobim, do alto de seus 1,90 metro, reclamar em público do aperto nas classes econômicas das aeronaves de companhias aéreas brasileiras, a Anac criou uma etiqueta para classificar a distância entre as poltronas. São cinco faixas, de A a E, da mais espaçosa para a mais apertada. As medidas foram definidas de acordo com o corpo do brasileiro médio. A classificação deverá ser mostrada nos sistemas de venda de passagens e também colada nos aviões. Aeronaves classificadas na categoria A receberão selo de qualidade.

Quando e de quem cobrar

Março de 2011 é a data limite para as companhias aéreas fazerem as adaptações necessárias.

Depoimento

Em Congonhas, paciência chega ao céu antes de mim
DANILO GENTILI ESPECIAL PARA A FOLHA  Eu sei que Congonhas foi construído com a intenção de prover São Paulo com um aeroporto que não estivesse sujeito às enchentes do Tietê, como ocorria no Campo de Marte.
O que não eu sei é se foi uma boa troca. Minha chance de sobreviver num pouso na água é bem maior do que na pista de Congonhas. Ainda prefiro chegar ao Campo de Marte do que ir pro espaço.
Por causa da superlotação das pistas e do histórico de acidentes, dá medo pousar lá. Tenho a impressão de que, se antes de pousar eu pedir água, a aeromoça vai chegar aspergindo ela sobre mim.
Se houvesse atentados terroristas no Brasil, o sequestrador diria: "Se não libertarem meu líder, vou fazer esse avião pousar em Congonhas".
Mas não é só isso. Qualquer voo lá atrasa mais que o aluguel do Seu Madruga. Nas raras vezes que chego a Congonhas e meu avião está programado para sair no horário exato, ele atrasa porque chove. Nesse aeroporto me sinto numa verdadeira rodoviária.
Quando eu entro naquele ônibus que leva a gente pro avião, meu impulso é sempre perguntar pro motorista se ele vai parar no Graal.
Sempre que preciso viajar por Congonhas, tenho inveja da minha paciência, pois ela chega ao céu muito antes do que eu.

DANILO GENTILI é humorista e um dos apresentadores do programa "CQC", da Bandeirantes

Em Tempo

Infraero vai instalar terminais provisórios nos aeroportos para atender alta de demanda
CIRILO JUNIOR da Folha Online, no Rio

A Infraero, empresa responsável pela administração dos aeroportos brasileiros, começará a construir ainda este ano terminais provisórios no aeroporto de Guarulhos, para suprir o crescimento da demanda, até que obras de expansão fiquem prontas.
O presidente da estatal, Murilo Marques Barboza, informou nesta sexta-feira que três módulos provisórios serão instalados no aeroporto paulista, podendo receber até 3 milhões de pessoas.
"A licitação já está na rua. A construção de cada módulo leva cerca de dez meses. Então, teremos um primeiro módulo pronto no ano que vem", afirmou, após participar de cerimônia relativa à assinatura de protocolo de intenções para a instalação de unidades judiciárias nos aeroportos das 12 cidades sede da Copa de 2014.
Estão previstos mais dois terminais provisórios no aeroporto de Brasília, e um ou dois módulos no aeroporto Tom Jobim, no Rio. Barboza não detalhou os investimentos nessas construções provisórias, mas destacou que estão programados investimentos de R$ 8 bilhões nos aeroportos brasileiros até 2014, sendo R$ 6 bilhões somente nas 12 cidades que abrigarão jogos da Copa do Mundo que será realizada no Brasil.
Os módulos poderão ser transferidos para outros aeroportos. A medida da Infraero visa se antecipar ao aumento da demanda previsto para os próximos anos, especialmente em função da realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 no país.
A diretora presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, declarou que será feito, este ano, um novo estudo para definir a limitação de capacidade dos aeroportos brasileiros.
A executiva comentou ainda que tem uma boa expectativa em relação ao comportamento do mercado aéreo em 2010. Na avaliação da diretora, o movimento de passageiros deverá apresentar crescimento, pelo menos, semelhante ao que foi verificado no ano passado -- 17% de elevação.
"Esperamos um crescimento equivalente ao do ano passado. A variável será a questão do preço", observou.
Presente ao evento, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, voltou a fazer duras críticas às condições atuais dos aeroportos brasileiros. Para ele, são necessárias obras para atender eventos que já serão feitos no país a partir de 2011.
"É um problema muito sério que tem que ser levado a sério, e temos, de qualquer maneira, que preparar os aeroportos para a Copa do Mundo. Já no ano que vem, no final, temos um megasorteio de todas as chaves das eliminatórias, envolvendo todos os países".

Selo Anac

Anac cria selo para informar espaço entre poltronas no avião
Fonte: Redação Terra

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quarta-feira que criou um selo para avaliar o espaço útil entre as poltronas dos aviões de companhias aéreas brasileiras. A medida deve entrar em vigor em março de 2011 e a classificação feita em letras, sendo A o maior espaço e E o menor, deverá ser mostrada ao passageiro no momento da compra do bilhete.
Segundo a agência reguladora, o objetivo da medida é que o passageiro leve em conta também este critério no momento de escolher sua companhia aérea. As faixas criadas pela Anac são A (mais de 73 cm); B (de 71 cm a 73 cm), C (de 69 cm a 71 cm), D (de 67 cm a 69 cm) e E (menos de 67 cm). A aeronave que se enquadrar na categoria A receberá também o "Selo Anac", que atesta o "melhor espaço útil oferecido no mercado".
A norma é obrigatória para todas as empresas que operam voos regulares com aviões com mais de 20 assentos, segundo a Anac. As companhias terão até setembro de 2010 para enviar a documentação com a medição das aeronaves e mais seis meses, no máximo, para adotar a etiqueta informativa no sistema de reservas.
A metodologia da Anac para a medição do espaço útil entre os assentos determina a distância mínima entre a almofada de apoio para as costas de um assento e do encosto do assento posterior ou de outra estrutura fixa na frente. As poltronas têm que estar na posição vertical, como no momento da decolagem, e 75 mm acima do assento do banco.
Para a definição das faixas da etiqueta, a agência reguladora tomou por base a medição realizada em 5,3 mil passageiros, de 15 a 87 anos, nos 20 principais aeroportos brasileiros. Na média, a medida glúteo-joelho dos passageiros no Brasil varia entre 55 cm e 65 cm.
A etiqueta vai informar sempre o espaço na classe econômica, para as aeronaves que fazem voos domésticos ou internacionais, disse o órgão. As fileiras de assentos próximas às saídas de emergência e nos afunilamentos da fuselagem não serão medidas, já que nelas o espaço é diferente do restante da aeronave, detalhou a Anac.
Segundo o órgão, sempre que ocorrerem modificações na configuração da aeronave, a empresa aérea deverá realizar uma nova medição para atualização dos dados. De acordo com a Anac, inspetores da agência irão fiscalizar o cumprimento das normas do programa e autuarão as companhias caso o selo ou a etiqueta forem utilizadas de forma inadequada e não corrigirem a informação em até 30 dias.

Precária

Fiscalização das aeronaves é frágil e provoca riscos em MT
Fernando Duarte - Da Redação Jornal A Gazeta


Com frequência, problemas em aeronaves em Mato Grosso passam à margem do conhecimento da Aeronáutica ou da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Apesar da legislação brasileira exigir que todos os casos de incidentes aéreos sejam relatados aos órgãos competentes, nem sempre isso acontece. Mato Grosso tem a segunda maior frota do Brasil, com 964 aeronaves, perdendo apenas para São Paulo que possui mais de 3,6 mil. A quantidade de aviões justifica-se pelas dimensões do Estado e pelas grandes lavouras que necessitam de defensivos agrícolas. E as aeronaves agrícolas e os aviões particulares são os responsáveis pela maioria dos 63 acidentes registrados nos últimos 10 anos (1999 a 2009). O mais recente problema que não foi relatado ocorreu em Aripuanã (1.002 km a noroeste de Cuiabá), onde um bimotor Bandeirante apresentou uma avaria em uma das rodas do trem de pouso no dia 25 de fevereiro. Dois dias antes, o mesmo avião, pertencente a empresa Gensa com sede em Campo Grande (MS), apresentou situação semelhante no Aeroporto Marechal Rondon. Neste caso, no momento do pouso, o pneu esquerdo perdeu um parafuso com o impacto e a aeronave (com 15 passageiros) saiu da pista. Esse fato só foi descoberto porque havia uma equipe de reportagem de A Gazeta na aeronave, que pôde fazer um registro fotográfico e relatar detalhes do caso. "Não dá para saber quantos problemas ocorrem no interior do Estado. É o piloto que faz o relatório", disse o funcionário de uma empresa aérea que não quis se identificar. Quando ficou sabendo que o problema com o bimotor no Marechal Rondon não foi relatado, um piloto com mais de 15 anos de experiência estranhou o fato. "Não pode ser. Deve ter alguma coisa errada aí, eles tinham que saber, alguém tem que informar. Se há um problema, deve ser feito o relatório e até fotografar o que foi afetado para registro". Outro funcionário de uma empresa de aviação explicou que "não tem como" os órgãos responsáveis deixarem nem mesmo um representante para cada pista homologada no país e, por isso, a informação é enviada somente pelo piloto. "O que tem que mudar não é a legislação, mas a cultura dos comandantes e dos proprietários das aeronaves. O piloto pensa que só porque informou tal incidente, vão cassar o registro dele ou reter a aeronave. Isso não acontece assim". Investigação - O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Sexta Região (Seripa VI) está levantando dados sobre o acidente com o bimotor em Cuiabá. O chefe do órgão (que é vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - Cenipa), Roberto Alves, afirmou que não houve comunicação com o setor sobre o acidente em Cuiabá e lembrou que "infelizmente" isso ocorre com frequência. Alves disse que, dentre os motivos para os comandantes não informarem, está a falta de conhecimento sobre o assunto e o temor de que o currículo deles seja prejudicado. "Os problemas devem ser informados para que se possa fazer um cruzamento dos dados e evitar que aconteçam ocorrências repetitivas, falhas no mesmo componente. Na investigação, nós não focamos a culpa no piloto, não colocamos nem o nome dele no relatório". A assessoria de imprensa da Anac divulgou uma nota informando que, por causa do "não reporte" do fato aos órgãos, "tanto o proprietário da aeronave quanto o piloto estão sujeitos à processo administrativo, que pode resultar em multa e até na cassação do certificado de aeronavegabilidade do avião e da licença do piloto". Uso indevido - Para cada tipo de voo há uma regulação específica da aeronave, podendo ser Transporte Público Regular (TPR); Transporte Público Não Regular (TPX), para táxi-aéreo e Transporte para Serviços Privados (TPP). Em cada tipo existe uma especificação operativa definida e diferente. O que acontece é uma empresa de voo regular terceirizar uma aeronave que serve como táxi-aéreo. "Com isso, há grande chance de diminuir a segurança no voo. Um TPR não pode recorrer a um táxi-aéreo porque não está autorizada à fazer voos de carreira", afirmou um gerente operacional. Mortes - Gol - O maior acidente aéreo registrado no Estado aconteceu em setembro de 2007, quando o Jato Legacy se chocou com um boeing da Gol e provocou a morte de 154 pessoas. A Justiça Federal de Mato Grosso ainda não julgou o caso, onde controladores de voo e os pilotos norte-americanos do Legacy são acusados de terem contribuído para o acidente.  

Obras de Acessibilidade

Infraero irá fazer reformas no aeroporto de Congonhas para facilitar o acesso a deficientes físicos
Primeira etapa das obras deve ser concluída até 30 de novembro deste ano
Do R7

A Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) assinou nesta quarta-feira (3) um compromisso de ajustamento de conduta com o Ministério Público Federal, em São Paulo, para facilitar a acessibilidade aos portadores de deficiência ao aeroporto de Congonhas. Pelo compromisso firmado, a Infraero deverá fazer reformas até o dia 30 de novembro deste ano, que incluem a adaptação de pisos e rampas e adequação de corredores. Também está prevista a instalação de piso tátil e de sinalização, em braile, nos elevadores e rampas. A segunda etapa do acordo deverá ser cumprida até o dia 30 de junho de 2011. Nesta fase, serão realizadas obras de correção e adequação de locais de passagem e áreas de circulação. Caso a estatal não cumpra as obras nos prazos estipulados, haverá uma multa diária no valor de R$ 1.000.

Acidente com equipe de TV

Piloto de helicóptero da TV Record morre após queda de aeronave no Jockey Club
Acidente ocorreu no início da manhã desta quarta-feira na zona sul de SP
Do R7 publicado em 10/02/2010 às 08h08
O piloto do helicóptero da TV Record Rafael Delgado Sobrinho morreu na manhã desta quarta-feira (10) após a queda da aeronave dentro do Jockey Club, na zona sul de São Paulo. O acidente com o helicóptero "Águia Dourada", modelo Esquilo, ocorreu por volta das 7h20. Além do piloto, o cinegrafista da emissora Alexandre Silva de Moura, o Alexandre “Borracha”, ficou gravemente ferido e foi levado para o hospital Itacolomi Butantã, antigo pronto-socorro Iguatemi. 

Às 7h25, o helicóptero Águia 14 foi ao local para prestar socorro. Sete equipes do Corpo de Bombeiros também seguiram para a região. Os primeiros socorros às vítimas foram prestados por funcionários do Jockey.

Informações iniciais são de que o piloto tentou fazer um pouso de emergência ao perceber que o helicóptero estava instável no ar, mas ele não conseguiu realizar a manobra e a aeronave caiu. Ainda não se sabe o motivo do acidente.

Perfis
O piloto Rafael Delgado Sobrinho tinha 45 anos. Ele trabalhou na TV Record de maio de 1999 a dezembro de 2007, retonando à emissora em outubro de 2008. Rafael deixa mulher e três filhos.
O cinegrafista Alexandre Silva de Moura tem 36 anos e é funcionário da TV Record desde abril de 2001. Atualmente, exerce a função de coordenador de sistema de TV externo. Ele é divorciado e não tem filhos.
 

Pantanal e STJ

Anac diz que medida da TAM impede concorrência em Congonhas


SÃO PAULO, 2 de fevereiro (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou em comunicado nesta terça-feira que a medida judicial da companhia aérea Pantanal, que está sendo comprada pela TAM, ameaça a ampliação da concorrência no aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país.

Segundo a agência, a Pantanal pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão do processo de redistribuição de 61 horários de pousos e decolagens (slots) no aeroporto paulista que a Anac pretende promover na quarta-feira.
Os slots fazem parte de um conjunto de 355 horários que estão programados para serem distribuídos entre seis companhias, além da própria TAM --Gol, OceanAir, Azul, NHT e Webjet. Destas, apenas as três últimas ainda não voam em Congonhas.

A "medida judicial da empresa aérea Pantanal, que está sendo adquirida pela TAM, está ameaçando a ampliação da concorrência no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo", afirma a Anac em comunicado distribuído à imprensa.

Representantes da companhia aérea líder do mercado brasileiro não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

"A Anac pretende garantir o uso adequado da infraestrutura do aeroporto, permitindo o aumento do número de empresas que operam em Congonhas em benefício do passageiro, que terá mais opções de serviços e preços", afirma a agência.
Após a medida judicial, a Anac informou que vai encaminhar resposta ainda nesta terça-feira para o STJ, que pediu mais informações sobre a redistribuição após ser acionado pela Pantanal.

O processo deveria ter ocorrido na segunda-feira, mas a Anac decidiu suspender a distribuição para conceder tempo regulamentar para que a Pantanal, que ficou de fora da divisão junto com a Trip por descumprir índices mínimos de 80 por cento de regularidade e pontualidade no aeroporto, apresentasse recurso à agência.

Atualmente os horários de pousos e decolagens em Congonhas estão ocupados por quatro companhias aéreas. A TAM tem 40,4 por cento dos slots, Pantanal 3,8 por cento, Gol 41,7 por cento e OceanAir 3,8 por cento, segundo a Anac.

Como todos os slots estão alocados para estas companhias nos dias de semana -- que são os de maior movimento -- a entrada de novas concorrentes no aeroporto só acontece quando uma empresa descumpre a regularidade mínima de 80 por cento de seus voos", afirma agência. "Se os slots mal utilizados não são redistribuídos, criam uma reserva de mercado e acabam impedindo a entrada de competidores."

Às 15h15, as ações da TAM subiam 5,71 por cento, enquanto os papeis da Gol mostravam ganho de 4,63 por cento e o Ibovespa exibia valorização de 0,71 por cento.

A TAM anunciou a compra da Pantanal em dezembro, em operação de 13 milhões de reais que tem como objetivo ajudar a companhia a voltar a explorar o mercado de aviação regional do país.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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POA

Depois da decolagem, avião volta para aeroporto no RS
Companhia aérea diz que houve problema técnico. Passageiros foram reacomodados em outro voo.
Do G1, em São Paulo 28/01/10 - 12h21 - Atualizado em 28/01/10 - 12h21

Uma aeronave da TAM teve que voltar ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, depois da decolagem, na manhã desta quinta-feira (27). Segundo a companhia aérea, houve um problema técnico e foi necessário fazer uma manutenção não programada.
 
O voo 3048 seguia para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 76 passageiros. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da companhia, todos foram reacomodados em outra aeronave e partiram para a capital paulista às 9h50.
 
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informa que não houve problemas na operação do aeroporto.
 

Irregularidades na Licitação

Justiça do DF paralisa obras do VLT
Tribunal atendeu a pedido de liminar do Ministério público; obra é parte dos preparativos para Copa
Da redação G1 postado em 28/01/2010 12:17 h atualizado em 28/01/2010 12:22 h

A Justiça do Distrito Federal determinou a paralisação da construção do veículo leve sobre trilhos (VLT), informou hoje o site “G1”. A obra faz parte dos preparativos da Copa do Mundo de 2014 na capital federal.
O Tribunal de Justiça atendeu a um pedido de liminar feito pelo Ministério Público, que afirmou ter encontrado indícios de irregularidades na licitação. O governo do Distrito Federal informou que vai recorrer da decisão.

O projeto do VLT faz parte do programa Brasília Integrada. Ele ligará o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Norte. O trecho em construção e agora paralisado pela Justiça é o que liga o Terminal da Asa Sul à 502 Norte. Esta etapa tinha prazo de conclusão em 18 meses.

No total, a obra está orçada em R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 263 milhões serão financiados pelo PAC da Mobilidade Urbana – programa federal para facilitar o acesso a estádios, aeroportos e setor hoteleiro das 12 sedes da Copa. O PAC financiará a compra dos trens e vagões, além do trecho que liga o aeroporto ao Terminal da Asa Su
l.

Crise

Companhias aéreas tiveram em 2009 o pior resultado da história
Queda foi de 3,5%, de acordo com entidade que reúne 230 companhias. Taxa de ocupação média em voos ficou pouco acima de 75%.

Da Agência Estado 27/01/10 - 13h43 - Atualizado em 27/01/10 - 14h03

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Avião da Boeing, da companhia aérea Lufthansa (Foto: AP)
As companhias aéreas registraram em 2009 a maior queda da demanda de passageiros da história do setor, de 3,5%, informou nesta quarta-feira (27) a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). A taxa de ocupação de passageiros ficou em 75,6%, em média.
 
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transporte de carga diminuiu 10,1% e a taxa de ocupação nesse segmento foi de 49,1%.
 
Em dezembro, no entanto, a demanda de passageiros aumentou 4,5%, em comparação com igual mês do ano passado. A capacidade de passageiros em voos internacionais no mês passado recuou 0,7%. A taxa de ocupação no segmento de passageiros ficou em 77,6% em dezembro.
 
"Em termos de demanda, 2009 entra para a história como o pior ano que o setor já viu. Nós perdemos 2,5 anos de crescimento nos mercados de passageiros e 3,5 anos de expansão em frete", disse o diretor-geral da Associação, Giovanni Bisignani. A Iata representa cerca de 230 companhias aéreas e 93% do tráfego aéreo internacional.
 

Voo 5571 Minas Gerais

Avião da TRIP aborta decolagem em Governador Valadares
27 de janeiro de 2010 • às 19h50 , G1
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Um problema no avião da companhia Trip atrasou a decolagem em quase três horas no aeroporto de Governador Valadares (MG). O voo 5571, previsto para sair às 17h10 desta quarta-feira (27), de acordo com a administração do aeroporto, deverá sair às 20h05 com destino a Belo Horizonte.

As fotos tiradas pelo internauta David Wisler Araujo Silva mostram muita fumaça saindo da aeronave. Ele havia descido da mesma aeronave pouco antes e estava no voo anterior que fez o percurso Belo Horizonte - Governador Valadares.

"Eu estava pegando minha bagagem quando verifiquei que a decolagem havia sido abortada. Saía muita fumaça do avião", afirma David.
Segundo a Trip, a aeronave apresentou um quadro de superaquecimento no sistema de freio de uma de suas hélices no momento em que aguardava autorização para decolar.

Os 42 passageiros desembarcaram em segurança. O voo com destino ao aeroporto da Pampulha será realizado em outra aeronave.

Mais 6

Anac habilita seis empresas para operar novos voos em Congonhas
Azul, Webjet e NHT passarão a ter horários no aeroporto. Distribuição de novos voos ocorrerá no dia 1o de fevereiro.

Do G1, em São Paulo 25/01/10 - 16h34 - Atualizado em 25/01/10 - 18h13
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta segunda-feira (25) que três novas companhias aéreas estão habilitadas para operar voos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo: Azul, NHT e Webjet.
 
Em comunicado, a agência informou que habilitou seis empresas para participar da redistribuição de slots (horários de pouso ou decolagem) para novos voos no aeroporto de Congonhas: as "estreantes" Azul, NHT e Webjet, além de Gol/Varig, OceanAir e TAM, que já atuam no aeroporto.
 
As aéreas devem participar do processo de escolha dos horários disponíveis na próxima segunda-feira (1), em sessão pública que acontecerá no auditório da Anac em Brasília.
 
"A redistribuição dos slots vai permitir que mais empresas operem no aeroporto mais rentável do país", afirmou a Anac em comunicado.
   
Os destinos a serem operados ficam a critério das companhias aéreas e não estão atrelados aos horários dos voos.
 
Trip e Pantanal, que também anunciaram interesse nos horários, não foram habilitadas porque, segundo a Anac, não apresentaram "os índices mínimos de 80% de regularidade e pontualidade, ou não comprovaram patrimônio líquido positivo".
 
A distribuição
Cada empresa escolherá horários entre os slots disponíveis. A ordem da escolha foi sorteada entre companhias que já voam em Congonhas e será a seguinte: OceanAir, que define um horário de pouso e outro de decolagem; seguida pela Gol/Varig e depois TAM.
 
Depois dessa rodada, a escolha entre companhias que não atuam em Congonhas ocorrerá em ordem definida em sorteio a ser realizado no dia da redistribuição.
 
De acordo com a Anac, as companhias terão 30 dias após a distribuição para iniciar os voos; "do contrário, os slots serão redistribuídos".
 
A agência afirmou que apesar do aumento do número de empresas, Congonhas manterá o limite de pousos e decolagens estabelecido em 2007, após o acidente com o voo da TAM que matou 199 pessoas. Assim, o aeroporto na capital paulista seguirá, no máximo, com 30 pousos ou decolagens por hora para a aviação regular. A Anac anunciou em meados de dezembro que iria redistribuir 412 slots de Congonhas após ter avaliado a regularidade com que os voos eram feitos pelas empresas aéreas que tinham o direito sobre esses pousos e decolagens. A maioria dos slots (317) são aos sábados e domingos e estão disponíveis por não serem usados por nenhuma companhia aérea, conforme a agência reguladora.
 
(Com informações da Reuters)

Parabéns!

Arremetida em Congonhas causa medo em voo da TAM
da Redação Terra

Uma arremetida pouco antes de tocar a pista do aeroporto de Congonhas, na segunda-feira (25), dia do aniversário de São Paulo, por volta de 21h, causou tensão entre os passageiros no voo JJ3110 (Florianópolis-SP das 19h50),  da TAM. O avião vinha no sentido Jabaquara-Campo Belo.
Chovia em São Paulo, a  pista estava molhada e o Airbus, lotado. Entre os passageiros, o empresário Kadu Paes, sócio do Cafe de la Musique, com sua filha Patrícia, e o repórter fotográfico da revista “Caras”, Cassiano de Souza.

Dez minutos depois, o piloto informou aos passageiros que a arremetida se deveu a um “vento de cauda” e que ele, por questão de segurança, preferiu abortar a aterrissagem. A tensão a bordo era perceptível. Desde o acidente com o voo 3054, em 2007, os passageiros ficaram mais “espertos” para descer em Congonhas.

Kadu Paes desabafa: “Eu viajo muito e não senti vento nenhum a bordo. Eu senti, sim, é que o piloto perdeu o timing para tocar o solo e se tivesse descido naquele ponto poderia ter havido uma outra tragédia”, afirmou.
Procurada, a assessoria da TAM disse não haver nenhum registro de anomalia no voo JJ3110, na segunda-feira (25) e que “arremetidas são absolutamente normais na aviação”. Perguntada se isso indicava que os pilotos não escreveram sobre a arremetida, a assessora respondeu afirmativamente. 

O fotógrafo Cassiano de Souza, sentado à poltrona 6C, ficou apavorado. “Foi um terror. Quando estávamos quase no solo ouvimos a turbina pegar potência e o avião voltou a subir. Uma senhora com a filha, a meu lado, tirou um terço e começou a rezar. 

Kadu Paes vai mais além: “Congonhas não pode funcionar com a pista molhada. Será que vão esperar outro acidente para tomar providências?”, pergunta-se. O empresário conta que no dia 5 de janeiro, no mesmo voo, também houve uma arremetida em São Paulo, mas a aeronave não estava tão baixa. “No dia 5 eu estava com minhas duas filhas”, afirmou.
Por volta de 21h40, o Airbus da TAM aterrissou em Congonhas, mas a operação ocorreu em outro sentido, Campo Belo-Jabaquara.  Os passageiros, em terra, puderam respirar aliviados.

Trem de Alta vVelocidade

TAV vai aliviar tráfego em rodovias
22/01/2010 - Correio Popular

O trem de alta velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro a 350 quilômetros por hora, vai tirar cerca de 8 mil carros e mais de 600 ônibus por dia do sistema Anhanguera-Bandeirantes já no primeiro ano de operação entre Campinas e São Paulo.
Esse é o trecho de maior fluxo atual de passageiros de todo o trajeto e será também o que mais irá transferir passageiros para o trem, segundo o estudo de viabilidade do TAV elaborado pelo consórcio Halcrow/Sinergia. Com o trem, diz o estudo, as estradas ficarão mais transitáveis para aqueles que ainda preferirem ir de Campinas a São Paulo de carro ou ônibus.
De Campinas ao Rio de Janeiro 18,4 mil carros e 1,09 mil ônibus deixarão de circular com o trem.

A entrada em operação do TAV vai reduzir a pressão sobre a infraestrutura rodoviária e aeroportuária que já está em fase de esgotamento da capacidade, afirmou o gerente do projeto de implantação do trem de alta velocidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Roberto Dias David. Segundo ele, o TAV vai propiciar redução de emissão de poluentes, redução do tempo de deslocamentos e redução de acidentes e de congestionamentos em rodovias e áreas urbanas.

A redução de carros e ônibus do sistema Anhanguera-Bandeirantes vai gerar R$ 76 milhões ao ano em tempo economizado, segundo o estudo. Ou seja, sem os congestionamentos, quem vai de carro ou ônibus de Campinas, Jundiaí e outras cidades que usam o sistema Anhanguera/Bandeirantes até São Paulo vai chegar mais rápido, consumindo menos combustível e ganhando tempo. Esse trecho é considerado como uma via urbana congestionada.

Dados da AutoBan informam que circulam em todo o sistema Anhanguera-Bandeirantes 650 mil veículos por dia, incluindo as rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto e a interligação Adalberto Panzan, num total de 316,7 quilômetros de extensão. Não há informações sobre o volume atual apenas entre Campinas e São Paulo, segundo a assessoria da concessionária.

O levantamento do governo calculou também que haverá significativa redução nos acidentes, com menos mortes e feridos. Haveria uma redução de 9%, segundo a análise da consultoria, que utilizou levantamento feito na Via Dutra em 2008. Extrapolando a redução de 9% para o trecho Campinas/São Paulo, 67 mortes e 724 feridos teriam sido evitados em 2008 se o trem já estivesse circulando.

Atualmente, no Brasil, a segurança nas rodovias é muito precária, com cerca de 40 mil mortes por ano resultantes de acidentes. Contrastando com as viagens por rodovia, acidentes em ferrovia separada de alta velocidade como o TAV são extremamente raros. Assim, o estudo presumiu um índice zero de acidentes.

A consultoria estimou a movimentação da estrada com e sem o trem em 2014, data referência da primeira operação, mas já mudada pelo governo para 2016. As empresas que pretendem disputar a concessão do TAV têm contestado a demanda de passageiros apresentada pela ANTT e isso vem se transformando na principal briga dos consórcios para que o governo adote um mecanismo de compensação se a demanda não se configurar, porque representará menor receita para o trem.

O estudo contratado pelo governo calculou que, sem o trem, 8,3 milhões de passageiros por ano estarão no corredor paulista em carros em 2014. Com uma ocupação média de dois passageiros por carro, significa 11,4 mil carros por dia transitando no trajeto. Outros 6,3 milhões utilizarão ônibus, ou seja, serão 873 ônibus por dia entre Campinas e São Paulo levando em consideração uma ocupação média de 20 passageiros por ônibus.
Com o trem de alta velocidade, a demanda no trajeto será incentivada, de forma que 12,3 milhões por ano utilizarão o trem no trecho, enquanto 2,7 milhões irão em carro e 1,8 milhão em ônibus por ano, o que significa 3.710 carros e 258 ônibus na estrada por dia. Assim, a previsão é de que o TAV vai tirar 7.787 carros e 615 ônibus por dia naquele percurso.

Para o gerente de projeto funcional da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Ayrton Camargo e Silva, o trem de alta velocidade será um importante meio para que a população da região não fique parada nas estradas, na chegada em São Paulo.

Diariamente temos 10 quilômetros, das marginais ao Rodoanel, de trânsito travado, disse. O TAV vai descongestionar as estradas e também dentro de Campinas. Mas isso só irá ocorrer se a tarifa a ser cobrada nas viagens for acessível, disse.

Trânsito em Campinas também será afetado

A entrada em operação do trem de alta velocidade (TAV) vai mexer com o trânsito também dentro da cidade. O benefício será uma redução importante no tráfego da Avenida Prestes Maia, o principal acesso às rodovias Anhanguera e Bandeirantes, e que hoje convive com o trânsito lento e até congestionamento. O problema será o acesso à futura estação, no Centro.
O secretário municipal de Transportes, Gérson Bittencourt, estima que aquela estação será o ponto de embarque de toda região. Teremos muita gente vindo em ônibus ou carro até Campinas para embarcar no trem até São Paulo, afirmou. Se hoje já é complicado o acesso ao Terminal Intermodal, com o trem ficará intransitável se a atual estrutura de acessos for mantida.
Atualmente, 100 mil pessoas por dia chegam naquela área, para acessar o Terminal Rodoviário e o Terminal Metropolitano. Com o TAV, serão mais 50 mil que irão pegar o trem ou no Centro ou no Aeroporto Internacional de Viracopos. A estrutura de trânsito da cidade não vai suportar.

Por isso a Prefeitura deve publicar, ainda nesse mês, edital para contratar um estudo que irá apontar o que Campinas precisará fazer para que os passageiros da região não percam o TAV. O estudo vai custar cerca de R$ 600 mil. A Prefeitura quer que o futuro concessionário do trem de alta velocidade arque com os custos das obras que serão necessárias para garantir acesso às estações.

Na estrada, no entanto, Bittencourt disse que haverá um alívio no trânsito. Ele diz que não fala em descongestionamentos porque mesmo com o trem tirando carros e ônibus da estrada, o crescimento da frota é grande. Mas, certamente teremos um trânsito bem melhor do que hoje no sistema.

ABRAPAVA à Frente

Infraero é acionada por problemas em Congonhas 19 de janeiro de 2010 • 11h42 • atualizado às 15h39 da Redação Terra

A Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vitimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa) protocolou uma ação civil pública na Justiça Federal de São Paulo contra a Infraero. O objetivo da ação é obrigar a Infraero a sanar as irregularidades existentes no Aeroporto de Congonhas, antes de iniciar qualquer novo empreendimento planejado para a Copa de 2014.

A Associação acusa a Infraero de permitir que o Aeroporto de Congonhas funcione com a Licença Ambiental de Operação (LAO) irregular. "Somente no final do ano de 2008, após a Infraero receber uma multa de R$ 10 milhões, foi que a mesma apresentou o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do Aeroporto de Congonhas", afirmou a Abrapavaa em nota.
Conforme a Associação, para que o aeroporto de Congonhas mantenha a Licença Ambiental de Operação, a Infraero deverá cumprir 100 exigências fixadas na resolução 130 da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo. O prazo varia entre 30, 60, 90 dias, 6 meses e até um ano.

"Entendemos que somente a ordem judicial de cumprimento de todas as 100 exigências emitidas, com estipulação de multa diária expressiva, poderá compelir a Infraero a regularizar o aeroporto mais importante do País e, assim, atender aos anseios da sociedade civil, principalmente no que se refere à segurança dos usuários e moradores do entorno", disse a Associação em nota.

Procurada pela redação do Terra, a assessoria de imprensa da Infraero no aeroporto de Congonhas afirmou que não irá se posicionar sobre o assunto até receber a notificação oficial.

Serra e Kassab unidos para Copa

Governo e Prefeitura anunciam investimentos de R$ 36,6 bi para Copa 2014
13 Janeiro, 2010 - 23:25 por Fabiano de Souza

Parceria entre Estado e Prefeitura garante projetos para melhorar mobilidade urbana

Foto: Cris Castello Branco
mail

O Governo do Estado e a Prefeitura vão investir, até 2014, um total de R$ 36,6 bilhões em obras que vão melhorar significativamente o transporte na Região Metropolitana de São Paulo, atendendo às necessidades surgidas com a realização da Copa do Mundo de 2014. São 21 projetos, que deixarão como legado para a cidade a redução dos congestionamentos e a oferta de uma ampla rede metrô e trens, com mais conforto e qualidade. 
O conjunto inclui obras viárias importantes, como o Trecho Sul do Rodoanel, o Complexo Jacu-Pêssego e a extensão da Avenida Roberto Marinho, a criação de novas linhas do Metrô e da CPTM, além da modernização da frota de trens, entre outros projetos.  
1. Marginais do Rio Tietê 2. Jacu – Pêssego: Guarulhos, Mauá e ABC 3. Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas 4. Metrô Linha 2 (Verde): Alto do Ipiranga – V. Prudente 5. Metrô Linha 4: Luz – Vila Sônia 6. Metrô Linha 5 (Lilás): Largo 13 – Chácara Klabin 7. Metrô Expresso Tiradentes Monotrilho 8. Compra de novos trens para as linhas 1 e 3 do Metrô 9. Expresso Aeroporto: Centro – Guarulhos 10. Linha Turquesa (CPTM) 11. Linha Safira (CPTM): Brás -Tatuapé-Calmon Viana 12. Linha Rubi: SP – Caieiras – Francisco Morato – Jundiaí 13. Linha Esmeralda (Marginal Pinheiros): Zona Sul ao Morumbi 14. Linha Coral – Expresso Leste: até Mogi das Cruzes 15. Linha Diamante: São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi 16. Prolongamento da Av. Jornalista Roberto Marinho até a Imigrantes (PMSP) 17. Prolongamento da Av. Chucri Zaidan (PMSP) 18. Túnel Lineu de Paula Machado (PMSP) 19. Complexo Viário Sena Madureira (PMSP) 20. Avenida Perimetral (PMSP) 21. Metro Linha 17 Ouro Monotrilho 
Do total que será investido, R$ 26,8 bilhões serão de responsabilidade do Governo do Estado, R$ 4,5 bilhões da Prefeitura, R$ 1,2 bilhão da União e R$ 4,1 bilhões do Setor Privado.
O Governo de São Paulo solicitou uma linha de financiamento de R$ 1,33 bilhão da Caixa Econômica Federal e do BNDES para a implantação da
Linha 17 Ouro do Metrô – monotrilho que ligará a estação São Judas ao Estádio do Morumbi -, e à construção da Avenida Perimetral, sobre a qual
nova linha do Metrô será erguida. Esses projetos custam R$ 3,175 bilhões, dos quais R$ 2,873 bilhões sob responsabilidade do governo do Estado e R$ 302 milhões da Prefeitura.
 
O monotrilho interligará a Linha 1 do Metrô (São Judas) ao Aeroporto de Congonhas, à CPTM (Estação Morumbi) e à Linha 4 do Metrô (São Paulo-Morumbi). No total, serão 20 estações nos seus 21,5 quilômetros de extensão. O projeto prevê o transporte de até 230 mil passageiros. 
 A Avenida Perimetral, com 6 quilômetros, ligará a região do Estádio à Marginal Pinheiros, na altura da ponte João Dias, e já está com obras em andamento pela Prefeitura. As obras do trecho final, de 2,4 km, incluirão um arrojado projeto de urbanização da praça Roberto Gomes Pedrosa, no entorno do Estádio, associada à Estação Morumbi do monotrilho e um estacionamento. Serão feitas também a canalização do córrego Antonico e a construção de dois piscinões.

Ouvidos Atentos

Conselho ambiental restringe horário de voo em Congonhas
Exigência visa reduzir poluição sonora e incômodo a moradores a partir de 3 de março Folha de S.Paulo - Cotidiano - JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
Pousos e decolagens deverão ocorrer das 7h às 22h durante a semana e das 9h às 22h aos domingos e feriados; hoje, vão das 6h às 23h em qualquer dia

Para reduzir a poluição sonora e o incômodo aos moradores da região, o conselho ambiental de São Paulo determinou uma redução no horário de pousos e decolagens do aeroporto de Congonhas, o segundo maior do país, na zona sul da cidade.

A medida, uma exigência para a concessão de licença ambiental, começa a valer em 3 de março. As operações durante a semana passarão a ocorrer das 7h às 22h e, aos domingos e feriados, das 9h às 22h. Hoje, vão das 6h às 23h em qualquer dia.

Oficialmente, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que controla o sistema aeroportuário, afirmou desconhecer o documento do Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), mas a Folha apurou que as determinações preocuparam os técnicos.

Além do horário mais restrito, o conselho determinou que o número de passageiros e voos ocorrido em 2009 seja estabelecido como limite máximo para o aeroporto nos próximos anos, com a exceção de 2014, quando a Copa do Mundo vai intensificar o turismo de estrangeiros no Brasil.

As imposições foram feitas após a análise, pelos órgãos do Cades, do EIA-Rima (Estudo-Relatório de Impacto Ambiental) apresentado pela Infraero -como o aeroporto nunca teve licença ambiental, a empresa foi multada pela prefeitura em R$ 10 milhões, em 2006.

O conselho concedeu a licença, mas o descumprimento das normas pode resultar em multas e até em seu cancelamento.
A Infraero já recebeu a lista de exigências -a maioria trata de ruídos, emissão de poluentes e outros incômodos- e está avaliando como elas deverão ser cumpridas e em que prazo.

Um novo corte nas operações de Congonhas é polêmico. Se por um lado agrada os moradores, que se queixam do barulho noturno, sofre forte resistência das empresas aéreas.

Após o acidente com a TAM, em 2007, a União foi reduzindo as operações, que chegaram a 54 por hora. Hoje, são no máximo 33. Neste ano, Congonhas deve receber 14 milhões de passageiros, 2 milhões além de sua capacidade -foram 18,5 milhões no pico, em 2006.

O comandante Ronaldo Jenkins, diretor do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), disse que o setor vai procurar a gestão Gilberto Kassab (DEM) para tentar reduzir o impacto das restrições. Dizendo-se pego de surpresa, Jenkins diz que os aeroportos de São Paulo, já saturados, não darão conta de atender à demanda de Congonhas. "Congonhas já está super-hiper-limitado. E querem cortar mais ainda, que negócio é esse?"

Conselheira do Cades pela ONG Defenda São Paulo, Ros Mari Zenha votou contra a concessão da licença. Para ela, isso só poderia ocorrer após as obrigações serem cumpridas. "Teremos de ficar correndo atrás para ver se obedecerão?"

Saias Justas

2010 começa com dois abacaxis militares para Lula
05/01/2010 - 10h20 da Folha Online por Eliane Cantanhêde

Após as férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá resolver dois "abacaxis" na área militar, segundo Eliane Cantanhêde, colunista da Folha e da Folha Online.
Um deles refere-se ao Plano Nacional de Direitos Humanos, que cria a chamada "Comissão da Verdade", para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985). De acordo com a colunista, "os militares acham que suas sugestões não foram consideradas e o plano ficou desequilibrado".
O Plano Nacional colocou em lados opostos o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e a cúpula militar do governo --apoiada pelo ministro Nelson Jobim (Defesa). Os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçaram pedir demissão caso o presidente Lula não revogue alguns trechos do plano.
Outro abacaxi está relacionado ao projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que a Aeronáutica entregou a Jobim sobre o projeto de compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira.
O Gripen NG, da sueca Saab, foi o mais bem avaliado, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, ficou em segundo lugar. A informação foi
antecipada por Cantanhêde na Folha desta terça-feira.
A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em setembro passado pelo Planalto, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica não havia sido concluída.
No meio disso tudo, segundo Cantanhêde, paira ainda a possibilidade de o ministro Nelson Jobim não encerrar o primeiro semestre no cargo. "Ele está doido para ir para casa", completa a colunista neste podcast.

Overbooking

Comissão do Senado endurece leis contra atrasos de voos
Passageiros vítimas de overbooking ou que tiverem os voos cancelados ou atrasados poderão ser indenizados
17 dezembro 2009 - Carol Pires, da Agência Estado

BRASÍLIA - Passageiros vítimas de overbooking (quando a empresa vende mais passagens do que o número de poltronas do avião) ou que tiverem seus voos cancelados ou atrasados deverão ser indenizados pelas companhias aéreas, conforme prevê projeto de lei aprovado nesta quarta-feira, 16, pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) do Senado. O texto também altera o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) para diminuir de seis para quatro horas o tempo considerado como atraso passível de multa. O projeto segue, agora, para análise da Câmara dos Deputados.
O valor da indenização nos casos de overbooking, cancelamento ou atraso será igual ao da tarifa cobrada em classe econômica ou superior, sem descontos, para evitar que as empresas escolham por ressarcir os passageiros que compraram bilhetes em promoção. A indenização terá de ser paga no mesmo momento em que a empresa negar o embarque, em dinheiro ou crédito em conta.
Além do ressarcimento pelo inconveniente, o passageiro terá mantido o direito de fazer a viagem em outro voo da mesma empresa ou, se preferir, poderá receber o valor da passagem integralmente. Ainda segundo o projeto, se o atraso ultrapassar seis horas, a empresa também deverá prestar assistência para comunicação e alimentação do passageiro, além de transporte e hospedagem. Para ter estes direitos, porém, o passageiro precisa ter feito o check in na hora prevista.
A proposta também engloba a previsão de multa máxima que o transportador deverá pagar em caso de acidentes com passageiros. A multa fica limitada, de acordo com o projeto, em R$ 1 milhão em caso de morte e R$ 750 mil em caso de lesão grave. A multa a ser paga pela empresa em caso de danos à bagagem fica limitada em R$ 10 mil. O projeto não fala em valores mínimos. Hoje, as indenizações são negociadas na Justiça.
Em contrapartida, o projeto faculta à empresa o poder de estipular a perda do direito ao serviço ou o pagamento de multa em caso de não comparecimento do passageiro para embarque no horário previsto (no-show). "E o prejuízo que a empresa tem quando o passageiro não aparece? E aquelas pessoas que precisam viajar e não encontram vagas enquanto outros sequer aparecem no aeroporto? Nesta hora temos que olhar os dois lados", afirma o senador Almeida Lima (PMDB-SE), relator do projeto na comissão.
O projeto aprovado na Comissão de Desenvolvimento Regional engloba quatro propostas - uma de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), apresentada em 2004, e outros três registrados em 2007, durante o "apagão aéreo", que culminou com o acidente do voo 3054 da TAM, no qual morreram 199 pessoas. Na época, o recém-empossado ministro da Defesa, Nelson Jobim, prometeu apresentar um projeto de lei ao Congresso com regras que puniriam as empresas aéreas que fossem responsáveis por overbooking, mas nada mudou.

Indenização a vítima de overbooking avança no Senado
 
02.12.2009 | 20h42

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei que altera o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e obriga as empresas aéreas a indenizar o passageiro que for vítima de overbooking, expressão utilizada para os casos em que as empresas vendem mais passagens do que o número de poltronas do avião.
Trata-se de uma situação que costuma ocorrer principalmente no período de férias escolares e de grande movimentação nos aeroportos, como os festejos de Natal e de fim de ano.
O valor da indenização para as vítimas de overbooking será igual ao da tarifa cobrada pelo trecho em classe econômica ou superior, sem descontos, para evitar que as empresas escolham por ressarcir os passageiros que compraram bilhetes em campanhas promocionais.
A indenização terá de ser paga no momento em que a empresa negar o embarque do passageiro. A critério do cliente, o ressarcimento será feito na moeda nacional que estiver em circulação ou na forma de crédito.
Como o projeto foi aprovado em forma de substitutivo do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), terá de passar por uma votação suplementar na mesma comissão. E, caso não haja recurso ao plenário do Senado, que pode ser apresentado por qualquer senador, a proposta de lei seguirá para a Câmara dos Deputados.

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Boeing da American Airlines sai da pista e sofre acidente ao se partir em 2 na Jamaica
Segundo informações de um ministro jamaicano a jornal local, 40 se feriram.
Do G1, com agências internacionais

Um Boeing 737 da American Airlines saiu da pista na noite desta quarta-feira (23) ao pousar no Aeroporto Internacional de Kingston, na Jamaica, danificando a aeronave e deixando feridos. Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos, a aeronave havia decolado de Miami, em um voo originário de Washington DC.

Veja imagens do acidente

De acordo com o ministro de Informação jamaicano, Daryl Vaz, em declarações ao jornal Jamaica Observer, 40 pessoas se feriram, mas não há mortos. “Os feridos foram levados ao Hospital Público de Kingston”, disse o ministro. Segundo ele, a maioria dos viajantes eram jamaicanos que voltavam para casa para o Natal.

O voo AA 331 enfrentou forte chuva ao aterrissar por volta das 22h (horário local) e parou na areia da praia. Segundo a rede americana Fox News, citando relatos de moradores, o avião se dividiu em duas partes no acidente.

Passageira: 'Vi o avião se partir na minha frente'
O coordenador de operações do aeroporto, Omar Lawrence, declarou à CNN que havia 145 passageiros e sete tripulantes a bordo. Já segundo a agência de notícias Associated Press (AP), a aeronave levava 48 passageiros e seis tripulantes.

Segundo a passageira Pilar Abaurrea, em entrevista à AP, o voo teve muita turbulência e obrigou a tripulação a suspender o serviço de bordo três vezes. De acordo comela, antes do pouso, o piloto alertou sobre mais turbulência, mas disse que não seria pior do que a já enfrentada. 
O aeroporto está fechado para pousos e decolagens. A empresa não fez especulações sobre as causas do acidente e prometeu divulgar uma nota mais completa na quarta-feira

Atitude TAM é "Vergonhosa"!

Franceses fazem apelo aos presidentes Lula e Sarkozy para voltar para casa
Quatro estrangeiros estão em SP após tumulto em voo no início do mês. Eles tiveram o passaporte retido; em recesso, Justiça só volta em janeiro.
22/12/09 - 15h23 Carolina Iskandarian Do G1, em São Paulo
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Os três franceses presos em São Paulo após tumulto em um voo da TAM no início do mês fizeram nesta terça-feira (22) um apelo aos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Luiz Inácio Lula da Silva para que ainda possam passar o Natal e o ano novo em casa. Eles ficaram cinco dias presos e estão com liberdade provisória e o passaporte retido na Polícia Federal até que a Justiça brasileira se manifeste sobre o caso.
“Peço ao presidente Sarkozy e ao presidente Lula que façam o necessário para que a gente possa encontrar nossa família. É o melhor presente de Natal que eu poderia ter”, disse a gerente Emilie Pires Camus, de 54 anos, com lágrimas nos olhos. O aposentado Michel Ilinskas, 61, pediu o mesmo. “Meu neto nasceu no domingo passado. Estou sofrendo”.
Emilie, Ilinskas e o português naturalizado francês Antonio do Nascimento, 63, concederam uma entrevista coletiva na Zona Sul da cidade, onde estão hospedados em uma casa para aposentados franceses.
Segundo o cônsul-geral da França em São Paulo, Sylvain Itte, o caso só deve ser julgado a partir de 7 de janeiro, quando termina o recesso do judiciário. Segundo ele, o juiz de plantão na Justiça Federal disse no sábado (19) que não teria competência para julgar o caso.
Até lá, os três e o marido de Emilie passam o fim de ano na capital paulista. “Queria que as autoridades me liberassem para eu ver meus filhos e netos. Para mim, é uma tristeza enorme. Minha filha vai ter um bebê a qualquer momento”, afirmou Emilie, que mora em Paris.
O caso ocorreu em 6 de dezembro, dentro da aeronave da TAM que faria o voo Guarulhos-Paris, por volta das 23h. A empresa informou que houve um problema técnico e os franceses contaram que esperaram por quase quatro horas. Por causa dessa demora, houve tumulto e irritação entre os passageiros.
Apesar disso, Emilie, Nascimento e Ilinskas negaram qualquer agressão física aos comissários de bordo. A Polícia Federal foi chamada e Ilinskas foi o único preso naquela hora. “Eles me algemaram, puxaram pelo braço e me arrastaram pelo chão”, contou o aposentado. A cena foi filmada no Youtube e colocada na internet.
Uma imagem postada no Youtube mostra o momento em que o estrangeiro é arrastado pelos agentes para fora da aeronave. Diante da cena, os passageiros gritavam em francês: “Vergonhoso!”. O outro homem e a mulher foram presos pela PF no dia 7, seguinte ao caso, no hotel em que estavam. O cônsul contou que eles foram "indicados" pela tripulação também como causadores da confusão.
“Eles disseram que a gente só ia testemunhar”, contou Emilie. Os dois acreditam que foram parar na prisão após terem sido indicados por uma comissária de bordo. Emilie criticou a postura da empresa e disse ser “vítima” na história. “Eles serviram-se de mim para traduzir e disseram que, em vez de fazer a tradução (para informar aos outros sobre o atraso), eu exaltei os passageiros. Ao contrário, pedi que eles se acalmassem”, relatou Emilie. De acordo com os três, só um comissário de bordo falava francês e com pronúncia “ruim”. “Acho que nesses voos internacionais para Paris mais gente tinha que falar francês”, criticou o aposentado Ilanskas. Havia pelo menos 90 franceses dentro do avião. Parte deles, incluindo os quatro retidos aqui em São Paulo, voltava de um cruzeiro que começou na Europa e passou pelo litoral brasileiro.
Na prisão Os turistas contaram que não foram maltratados na prisão. No entanto, Nascimento disse ter sofrido “humilhação” por parte dos funcionários quando chegou ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), na Zona Oeste. “Jogaram nossa roupa no chão.” Mesmo assim, ele riu ao lembrar os cinco dias que passou – foram liberados na sexta (11) – dividindo a cela com peruanos, bolivianos e brasileiros. “Arrumaram cobertor para a gente. Queriam saber por que estávamos ali. Falaram: ‘você é legal, você é dos nossos”, contou ele, com sotaque português. Emilie não teve a mesma impressão. “Foi difícil; sobretudo, por estar presa no Natal, sem sem saber o motivo. É uma injustiça tão grande.” Ela ficou na delegacia do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, de onde embarcariam para casa. Para piorar a situação, as malas foram despachadas e estão na França. Mesmo com todos os percalços, eles pensam em voltar ao Brasil outras vezes.   
Crimes
A assessoria da Polícia Federal informou que a prisão foi em flagrante por atentado à segurança de voo, resistência e desobediência à ação policial. Os policiais dizem que os turistas tentaram invadir a cabine do piloto, o que Itte negou. “A tripulação não deixou. Eles não passaram da classe econômica.” A TAM informou que ocorreu “um problema técnico” na aeronave, mas que ele foi resolvido e só não houve decolagem porque a torre de controle e a PF pediram para que a tripulação descesse e prestasse esclarecimentos sobre o episódio. Os três franceses só foram liberados após pagamento de R$ 1.400 de fiança (cada um) do dia 11. A TAM acabou cancelando aquele voo.

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TAM compra Pantanal por R$ 13 milhões
Para ser concretizado, negócio depende da aprovação da Anac
Copyright Thomson Reuters 2009

A companhia aérea TAM anunciou nesta segunda-feira (21) que acertou a compra da Pantanal por R$ 13 milhões. A operação para ser concluída precisa de aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A TAM enviou um comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no qual informa acionistas e o mercado em geral sobre a aquisição da Pantanal. A nota afirma que a confirmação da transação precisa do aval da Anac, órgão do governo responsável pela regulamentação do setor aéreo brasileiro. 

- A eficácia da aquisição das ações de emissão da Pantanal pela Companhia está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo, sem limitação, a obtenção da autorização prévia expedida pela Anac. 

Fundada em 1993, a Pantanal Linhas Aéreas se destacou como companhia aérea regional e possui atualmente seis aviões ATR42 – aeronaves fabricadas pela Aerospatiale-Airbus. 

A empresa mantém voos regulares a partir de Congonhas para Araçatuba (SP), Bauru (SP), Juiz de Fora (MG), Marília (SP), Maringá (PR) e Presidente Prudente (SP).

De acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) de novembro de 2009, a TAM é líder no mercado nacional com 43,93% dos voos. Na sequência, aparece a GOL/Varig com 42,25% do mercado. A Pantanal Linhas Aéreas, segundo a Anac, possui 0,16% de participação no mercado interno.

A TAM possui voos para 42 cidades brasileiras no Brasil, mas com os acordos comerciais firmados com companhias regionais, a empresa chega a 79 destinos diferentes.

A TAM transportou, dentro do Brasil em novembro de 2009, 2,293 milhões de pessoas, enquanto a principal concorrente – a GOL/Varig – registrou 2,204 milhões de passageiros. A Pantanal, nova empresa da TAM, teve um fluxo de 8.320 pessoas no mês passado.

No mercado internacional, a TAM também detém a liderança com 85,41% dos vôos, de acordo com dados da Anac. A GOL/Varig possui 14,59% do setor.

A reportagem do
R7 entrou em contato com as assessorias de imprensa da TAM e da Pantanal Linhas Aéreas, que ainda não comentaram a negociação.

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"Restrição de voos gera ineficiência econômica", diz autor de estudo sobre aeroportos
20/12 - 15:18 - Lecticia Maggi, iG São Paulo
SÃO PAULO – Autor do estudo que mostra que já faltam pátios para as aeronaves nos aeroportos do País, Elton Fernandes, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), critica a recente redução de 49 para 45 operações por hora no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. “Essa restrição dá um conforto operacional aos agentes, mas gera ineficiência econômica para o País”, afirma.

A decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de reduzir voos entrou em vigor em novembro, com o objetivo de evitar o acúmulo de passageiros e a possibilidade de um novo caos aéreo, como o ocorrido em 2006. Para o professor, o desafio é lidar com a atual falta de infra-estrutura dos aeroportos sem, no entanto, restringir o desenvolvimento do setor. “A nossa aviação ainda é pequena diante do potencial que tem para crescer. Não podemos ainda reprimir a demanda”, afirma.

Hoje, segundo ele, 50% dos passageiros do País em um ano passam pelos aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília. Por isso, a restrição nestes locais deve ser avaliada com cuidado, pois terá reflexos no resto do País.

Pátios
Junto a outros pesquisados, Fernandes realizou um estudo em que mostra que nove dos 15 aeroportos que devem receber voos da Copa do Mundo de 2014 estão com a capacidade de pátio esgotada. São eles: aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio; Confins e Pampulha, em Minas Gerais, e aeroportos de Porto Alegre, Curitiba, Manaus e Brasília. Neles, no horário de pico, principalmente, falta espaço para tanto avião.

Alguns, como o de Congonhas, já operam no limite da capacidade por quase todo o dia. “É um gargalo para o desenvolvimento de todo o País. Não é uma questão para a Copa do Mundo, mas já  para agora. Estamos no limite”, afirma.

Despreparados

Aeroportos brasileiros não estão preparados para receber torcedores
JAMIL CHADE, GENEBRA O Estado de SP - 17 dezembro 2009


Os aeroportos brasileiros não estão preparados para receber os torcedores para a Copa do Mundo em 2014 ou os Jogos Olímpicos em 2016. O alerta é da toda-poderosa Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), que destaca que um volume importante de obras terá de ser realizada no País nos próximos anos. Em declarações em Genebra, o diretor da Iata, Giovanni Bisignani, contou que esteve no Brasil há dois meses e tratou com autoridades locais a situação dos aeroportos.

Questionado se hoje o sistema existente daria conta do fluxo de torcedores, o italiano foi enfático: "Não. Hoje, seria um grande problema", disse Bisignani, em relação à realização da Copa com os aeroportos no estado que estão. "Muito terá de ser feito até 2014."

A Iata, porém, alerta para as condições de uma eventual privatização de aeroportos e dar concessões a empresas estrangeiras. Bisignani sugere que, se houver uma privatização, o Brasil deve criar leis claras para evitar que os aeroportos se tornem máquinas de fazer dinheiro para as empresas. "A concessão não pode ser uma autorização para imprimir dinheiro."

Bisignani lembra do caso sul-africano, que, em 2010, vai elevar de forma substancial os valores das taxas aeroportuárias aos passageiros que forem à Copa. A alta seria de 133%. A Iata acusa governos de terem transformado os aeroportos em "vacas leiteiras", elevando as taxas todas as vezes que necessitam de recursos.

Omissão

Para MPF, pista de Congonhas foi negligenciada
Procuradora acusa servidores da Infraero de demorar 18 meses para reformar pavimento em situação crítica
OESP - Bruno Tavares - Cidades - 16 dezembro de 2009
 
A ação civil pública que será proposta hoje à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF)em São Paulo acusa servidores da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) de "omissão" na reforma da pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. A procuradora da República Suzana Fairbanks Lima de Oliveira afirma que, mesmo sabendo que o pavimento estava em situação crítica, os ex-dirigentes da estatal demoraram 18 meses para tomar providências.

A pista principal de Congonhas esteve no centro das discussões sobre as causas do acidente com o Airbus A320 da TAM, em julho de 2007. Tanto o laudo do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo quanto o relatório final divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, atribuem à pista parcela de responsabilidade na tragédia que deixou 199 mortos.

Segundo a procuradora, a necessidade de reforma da pista principal era previsível desde 2004, quando a Infraero recebeu estudo encomendado à Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP). Nele, engenheiros apontavam uma série de desconformidades em relação à legislação internacional, como deficiência no coeficiente de atrito, e indicavam duas alternativas: uma intervenção paliativa, de remoção da camada de borracha acumulada sobre o asfalto, ou uma reforma estrutural, que solucionaria de vez os problemas. "Embora houvesse essas duas possibilidades, o estudo da Poli apontava claramente a necessidade de uma reforma estrutural, que resolvesse, por exemplo, o problema de acúmulo de água", afirma a procuradora.

Em 2006, a Infraero chegou a lançar licitação para a reforma total da pista principal de Congonhas. Mas, após auditoria, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que ela fosse anulada, por trazer exigências que limitavam e até mesmo direcionavam a concorrência. "Depois disso, a Infraero nada fez", afirma a procuradora. "A estatal só tomou providências quando, em 2007, dois procuradores aqui de São Paulo ingressaram com ação, pedindo que a pista principal fosse interditada para a reforma."

O mesmo consórcio que executava a reforma do terminal foi convidado pela estatal para recuperar a pista principal. Por se tratar de contratação de emergência, houve dispensa de licitação. Em um trecho da ação, a procuradora assinala: "Não se questiona aqui a configuração da situação emergencial. O que se busca comprovar é a omissão dos responsáveis da Infraero na adoção de medidas administrativas voltadas à solução dos problemas da pista principal que, se tomadas em tempo hábil, não teriam ensejado o surgimento da situação emergencial".

Ação contra Infraero

MPF vê superfaturamento na obra de reforma de Congonhas e acusa 11
Ação civil atinge funcionários da Infraero e dirigentes de consórcio de empreiteiras; nenhum deles se manifestou
Bruno Tavares - O Estado de S.Paulo - 16 dezembro de 2009

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ingressa hoje com ação civil pública contra funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e dirigentes do consórcio formado pelas empreiteiras OAS/Camargo Corrêa/Galvão e da Planorcon Projetos Técnicos Ltda por supostas irregularidades nas obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, realizadas entre 2004 e 2007. Os 11 citados (cinco da Infraero, cinco do consórcio e um do projetista) são acusados de improbidade administrativa. Além de direcionamento da licitação, foram detectados sobrepreço de R$ 18 milhões e superfaturamento de quase R$ 13 milhões. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) verificou, por exemplo, que as pontes de embarque de passageiros (fingers, no jargão em inglês), cujo preço de mercado gira em torno de R$ 630 mil cada, foram adquiridas pela Infraero por R$ 2,2 milhões. Os técnicos dizem ainda ter encontrado no edital exigências que restringiam e direcionavam a concorrência. "Foram definidos critérios que, na prática, tornaram praticamente irrelevante a oferta de preços", assinala a procuradora da República Suzana Fairbanks Lima de Oliveira. A ação resulta de inquérito civil aberto pelo MPF em 2004. Na ocasião, a procuradora ingressou com ação pedindo a paralisação das obras - àquela altura, auditores do TCU já haviam encontrado indícios de irregularidades. O processo tramitou na 25ª Vara Federal Cível de São Paulo por um ano e meio, até que o juiz determinou seu arquivamento. O MPF recorreu e, em julho de 2007, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) deliberou pela continuidade da ação. A tragédia do voo 3054 da TAM, em julho de 2007, teve papel importante na coleta de novas provas. Embora o acidente não estivesse na mira do TCU, diz a procuradora, a comoção causada pelas 199 mortes fez com que a Corte aprofundasse suas investigações, principalmente sobre a reforma da pista principal de Congonhas, apontada como uma das culpadas pelo desastre. Por ordem do ministro Benjamin Zymler, relator do caso no TCU, todos os relatórios de auditorias foram reunidos em um só volume. Na ação do MPF, os supostos atos de improbidade praticados por servidores e dirigentes das empresas são divididos em três núcleos: direcionamento na concorrência para reforma e ampliação do aeroporto; irregularidades em dois aditivos (somados, eles representaram acréscimo de R$ 37,5 milhões ao valor inicial da obra); contratação de emergência para a recuperação da pista principal. As acusações atingem pessoas que integraram a cúpula da estatal na gestão de Carlos Wilson, morto em abril deste ano. Deputado federal pelo PT de Pernambuco, ele presidiu a Infraero no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Os servidores responsabilizados são Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores (diretora de Engenharia), Rogério Mansur Barata (gerente de Empreendimentos), Armando Schneider Filho (superintendente de Empreendimentos de Engenharia), Josefina Valle de Oliveira Pinha (procuradora-chefe da Infraero) e Tércio Ivan de Barros (diretor comercial). O MPF sustenta que eles tiveram participação decisiva nas irregularidades, que desvirtuaram a licitação e causaram prejuízo ao erário. Só a reforma do terminal de passageiros - que incluía a instalação de pontes de embarque e ampliação do saguão interno - consumiu R$ 58,3 milhões.

Inapropriado

SP: livro sobre vítimas de acidente da TAM pode ser recolhido
16 de dezembro de 2009  Chico Siqueira~TERRA Direto de Araçatuba

Familiares das vítimas do acidente do vôo 3054 da TAM ajuizaram ação na Justiça paulista pedindo indenização e concessão de liminar para recolher exemplares do livro "Voo da Esperança", no qual um medium defende a tese de que os passageiros morreram, porque tinham de pagar dívidas de vidas passadas. Segundo o autor, Woyle Figner Sacchetin, as vítimas seriam os "algozes de Gália", um exército mercenário romano que teria queimado pessoas vivas 60 anos Antes de Cristo.
O acidente da TAM ocorreu em 18 de julho de 2007, na região do aeroporto de Congonhas, quando o Airbus, que vinha de Porto Alegre, perdeu o controle na aterrissagem, saiu da pista e bateu num prédio da TAM Expres, causando a morte de todos os 199 passageiros.
A ação foi impetrada pela professora Carmem Caballero, que teve duas filhas, Júlia Elizabete, 14 anos, e Maria Isabel, 10 anos, além da mãe, Maria Elizabete, 65 anos, mortas no acidente. "A família ficou profundamente abalada por este livro. Ela ainda se recupera das perdas e agora aparece este livro para trazer mais sofrimento", disse o advogado Marco Aurélio Bdine, que defende Carmem.
Segundo o advogado, "ao invés de trazer a misericórdia, o livro, pelo contrário, tenta justificar as mortes trágicas como punição". "Essas pessoas que morreram eram inocentes e não podem ser culpadas, depois de mortas", afirmou. Bdine citou trechos do livro como: "ontem vocês queimaram seres humanos, hoje veem seus corpos queimados", frase que é atribuída pelo autor ao espírito de Santos Dumont. Ou "a providência divina, em sua sabedoria infinita, não colocou neste avião espíritos inocentes, mas almas seriamente comprometidas com um passado de erros". Conforme Bdine, o livro, embora sem dar nomes, também faz referência direta aos familiares de Carmem, quando relata a morte de seu irmão em acidente automobilístico. De acordo com o advogado, os autores (escritor e editora) não pediram autorização para a família.
Além do pedido de liminar para recolher os exemplares nas livrarias e bancas, a ação pede o pagamento de indenização no valor de mil salários mínimos (cerca de R$ 465 mil). "A liminar serve para que o livro pare de circular até que o mérito da ação seja julgada, o que pode demorar", disse. A ação seria distribuída quarta-feira no Fórum de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, onde mora Carmem. Bdine disse que Carmem, em viagem, não comentaria o assunto.
O autor
O gerente administrativo e jurídico da editora Luchâtre, Henrique Serafim Júnior, disse ter ficado sabendo hoje, pela imprensa, da ação que tramita no Fórum de Rio Preto. Segundo ele, a editora espera receber um comunicado oficial para se manifestar sobre o assunto. Ele não soube dizer se o autor do livro já foi informado da ação. "Não consegui falar com ele ainda", disse Serafim. A reportagem ligou para Sacchetin, mas uma pessoa que atendeu - e disse se chamar Renato e ser irmão do escritor - afirmou que ele não poderia atender à ligação e que retornaria. Até as 16h40, Sacchetin não havia retornado.
De acordo com Serafim, a editora Lchâtre é especializada em publicar livros espíritas. O "Voo da Esperança" teve duas impressões, a primeira com 3 mil exemplares e a segunda, com 7 mil exemplares. Segundo ele, por enquanto não há previsão de nova edição em futuro próximo.

Franceses Presos

Após confusão dentro de avião da TAM em SP, franceses não podem deixar o Brasil
3 turistas foram presos em Cumbica, mas ganharam liberdade provisória.  Tumulto de domingo foi gravado e postado na internet; Justiça decide caso.
Do G1, em São Paulo  18/12/09 - 09h03

 mailPassageiros observam turista ser retirado à força do avião (Foto: Reprodução)

Três franceses aguardam decisão da Justiça brasileira até esta sexta-feira (18), último dia antes do recesso na Justiça Federal, para que possam voltar à França e esquecer a semana que passaram em São Paulo. Eles foram presos após confusão em um voo da TAM, no domingo (6) à noite, em Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Paris. Posteriormente, os estrangeiros foram postos em liberdade provisória, mas tiveram os seus passaportes retidos. O G1 não conseguiu localizá-los para comentar o assunto. A reportagem, no entanto, entrou em contato com o cônsul-geral da França em São Paulo, Sylvain Itte. Segundo ele, os três franceses estão com medo de que a sentença do juiz demore e eles tenham que passar o fim de ano em território brasileiro. A assessoria de imprensa da Justiça Federal diz que as atividades só voltam em 7 de janeiro. Somente casos urgentes, como de pessoas presas, serão julgados em esquema de plantão. 
O tumulto começou por volta das 23h de domingo, dentro da aeronave do voo JJ 8096, no terminal de Cumbica. Em entrevista na quinta-feira (17), Itte contou que os passageiros esperaram “por três horas e meia” e, ainda assim, o avião não tinha decolado. Ele admitiu que “houve discussão” porque as pessoas se revoltaram com a demora em partir. A Polícia Federal foi chamada.  Os três (todos com mais de 50 anos) acabaram presos. Segundo o cônsul, um turista saiu algemado do avião porque resistiu à prisão. Uma imagem postada no Youtube mostra o momento em que o estrangeiro é arrastado pelos agentes para fora da aeronave. Diante da cena, os passageiros gritavam em francês: “Vergonhoso!”. O outro homem e a mulher foram presos pela PF na segunda (7), dia seguinte ao caso, no hotel em que estavam. Itte contou que eles foram "indicados" pela tripulação também como causadores da confusão.

Crimes
A assessoria da Polícia Federal informou que a prisão foi em flagrante por atentado à segurança de voo, resistência e desobediência à ação policial. Os policiais dizem que os turistas tentaram invadir a cabine do piloto, o que Itte negou. “A tripulação não deixou. Eles não passaram da classe econômica.” A TAM informou que ocorreu “um problema técnico” na aeronave, mas que ele foi resolvido e só não houve decolagem porque a torre de controle e a PF pediram para que a tripulação descesse e prestasse esclarecimentos sobre o episódio. Os três franceses só foram liberados após pagamento de R$ 1.400 de fiança (cada um) na sexta (11). A TAM acabou cancelando aquele voo. 

Na prisão
Os dois homens ficaram no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros e a mulher passou a semana na delegacia do aeroporto. Na sexta, ela chegou a ser transferida para o presídio feminino em Santana (Zona Norte), mas saiu no mesmo dia. Apesar de presos, Itte contou que os dois turistas “foram bem tratados” no CDP. “O dono da cela separou colchões para eles, deixou que tomassem banho. Não queria que eles ficassem com uma imagem ruim do Brasil. Isso é extraordinário”, afirmou o cônsul, lembrando que outros 30 detentos dividiam o cubículo. Já a turista não teve a mesma sorte. “Ela ficou todos esses dias sem tomar banho.” Agora, o trio está acomodado em uma casa para aposentados franceses em São Paulo. “Se o juiz não se decidir até esta sexta, eles serão obrigados a ficar aqui no Natal e no réveillon. E não querem isso, têm família na França. Eles querem voltar”, afirmou o cônsul.
No avião, havia pelo menos cem turistas da França. Todos retornavam de um cruzeiro que começou na Itália, passou pelo Recife e terminou em Santos, no litoral sul de São Paulo

Pequeno mas Perigoso

Pássaro morto na pista atrasa voo em Cumbica
Dos 291 voos previstos para Guarulhos, 76 (26,1%) sofreram atrasos
Maíra Teixeira, estadao.com.br

SÃO PAULO - Segundo a assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), foi um pássaro, e não um cachorro, o bicho encontrado morto na pista do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na noite desta sexta-feira.

Segundo a empresa, o pássaro estava em uma das cabeceiras da pista e foi visto pelo comandante de uma aeronave que realizava um pouso, às 20h45. Sabendo o perigo do pássaro ser sugado pela turbina das aeronaves, o piloto imediatamente comunicou a torre de controle e, sete minutos depois, segundo a Infraero, o pássaro já havia sido retirado da pista.

Esses sete minutos gastos no procedimento de retirada do pássaro causaram atraso, segundo a estatal, em apenas dois voos - um que estava prestes a realizar pouso e outro que esperava para decolar. Até o final da noite, 26,1% dos voos programados para toda a sexta-feira (desde à zero hora), em Cumbica sofreram atrasos.

Segundo a jornalista Tânia Monteiro, que estava no voo da TAM, com chegada prevista para as 21h20, que só conseguiu pousar às 22h30, o comandante da aeronave informou que teria de ficar em órbita (dando voltas no aeroporto) até que a torre de comando liberasse a aterrissagem.
"O piloto disse que ficamos em órbita em Ribeirão Preto e depois em Pirassununga. Em um momento ele informou ainda que teríamos a opção de descer em Campinas, mas acabou pousando em Cumbica mesmo." A jornalista destacou que tinha um outro voo marcado às 23h10 e que enfrentou um caos no aeroporto.

Cumbica está lotado, está tudo atrasado, com filas quilométricas no embarque 1 e 2 e na Polícia Federal. Se essa é a nossa porta de entrada para a Copa do Mundo temos de reavaliar. Como pode ter um animal morto na pista de um aeroporto?", indaga.

Quem Quer Mais?

Mais empresas aéreas poderão operar em Congonhas em 2010, diz Anac
Companhias têm até o dia 15 de janeiro para se cadastrar.  Objetivo é oferecer mais opções e baratear o preço da passagem.
11/12/2009 Do G1, em São Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou nesta sexta-feira (11) que mais empresas aéreas poderão operar a partir do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, em 2010. Os horários de pousos e decolagens serão distribuídos e as empresas que quiserem iniciar a operação em Congonhas devem enviar a documentação para a Anac até 15 de janeiro.
A redistribuição está prevista para o dia 1º de fevereiro. Até o momento, entre as empresas que ainda não operam em Congonhas, já estão habilitadas a Total e a Air Minas. A Webjet também demonstrou interesse e sua documentação está em análise na Agência.
O incremento no número de empresas aéreas operando não significa que o movimento do aeroporto vai aumentar, segundo a Anac. Serão mantidas as 30 operações por hora na aviação regular e quatro na aviação geral, que abrange aviões particulares, de táxi aéreo e outros. Atualmente, operam em Congonhas apenas as companhias TAM, Gol/Varig, OceanAir e Pantanal.
“Os passageiros serão os principais beneficiados com a redistribuição. Com mais empresas, eles terão mais opções e preços mais baixos para voar a partir de Congonhas. O aumento da concorrência também é importante para o desenvolvimento do mercado de aviação civil no País”, afirmou a diretora presidente da Anac, Solange Paiva Vieira. Em março, abril e maio deste ano, a Anac avaliou as empresas que atuam em Congonhas para verificar o cumprimento da Resolução nº 02 da agência, que prevê que a utilização de um slot (horário de pouso ou decolagem) deve ter o mínimo de 80% de regularidade no prazo de 90 dias. Caso haja cancelamentos superiores a 20% dos voos programados, o slot deve ser devolvido ao órgão regulador para ser redistribuído a outras empresas interessadas em operar no aeroporto.
Após a avaliação, a ANAC comunicou a Pantanal e a Gol/Varig o número de slots que seriam devolvidos por não cumprirem a regularidade prevista. São 412 slots que deverão ser alocados para outras empreas.
Dos 196 slots alocados para a Pantanal em Congonhas, 61 serão redistribuídos, sendo 31 pousos e 30 decolagens. Somente um destes pousos é programado para sábado, todos os demais são de dias úteis. Já a Gol/Varig foi informada que deve ter 34 dos 1.472 slots que opera em Congonhas redistribuídos, sendo 19 decolagens e 15 pousos. Outros 317 slots são de sábados e domingos e já estão disponíveis, porque não são utilizados por nenhuma empresa.
Os slots não estão atrelados a nenhuma rota: cada empresa utiliza os horários para realizar as rotas de acordo com sua estratégia comercial, já que a lei garante essa liberdade para as companhias aéreas.

Levantamento

Já falta pátio para avião na hora do rush
Estudo do sindicato das empresas analisa restrições e projeta Copa-14
O Estado de S.Paulo - Débora Thomé, Rio

Estudo apresentado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) mostra que, em horários de pico, não há espaço suficiente para os aviões no pátio de diversos aeroportos brasileiros; entre eles, Guarulhos e Congonhas, em São Paulo. O problema só não é mais grave, explica o Snea, porque, nessas horas, os responsáveis pelo controle de voo operam de tal forma a impedir a superlotação, fazendo pequenas modificações nos horários dos embarques e desembarques.

O levantamento, feito pelo professor Elton Fernandes, da Coppe - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, identifica as restrições nos aeroportos de olho no aumento do movimento nas cidades-sede da Copa de 2014. Os terminais de Congonhas e Guarulhos, que concentram 30% dos passageiros no País, são os que mais ultrapassam o limite de ocupação do pátio.

"Há uma defasagem entre o crescimento do transporte aéreo e o crescimento da infraestrutura. Vai ser necessário fazer expansão antes da Copa; estamos operando no batente da capacidade", afirma o diretor de Operações do Snea, comandante Ronaldo Jenkins.

Em Congonhas, no horário de maior movimento, na sexta-feira, 33 aeronaves estão previstas para transitar pelo aeroporto, mas os espaços para os aviões são apenas 23. No caso de Guarulhos, a sobra é de 12 aeronaves. O Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, também vive vários momentos ao longo do dia de ocupação acima da capacidade máxima. Entre os grandes, o único que opera com vagas sobrando no pátio é o Galeão, no Rio. "É necessário que ele tenha essa folga para o caso de ser necessário transferir voos", explica Elton. Essa ocupação excessiva acaba acarretando atrasos nos horários mais movimentados. "Além disso", diz Jenkins, "quando um avião não cumpre a menor rota e precisa esperar em solo ou no ar, os custos aumentam".

Diante dessas limitações na infraestrutura, o sindicato reclama que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem optado por reduzir o número de pousos e decolagens, o que impede que as empresas aéreas cresçam. Guarulhos, que já operou com 58 pousos e decolagens por hora, caiu para 45; em Congonhas, foi de 44 para 33.

Especialistas calculam que demora três anos, no mínimo, entre a aprovação do projeto e uma obra simples para a ampliação do pátio de um aeroporto. As obras previstas para 2009 ainda não começaram.

6 meses

Parentes de vítimas dizem que Air France não dá apoio
Tragédia com voo que ia do Rio de Janeiro a Paris completa seis meses nesta terça-feira
Lucas Bessel, do R7 - 02/12/2009


Monumento em memória das vítimas do voo AF447, no Rio; parentes ainda aguardam indenizações e reclamam de falta de suporte da Air France

Familiares de vítimas do acidente com o voo AF447, que completa seis meses nesta terça-feira (1º), reclamam da falta de suporte da Air France nos meses após a tragédia.

Daniela Moreira Henriques, que perdeu a irmã Adriana, de 27 anos, diz que a companhia aérea coloca impedimentos de todo tipo às famílias:

- É tudo um custo para conseguir. Com assistência psicológica, por exemplo, eles pagaram só dez sessões. Como é possível que somente dez sessões ajudem a superar uma tragédia dessas?

Daniela também afirma que não conseguiu sequer o reembolso do valor das passagens compradas pela irmã:

- Desde julho eu estou tentando o reembolso das passagens que minha irmã comprou. Cada hora é um papel diferente que tenho que enviar, não sei mais o que eles querem.

Sobre indenizações, Daniela diz que ainda aguarda a análise dos advogados que cuidam do caso:

- Muitas famílias estão na mesma situação, com os mesmos advogados. Ainda não sabemos como será feito.

Nas semanas seguintes ao acidente, a Air France fez depósitos individuais no valor de R$ 45 mil (17 mil euros) a parentes de vítimas no Brasil. A soma diz respeito a um adiantamento do seguro obrigatório, que na Europa é de R$ 344 mil (130 mil euros).

Dezenas de processos foram abertos por familiares e amigos de vítimas do acidente contra Air France, Airbus, autoridades de aviação civil francesas e outras empresas ligadas à aviação.

Ações judiciais correm no Brasil, na França, nos Estados Unidos, na Alemanha e na China.

Embora as causas oficiais do acidente ainda não tenham sido divulgadas, advogados ligados ao caso alegam que a tragédia poderia ter sido prevenida.

Na China e na Alemanha, os representantes das famílias dizem que houve negligência. No processo, eles afirmam:

- Problemas recorrentes com os sensores de velocidade das aeronaves são descritos desde 1998, mas nem a Airbus nem a Air France investigaram o problema a fundo. Em 2006, a Airbus chegou a sugerir a necessidade de instalação de um sistema de apoio para entrar em ação caso o sistema principal falhasse, mas as autoridades de aviação civil da França nunca tornaram a medida obrigatória. 

Pelo menos metade das 58 famílias residentes no Brasil ainda aguarda a proposta de indenização da Air France. Quem acompanhará o processo e a negociação individual de valores é a Câmara de Indenizações do Rio de Janeiro, que será instalada no dia 10 de dezembro e começará a estabelecer os valores mínimos individuais das compensações por dano moral e patrimonial.

De acordo com informações da
Associação Brasileira de Amigos e Parentes das Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), pelo menos outras 20 famílias optaram por entrar com ações judiciais nos Estados Unidos.

Menos Fretamentos

Anac restringe fretamentos em Cumbica
Voos não regulares terão de entrar no limite de 45 pousos ou decolagens por hora; medida atinge sobretudo voos turísticos. Agência diz que restrição garantirá tranquilidade aos passageiros durante as festas de fim de ano e o período de férias de verão
LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - FSPaulo 02/12/2009 Os voos fretados sofrerão restrição no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), e terão de entrar no limite total de 45 movimentos (pousos ou decolagens) por hora no local. A medida atinge principalmente os voos turísticos, de pacotes de viagens. A decisão da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deve se estender até pelo menos o final de março.

A restrição valerá a partir da publicação no "Diário Oficial" da União, o que deve ocorrer nos próximos dias. Desde outubro, os voos regulares já obedecem ao limite de 45 pousos e decolagens por hora em Guarulhos. A Anac não tem o registro dos voos fretados no local.

A agência alega que a restrição aos fretados irá garantir tranquilidade no aeroporto, que estará mais cheio devido às festas de fim de ano e ao período de férias. O objetivo é evitar que muitos voos fiquem concentrados em um mesmo horário. Hoje, os horários de pico dos voos regulares são às 7h, 20h e 23h. O único horário em que não são mais possíveis encaixes é o das 7h, pois já existe a previsão de 45 voos regulares.

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, desde 2007 existe o limite de 30 movimentos por hora para a aviação regular e de quatro para a aviação geral (aviões particulares).
Reacomodação
A Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens) estima que pelo menos 300 voos fretados decolarão de Guarulhos na alta temporada. O setor de turismo afirma que a restrição aos fretados, embora necessária, poderá trazer transtorno para as agências de viagens. "O aeroporto de Guarulhos está esgotado. De fato, não há como acomodar mais voos extras nesse período de fim de ano e férias", diz Leonel Rossi, diretor de assuntos internacionais da Abav.
Parte dos voos terá de ser redistribuída ao longo do dia, em horários de menos movimento. "Isso deixa o dia "quebrado" para os turistas", afirma Rossi.

O Snea (sindicato das empresas aéreas) diz que a decisão da Anac melhorará o atendimento dos passageiros na alta temporada, mas que a medida reflete a falta de infraestrutura do país. Tanto as agências de viagens quantos as companhias aéreas temem o risco de novo apagão no setor, em razão do aumento do número de passageiros e da saturação dos principais aeroportos. Segundo a Infraero, o total de passageiros transportados em outubro foi 33% superior ao do mesmo mês de 2007.

Sem Feridos


Avião da TAM que seguia para Argentina faz pouso de emergência em Guarulhos (SP)
01/12/2009 - 19h45 da Folha Online

Um avião da TAM que seguia para a Argentina apresentou um problema técnico durante o voo na tarde desta terça-feira e teve de realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (região metropolitana), de onde havia partido. Ao todo, 169 passageiros estavam na aeronave, mas ninguém se feriu.

De acordo com a Infraero (estatal que administra os aeroportos), apesar de emergencial, o pouso ocorreu normalmente e todos os passageiros desembarcaram sem problemas.
Segundo a TAM, o voo JJ 8018 decolou de Guarulhos com destino à Buenos Aires às 14h51 desta terça, e retornou para o aeroporto após apresentar um problema técnico. O pouso ocorreu às 16h38, entretanto, ainda não se sabe o que provocou o incidente. A companhia não informou qual era o modelo da aeronave.
Ainda segundo a companhia aérea, os 169 passageiros foram reacomodados em outro avião e já prosseguiram viagem.

Incidente
Ontem, um avião Airbus A320 da TAM teve de retornar ao aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio, após bater em uma ave pouco depois da decolagem. De acordo com a companhia aérea, o procedimento é padrão e não houve tumulto em decorrência do pouso imprevisto.
O avião operava o voo 3192, que faria o trajeto Rio-Maceió, com escala em Salvador, e decolou às 11h55. Pouco depois, porém, a aeronave atingiu um urubu e teve de retornar ao terminal.
De acordo com a TAM, o avião não enfrentou problemas para realizar o pouso, mas os passageiros tiveram de ser realocados para outro avião da companhia aérea, que decolou às 15h30. Apesar do susto, nenhum ocupante da aeronave ficou ferido.

Cargueiro sem freio bate em equipamento da TAM no aeroporto Avião da TAM bate em ave e retorna para aeroporto no Rio

Nova Cia Aerea

Trip já encaminhou à Anac o pedido para ligar Joinville a quatro novos destinos
Guarulhos, Navegantes, Criciúma e Porto Alegre seriam os destinos
A NOTÍCIA - Sta.Catarina - 01/12/2009

O pedido foi encaminhado na semana passada pela Trip. Agora é esperar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizar a realização de voos de Joinville para Guarulhos, Navegantes, Criciúma e Porto Alegre para que os primeiros aviões ATR-42-300, com capacidade para 45 passageiros, pousem no Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola. Atualmente, só a TAM e a Gol operam no terminal da mais populosa cidade catarinense. São seis voos chegando do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e outros seis partindo para o mesmo local. Vai ser a retomada dos voos para o aeroporto internacional de Guarulhos, que foram suspensos pela TAM no primeiro semestre do ano passado. Serão duas frequências diárias: a expectativa é que os voos partam de Joinville às 6h45 e 16h20, o que facilita as conexões com voos nacionais e internacionais. Entre Guarulhos e Joinville, a previsão é que os aviões decolem às 9 horas e às 20h20. O voo deverá durar 1h20. A Trip é a quinta empresa a operar esta rota, que também chegou a ser feita pela Varig, OceanAir e InterBrasil. Outro voo pedido foi entre Joinville e Porto Alegre, com escala em Criciúma. A ideia da empresa aérea é ter seis frequências semanais entre as duas cidades. O voo partiria para a capital gaúcha às 10h45, de segunda a sábado, e retornaria, de domingo a sexta, às 13h50. É a retomada dos voos para Porto Alegre, suspensos há pelo menos cinco anos. Três empresas chegaram a fazer a rota — Rio Sul, Tam e OceanAir. Joinville também volta a ter voos para Criciuma, que no início da década foram feitos pela TAM, e para Navegantes, para onde já voaram a Varig, a InterBrasil e a OceanAir. O Aeroporto de Joinville foi bem avaliado por executivos da Trip, que conheceram as instalações no início de novembro. A empresa deve ocupar o guichê que pertencia à Varig e está livre desde abril de 2006. Os preços das passagens ainda não foram divulgados, mas estima-se que para Guarulhos custe R$ 150,00.

Festas de Fim de Ano

Viracopos faz plano de emergência para festas de fim de ano
DA AGÊNCIA FOLHA - 01/12/2009

Se comparados os 10 primeiros meses de 2008 com mesmo período deste ano, aumento de passageiros chega a 185% Entre as medidas tomadas, estão a redução de folgas e o aumento das escalas de trabalho dos funcionários do aeroporto de Campinas
Reduzir folgas, aumentar escalas de trabalho e intensificar o monitoramente de salas de embarque e desembarque. Estas são algumas medidas planejadas pela superintendência do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (93 km de SP), na tentativa de suprir o atendimento ao número de passageiros do fim de ano.
O aeroporto fechará 2009 com recorde histórico de movimento. Dados da Infraero indicam que Viracopos atingirá a marca de pouco mais de 3 milhões de passageiros transportados neste ano. No primeiro semestre de 2009, o aeroporto já havia ultrapassado o total de 1,08 milhão de pessoas transportadas em 2008.

Se comparados os dez primeiros meses de 2008 com o mesmo período de 2009, o crescimento de passageiros chega a 185%. De janeiro a outubro deste ano foram 2,6 milhões de pessoas contra 912,5 do ano passado. O crescimento é atribuído a chegada de uma nova companhia aérea, com 15 destinos no país.
"Quanto aos preparativos para o período de férias e comemorações de final de ano, a Infraero adotará um conjunto de medidas para assegurar um fim de ano tranquilo para quem viajar de avião e utilizar os aeroportos da rede [Infraero]", disse a superintendente de Viracopos, Lilian Ratto Neves, que assumiu o novo cargo no último dia 16.

Para o suprir o crescimento no movimento de passageiros a médio prazo estão previstos na primeira etapa da execução do Plano Diretor do Aeroporto de Campinas as construções de uma segunda pista e do primeiro módulo de um novo terminal central de passageiros. A previsão para a conclusão destas duas principais obras é 2014 -antes da Copa do Mundo. O valor total estimado dos investimentos nesta primeira etapa é de R$ 6,4 bilhões

Cargueiro Bate

Avião sem freios bate em elevador da TAM em Cumbica 01 de dezembro de 2009 • 08h45 • atualizado às 09h01
Redação Terra

Um avião cargueiro da TAF Linhas Aéreas bateu no elevador de manutenção da TAM na madrugada desta terça-feira quando era estacionado no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro (Cumbica), em Guarulhos, na Grande São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 1h30, mas não deixou ninguém ferido.

Segundo informações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o piloto da aeronave TAF não conseguiu frear quando taxiava na pista. O aparelho da TAM conhecido como lift e o bico do cargueiro foram danificados na colisão.

Ainda de acordo com a estatal, o acidente não prejudicou as operações de pousos e decolagens e demais operações no pátio de Cumbica. Não informações sobre o que teria causado a possível falha no sistema de freio do cargueiro.

Esgotamento

Sem obra, capacidade de aeroportos se esgota
Com recordes de movimento de passageiros, principais aeroportos recusam voos e barram crescimento de aviação comercial Obras que a Infraero vem planejando há anos para desafogar e dar mais segurança aos aeroportos não saem do papel JOSÉ ERNESTO CREDENDIO DA REPORTAGEM LOCAL - Folha de SP -
29/11/2009
No período de recordes sucessivos de movimento de passageiros, os principais aeroportos do país estão com capacidade esgotada, recusam voos e já não permitem crescimento de aviação comercial. Para as agências de viagens e companhias aéreas, existe o risco de um novo apagão no setor, agora por falta de infraestrutura.
Os dados da Infraero (estatal federal responsável pelos aeroportos) apontam que o número de passageiros transportados em outubro foi 33% superior ao do mesmo mês de 2007.

Outro dado: até outubro, haviam passado pelos aeroportos da Infraero 103,744 milhões de passageiros, cerca de 9 milhões a mais do que nos dez primeiros meses de 2008. Segundo análise da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o salto foi impulsionado pela liberdade tarifária nos voos internacionais, mas também houve a retomada econômica e o fim da crise gerada pela gripe suína, que inibiu voos no meio do ano.
Aumento Os principais aeroportos -Congonhas, Cumbica, Brasília, Galeão, Salvador e Porto Alegre- registraram neste ano o maior número de pessoas transportadas.
Neste ano, Congonhas (zona sul de São Paulo) projeta receber 2 milhões a mais de passageiros além de sua capacidade operacional, de 12 milhões. Em Cumbica (Guarulhos, na Grande SP), serão até o final do ano 21,5 milhões, para uma capacidade em torno de 17,5 milhões. Brasília, que já surge como terceiro principal aeroporto do país em transporte de passageiros, viu o movimento crescer 30% em quatro anos.

Ao mesmo tempo, as obras que a Infraero vem planejando há anos para desafogar e dar mais segurança aos aeroportos jamais saem do papel. Até agosto, segundo balanço do PAC, a empresa havia investido somente 19,% do R$ 1,031 bilhão disponível -a média das estatais foi de 53%.
Com esse baixo investimento, o check-in de Congonhas, prometido para 2006, quando foi inaugurada a nova garagem, nem foi licitado. O novo terminal de Brasília, que também deveria estar pronto, é outro projeto que não saiu do papel.

O terceiro terminal no aeroporto de Cumbica, visto como essencial para reduzir o empurra-empurra, terá somente entre 70% e 80% de suas obras prontas no início de 2010, segundo depoimento do assessor especial da presidência da estatal, Jaime Caldas Parreira, na CPI do Transporte Aéreo da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Tanto Congonhas quanto Cumbica -maior aeroporto do país- não aceitam novos voos. Juntos, eles respondem por quase 30% do movimento de passageiros no sistema da Infraero, um problema que a estatal vem tentando contornar em negociações com as companhias.
"Você chama: olha, você quer um pouco mais de conforto, ok? Vai um pouco para cá, um pouco para lá", disse Parreira, referindo-se ao deslocamento de voos para horários normalmente recusados.

Com os dois maiores aeroportos do país esgotados, a solução foi desviar voos para Viracopos, em Campinas (SP), que ficou caótico.
"Batemos no batente da falta de infraestrutura. Nem é preciso falar do futuro. Já estamos com problemas graves, ficamos muito preocupados. A Copa das Confederações, que é um teste para a Copa do Mundo, é em 2013", diz Ronaldo Jenkins, diretor do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias).
Na previsão do setor, o turismo aéreo terá um crescimento de até 20% neste ano, tendência que deve se manter em 2010 e existe o temor de um apagão, diz Leonel Rossi Jr, diretor da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens). "Nem falo da Copa. O crescimento é muito grande e não foi acompanhado por obras. Podemos ter um apagão de superlotação dos aeroportos em um futuro bem próximo", diz.

Adeus Privatização

Infraero tem plano de obras apenas para a Copa de 2014
Pacote de R$ 4,7 bilhões prevê novos terminais em dez aeroportos do país, incluindo Guarulhos, Congonhas e Brasília. Para tornar o projeto viável, governo federal pretende engavetar a privatização dos terminais da Infraero e livrar a estatal de licitações DA REPORTAGEM LOCAL -  FSP - 29/11/2009 

A Infraero, procurada desde terça-feira para falar sobre a lotação dos aeroportos, o atraso nas obras e o baixo nível de investimento neste ano, não se pronunciou.
Na quinta-feira, a estatal apresentou um plano de obras para a Copa do Mundo de 2014. Serão R$ 4,7 bilhões para 16 aeroportos, com as primeiras entregas em 2012.
Para tornar o projeto exequível, diante das incertezas em relação às obras, o governo Lula pretende engavetar a proposta de privatização da Infraero e livrar a estatal de licitações, que atrasam contratos.

O pacote prevê novos terminais em dez aeroportos, incluindo Guarulhos e Brasília. Para Congonhas, o governo planeja uma nova pista de taxi e a torre de controle. Em Viracopos (Campinas), a Infraero quer construir uma nova pista e um pátio para aeronaves.
Concentração
A presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, disse, por meio de sua assessoria, que o gargalo nos aeroportos se concentra em São Paulo, pois não estão sendo autorizados novos voos para Congonhas e Guarulhos.  Segundo ela, o salto no movimento dos aeroportos vêm ocorrendo principalmente nas empresas menores. "Fora de São Paulo, os aeroportos ainda têm capacidade ociosa e os voos são sempre autorizados dentro da capacidade do aeroporto (pista, terminal, pátio) e do tráfego aéreo", afirma.

A Anac afirma que está atuando com a Infraero e o Decea, órgão da Aeronáutica, para evitar problemas nos aeroportos no final do ano. No que depender do serviço de segurança de voo, não há deficit de pessoal nem de equipamentos, informou o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. O caos aéreo de 2007 foi atribuído, em sua maior parte, ao serviço de controle.

Do Contra

Infraero quer evitar restrição em Congonhas
Folha de SP - Cotidiano - (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

Representante de estatal argumentará com o prefeito Kassab que decisão irá comprometer as operações do aeroporto Empresas aéreas também se mobilizam e alegam que não existem outros aeroportos para atender a Grande São Paulo

A Infraero (estatal que administra os aeroportos) vai tentar discutir hoje a decisão do conselho ambiental de São Paulo, de restringir o horário de funcionamento do aeroporto de Congonhas, com o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Um representante da estatal federal, segundo a assessoria de imprensa, tentará se reunir com o prefeito em busca de uma solução para o caso. Até ontem à noite, a reunião não havia sido confirmada pela assessoria de Kassab.

A tentativa de alterar as condições de licenciamento do aeroporto vai ocorrer porque, segundo a estatal, duas horas a menos durante a semana comprometeriam demais as operações de Congonhas.

A argumentação da Infraero vai esbarrar no posicionamento do secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que articulou pela aprovação das exigências feitas. O secretário está em Copenhague, na conferência mundial sobre o clima, e não poderia dar entrevista ontem, segundo sua assessoria. Anac
A Infraero também irá argumentar que cabe à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) determinar em que horário um aeroporto pode operar. A agência, porém, informou ontem não ter recebido nenhum documento sobre o licenciamento de Congonhas.

Outro lobby contrário à redução das operações em Congonhas será deflagrado pelas entidades de companhias aéreas nos próximos dias. As companhias vão tentar reverter as novas restrições em Congonhas, já que não existem outros aeroportos para atender a Grande São Paulo. Viracopos, em Campinas (SP), também não comporta mais pousos e decolagens, por falta de infraestrutura aeroportuária.

A análise é de Ronaldo Jenkins, diretor do Snea (sindicato que reúne as companhias aéreas). "Fica claro que existe aí um problema técnico e político. Estão querendo deixar a cidade sem transporte aéreo", diz. Jenkins afirmou que a medida vai contra planos da própria Prefeitura de São Paulo de facilitar a expansão de Congonhas. "E ainda falam em ampliar Congonhas", diz. Jenkins se refere ao novo projeto de ampliação de Congonhas apresentado em novembro pelo Ministério da Defesa, com o aumento da pista auxiliar para um tamanho próximo do da pista principal.

O plano difere de outro, defendido pela Prefeitura de São Paulo no ano passado, baseado na desapropriação de cerca de 2.000 imóveis às margens do aeroporto. Pelo plano da prefeitura, uma área de até 500 m em frente à cabeceira da pista dará lugar à ampliação das faixas e a uma área de escape, para dar mais segurança ao aeroporto. É nessa região que ocorrerão as remoções.

Relatório de Impacto Ambiental

Licença para Congonhas depende do atendimento a 100 exigências •
Fonte: JORNAL ZONA SUL CIRCULAÇÃO DE 20.11 A 26.11.2009.

AEROPORTO Licença para Congonhas depende do atendimento a 100 exigências Um parecer técnico foi elaborado por técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente será apresentado nesta quinta, 19 de novembro, sobre o Relatório de Impacto Ambiental do Aeroporto de Congonhas na cidade. O jornal São Paulo Zona Sul teve acesso ao documento, que traz nada menos do que 100 exigências para serem cumpridas pela Infraero, consequentemente pelas empresas que operam no aeroporto, além de Ministério da Defesa e outros órgãos direta ou indiretamente envolvidos no funcionamento de Congonhas. Os prazos são variáveis e o parecer ainda determina que as exigências sejam obedecidas por ao menos seis anos. Mais: estabelece que o movimento de Congonhas, em número de voos, passageiros, peso das cargas e volume seja mantido por essa prazo, também - exceção feita ao período de abril a agosto de 2014, período que engloba a Copa do Mundo de Futebol no Brasil. A diminuição do ruído é outro ponto constante do parecer, assim como a diminuição da poluição e da produção de resíduos pelo aeroporto. Mas, em síntese, o que representa esse parecer? Para quem não sabe, o Aeroporto de Congonhas simplesmente não tem licença para funcionar. A falta de documentação difi culta e até impede a realização de algumas obras e modifi cações no empreendimento. E pode-se avaliar que as 100 exigências representam uma vitória da comunidade ao redor, já que a intensa participação popular e sugestões feitas pela comunidade foram observadas na realização do parecer.

Tirando o Sono


Ministério da Defesa autoriza operações noturnas no Aeroporto de Ilhéus
O secretário de Aviação Civil do Ministério da Defesa, brigadeiro Jorge Godinho, disse ontem (17/11), durante reunião com o governador Jaques Wagner, que o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus será liberado para operações de pousos e decolagens durante a noite, a partir do dia 17 de dezembro. A audiência contou ainda com a participação dos secretários Domingos Leonelli (Turismo), Walter Pinheiro (Planejamento) e representantes das companhias aéreas Tam e Gol e da Infraero, empresa que administra os aeroportos.
Segundo o brigadeiro, um voo de inspeção foi realizado na última semana para a realização de testes de um sistema denominado Ponto no Espaço, que permite a combinação da aproximação por instrumentos e aterrissagem visual noturna.

Apesar disso, os integrantes das empresas aéreas apresentaram algumas ponderações, segundo informou o secretário Domingos Leonelli. O titular da Setur destacou ainda o empenho pessoal do governador Jaques Wagner, "que fez uma importante articulação entre os governos Federal e Estadual" e da prefeitura de Ilhéus, que atuou juntamente com a Infraero na remoção dos 67 obstáculos apontados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), após o acidente aéreo ocorrido com a Tam, em São Paulo.
Uma alternativa apontada por Leonelli para o Aeroporto de Ilhéus, que atualmente só conta com quatro voos ligando a cidade a São Paulo e Salvador, é buscar novas linhas com a Azul e a Trip, "companhias que tem apostado na Bahia".
 

Condenados

STJ condena TAM por acidente de 1990
Após 20 anos, familiares das vítimas atingidas por uma aeronave no aeroporto vão receber mil salários mínimos
Tisa Moraes

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada ontem, condenou a TAM a pagar mil salários mínimos (o equivalente a R$ 465 mil pelo salário mínimo nacional) à família da engenheira Giselle Marie Savi de Seixas Pinto e seu filho Guilherme, mortos em um acidente que envolveu um avião da empresa em fevereiro de 1990. Na ocasião, o carro em que os dois estavam foi atingido pela aeronave numa tentativa de pouso forçado na região do Aeroporto de Bauru, atual Aeroclube.

Segundo informações do STJ, deverão ser pagos 500 salários mínimos por vítima, além de uma indenização pela perda de bens pessoais e pelas despesas com o enterro da mulher e do filho. A decisão foi tomada após análise de recurso impetrado pela TAM, que alegava que a 4º Turma do órgão levou em consideração provas dos autos que não teriam sido discutidas durante julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ).

Apesar disso, a relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, manteve a decisão que condena a empresa ao pagamento de indenização, apesar de não constatar no processo que a companhia agiu em ato ilícito. A ministra também decidiu que a TAM não demonstrou, em contestação, causas que pudessem suprir o dever dela de indenizar.

Passados quase 20 anos da tragédia que deixou a cidade perplexa, os parentes de Giselle e Guilherme receberam a notícia com um sentimento simultâneo de contentamento e desestímulo. “A gente fica contente com a conclusão desta etapa final, mas 20 anos brigando por isto é muita coisa. Mesmo assim, entendo que é melhor ter um resultado do que não obter nenhuma resposta”, revela o marido e pai das vítimas, o advogado José do Carmo Seixas Pinto Neto.

A indenização, que em valores atuais equivaleria a R$ 465 mil, tem de ser paga até o ano que vem. O prazo, segundo o advogado, será necessário para que o STJ se posicione a respeito de um último recurso, extraordinário, impetrado pela TAM em 2006.

No entanto, segundo apurou o JC, como o pedido trata da mesma matéria abordada no recurso já rejeitado pela 4ª Turma, é provável que este nem seja avaliado pela presidência do tribunal. “Ainda temos que aguardar se este último recurso será recebido pelo STJ, mas estamos otimistas. De qualquer maneira, o dia em que eu receber esse dinheiro será um dos mais tristes que irei vivenciar, porque vou saber qual é o preço da vida do meu filho e da minha mulher”, observa Pinto Neto.

Demora na indenização

Ainda em 1990, meses depois do acidente, o viúvo e os filhos menores do casal – que tinham um e seis anos quando perderam a mãe e o irmão – ingressaram com ação contra a TAM alegando negligência, imperícia e imprudência dos pilotos do avião. Como indenização, eles requereram pensão mensal de dois terços do salário de Giselle (que era funcionária de carreira do Banco do Brasil), incluindo o 13º, com início na data do acidente e até o dia em que completasse 65 anos, o que ocorreria em agosto de 2018.

Também solicitaram pagamento dos valores referentes à privação de ganho futuro, esperado em razão de promoções e vantagens que ela poderia receber, e pensão mensal de dois terços do salário mínimo vigente pela morte de Guilherme, também contados do acidente até a data em que completaria 25 anos. Pediram, ainda, indenização por danos morais e pela destruição de objetos de valor portados por Giselle, mais juros, além das despesas com funeral e luto.

O processo chegou ao STJ em 1993 e, embora a decisão para que a empresa indenizasse a família das vítimas tenha sido tomada pelo órgão em 1999, Pinto Neto afirma que a determinação demorou um ano para ser publicada. “Depois disso, a TAM entrou com cinco embargos de declaração para protelar a sentença e chegou a ser multada por isso. Após essa penalização, a empresa ainda entrou com mais um embargo de divergência, que foi julgado agora, e um recurso extraordinário”, relata.

De acordo com ele, a sucessão de recursos impetrados pela empresa aérea para adiar a execução do pagamento só serviu para manchar a imagem da companhia. “A TAM foi humilhada neste julgamento. Um avião invadiu uma via pública e matou duas pessoas e ficou durante 20 anos se furtando a indenizar a família dessas vítimas. É algo imoral que deixará uma mancha negra na história da companhia”, frisa.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da TAM limitou-se a informar, por meio de nota, que a empresa não foi notificada sobre a decisão do STJ e irá se manifestar apenas formalmente, nos autos do processo.

A tragédia

No dia 12 de fevereiro de 1990, o avião Fokker 27-500 da TAM tentou pousar no aeroporto de Bauru, mas apresentou um problema técnico e arremeteu, caindo por volta das 9h sobre o carro em que estavam Giselle, 29 anos, e Guilherme, 4 anos. O veículo se encontrava na quadra 1 da rua João Poletti, próximo à Praça Portugal e a três quadras da casa das vítimas.

O piloto do avião ficou preso nas ferragens e só foi retirado da aeronave cerca de uma hora após a queda. Ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no hospital. Dos 36 passageiros a bordo, 14 tiveram ferimentos leves. O Fokker, que fazia a rota São Paulo-Cuiabá, com escalas em Bauru, Marília, Araçatuba e Rondonópolis, também atingiu algumas casas da região.

Novo Congonhas

Aeroporto de Congonhas terá mais segurança, diz Jobim
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem no Rio de Janeiro que o novo projeto para o Aeroporto de Congonhas, que prevê a transferência de hangares da Avenida dos Bandeirantes para um terreno do Estado que era ocupado pela Vasp, facilitará a criação de um espaço lateral e faz parte do projeto "para fortalecer a segurança" do aeroporto da zona sul da capital paulista. Outra medida é a ampliação da pista auxiliar, que vai se igualar à principal.

"Congonhas tem entre 15 milhões e 16 milhões de passageiros por ano, o que poderia ser elevado para 20 milhões ou até 25 milhões, se estendesse a pista. Mas não é o caso. O entorno urbano não suporta", afirmou o ministro. "Então, temos um projeto para manter o limite máximo de 16 milhões e fazer obras de melhoria da segurança, com ampliação da área de escape, e a possibilidade de termos duas pistas."

Jobim não deu informações sobre o número de famílias que serão removidas para a realização das obras em Congonhas. "Há um projeto de tirar os hangares de um lugar e levar para outro e um projeto de ampliação da pista auxiliar, que implicaria uma pequena desapropriação no lado do Jabaquara, mas uma pequena parte", disse o ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Susto em NY

G1
Avião com destino a São Paulo retorna a aeroporto de NY após falha
'Dezenas de ambulâncias aguardavam na pista', disse estudante. Empresa diz que houve problema num dos flaps; não houve feridos.
Do G1, em São Paulo

Passageiros de um voo da TAM que partiu de Nova York em direção a São Paulo neste sábado (7), tiveram um susto ao serem avisados que a aeronave retornaria ao aeroporto JFK cerca de 20 minutos após a decolagem. 

De acordo com a estudante de jornalismo Paula Belelli, 23, uma das passageiras do voo JJ 8081, o piloto informou que um problema técnico da aeronave, que teria que retornar ao aeroporto.
 
Em nota, a Tam informou que o voo, com 196 passageiros a bordo, regressou ao aeroporto por uma indicação "de mau funcionamento num dos flaps da aeronave".(comandos localizados nas asas das aeronaves).
“Foi preciso dar voltas em cima do mar para derramar gasolina e diminuir o peso do avião. Quando pousamos, dezenas de ambulâncias e bombeiros nos aguardavam na pista. O conserto durou duas horas, e prosseguimos no mesmo avião”, contou, por telefone, ao G1 . Uma das passageira do voo, segundo a estudante, chegou a desmaiar devido ao nervosismo, mas foi socorrida pelos próprios passageiros enquanto o avião retornava ao aeroporto. Ninguém ficou ferido. O voo, que segundo a estudante deveria chegar às 6h50 a São Paulo, acabou aterrissando por volta das 11 horas. “Houve muito transtorno por parte dos passageiros que perderam suas conexões”, disse a estudante, que também perdeu o voo para Fortaleza, onde vive, e teve que aguardar pelo próximo, às 16 horas.
 
Íntegra
Leia a seguir a íntegra da nota divulgada pela assessoria de imprensa da empresa:
 
"A TAM informa que o voo JJ 8081 (Nova York - São Paulo/Guarulhos), da noite dessa sexta-feira (dia 6), com 196 passageiros a bordo, regressou ao aeroporto de origem devido à indicação, no painel, de mau funcionamento de um dos flaps da aeronave.
 
O pouso foi normal, e os passageiros desembarcaram para aguardar uma manutenção corretiva. O voo foi retomado à 1h28 deste sábado e pousou em Guarulhos às 10h38.

20 milhões!!!

Congonhas e os nossos aeroportos merecem mais
Jorge Leal Medeiros*

A capacidade do Aeroporto de Congonhas, segundo informada pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) em junho de 2007, era de 9.500 passageiros por hora (ou seja, atenderia, com folga, mais de 20 milhões de passageiros/ano) e de 48 movimentos (aterragens e/ou decolagens) por hora. Depois do acidente ali ocorrido em 17 de julho, o CGNA passou a informar apenas a capacidade da pista, que foi reduzida para 30 movimentos por hora. Vale a pena lembrar que, já em 1980, Congonhas operou 55 movimentos por hora, o que torna difícil entender como, nesses 30 anos, quando ocorreram melhorias tecnológicas significativas, reduziu-se em quase a metade a capacidade desse equipamento social, que já foi o aeroporto mais importante, e movimentado, do Brasil. 

Quanto ao controle de tráfego aéreo, um dos pontos menos comentados é o fato de já termos enfrentado demandas consideravelmente superiores à atual no espaço à volta dos nossos aeroportos - nas chamadas áreas terminais. Nessas áreas, onde há uma grande concentração de aviões e onde o controle exige mais cuidado, dados do período 1998-2002 disponibilizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) indicam que a demanda na área terminal de São Paulo, e em várias outras, foi maior do que a observada em 2006, chegando a ultrapassá-la em 30%. Nem por isso houve, à época, nenhum tipo de crise.

Depois do acidente, questionou-se a segurança do aeroporto, em função do que foram consideradas ampliações que criariam as chamadas Resa (áreas de segurança de final de pista, na sigla em inglês). Para isso, haveria necessidade de desapropriações de 400 imóveis, além de uma obra significativa, em termos de custo, para não falar de outras considerações abordadas por especialistas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Logo após o acidente, o presidente Lula ouviu alguns especialistas em aviação, um dos quais, em 25 de julho de 2007 e na presença do ministro Jobim (que tomaria posse duas horas depois), sugeriu-lhe reduzir os comprimentos homologados das pistas, o que, sem necessidade de obras, reduziria os pesos dos aviões e aumentaria diretamente a segurança operacional com a criação das Resas. Aparentemente isso foi feito, uma vez que foi alegado que a redução da capacidade das pistas decorria do comprimento reduzido que passou a ter a pista auxiliar de Congonhas.

Agora, parece ser intenção do governo federal acabar com os hangares que margeiam a Avenida dos Bandeirantes, deslocando seus usuários para a área que estava sendo ocupada pela Vasp, o que permitiria aumentar a pista auxiliar, tornando-a a principal, e tornando a principal, auxiliar, criando áreas laterais de segurança. Essas áreas laterais já existem e respeitam as determinações dos órgãos nacional (Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac) e internacionais (Organização de Aviação Civil Internacional, a Icao, na sigla em inglês), pois de outra forma Congonhas não estaria homologado, e, portanto, operando.

É óbvio que o aumento da atual pista auxiliar amplia o leque de aeronaves que ela atende, e, portanto, pode melhorar a capacidade de Congonhas no atendimento de sua demanda. Além disso, é também óbvio que essa ampliação cria alternativas operacionais em caso de ser necessário fechar uma pista, seja por acidente ou por manutenção.

No entanto, todas essas informações e planos, que têm mudado ao longo desses mais de dois anos, apontam para uma falta de foco do governo federal, mas apontam também para uma falta de participação dos governos estadual e municipal, interessados imediatos nesses problemas. 

Profissionais de transporte aéreo, nacionais e internacionais, estão reunidos há três dias em São Paulo no 8º Simpósio de Transporte Aéreo (Sitraer) e no segundo encontro da Rede Ibero-americana de Investigação em Transporte Aéreo (Ridita) e abordaram temas importantes. Do simpósio participaram especialistas do Estado de São Paulo, incluindo integrantes da USP e do ITA. Eles não têm sido convidados a participar dessas questões que tanto nos afetam. É falta de interesse ou de foco de nossos governos? 

*Jorge Eduardo Leal Medeiros é engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP. Trabalhou ainda em Vasp, Varig, Hidroservice, Atech e Anac

Pane no céu

Avião da TAM sofre pane mecânica antes de pouso em Manaus
da Folha Online

Um avião da TAM teve uma pane mecânica na quinta-feira (5) no momento em que se aproximava do aeroporto de internacional Eduardo Gomes, em Manaus. Devido ao problema, o Corpo de Bombeiros foi mobilizado, mas não houve nenhum relato de pessoas feridas.

Segundo a assessoria da TAM, o voo JJ 3540 seguia de Brasília para Manaus, por volta das 12h30, quando "apresentou indicação de pressão de óleo inadequada em um dos motores". A companhia aérea ainda destacou que o comandante da aeronave seguiu os procedimentos previstos.

No total, 163 pessoas estavam na aeronave no momento do pouso, sendo 155 passageiros e oito tripulantes. A TAM informou que todos desembarcaram em segurança.

Congonhas Novo

Governo refaz projeto do Aeroporto de Congonhas
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Um ano depois de anunciar a ampliação das pistas do Aeroporto de Congonhas e a desapropriação de cerca de 2 mil imóveis para a criação de uma área de escape, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou um novo projeto para o terminal na zona sul de São Paulo. O plano de remoção das residências, defendido pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) e criticado por associações de moradores, foi redimensionado para um número inferior ao previsto inicialmente. A ideia agora é remodelar Congonhas a partir da transferência dos hangares localizados às margens da Avenida dos Bandeirantes para o terreno de 185 mil metros quadrados da Vasp, anexo ao aeroporto.

As reformas em Congonhas têm dois objetivos primordiais: aumentar a segurança e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de operação do terminal, reduzida em mais de 20% - de 44 para 34 movimentos por hora - após a tragédia do voo 3054 da TAM, em julho de 2007. O novo plano do governo prevê a conversão da atual pista auxiliar em principal. Com 1.435 metros de extensão, a pista auxiliar é utilizada apenas por aviões de pequeno porte. O projeto, segundo Jobim relatou às famílias, é deixá-la com comprimento pelo menos igual ao da pista principal de Congonhas - 1.940 metros.

A solução criaria uma margem de segurança tanto em relação ao terminal de passageiros, vizinho da Avenida Washington Luís, quanto em relação à Avenida dos Bandeirantes. Além disso, a utilização da atual pista principal como acesso para o pátio de aeronaves criaria as chamadas "saídas de alta velocidade", o que permitiria aumentar a capacidade de operação do aeroporto. Tudo isso sem a necessidade de grandes desapropriações - o custo estimado para remover os cerca de 2 mil imóveis era de R$ 500 milhões.

Exigências

Embora o governo federal já tenha definido a nova configuração do Aeroporto de Congonhas, as obras não podem começar imediatamente. Projetado na década de 1930, o terminal até hoje não tem "alvará de funcionamento". O processo de regularização se iniciou em 2006, quando a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA) notificou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) a apresentar, no prazo de um ano, o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) do aeroporto. Só depois que Congonhas obtiver a Licença Ambiental de Operação é que a Infraero poderá dar entrada num pedido de reforma.

Para conseguir a licença, no entanto, a estatal terá de atender a uma série de exigências. Em 16 de setembro, uma comissão formada por três integrantes do corpo técnico da SMVA - o engenheiro Ricardo Walder Elias, a geógrafa Maria Raquel Pacheco e a bióloga Solange Papini - emitiu parecer com 93 sugestões de exigências. O documento será apresentado no dia 19 ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Cades). Caberá ao Cades, após analisar o parecer, redigir o documento final que será entregue à Infraero. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

No Limite

Em 2010, GRU não poderá receber novos voos
fonte - Panrotas
mail

 
A limitação infraestrutural do Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU) obrigará a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a barrar novas propostas de companhias aéreas para operações internacionais. O anúncio oficial deve sair no começo do ano que vem. Quem garante é a presidente do órgão, Solange Vieira (foto), que participou hoje de um seminário no Centro Brasileiro Britânico, na capital paulista. Solange foi bastante incisiva na afirmação, e estendeu o problema aos aeroportos de Congonhas, também em São Paulo, e Viracopos, em Campinas, no interior paulista.

“É imprescindível a construção do Terminal 3 em Guarulhos. Enquanto essa obra não for concretizada ficamos impossibilitados de liberar mais voos. Viracopos está indo para o mesmo caminho. Creio que até o final do ano a infraestrutura de lá também ficará saturada”, afirmou a dirigente, completando que o grande problema é a relação demanda x infraestrutura.

“Há uma concentração muito grande de passageiros em São Paulo, o que leva ao crescimento da oferta, mas, como não temos infraestrutura suficiente, as companhias não colocam mais voos e trabalham com os aviões na capacidade máxima, o que gera aumento de tarifa”, explicou ela. A tendência, ainda segundo Solange, é que essa constatação fique ainda mais evidente em 2010.

Copa do Mundo

SP tem 19 obras em andamento para Copa, diz SP Turis
fonte - Panrotas
 
mail

 
O presidente da SP Turis, Caio Luiz de Carvalho (foto), fez uma apresentação durante o II Seminário de Infraestrutura – Copa 2014, que é realizado pela Câmara de Comércio Espanhola no Brasil, hoje, em São Paulo, sobre os primeiros passos que São Paulo está dando para a realização da Copa do Mundo. O Estado quer receber o jogo de abertura da competição. “Atualmente, temos 19 obras em execução para a mobilidade urbana. Além disso, dos novos projetos que existem, 70% estão em licitação ou em andamento”, disse.

O executivo falou, também, sobre o projeto Linha Ouro onde serão investidos R$ 3,09 bilhões em infraestrutura em São Paulo. “Temos alguns gargalos, como as reformas no estádio do Morumbi e exigências da Fifa, mas vamos superar todos obstáculos e fazer uma grande Copa”.

Carvalho pontuou ainda a importância que a capital paulista tem para a América Latina. “Hoje, 75% dos voos que chegam do exterior ao Brasil, são via São Paulo, e aproximadamente 70% da distribuição para a América do Sul também é feita por São Paulo”, completou

Avião era da TAM

Avião de acidente na Amazônia foi vendido à FAB pela TAM
Leandro Prazeres - Do UOL Notícias - Em Manaus (AM)
 
O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que caiu na semana passada na região Amazônica foi comprado da TAM em 2004. A informação foi dada em entrevista coletiva neste domingo (01) pelo comandante do 7º. Comando Aéreo Regional (VII Comar), brigadeiro Jorge Cruz Souza e Mello. O militar negou, porém, que a aeronave fosse de "segunda mão".

Souza e Mello disse que o C-98 Caravan, prefixo FAB 2725, que caiu com 11 pessoas a bordo na última quinta-feira (29) matando duas pessoas, foi fabricado em 1998 pela empresa norte-americana Cessna. Em 2004, a FAB comprou a aeronave da TAM e a incorporou à frota que atua na região Amazônica.

Informações extraoficiais indicam que assim como o FAB 2725, outras três aeronaves também foram compradas da TAM no mesmo período. O brigadeiro, porém, não soube informar quantos proprietários o avião teve antes de chegar à TAM.

Souza e Mello disse que o fato de a aeronave ter pertencido à TAM não é indício de que isso possa ter contribuído para as causas do acidente. "Ela não era de segunda mão. Todas as nossas aeronaves são muito bem conservadas mantidas pelas nossas equipes de manutenção", afirma.

De acordo com o comandante do VII Comar, o C-98 que se acidentou estava com a sua "agenda" de manutenções em dia. A última revisão da aeronave teria sido feita no dia 12 de outubro. O avião, segundo o brigadeiro, tinha mais de 1,7 mil horas de vôo.

"Quando ela chegou às 1,6 mil horas de vôo, nós fizemos uma grande revisão na aeronave. A cada 100, ela passa por outra revisão, um pouco menor, para troca de alguns componentes. Faltava aproximadamente 55 horas para ela ir para revisão de novo", informou o brigadeiro.

A FAB anunciou ontem que os trabalhos de resgate do avião acidentado já começaram, entretanto, não há previsão para a retirada completa dos destroços. "É um trabalho muito demorado. Já temos uma clareira aberta, mas vamos ter desmontar o avião para transporta-lo para a área onde ele será avaliado pela equipe de investigação. Ainda não definimos esse local", afirma.

O corpo do técnico da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), João de Abreu Filho, encontrado neste sábado (31) já foi levado para Tabatinga (AM), onde deverá ser enterrado. O corpo do suboficial Marcelo dos Santos Dias, encontrado neste domingo, deverá ser enviado a Cruzeiro do Sul (AC) e depois encaminhado a Manaus.

O acidente

O acidente com o C-98 Caravan ocorreu na manhã da última quinta-feira (29), quando o avião partiu de Cruzeiro do Sul (AC) com destino a Tabatinga (AM). Havia 11 pessoas a bordo que participavam de uma operação de vacinação em comunidades ribeirinhas e indígenas do Vale do Javari. Nove pessoas sobreviveram.

Aeroportp Errado

Cenipa: piloto poderia ter parado avião em outro aeroporto
Laryssa Borges - Direto de Brasília Agencia Brasil

O avião Airbus da TAM que atravessou a pista de Congonhas (SP), bateu em um prédio da mesma empresa e pegou fogo em julho de 2007, matando 199 pessoas, poderia conseguir frear normalmente caso tivesse pousado em outro aeroporto, com maior área de escape e área lateral mais ampla. A hipótese foi confirmada pelo coronel Fernando Camargo, presidente do inquérito sobre o acidente com a aeronave.

Embora o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não tenha elencado a falta de uma maior área de escape em Congonhas como um dos fatores preponderantes para a tragédia, Camargo afirmou que em outros aeroportos, não tão próximos de edifícios, a aeronave poderia ter conseguido parar.

"É possível que se ele fosse para pouso em uma área mais longa e que fosse livre lateralmente que ele tivesse conseguido parar a aeronave sem colidir em nada", disse.

Apesar da possibilidade de ser evitado se o pouso não tivesse ocorrido em Congonhas, o coronel afirmou que "a operacionalidade permitia que ele (avião) pousasse naquela pista naquela situação". "Se considerar tanto a hipótese de falha mecânica quanto de procedimento diferente do previsto (falha humana), não está contemplado nos padrões de operação que uma aeronave saia com essa velocidade lateralmente", disse.

No acidente, o avião da TAM saiu da pista pendendo para a esquerda, cruzou a avenida Washington Luís e se chocou com um posto de combustíveis e com prédio da própria companhia aérea. A pista de Congonhas tem 1.880 m de distância.

Mesmo com a hipótese de, eventualmente, o acidente poder ter sido evitado, o presidente do inquérito sobre a tragédia não soube precisar o tamanho necessário para uma área de segurança e, tampouco, se essa região garantiria a segurança dos passageiros.

"Se for estender para panes que são muito raras, a gente teria que ter um círculo de área incomensurável para conceber que qualquer área estivesse contida. E mesmo assim teríamos caso de uma aeronave se acidentar. Não foi o fato de não ter essa área de escape que contribuiu para o acidente", disse.

Dez fatores O relatório apontou pelo menos dez fatores que contribuíram para o acidente com o Airbus da TAM. O documento listou aspectos operacionais, psicológicos e de projeto, que de alguma maneira levaram à colisão da aeronave com um depósito de cargas da companhia no Aeroporto de Congonhas.

De acordo com a Aeronáutica, a maioria dos fatores que causou o acidente está relacionada com a atuação dos pilotos Kleyber Lima e Henrique Stephanini di Sacco. Segundo o relatório, houve falta de instrução e pouca experiência de ambos, falhas na coordenação de cabine, erro, falta de percepção e perda de consciência situacional dos condutores da aeronave.

Os demais fatores listados são planejamento operacional, inadequação da supervisão gerencial, lacunas na regulação brasileira de aviação civil e falha no avião, que não alertou os pilotos sobre a possibilidade de erros na posição das manetes (alavancas que aceleram a turbina do avião).

A Aeronáutica concluiu que houve deficiências "quantitativa e/ou qualitativa" na formação teórica dos pilotos, feita em cursos por computador, o que permitiu "a formação massiva, mas não garantia a qualidade da instrução recebida".

Sobre as falhas na coordenação de cabine, o relatório aponta que pode ter havido "confusão na comunicação ou no relacionamento interpessoal ou inobservância de normas operacionais", o que fez com que após o pouso, a tripulação não tivesse a percepção do que se passava momentos antes da colisão.

A experiência do piloto Di Sacco foi questionada no relatório. Segundo a Aeronáutica, apesar da larga experiência em jatos comerciais, o piloto tinha apenas 200 horas de voo em aeronaves do modelo A-320.
O único item em que o documento citou a responsabilidade do governo é o que destaca que a falta de regras sobre a proibição de pousos em pista molhada também contribuiu para o acidente. Apesar de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exigir o funcionamento dos reversos (freios instalados na turbina) como condição para pousar em Congonhas desde 2006, a norma só foi regulamentada em 2008, depois do acidente.

Uma falha do Airbus também foi listada pela Aeronáutica entre os fatores que contribuíram para a tragédia. De acordo com a investigação, nenhum comando da aeronave alertava para o pouso com as manetes em posições distintas. Ou seja, é possível pousar com as alavancas em posições opostas sem que os pilotos sejam alertados do risco.

O relatório também citou aspectos como falta de luminosidade, falhas no planejamento de voo, ansiedade e estresse, embora a Aeronáutica afirme que não foi possível comprovar a contribuição desses fatores para o acidente.

Trem Bala

Comitê aponta erros em túneis e sobrepreço em obra do trem-bala
da Folha de S.Paulo


O CBT (Comitê Brasileiro de Túneis) aponta erros e até sobrepreços nos valores dos túneis do primeiro trem-bala brasileiro. Segundo o presidente do CBT, Tarcísio Barreto Celestino, não há consistência técnica no estudo da ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas, que deve custar R$ 35 bilhões.

Celestino afirma que é a favor do empreendimento, mas diz temer que a obra seja realizada sem embasamento técnico. "O custo dos túneis na área rural está 46,1% mais caro do que na área urbana", diz, ao citar uma das inconsistências do estudo requisitado pelo governo Lula e que deverá embasar a contratação da empresa responsável pela construção e operação do trem-bala.

A meta do governo é licitar a obra nos próximos meses para que ela seja entregue até 2015, antes da Olimpíada do Rio. A avaliação do CBT --integrado por alguns dos principais especialistas da área-- foi apresentada na quarta-feira (28) em debate no Instituto de Engenharia.

Para Celestino, as incoerências nos valores em relação à realidade do mercado indicam que, na prática, os gastos do trem-bala poderiam ficar muito abaixo da estimativa.

O comitê, assim como outras instituições de engenharia (que contestam também as projeções de demanda), questionam a decisão do governo federal de lançar a concorrência sem fazer antes um projeto básico do empreendimento --procedimento corriqueiro do setor público, por exemplo, ao construir uma linha de metrô.

Eles alegam que, sem um detalhamento confiável, os riscos serão muito grandes --tanto de imprevistos na execução da obra como nos preços.
Além da diferença de valores nos túneis em áreas urbana e rural, Celestino diz que, na projeção do governo, há túneis com diâmetros maiores que custam menos do que os de diâmetros menores e que a técnica usada para a perfuração também apresenta incongruências.

Isso é uma Vergonha!

PF encerra inquérito do acidente da TAM e não aponta culpados
Entendimento diverge do da Polícia Civil de SP, que recomendou 10 indiciamentos; Cenipa ainda não concluiu análise
Bruno Tavares para O Estado de S.Paulo

Após dois anos e dois meses de investigação, a Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o acidente com o voo 3054 da TAM sem apontar culpados pela maior tragédia da aviação brasileira, que deixou 199 mortos em 17 de julho de 2007. O relatório final, enviado na sexta-feira à 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, não traz nenhum indiciamento. O Ministério Público Federal (MPF) tem agora três alternativas: arquivar o caso, pedir novas diligências ou oferecer denúncia contra quem considerar responsável pelo acidente, independentemente do relatório da PF. O inquérito corre sob segredo de Justiça. Por orientação do delegado Leandro Daiello Coimbra, superintendente regional da PF, o inquérito foi conduzido com discrição. Daiello não queria tumultos nem interferências no decorrer da apuração. Exigiu uma abordagem "eminentemente técnica". A PF alega não ter encontrado nexo de causalidade que vinculasse a tragédia às pessoas que, de alguma forma, tinham responsabilidade sobre o aeroporto, o avião ou o setor aéreo. Na prática, a conclusão é de que o acidente teria sido causado exclusivamente por um erro dos pilotos do Airbus A320. As caixas-pretas do avião indicam que os comandantes Kleiber Lima e Henrique Stefanini di Sacco manusearam os manetes (aceleradores) de maneira diferente da recomendada. Um deles permaneceu na posição de aceleração, deixando a aeronave desgovernada. O jato varou a pista do Aeroporto de Congonhas, cruzou a Avenida Washington Luís e bateu no prédio da TAM Express a 175 km/h. O entendimento da PF diverge do da Polícia Civil paulista e do Ministério Público Estadual (MPE). Em novembro de 2008, a polícia indiciou dez pessoas, incluindo os ex-presidentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira. Os envolvidos foram enquadrados por atentado contra a segurança de transporte aéreo, crime tratado como de competência federal. Por ter havido mortes, a pena é equiparada à do homicídio culposo - até 6 anos de detenção. Cinco dias depois, o juiz Helio Narvaez, da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara, suspendeu o indiciamento por risco de duplo indiciamento, uma vez que a PF também apurava a tragédia, mas não havia concluído o inquérito. No parecer em que encaminhava os autos à Justiça Federal, o promotor Mario Luiz Sarrubbo recomendou a responsabilização de 11 pessoas - praticamente todos os indiciados na polícia, exceto dois funcionários da Infraero encarregados de medir a lâmina d"água na pista. Por outro lado, incluiu três funcionários da TAM. Embora as Polícias Civil e Federal tenham elaborado laudos periciais sobre o desastre, o relatório técnico do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao comando da Aeronáutica, é tido como a referência para se estabelecer as causas do acidente. O texto está em fase final de elaboração, mas não há prazo para ser concluído. O MPF deve reiterar o pedido de acesso ao material, apesar de os militares relutarem em ceder as investigações para processos judiciais. A Aeronáutica prega que as apurações têm caráter preventivo e não punitivo. "O fim das investigações demonstrou aquilo que a empresa já aguardava, ou seja, a ausência de qualquer responsabilidade por parte de seus funcionários, quer aqueles responsáveis pela manutenção e controle de voo ou por aqueles responsáveis pela pilotagem do avião", declarou o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende a TAM. O presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054, Dario Scott, se disse decepcionado. "Esperava mais do inquérito da PF, pois existe muita responsabilidade de TAM, Anac e Infraero. Além disso, a PF desrespeita todo o trabalho feito pela Polícia Civil de São Paulo." COLABOROU MÔNICA CARDOSO

Monotrilho

SP abre licitação para 'metrô da Copa' até fim do mês
De Agencia Estado São Paulo
 
O secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, João Paulo Lopes, afirmou hoje que o Estado vai abrir licitação para a construção da Linha Ouro do metrô até o fim de outubro.
 
A linha, de 21 quilômetros de extensão, faz parte dos investimentos de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014 e vai ligar o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi.

A Linha Ouro vai custar R$ 3,3 bilhões no total. O governo estadual solicitou ao governo federal R$ 2,4 bilhões dentro dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.

A linha terá trem de superfície do tipo monotrilho que ocupará o canteiro central de avenidas da região. Segundo Lopes, o projeto reduz custos com desapropriações e torna a execução da obra mais rápida.

A previsão de entrega da primeira etapa, que vai ligar a Estação São Judas do metrô ao Aeroporto de Congonhas, é dezembro de 2010. A linha completa, passando pela Estação Morumbi da CPTM, e pela futura Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4 do metrô, deve ser concluída até 2012.
 
Segundo o secretário-adjunto, a Linha Ouro terá capacidade para transportar até 300 mil pessoas por dia.

Morumbi rebaixado

Descartado pela Fifa, Morumbi continua opção única do comitê paulista
Em entrevista coletiva, autoridades paulistanas e diretores do SPFC insistem no estádio para 2014
Rafael Massimino / Luana Costa - São Paulo
 

Apesar da declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que mesmo com projeto reformulado o Morumbi não está apto a receber o jogo de abertura da Copa 2014, o comitê paulista continua apostando todas as fichas no estádio do São Paulo Futebol Clube.
“O presidente da Fifa fez críticas, mas deixou claro que não descartou o Morumbi como sede da Copa”, afirmou o presidente do comitê, Caio Luiz de Carvalho, em entrevista coletiva convocada especialmente para debater o assunto. Segundo ele, a opção pelo Morumbi é a mais viável para a prefeitura e o governo estadual, que não pretendem bancar a construção de um novo estádio na capital apenas para a Copa do Munco. “A estratégia da cidade é não gastar um centavo de dinheiro público com estádio, até porque já temos inúmeros.”
Quanto à candidatura pelo jogo de abertura da Copa, Carvalho relativizou as críticas de Blatter e afirmou que a cidade continua favorita na disputa contra Belo Horizonte e Brasília. “Quem quer uma abertura deve se sujeitar às críticas, por mais que elas sejam negativas. Mas, eu, particularmente, acho que só o tempo dirá. Nós vamos atender as exigências da Fifa. Eles vão chegar, na minha opinião, à conclusão que São Paulo é um grande negócio”, disse Carvalho. O local da abertura será anunciado apenas em 2011 pela Fifa.
Morumbi O comitê paulista divulgou hoje o novo projeto do Morumbi – o mesmo rejeitado por Blatter para a abertura do Mundial. Pela proposta, serão construídos dois edifícios para atender às exigências de maior espaço e conforto feitas pela Fifa, um deles anexo ao estádio e outro sob a praça Roberto Gomes Pedrosa.
O prédio anexo será bancado pelo SPFC. Terá oito pavimentos, área de 20 mil m2, e abrigará os vestiários, centro de mídia e locais de acesso das seleções e convidados Vip da Fifa. Já o edifício sob a praça Roberto Gomes Pedrosa terá uma área de 50 mil m2, quatro pavimentos, e servirá como estacionamento e área de hospitalidade para os convidados Fifa e público Vip. A obra será bancada pela prefeitura e pelo governo estadual com recursos do chamado PAC da Copa – linhas de crédito de R$ 5 bilhões para obras de infraestrutura nas cidades-sede do Mundial, disponibilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Outra novidade é que o projeto do Morumbi inclui agora a cobertura integral das arquibancadas, item até então considerado opcional pelo SPFC. O estádio também contará com um sistema chamado de “Arena 25”, que permite a divisão do estádio em uma seção de 25 mil lugares para receber shows, espetáculos e eventos esportivos de menor porte.

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Rejeitado pela Fifa, Morumbi é aposta de São Paulo para abrir a Copa (crédito: Ruy Ohtake / GMP)

Vozes de Protesto

 Acidente com o avião da Gol pode ficar sem punição, diz advogado
 
Diógenis Santos
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Parentes de vítimas fazem protesto na audiência pública.
 

O advogado da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Dante D'Aquino, disse nesta quarta-feira que os responsáveis pelo acidente entre o jato Legacy da Embraer e o avião da empresa aérea Gol, que ia de Manaus para Brasília, em 29 de setembro de 2006, poderão escapar da Justiça sem nenhuma punição.

D'Aquino participou de audiência pública da Comissão de Viação e Transportes para avaliar a as providências tomadas após três anos do acidente.

"Existe um sério risco com a morosidade do andamento dos processos e as táticas da defesa, como a lista de testemunhas estrangeiras e outros expedientes, dos processos caducarem em 2011", alertou.

Ele lembrou que, desde 25 de maio de 2007, quando os dois pilotos do jato e alguns controladores de voo se tornaram réus, já se passaram mais de dois anos, e o prazo para terminar o processo é de quatro anos. Além disso, D'Aquino explicou que só o primeiro dos processos já acumula mais de 20 volumes e não tem nenhuma previsão de ser concluído.

Um dos vários problemas está na quantidade de testemunhas de defesa arroladas pelos pilotos do jato no exterior. "São oito testemunhas nos Estados Unidos e uma na Suíça para falar sobre algo que nenhuma delas viu, já que não restou nenhuma vítima viva", disse.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) autor do requerimento para a realização da audiência pública, lamentou a necessidade da reunião. "Não podemos deixar que essas questões passem em branco ou que a resultante delas nos campos civil e penal deixe de ser aplicada", disse.

Ele propôs, e teve o apoio dos demais, que um grupo de parlamentares da comissão vá até o presidente do tribunal regional federal em que o caso tramita alertar dos riscos desse processo ficar sem punição e pedir que seja dada celeridade à resolução dele.


Continua:

Perito diz que pilotos do jato Legacy mentiram


Para brigadeiro, aves representam risco de novos acidentes
Reportagem - Juliano Pires
Edição - Wilson Silveira


(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Falsificado

Anac diz que piloto de avião que caiu na Grande SP estava com brevê vencido
Segundo a agência, ele informou nome e cadastro falsos antes do voo. Documentos intactos foram encontrados no local da queda.
Do G1, em São Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o piloto do monomotor que caiu em Santa Isabel, na Grande São Paulo, na segunda-feira (21), deu nome e cadastro falsos antes do plano de voo, porque seu brevê (documento que permite pilotar aviões) dele estava vencido desde maio. Documentos praticamente intactos encontrados no local do acidente podem ajudar a aeronáutica a investigar as causas da queda, que matou três pessoas – entre elas o piloto. A dificuldade de acesso e o mau tempo fizeram com que a perícia do Instituo de Criminalística de Guarulhos só começasse os trabalhos um dia depois da queda da aeronave. Oficiais da Força Aérea Brasileira também estiveram no local. Eles fazem parte do serviço regional de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. 
Em casos como este, a investigação da aeronáutica tem como objetivo investigar possíveis erros e evitar que as falhas se repitam em outros voos. Apesar de toda a destruição, documentos que podem ser importantes permaneceram praticamente inteiros. “Nós achamos a documentação da aeronave, registros de manutenção, eventualmente pode ter alguma informação em relação a horas do piloto, um diário de bordo, isso pode ajudar”, explicou o major da Força Aérea Luís Renato Horta de Castro. No acidente, três pessoas morreram – o empresário Raimundo Verdi de Macedo, a tia dele, Miriam Terra Verdi, e o piloto, Darby Johnson. Eles saíram de São José dos Campos com destino a São José do Rio Preto, a 438 km da capital paulista. A aeronáutica quer saber também se o piloto seguiu o plano de voo previsto.

Governo Federal Pagará Reformas

Cúpula paulista se diz preocupada com reformas de aeroportos para Copa-14
Thales Calipo Em São Paulo

Enquanto o secretário-geral Jérome Valcké continua atacando o projeto de reforma do estádio do Morumbi, os dirigentes paulistas mostram-se mais preocupados com outro problema relacionado à Copa do Mundo de 2014: a reforma dos aeroportos no estado. Pelo projeto inicial, que será pago pelo governo federal, por meio da Infraero, Cumbica e Congonhas, além de Viracopos, este último em Campinas, serão contemplados.

A descrença dos dirigentes paulistas está na ampliação de Viracopos e na construção de um terceiro terminal de passageiros em Cumbica, obras previstas, mas que, segundo a cúpula de São Paulo, estão atrasadas e podem não ser concluídas até o início do Mundial.

Segundo informações da própria Infraero, está previsto o investimento de R$ 1,37 bilhão para a construção do Terminal 3 e de novas pistas de Cumbica. Já para Viracopos, ainda não há nenhum número público sobre as obras no aeroporto de Campinas.

Apesar de não confirmar que os governantes temem que obras nos aeroportos não sejam concluídas, o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, demonstrou-se pessimista sobre a criação de um trem expresso ligando Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro. "Seria um sonho", limitou-se a dizer.

Já a secretária de Esportes do Rio de Janeiro, Márcia Lins, também compartilha do mesmo sentimento que seu colega paulista sobre a criação do trem bala até a Copa do Mundo de 2014. Em compensação, os cariocas não devem ter o mesmo problema com os aeroportos.

"As obras para o Galeão já passaram pela licitação, então estamos esperançosos que tudo ficará pronto para a Copa do Mundo", afirmou Lins, lembrando que o local deve receber pouco mais de R$ 685 milhões para reforma e ampliação dos terminais, além da construção de um edifício-garagem.

EIA-RIMA

Congonhas emite ruído em excesso e afeta até hospitais
Relatório da Infraero aponta que barulho provocado por aeroporto está acima do que prevê lei. Para obter licença, Infraero terá de tomar medidas como reduzir testes de motor em solo e substituir alto-falante por painéis
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO DA REPORTAGEM LOCAL

As operações do aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, emitem ruídos acima do limite previsto na legislação. O barulho em excesso atinge casas, escolas e hospitais e incomodam quem permanece na sala de embarque e no espaço reservado a autoridades. As informações estão no Rima (Relatório de Impacto Ambiental) que a Infraero encomendou à empresa VPC/ Brasil para permitir o licenciamento de operação do aeroporto. O documento foi encaminhado pela estatal à prefeitura. É a primeira vez que Congonhas, inaugurado nos anos 30, busca licença do município para operar, mas isso só ocorreu depois que a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente aplicou multa de R$ 10 milhões à Infraero, em abril de 2008. A multa ocorreu porque a empresa, segundo a secretaria, se negava a apresentar o documento. A licença vai apontar o que a Infraero tem de fazer para corrigir o barulho. O relatório recomenda, por exemplo, a redução dos testes de motores em solo e a substituição dos alto-falantes na sala de embarque por painéis eletrônicos. Caso não cumpra as determinações do licenciamento ambiental, o aeroporto pode ser multado e até ter, em tese, a licença cassada pela prefeitura. Os técnicos que fizeram o relatório concentraram as medições no período diurno (Congonhas funciona das 6h às 23h). O trabalho foi feito entre 14 e 31 de outubro do ano passado. O Rima mostra que, dos 13 pontos em que foi medido o nível de ruídos, em 10 o som estava acima do permitido. Entre os quais a escola João Carlos da Silva Borges (67,8 decibéis para um limite de 60), o hospital dos Defeitos da Face (61,3 decibéis medidos e limite de até 58 decibéis) e o hospital Nossa Senhora de Lourdes (58,9 decibéis para um limite de 58). Nem mesmo as instalações internas do aeroporto, que deveriam ter proteção acústica, escapam. No terraço do restaurante, a medição apontou 69 decibéis em um local em que o máximo deveria ser de 50. Na sala de embarque, eram 62 decibéis para o limite de 52. Além do incômodo, o excesso de barulho pode provocar problemas de audição, distúrbios nervosos e até reduzir a imunidade, dependendo dos níveis e do tempo de exposição. Em 2006, a Folha publicou que a mancha de ruído de poluição sonora de Congonhas havia, entre 1994 e 2004, ultrapassado a avenida Ibirapuera e chegado perto do Itaim, conforme avaliação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Folha procurou a Infraero anteontem para saber que medidas a estatal pretendia adotar para corrigir os problemas, mas não obteve resposta. Uma assessora disse somente que a estatal espera as conclusões de uma audiência pública, prevista para o dia 29, para ouvir as recomendações.

 

Agora teremos como fiscalizar, diz secretário
Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente) afirma que relatório possibilitará à prefeitura exigir medidas contra barulho do aeroporto Especialista em legislação ambiental afirma que vizinho de aeroporto incomodado com barulho tem direito à indenização
DA REPORTAGEM LOCAL

O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, afirmou ontem que, com a apresentação do Rima (Relatório de Impacto Ambiental) de Congonhas, terá condições de exigir que a Infraero adote medidas para corrigir os problemas de excesso de ruídos. Jorge trata a apresentação do Rima como um fato "histórico", já que a Infraero sempre se negou a formular o documento, até ser multada, em 2008. "Havia resistência, nem respondiam quando pedíamos. Mas, quando multamos a Infraero em R$ 10 milhões, veio um grupo de diretores me procurar aqui na secretaria." Segundo ele, a partir de agora a prefeitura tem como exigir da Infraero medidas para combater os problemas encontrados. Além dos ruídos, Congonhas ainda é grande emissor de poluentes, inclusive os que provocam o efeito estufa, e atrai enorme fluxo de veículos. "Teremos como fiscalizar, como exigir", disse Jorge, que começou a cobrar os relatórios da estatal ainda em 2006. O secretário afirma que, como dirige o órgão licenciador, não quer se manifestar detalhadamente sobre o licenciamento, o que deve ocorrer somente após a audiência pública que ele convocou para discutir o Rima, dia 29 deste mês. Na audiência, qualquer pessoa ou entidade interessada pode se manifestar sobre o relatório, que foi mostrado ontem a integrantes do conselho municipal do meio ambiente.

Advogados cobram
Especialistas em legislação ambiental ouvidos pela Folha defendem que a Prefeitura de São Paulo só permita a continuidade das operações do aeroporto de Congonhas caso a Infraero implante sistemas antirruído nos locais considerados mais sensíveis ao incômodo, como escolas e hospitais. A opinião é compartilhada por Antonio Fernando Pinheiro Pedro, diretor de relações públicas da Associação Brasileira dos Advogados Ambientalistas, e Rosa Ramos, que representa a OAB no Conselho Estadual do Meio Ambiente. Segundo Pinheiro Pedro, a prefeitura deve exigir medidas de compensação para as áreas afetadas pelo barulho. "É possível que o poder público cobre sistemas contra ruídos nessas escolas, por exemplo, mas os próprios moradores têm direito a compensações", afirma o advogado. A legislação, de acordo com ele, permite que um vizinho incomodado tenha direito a indenização, caso o problema (ruídos) não possa ser reduzido por algum motivo, no caso do aeroporto, já que ele fornece um serviço público. Para Rosa Ramos, também é momento de rediscutir o uso do solo na região de Congonhas, já que está em discussão pelo governo federal a proposta de se ampliar o aeroporto. "O aeroporto existia antes dos bairros que se formaram naquela região. Mas hoje temos uma realidade nova, e o município deve avaliar que tipo de ocupação deve ser feita por ali", afirma a advogada. A presidente da sociedade dos moradores de Moema, Lygia Horta, afirmou que o estudo é uma vitória para os vizinhos. A entidade começou a acionar a Justiça por conta do barulho nos anos 80. "A Infraero admite só agora algo de que vínhamos falando há 20 anos, que o barulho de Congonhas incomoda, prejudica a saúde." (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

Mais Tranquilidade

Santos Dumont ficará fechado das 23h às 6h
RIO - O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro e a Infraero entraram em acordo nesta sexta-feira sobre as restrições aos voos no aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense. Foi definido na reunião que a rota 2 de pouso e decolagem só será usada, a partir da próxima terça-feira, quando as condições atmosféricas comprometerem a segurança.

O Inea havia entrado em desentendimento com a Infraero sobre a Rota 2, que passa sobre vários bairros da zona sul da cidade. O instituto considera que a rota causa muitos transtornos aos moradores dos bairros, devido ao ruído dos aviões durante as operações de pouso e decolagem.

Também foi definido que, dentro de 15 dias, o aeroporto deverá ficar fechado entre as 23h e 6h. O horário limite para chegada e partida das aeronaves será de 22h30, com tolerância de atrasos de 30 minutos. Voos que ultrapassarem este horário serão desviados para o Galeão.

Participaram da reunião o novo presidente da Infraero, Murilo Marques Barbosa, o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Dcea), tenente-brigadeiro do Ar Ramon Cardoso, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, e o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins Pereira.

Outro ponto acordado foi a redução, no prazo de 30 dias, do número de voos por hora. Para isso, a ANAC deverá remanejá-los, permitindo que o número máximo passe dos atuais 23 para 19 por hora, nos horários de pico entre 10h e 12h e 19h e 21h. Retornando, assim, às condições de operação do Santos Dumont antes do incremento do número de voos, em abril.

Na reunião, ficou estabelecido ainda que a Infraero iniciará estudos de medições de ruídos, sobretudo nos bairros afetados pelo tráfego aéreo da Rota 2: Cosme Velho, Botafogo, Urca, Santa Tereza, Laranjeiras, Flamengo, Catete e Glória.

Prazo Extendido

Infraero tem mais 24 horas para adequar Santos Dumont
Se não cumprir exigências, empresa pode ser multada em R$ 25 mil.  Inea pede mudanças para diminuir barulho em áreas residências do Rio.
Do G1, no Rio, com informações do RJTV

A polêmica das mudanças no aeroporto Santos Dumont, no Rio, ganhou mais um episódio. A Infraero, empresa que administra os aeroportos, pediu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) mais um dia para se adequar às novas normas que pretende restringir o voo de aeronaves sobre áreas residenciais da cidade e proibir o funcionamento do aeroporto entre 22h e 6h. Se não cumprir as exigências, a Infraero pode ser multada em R$ 25 mil. Visite o site do RJTV Segundo a notificação do Instituto Estadual do Ambiente, a medida foi tomada por causa do barulho e do risco de danos ambientais, desde o dia 13 de agosto. O prazo de 20 dias, dado para a Infraero se adequar à norma, acabou na segunda-feira (31). O Aeroporto Santos Dumont opera com duas rotas de decolagem e quatro de pouso. A rota 2, que deve ser suspenso segundo a determinação do Inea, é usada somente para pouso e passa sobre oito bairros da Zona Sul do Rio: Cosme Velho, Botafogo, Urca, Santa Teresa, Laranjeiras, Flamengo, Catete e Glória. Segundo o Inea, fiscais vão ser deslocados para esses bairros, com o objetivo de apurar a frequência dos vôos na rota 2. Pela determinação do instituto, ela só pode ser usada em casos de emergência ou de alterações climáticas.
Licença ambiental
A Infraero informou que entrou com um recurso contra a decisão e que já deu entrada para obter a licença ambiental, mas ainda aguarda resultado.
Já o Inea confirmou que a licença ambiental está pronta e regularizada, mas ainda depende do pagamento da compensação ambiental pela Infraero, por causa da obra de ampliação do aeroporto.
22 voos afetados
A Anac informou que a decisão de suspender as operações entre 22h e 6h vai afetar 22 voos no Santos Dumont. A agência explicou ainda que a capacidade do Santos Dumont é de 23 voos por hora.

E Continua...

Voos noturnos no Santos Dumont permanecem até julgamento de recurso
Infraero aguarda decisão final sobre suspensão dos voos entre 22h e 6h. Rota 2 do aeroporto também continua aberta para pousos e decolagens.
Do G1, no Rio

O prazo final para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o Santos Dumont, no Centro do Rio, recorrer contra fechamento do aeroporto para voos noturnos terminou nesta segunda-feira (31). 
A empresa informou que já entrou com recurso administrativo contra a notificação do Instituto estadual do Ambiente (Inea), que quer a
suspensão dos voos entre 22h e 6h .
Procurada pelo
G1 nesta segunda-feira (31), a assessoria da Infraero informou que as operações noturnas no aeroporto seguem normalmente até a decisão final ser divulgada.
A rota 2 do aeroporto também continuará aberta para pousos e decolagens nesta segunda-feira. Para o Inea, a rota é perigosa já que o vento fica contra as aeronaves na hora do pouso.
O Inea esclareceu ainda que a rota 2 poderá ser usada extraordinariamente, como em casos de emergência. Além da restrição de horário e da interdição da rota, o Inea multou a Infraero em R$ 250 mil pelo fato de o Santos Dumont operar sem licença ambiental. 
Ainda segundo a Infraero, todas as decisões de rotas e horário de voos precisam ser tomadas em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela malha aérea, e com a Aeronáutica. 

22 voos afetados

A Anac informou que a decisão de suspender as operações entre 22h e 6h vai afetar 22 voos no Santos Dumont.
Segundo a assessoria da Anac, com a suspensão dos voos, será feito um estudo junto às companhias aéreas para verificar se é possível fazer a rota em outros horários e a se a infraestrutura do aeroporto permitirá que isso aconteça. A Anac explicou ainda que a capacidade do Santos Dumont é de 23 voos por hora.
 

Infraero Adia Projeto

Obras da segunda pista de Viracopos ficam para 2011


Infraero adiou o início dos trabalhos, que estava previsto para o próximo mês
Maria Teresa Costa -

DA AGÊNCIA ANHANGUERA -


O início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, foi adiado para 2011, informou ontem a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A construção da segunda pista de pouso e decolagem deveria começar em setembro, conforme o cronograma estabelecido no Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), mas as dificuldades para liberação do licenciamento ambiental levaram a estatal a trabalhar com outra agenda. No entanto, a Infraero manteve a previsão de entregar a maioria das obras da primeira fase de ampliação em 2014, quando o Brasil será sede da Copa do Mundo de futebol.

De acordo com a Infraero, para ficar pronta até a Copa, a segunda pista tem de começar a ser construída, no máximo, em julho de 2011. Porém, a estatal ainda não tem o licenciamento das obras, as desapropriações necessárias estão em curso e o levantamento social das áreas a serem desapropriadas é objeto de licitação. Segundo o superintendente da Infraero em Viracopos, Cláudio Salviano, a ampliação será realizada em dois turnos de trabalho para agilizar o processo.

Além do início da construção da segunda pista em setembro, o cronograma previa para outubro as obras da área para teste de motores e inspeção de aeronaves, o parque de abastecimento de combustíveis, as vias e controle de acesso e a área dos Serviços de Salvamento e contra Incêndio em Aeródromo Civil (Sescinc). Tudo está adiado.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), já tinha sinalizado, no início do mês, que a Infraero terá dificuldades em aprovar as intervenções necessárias para a ampliação de Viracopos. Segundo o tucano, o projeto não se sustenta ambientalmente. A proposta atual provocará 30 impactos ambientais negativos — entre eles intervenção em área de cerrado, de nascentes, de uma produtiva área rural e a erradicação de duas comunidades históricas, Helvetia e Friburgo. O valor a ser destinado com compensações é de R$ 32,4 milhões, o que representa 0,5% dos investimentos estimados para os trabalhos e a operação do aeroporto até 2015, quando deverá ser concluída a primeira fase. Serão entregues em 2015, conforme o cronograma da Infraero, o edifício garagem, os terminais de cargas e os lotes para área de manutenção e hangaragem de aeronaves.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente recebeu o EIA-Rima em outubro do ano passado e não há previsão de quando a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) irá definir a liberação ou não da licença prévia para as obras. Técnicos dos órgãos ambientais e da Infraero vêm se reunindo para ajustar o projeto. O secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, não decidiu se irá pedir a análise do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). A participação do Consema é uma demanda das entidades ambientalistas da região de Campinas, que esperam conseguir barrar, no fórum de discussão, a ampliação do aeroporto no formato proposto pela Infraero.

O Plano Diretor de Viracopos, desenvolvido em 2007, adotou como premissa de planejamento que, a partir de 2013, ano provável de saturação do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o tráfego internacional excedente de passageiros seria transferido para Campinas até 2018. Daí, a partir de 2018, o aeroporto campineiro assumiria todos os voos internacionais, assim como o excedente do doméstico de Guarulhos. A previsão da Infraero é de que, em 2014, deverão ser transferidos 3,4 milhões de passageiros internacionais de Cumbica, que somados aos 1,8 milhão previstos para Viracopos, totalizam 5,2 milhões de passageiros por ano no terminal de Campinas.

Com a transferência dos voos de Guarulhos e Congonhas, o movimento de aeronaves em Viracopos no final do planejamento, em 2025, chegaria a 570 mil movimentos/ano.
 

Decisão divide opiniões em Campinas


O adiamento do início das obras de ampliação de Viracopos é preocupante, disse Luiz Antonio Guimarães Ferreira, presidente do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, entidade de incentivo ao turismo de negócios. “É preciso resolver essa situação urgentemente. As obras são fundamentais e é necessário que haja bom senso porque, ao se travar o aeroporto, há o risco de conter o desenvolvimento da cidade”, afirmou Ferreira. Para ele, precisa haver mais diálogo e flexibilidade dos ambientalistas. “Falar em mitigação dos impactos ambientais é uma ofensa para eles”, disse. Ferreira afirmou que a segunda pista não aumentará o fluxo de passageiros, mas será parte de um plano de contingência. “Se tivermos problemas com a atual pista, não teremos o que fazer. Não temos um aeroporto de cargas que possa suprir Viracopos e estamos na situação de que quem tem uma pista, não tem nenhuma. Precisamos ter uma política pública que garanta o verde, mas não trave o aeroporto”, afirmou. A presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), Mayla Porto, encarou como boa notícia o adiamento do cronograma de início das obras. “É uma decisão sensata que engrandece os técnicos e gestores da Infraero, que têm competência para apresentar um projeto melhor que o atual”, afirmou. Para ela, a decisão abre espaço para o diálogo.

Para os moradores das áreas a serem desapropriadas, o adiamento não alivia a preocupação. “Que faça a ampliação, mas que seja coerente. O projeto atual vai acabar com áreas produtivas, com comunidades históricas, vai provocar grandes impactos ambientais e isso tem que mudar”, afirmou Elizabeta Novak, que integra a comissão de moradores da região de Viracopos. (MTC/AAN)

 



Quatro empresas disputam concorrência


Grupo será responsável pelo cadastramento social e físico de famílias e imóveis no entorno

Quatro empresas disputam a concorrência aberta na segunda-feira pela Infraero para o cadastramento social e físico de famílias e imóveis existentes nas três áreas declaradas de utilidade pública para a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos. O resultado da habilitação das empresas será publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A empresa vencedora da licitação terá quatro meses para fazer a pesquisa social e, em um período de 18 meses, cuidará do levantamento topográfico, atualização do cadastro físico e dará assessoria nas negociações com as famílias que terão de deixar a área. O levantamento abrangerá uma área de 19,13 quilômetros quadrados.


Consórcios

Estão na disputa do trabalho, avaliado em R$ 4,06 milhões pela Infraero, os consórcios Cobrape, Ctageo Engenharia e Geoprocessamento Ltda, FT Consultores e G&A Assessoria, Consultoria e Projetos Ltda. O vencedor irá atualizar o cadastro realizado em 2006 pela empresa Diagonal-GAB em duas áreas que somam 12,36 quilômetros quadrados e investigar uma área de 6,7 quilômetros quadrados acrescida na utilidade pública em 2007, sobre a qual ainda não há informações sobre número de propriedades e de famílias residentes.

A área de 12,36 quilômetros quadrados é comum tanto no projeto anterior da ampliação de Viracopos, que previa a segunda pista na região do bairro Campo Belo (do outro lado da Rodovia Santos Dumont), quanto na proposta atual, que pretende implantar a pista à esquerda do acesso ao aeroporto. Ali estão 3.261 lotes e 88 propriedades rurais. É com base no censo feito anteriormente pela Diagonal-GAB que estão ocorrendo as ações de desapropriação. A previsão é de que cerca de mil ações sejam ajuizadas (650 já estão na Justiça Federal).

A Infraero abrirá hoje mais uma licitação, desta vez para a contratação de serviços técnicos especializados de engenharia de gerenciamento, assessoramento e apoio à fiscalização da elaboração dos projetos para a construção da segunda pista de pouso e decolagem de Viracopos. O valor estimado desse contrato é de R$ 1,6 milhão. (MTC/AAN)

Nova Agência Civil

Defesa pode criar agência para investigar desastres aéreos no Brasil
23/08 - Tahiane Stochero, Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - O governo federal pretende tirar das mãos dos militares a responsabilidade de investigar acidentes aéreos no Brasil. Um projeto em estudo pelo Ministério da Defesa prevê a extinção do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, e a criação de uma nova agência - agora civil - para o trabalho. Três propostas estão sendo analisadas pelo ministro Nelson Jobim. Todas elas acabam com a gestão militar sobre a área.
A primeira prevê a criação de um órgão mais amplo, que atuaria não só na gestão de segurança do transporte aéreo, mas também terrestre e fluvial. Semelhante ao de países como os Estados Unidos, Canadá e Austrália, seria subordinado diretamente ao Senado, como é hoje o Tribunal de Contas da União (TCU). A criação deste órgão, contudo, depende de um decreto presidencial ou projeto de lei de autoria do Legislativo e não deve ser aprovada por Jobim, pois, neste caso, a Defesa perderia sua tutela sobre o tema.
Outras duas hipóteses analisadas propõem a criação de uma agência ou de uma secretaria dentro do Ministério da Defesa, para assumir a investigação de acidentes aéreos - sem a participação da Aeronáutica. Seria um modelo parecido com o da França. Analistas acreditam que, subordinado diretamente ao Executivo, este órgão perderia autonomia e neutralidade para eventualmente apontar erros da Anac ou da Infraero (empresa estatal que administra os aeroportos brasileiros).
A decisão de criar um órgão civil para assumir a função do Cenipa ocorreu após os acidentes com aeronaves da Gol e da TAM, ocorridos em 2006 e 2007. Os dois desastres deixaram, juntos, 353 mortos. Em ambas as tragédias, o Cenipa apurou a existência de falhas de entidades diversas subordinadas ao governo, inclusive do controle de tráfego aéreo, uma área sob responsabilidade da Aeronáutica hoje.
Os familiares de vítimas de acidentes aéreos e os representantes da área de segurança de voo divergem sobre quem deve assumir a investigação de acidentes aeronáuticos. Dario Scott, presidente da associação de parentes de vítimas do acidente da TAM, que deixou 199 mortos em São Paulo em 2007, vê como "temerária" a ideia do Ministério da Defesa de criar um novo órgão para investigar tragédias aéreas.
- Não vejo com bons olhos criarem mais um órgão para fazer o que o Cenipa faz há 40 anos. A Aeronáutica é quem realmente conhece a aviação no Brasil. Temos que ver se, na realidade, (o novo órgão) não vai servir como um cabide de empregos - diz Scott.
Para ele, o país precisa ter especialistas que investiguem esses casos sem estarem comprometidos com companhias aéreas ou órgãos do governo. Diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho diz ser a favor de "sair das mãos dos militares a responsabilidade" por essas investigações.
- Defendemos sempre uma organização civil independente para investigar, que não seja a Anac e nem seja subordinada à hierarquia militar - afirma o comandante.
Para Camacho, um órgão com esta prerrogativa, subordinado ao Congresso, "seria o ideal, mas é uma utopia". O deputado Aldo Rebelo, relator da CPI do Caos Aéreo, afirmou que não poderia se manifestar, porque está fazendo uma análise sobre o estudo da Defesa para a Câmara.
Cenipa não tem poder de punição
Subordinado à Força Aérea Brasileira (FAB), o Cenipa foi criado em 1972 e atua nacionalmente nas áreas de prevenção e investigação de tragédias aéreas. A investigação realizada pelo órgão não tem caráter punitivo e não pode integrar inquéritos policiais. O objetivo da apuração do Cenipa é apontar fatores que contribuíram para o acidente e emitir recomendações de prevenção.
Uma auditoria realizada em julho pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) em centros de investigação de 180 países apontou que o Cenipa atende a 96% dos padrões estabelecidos no exterior. A nota é a mesma recebida pelo órgão responsável por apurar tragédias aéreas na Europa, a EASA (European Aviation Safety Agency).
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por regular o setor no Brasil, recebeu 84% de aprovação segundo esses critérios. No geral, a aviação civil brasileira está no 9 lugar no ranking mundial, com nota 87,3.

Perigos para Saúde

G1 testa poluição sonora em vias movimentadas da capital paulista
Barulho em alguns pontos tem mesma intensidade de aspirador de pó. Especialistas explicam perigos da exposição prolongada para a saúde.
Luciana Bonadio e Juliana Cardilli Do G1, em São Paulo
Algumas vias movimentadas da capital paulista registram barulhos cuja intensidade se iguala - e até ultrapassa - a de um liquidificador ou um aspirador de pó em funcionamento. A reportagem esteve em cinco pontos de São Paulo com a presidente da Sociedade Internacional de Audiologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Iêda Russo, para medir os decibéis a que o motorista está submetido todos os dias no trânsito da cidade.
Nesta semana, o G1 aborda temas relativos ao trânsito da cidade, usando diferentes meios de transporte e seus reflexos. Nesta sexta (21), as reportagens vão tratar da poluição sonora e atmosférica causada pelos veículos, percorrendo a cidade ao longo do dia.
A primeira medição ocorreu no cruzamento das avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antônio. O aparelho chegou a registrar 97 decibéis (dB) durante a passagem de uma motocicleta pelo local. O barulho de uma aeronave que sobrevoou a região chegou a 92 dB. De acordo com a fonoaudióloga, a intensidade de um liquidificador ou de um aspirador de pó varia entre 80 e 90 dB. Dentro de uma balada em local fechado, ela passa de 120 dB.  
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Níveis de exposição permitido pelo Ministério do Trabalho (Arte/G1)
“Quando você precisa aumentar a intensidade da voz em um local, você já está em um ambiente de risco”, afirma. O máximo permitido pela legislação para um trabalhador se expor durante 8 horas sem proteção é de 85 dB. No caso de 96 dB – próximo ao nível registrado no cruzamento da Avenida Paulista –, o tempo máximo diário permitido é de 1 hora e 45 minutos. “Para uma noite tranquila, tem que haver um nível sonoro no ambiente que não ultrapasse 50 dB”, completa a fonoaudióloga. No cruzamento dos corredores Norte/Sul e Leste/Oeste, na região central de São Paulo, o aparelho acusou intensidade próxima aos 90 dB na maioria do tempo. O pico foi de 96 dB, também com a passagem de uma moto. A sirene de um carro da polícia fez o medidor indicar 95 dB. Dentro do Túnel do Anhangabaú, também no Centro, a intensidade chegou a 105 dB. O grande movimento de veículos provoca um barulho contínuo sobre a Ponte das Bandeiras, na Marginal Tietê. Quando uma motocicleta e um ônibus passaram juntos no local, o aparelho registrou 100 dB. Um ônibus buzinando fez o aparelho marcar 96 dB. Na Marginal Pinheiros, sobre a Ponte Eusébio Matoso, a intensidade chegou a 98 dB. Já no cruzamento das avenidas Rebouças e Brasil, motos elevaram a marca para 96 dB. 
“O efeito principal do ruído é tirar a concentração do indivíduo daquilo que está fazendo. Horas e horas de exposição geram um desequilíbrio que, por sua vez, vai levar ao estresse”, afirma Iêda. E o barulho constante pode trazer problemas graves a longo prazo. “A perda auditiva está começando a surgir mais cedo. O problema dessa perda é que ela não se instala de imediato, demora 10 ou 15 anos.”
Audição
O otorrinolaringologista Luciano Rodrigues Neves, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica como funciona a audição humana. “Quem escuta é o cérebro. O ouvido transforma a onda mecânica em impulso elétrico, e o cérebro recebe essa informação”, explica. 
De uma maneira mais simples, é possível fazer uma comparação com uma pedra jogada em um lago. Se ela for jogada com pouca força, vai produzir pequenas ondas, marolas, que vão atingir a borda do lago. “Se jogar uma pedra muito maior, com mais força, a onda vai ser maior ainda, batendo na borda do lago com esforço. Um som baixo é uma marolinha, e um muito forte é um tsunami”, conta Neves.
Apesar de o problema ser visto muitas vezes apenas como um incômodo sem maiores consequências pela população, Neves alerta que estar acostumado com o barulho não significa que o prejuízo causado seja menor. “As pessoas se acostumam, mas continua a ser prejudicial. O cérebro adapta esse som, consegue modular, mas o impacto no ouvido continua sendo alto.” 
Problemas para dormir
O trânsito em vias de grande movimento tira o sono de muitos paulistanos. “Em uma avenida como a Paulista, não há sossego, está sempre 90 dB para cima”, diz Iêda. Uma alternativa para os moradores de regiões com tráfego intenso são as janelas antirruído. A fonoaudióloga diz que protetores de ouvido também ajudam a dormir. O professor Sílvio Henrique Barbosa, de 43 anos, gastou cerca de R$ 5 mil para ter um sono tranquilo. Ele mora em frente ao Elevado Costa e Silva, conhecido como “Minhocão”, no Centro de São Paulo, e instalou este ano uma janela para barrar o barulho dos veículos que transitam pelo local. “Eu fiquei um ano sem a janela tentando me acostumar. Mas, de segunda a sábado, eu acordava [quando o elevado era aberto] e não conseguia mais dormir”, contou. 
De acordo com Márcio Alexandre Moreira, gerente comercial de uma loja especializada nesse produto, o perfil dos clientes mudou de alguns anos para cá. “Antigamente, nossos clientes eram pessoas que moravam perto de grandes avenidas. Como cresceu muito o número de prédios, a malha viária de dentro dos bairros se tornou barulhenta”, afirma. 
Paixão por som alto
Enquanto alguns paulistanos tentam a todo custo fugir do barulho, outros são apaixonados pelo som nas alturas. O comerciante Raphael Buscariolli, de 25 anos, diz que o equipamento de som instalado no carro dele alcança 134 decibéis. “Eu adoro música alta. É uma forma de evitar carro buzinando, gente xingando. Pelo menos, é um barulho que eu gosto”, afirma. A fonoaudióloga Iêda Russo diz que um barulho com 120 dB de intensidade provoca irritabilidade – uma britadeira chega a 125 dB. Já 160 dB seriam suficientes para perfurar o tímpano. A exposição prolongada a esse nível pode trazer muitos prejuízos à saúde. “Ele pode destruir as células ciliadas do ouvido interno e, perdidas, não há o que fazer”, explica. Para o também comerciante Álvaro Alexandre Guisso, de 40 anos, a música no carro ajuda a relaxar no trânsito de São Paulo. “Quando pego uma Marginal parada, eu ligo minha musiquinha e relaxo mais. É para tirar o estresse desse trânsito, que ninguém aguenta”, diz. Ele conta que gosta de som ano desde muito jovem e já recebeu de seu médico a recomendação de diminuir o volume. O publicitário Roberto Dameto Bastos, de 29 anos, confessa que ouve um zumbido de vez em quando por causa da paixão pelo som alto. “Quando estou estressado, fecho os vidros e aumento o som. Eu gosto de gritar lá dentro para desestressar”, afirma. Apesar do gosto pelo volume alto, ele não abre mão do silêncio na hora de dormir. “Passa uma linha de ônibus na porta da minha casa e incomoda. Tenho que usar protetor para dormir.”

Trem-bala em SP e RJ

Será todo subterrâneo nos trechos urbanos, diz diretor-geral da ANTT
Ana Sachs Do UOL Notícias em São Paulo

O trem-bala Rio-São Paulo será totalmente subterrâneo nos trechos urbanos de São Paulo e Rio de Janeiro. A informação é do diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo. "Esse decisão já tinha sido definida há mais tempo, só não foi divulgada ainda por não termos concluído os estudos técnicos", afirmou. De acordo com Figueiredo, a expectativa é de que esses estudos estejam prontos até o fim deste mês. "Temos um prazo até o final deste mês para que esteja concluído de forma que possamos submetê-lo à aprovação do Tribunal de Contas", disse ao UOL Notícias.

Os trechos subterrâneos já estavam previstos no projeto de referência (feito por uma consultoria britânica) - que é usado como base para os estudos de viabilidade do trem-bala e que tem servido para consulta pública -, mas a diferença é que agora essa será uma exigência do projeto final. "Em São Paulo será todo subterrâneo, vai ser uma exigência. Antes existia flexibilidide, a possibilidade de discutir alternativas. Mas agora já está definido e passa a ser uma exigência do projeto", disse.

No Rio, o projeto segue a mesma linha, e o trecho subterrâneo também passa a ser exigência do projeto, sem possibilidade de alternativas. Na capital carioca, o trecho subterrâneo ganha ainda o acréscimo de cerca de 4 km de túneis, e passa a ter, no total, aproximadamente 15 km, segundo Figueiredo.

Veja o trajeto previsto do trem-bala de Campinas ao Rio de Janeiro
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Os túneis vão da estação Leopoldina (próxima a estação ferroviária) até a saída para Duque de Caxias, de acordo com o diretor-geral. Em São Paulo, seriam cerca de 15 km, que "começam pouco depois do aeroporto internacional de Guarulhos e vão até a saída para Jundiaí, englobando todas as áreas densamente povoadas".

Dos cerca de 511 km da obra, já estão previstos 90,9 km de túneis (ou 18% do total), além de 107,8 km de pontes (21%) e 312,1 km de trechos de superfície (61%) - que será cercado por muros e cercas - no projeto-refência. Segundo o diretor-geral da ANTT, com os novos trechos subterrâneos, o total de túneis sobe para "cerca de 100 km".

Figueiredo contou que essa decisão não foi motivada pela
polêmica causada pelo projeto em locais por onde o trem-bala passará, em especial na capital carioca. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) questionou o traçado, que atravessaria o campus da universidade e atrapalharia seus planos de expansão. O diretor-geral da ANTT encontrou-se na quarta-feira (19) com representantes da universidade.

Questões como segurança e interferência no meio ambiente seriam os motivos da nova exigência, segundo Figueiredo. "A linha elevada gera interferência no meio urbano, além de ter um método construtivo complicado. Há a questão da segurança, pois passa pela Linha Vermelha, e da velocidade, que no trecho subterrâeno pode ser maior", explicou. "A decisão foi tomada indepedentemente desta questão. Antes disso já havia essa decisão. Foi uma reavaliação do traçado no Rio, e vimos que era mais conveniente, até do ponto de vista orçamentário", afirmou.

De acordo com Figueiredo, a nova imposição do projeto não deve aumentar o custo total da obra, orçada em R$ 34,626 bilhões. Figueiredo diz que pode até haver uma "diminuição, ainda que não significativa, nos custos", mas não detalhou valores, nem a forma como se dará essa redução.

Raio- X
  • 350 km/h
    Velocidade máxima
  • 32.608
    Passageiros por dia em 2014
  • R$ 34.626,8
    Custo estimado da obra
  • 2014
    Previsão de inauguração
  • De 458 a 600
    Número de assentos
Fonte: Relatório Halcrow/Sinergia

Segundo Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), a troca encarece o projeto, mesmo considerando o que se economizaria com indenizações e outros custos ambientais. "O túnel é mais caro, pois tem todo o aspecto da geologia. Em áreas urbanas, ainda é preciso avaliar a interferência na região, como tubulações de água, esgoto e outras instalações. Você pode ter surpresas e aí é preciso contornar e dar soluções", avalia.

De acordo com dados do site TAV Brasil (Trem de Alta Velocidade), todo o custo socioambiental da obra, que inclui aquisição de terras, indenizações, reassentamento, reurbanização, proteção acústica, reposição florestal, relocação de estradas, compensação ambiental e supervisão ambiental, será de R$ 3,894 bilhões ou 11,24% do custo total.

Dos custos estimados com obras civis de engenharia, os túneis levam a maior fatia do orçamento: R$ 10,753 bilhões ou 31,06% do total. Desses, R$ 4,040 bilhões equivalem aos 46 km previstos inicialmente em túneis de áreas urbanas, o que representa 11,67% do total da obra - ou seja, pouco mais que o mesmo montante de todo o gasto socioambiental da obra.

O custo de cada km é de R$ 86,746 milhões. Se forem acrescentados mais 10 km ao projeto, serão mais cerca de R$ 860 milhões em custos. Pontes e viadutos ficam com R$ 7,116 bilhões ou 20,55% do total.

"Esses dados são muito bonitos, mas estão sujeitos a questionamentos, pois são apenas refências para cada um desses componentes do custo. Eles poderão variar para cima ou para baixo. Somente com um estudo detalhado é possível ter a real dimensão dos valores da obra", avalia Baião.

Apesar do custo maior, o engenheiro acredita que o túnel ainda seja a melhor solução para áreas urbanas. "Em área de adensamento grande, não vejo outra solução, pois a intervenção seria muito grande", avalia. "Um viaduto causa impacto ambiental e visual, além do ruído. Tem a questão da ocupação no entorno, as pessoas vão reclamar. Fora a questão da desapropriação", continua.

Trechos
  • Fonte: Relatório Halcrow/Sinergia
Barão de Mauá - Galeão
15,2 km
Galeão - Barra Mansa/Volta Redonda
103,1 km
Barra Mansa/Volta Redonda - S. J. dos Campos
210, 4 km
S.J. Campos - Guarulhos
61,8 km
Guarulhos - Campo de Marte
21,8 km
Campo de Marte - Viracopos
75,3 km
Viracopos - Campinas
23,2 km

Discussão
O diretor-geral da ANTT reuniu-se nesta quarta-feira com o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, com a vice-reitora, Sylvia Vargas, e com o pró-reitor de planejamento e desenvolvimento, Carlos Levi. "Foi uma reunião muito satisfatória para ambos os lados e bastante cordial. Ficou claro que ambos devemos estar do mesmo lado", avaliou Sylvia Vargas. "Segunda-feira ele terá um encontro com o Lula, para saber o montante de recursos que vai ter em mãos para definir as obras. Sem saber o que tem fica difícil definir que tipo de obras serão feitas", afirmou.

Sobre a possibilidade de o trajeto do trem-bala não passar pela UFRJ, ela disse que "é possível". "Ele vai ter que ir para o Galeão, mas talvez tenha a possibilidade de passar pelas imediações", disse.

Questionada se a passagem subterrânea satisfaria os anseios da universidade, Vargas se esquivou. "Temos 3.500 professores com diferentes opiniões. Não houve tempo de assimilar e discutir isso ainda, mas foi dado o primeiro passo", apontou.

Figueiredo diz que vai continuar discutindo soluções com a UFRJ, e que será criado um grupo na universidade para estudar eventuais interferências. Para ele, toda essa discussão é salutar, pois o projeto ainda é apenas refencial. "É apenas uma avaliação, não é impositivo, e é para ser ajustado de acordo com a tecnologia. Há a flexibilidade para comparar as vantagens de cada tecnologia, ver o que é flexível e o que não é. As paradas em aeroportos, por exemplo, não são flexíveis, mas as intermediárias são", avaliou.

Entre as estações que não poderão ser modificadas estão as dos aeroportos internacionais do Galeão (Rio), Guarulhos e Viracopos (Campinas), além das estações de Barra Mansa, Volta Redonda e São José dos Campos. As estações de Jundiaí, Aparecida e Resende podem ser mudadas.

A ANTT prorrogou o prazo para consulta pública ao projeto, que começou em 24 de julho e se encerraria às 18h desta terça-feira. A consulta vai agora até as 18h do dia 15 de setembro. "Esse prazo vai ser estendido até quando houver necessidade de ouvir as pessoas", disse. De acordo com ele, nas próximas semanas devem ser realizadas audiências públicas no locais por onde o trem-bala passará para colher sugestões e críticas. No Rio de Janeiro, segundo a vice-reitora Sylvia Vargas, a audiência deve acontecer na UFRJ.

O projeto está previsto para ser concluído em 2014, mas a data também pode mudar, de acordo com Figueiredo. "Isso também será flexível. Vamos ver como serão as propostas dos investidores, avaliar o esforço e a possibilidade de construir o trem neste prazo. Nós avaliamos que é possível e desejamos que esteja pronto em 2014, mas se nenhum investidor puder, vamos reavaliar".

Mais Barulho

Governo do Rio multa Infraero e suspende rota de aviões no Santos Dumont
Multa chega a R$ 250 mil por operações sem licença ambiental.   Rota 2 só deverá ser usada em situações de emergência.
Do G1, no Rio

O Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria de Estado do Ambiente, multou a Infraero nesta segunda-feira (10) em R$ 250 mil pelo fato do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, operar sem licença ambiental.

O Inea também determinou a imediata interrupção das atividades operacionais de pouso da rota 2, que só deverá ser usada em situações de emergência. Todas as operações no aeroporto também foram suspensas no período das 22h às 6h.

Novo estudo
Segundo o Inea, as deliberações serão mantidas pelo menos até que um estudo ambiental comprove a sustentabilidade das operações naquele percurso. O plano operacional deve considerar dados como o impacto dos níveis de ruído produzidos pelo tráfego de aeronaves, por um período de 15 dias, sobretudo, nos bairros de Cosme Velho, Botafogo, Urca, Santa Tereza, Laranjeiras, Flamengo e Morro da Viúva, na Zona Sul da cidade, que estão localizados abaixo da rota 2.

Cada bairro deve ser testado em, no mínimo, dois pontos, com prioridade nas áreas residenciais que são as mais sensíveis. 

Nota da Infraero
A Infraero divulgou nota sobre o fato. Confira o texto na íntegra: "Com relação às questões noticiadas pela imprensa sobre o Aeroporto Santos Dumont, a Infraero esclarece que: - A empresa não recebeu, até o momento, qualquer comunicado ou notificação do Inea (Instituto Estadual do Ambiente). - Vale ressaltar que todos os esforços estão sendo feitos pela Infraero para obtenção da licença ambiental do Aeroporto Santos Dumont. - Como tratativa para obtenção da licença ambiental, foi realizada uma reunião entre o Ministério Público (MP), o INEA, a ANAC e a Infraero, além de outros órgãos públicos, em abril de 2009, a fim de definir os ajustes necessários ao processo de licenciamento do aeroporto. - A partir desta reunião, foi estabelecido um compromisso entre as partes envolvidas e, desde então, dentro dos prazos acordados com o MP, a Infraero forneceu toda a documentação exigida pelo Órgão ambiental em questão com a finalidade de obtenção das licenças, ou seja, a Infraero cumpriu rigorosamente o acordado com o MP e o INEA. - Desta forma, a Empresa recebe a notícia sobre a possível notificação do INEA com surpresa, já que o processo está, ainda, em andamento. A Infraero, tão logo receba qualquer notificação, vai analisar juridicamente a situação e solicitar um posicionamento do MP sobre a questão.

Informações adicionais:
Diferentemente do que foi noticiado pela imprensa, a Infraero esclarece ainda que não houve solicitação ao INEA para que o aeroporto movimente 8 milhões de passageiros por ano, mas, sim, foi informada ao Órgão a capacidade do aeroporto que é de 8,5 milhões de passageiros por ano. Sobre a movimentação no Aeroporto Santos Dumont, em 2008, 3.628.766 passageiros embarcaram ou desembarcaram pelo terminal. A expectativa para esse ano é que a movimentação não ultrapasse 5 milhões. Em relação às informações a respeito do horário do funcionamento, elas devem ser verificadas com a ANAC – responsável pela malha aérea. E em referência aos procedimentos de decolagem e de pouso, a informação deve ser verificada junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão da Aeronáutica." 

Entrevista

Foco de expansão é Viracopos, diz novo presidente da Infraero
Para o engenheiro Murilo Marques, projetos são para 5 anos, priorizando a Copa
ELIANE CANTANHÊDE COLUNISTA DA FOLHA Ao assumir hoje a presidência da Infraero (estatal responsável pela infraestrutura aeroportuária), o engenheiro elétrico Murilo Marques, carioca, 55, sofrerá três tipos de pressão: política, por verbas e vagas; econômica, pela privatização ou não; temporal, para evitar um fiasco na Copa do Mundo.

Marques, que atuava na área técnica do Planalto no governo tucano, está no Ministério da Defesa desde José Viegas, no primeiro mandato de Lula. Sua indicação para a Infraero foi feita pelo ministro Nelson Jobim. "Jobim sempre rejeitou quaisquer interferências sobre a Infraero", disse ele à Folha, dando de ombros à pressão do PMDB para evitar sua posse. Segundo Marques, a privatização ou não da Infraero é "decisão de governo, não da empresa". Sua prioridade será outra: "Temos de concentrar nossos esforços para a Copa". Dinheiro, disse, não falta.                                                                                                                          mail
FOLHA - Como foram as pressões do PMDB para evitar sua nomeação e ficar com o cargo? MURILO MARQUES - Vi em blogs e colunas sociais, mas nem levei isso a sério.
FOLHA - Qual o encanto da Infraero para partidos e políticos? Por que sempre querem pular dentro? MARQUES - Desconheço. Tenho convivido com vários partidos e parlamentares e nunca senti pressão nenhuma. A Infraero é uma empresa técnica, eu sou um técnico, não vejo pressão.
FOLHA - Quanto mais técnico, não é mais suscetível à pressão do poder político, principalmente em época eleitoral e de financiamento de campanha? MARQUES - O ministro Jobim sempre rejeitou quaisquer interferências sobre a Infraero. Tanto Gaudenzi quanto o brigadeiro Nicácio [seus antecessores] tiveram carta branca para escolher suas diretorias.
FOLHA - E a saturação em São Paulo e Rio de Janeiro? MARQUES - Já há estudos aprofundados mostrando que está chegando, sim, a esse ponto de saturação. Por isso os projetos de expansão são para cinco anos, e o principal alvo é o aeroporto de Viracopos [Campinas]. É um aeroporto que tem uma capacidade de absorção muito grande, capaz de atender perfeitamente a demanda crescente para a região, mas isso depende de vários fatores, como o acesso intermodal, que inclui o trem-bala.
FOLHA - E há dinheiro para viabilizar Viracopos como opção? Como está o orçamento? MARQUES - Orçamento não é problema, nós temos é de trabalhar mais e executar mais obras. O PAC [Plano de Aceleração do Crescimento] tem atendido as necessidades de recursos, e a Infraero tem também receita própria com as taxas aeroportuárias. A Infraero tem dotação suficiente. Não tem saldo, mas tem até uma folguinha para concluir obras paradas por ordens judiciais ou pelo TCU [Tribunal de Contas da União], como em Macapá, Goiânia e Vitória.
FOLHA - O Galeão, que está em reforma, ficará pronto para a Copa do Mundo? Há notícias de atrasos... MARQUES - Com certeza ficará pronto. Nós temos de concentrar nossos esforços para a Copa do Mundo, porque já há um levantamento feito, mostrando que, além do fluxo da aviação regular, também vai haver um impacto muito grande no fluxo dos jatos particulares, dos voos fretados, dos helicópteros.
FOLHA - E quanto ao trauma do acidente de Congonhas e a questão da segurança das pistas? MARQUES - As pistas estão boas, funcionando normalmente. O governo avaliou, fez as obras necessárias e faz vistorias sistematicamente. Congonhas está funcionando muito bem. Meu problema é de investimentos e de ampliação para o futuro, porque, nessa área, a tecnologia tem de estar permanentemente atualizada.

Muito Barulho

Aeroporto Santos Dumont, no Rio, recebe notificação para fechar das 22h às 6h
DIANA BRITO colaboração para a Folha Online, no Rio

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) informou na manhã desta quinta-feira que foi notificada oficialmente pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente) sobre a suspensão dos voos entre as 22h e as 6h no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Segundo a administração do aeroporto, a medida vai afetar 22 voos.

A Infraero, que administra o terminal, afirma que a notificação foi entregue por volta das 10h30, mas será analisada pelo setor jurídico. A Infraero poderá recorrer à Justiça para pedir prazo para se adequar às novas medidas.
Na quarta (12), o Inea já tinha enviado uma notificação para a empresa. Porém, a Infraero informou que recebeu o documento inelegível, por meio de fax, e, por isso, o aeroporto continuou a operar sem restrições.

A Anac disse que os voos que operam no Santos Dumont, no período das 22h às 6h, serão cancelados. As companhias aéreas que se sentirem prejudicadas poderão solicitar alteração no horário ou para operar o voo em outro aeroporto, no caso o Tom Jobim, na Ilha do Governador, zona norte do Rio.

No último dia 10, o Inea aplicou multa de R$ 250 mil e determinou imediata
interrupção das atividades operacionais de pouso da rota 2 no aeroporto Santos Dumont, que só deverá ser usada em situações de emergência. Segundo o instituto, todas as operações no aeroporto também devem ser suspensas no período das 22h às 6h.

De acordo com a Secretaria Estadual do Ambiente no Rio, a decisão será mantida até que um estudo ambiental complementar comprove a sustentabilidade das operações no percurso da rota 2 do aeroporto --que passa sobre bairros da zona sul.

"O plano operacional deve considerar dados como o impacto dos níveis de ruído produzidos pelo tráfego de aeronaves, por um período de 15 dias, sobretudo, nos bairros de Cosme Velho, Botafogo, Urca, Santa Teresa, Laranjeiras, Flamengo e Morro da Viúva, que estão localizados abaixo da rota 2", a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos.

Helicópteros
A Secretaria Estadual do Ambiente no Rio informou na tarde de ontem que os
voos de helicópteros em rotas dentro da cidade do Rio também poderão sofrer restrições.

Os helipontos situados na cidade, como o de Jacarepaguá, seriam alvos de reclamações de moradores da Lagoa, Humaitá e Barra da Tijuca por conta do barulho das aeronaves.

O Que Ainda Não Conseguimos Aqui

Rotas de helicópteros poderão sofrer restrições no Rio, diz secretária
DIANA BRITO colaboração para a Folha Online, no Rio

A Secretaria Estadual do Ambiente no Rio informou na tarde desta quarta-feira que os voos de helicópteros em rotas dentro da cidade do Rio também poderão sofrer restrições, a exemplo do que foi feito com os voos no aeroporto Santos Dumont. Os helipontos situados na cidade, como o de Jacarepaguá, seriam alvos de reclamações de moradores da Lagoa, Humaitá e Barra da Tijuca por conta do barulho das aeronaves.

"Os moradores podem encaminhar reclamação formal à secretaria como fizeram aqueles que residem sob uma das rotas do Santos Dumont. O caso não é o mesmo, até porque os helipontos da Lagoa estão todos licenciados. Porém, se houver necessidade de restringir rotas dessas aeronaves em função do ruído, nós o faremos", afirmou em nota a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos.

Por R$ 55 milhões

Campo de Marte receberá trem-bala
Área desbancou terreno na Barra Funda; terminal vai operar pouso e decolagem de helicópteros
Eduardo Reina de O Estado de São Paulo

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu o Campo de Marte, zona norte de São Paulo, como área da principal estação do trem de alta velocidade (TAV) em São Paulo, embora não exista ligação metroviária com o local. O trem-bala vai ligar Campinas, São Paulo e Rio. Havia uma longa discussão sobre a escolha entre a Barra Funda e o Campo de Marte para abrigar a estação.

Contra o Campo de Marte, segundo relatório da ANTT, pesa o acesso deficiente a partir da Marginal do Tietê, além de haver como única conexão de metrô a Linha 1-Azul, distante mais de 200 metros. A Barra Funda era considerada pelos técnicos como posição mais central, com acesso razoável à Marginal e com conexões às linhas da CPTM e do Metrô. No entanto, o terreno vizinho, onde a estação central poderia ser construída, não é adequado para suportar a estrutura necessária para o trem-bala.

Em ambos os casos, o acesso teria de ser feito por meio de túnel. Entretanto, o caminho da Barra Funda, por ser mais ao sul, teria um desvio de um quilômetro, o que deixaria o projeto ainda mais caro. A empresa britânica Halcrow, consultora técnica do projeto, dispunha de traçados para os dois locais. A ANTT optou pelo Campo de Marte. À estação devem ser integrados a ampliação do centro de convenções do Anhembi, um parque, e uma oficina de manutenção para o TAV.

O terreno do Campo de Marte pertence ao governo federal. Hoje, 64% da movimentação é de helicópteros, que deverão continuar a operar no local. São 283 operações diárias. Empresas de táxi aéreo e aviões particulares deverão ser deslocadas para os aeródromos de Jundiaí, Sorocaba, Bragança Paulista ou Campo do Amarais, em Campinas, todos do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp).

O Metrô informou que estudará uma forma de interligação com a futura estação paulista do TAV. "Caso se confirme a estação na área hoje ocupada pelo Campo de Marte, a integração será com Linha 1-Azul em uma das três estações mais próximas: Tietê, Carandiru ou Santana", diz nota. Uma possibilidade é fazer a ligação por meio de metrô leve (monotrilho).

DESAPROPRIAÇÕES

Em todo o traçado está previsto reassentamento de 617 famílias. São reservados R$ 55 milhões para custear as desapropriações. Serão cortados 831,06 hectares de matas - equivalentes a 770 campos de futebol. O projeto TAV é orçado em R$ 34,6 bilhões. O edital deve ser lançado no próximo mês, com conclusão da obra em 2014.

Incêndio na Pista

Fogo em Airbus antes de decolagem deixa 8 feridos em Paris
Reuters em Madri Atualizado às 9h29

Oito pessoas a bordo de um jato Airbus operado pela companhia espanhola Vueling ficaram feridas nesta quarta-feira quando um dos motores da aeronave pegou fogo pouco antes da decolagem prevista no aeroporto de Orly, em Paris, informou a empresa.

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Avião foi esvaziado após o início do incêndio no motor direito do modelo A320 da Airbus

O avião, que transportava 175 pessoas (169 passageiros e seis tripulantes) e seguiria da França para a Espanha, foi esvaziado após o início do incêndio no motor direito do modelo A320 da Airbus às 10h36 (5h36 de Brasília). O fogo começou quando a aeronave taxiava, informou a Vueling em comunicado.

As pessoas se feriram quando tentavam sair do avião pela saída de emergência, segundo Helene Courcoul, da prefeitura de Val de Marne. A empresa não especificou se os feridos eram passageiros ou tripulantes. Um avião substituto continuaria o voo para Alicante, na Espanha.

A Airbus disse à agência de notícias AP que não iria comentar o incidente por enquanto.

*Reportagem de Jason Webb, com informações da AP

Trem Parado

Justiça suspende obra de trem para aeroporto de Cumbica
Promotoria aponta falhas no relatório de impacto ambiental. CPTM ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Do G1, em São Paulo, com informações da Agência Estado

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Aeroporto de Cumbica (Ilustração: Arte/G1)

A Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, determinou ontem a imediata paralisação de “toda e qualquer obra” relacionada aos projetos do Expresso Aeroporto e do trem de Guarulhos.
 
Na ação civil pública protocolada em maio pelo Ministério Público Estadual, o promotor Ricardo Manuel Castro apontava falhas no Estudo e no Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) apresentados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a obtenção da licença ambiental da obra. Ainda há possibilidade de recurso da decisão liminar. 
 
Saiba mais

O governo do estado considera a ligação férrea entre a capital e o aeroporto de Cumbica estratégica para atender à crescente demanda de passageiros do setor aéreo e, principalmente, absorver o fluxo de turistas durante a Copa do Mundo de 2014. O projeto prevê o funcionamento compartilhado de duas linhas, num traçado de 28,1 quilômetros - uma ligando a capital paulista ao conjunto habitacional do Parque Cecap, em Guarulhos, e outra entre a Estação da Luz, no Centro de São Paulo, e o terminal de passageiros de Cumbica, sem estações intermediárias e com intervalo fixo de 15 minutos. O primeiro Eia-Rima da obra já havia sido rejeitado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Na ocasião, técnicos detectaram deficiências que não permitiam a análise da viabilidade ambiental do empreendimento. Um novo Eia-Rima foi apresentado pela CPTM e, em 14 de abril deste ano, o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) expediu a licença ambiental prévia da obra. Mas, para o promotor, o segundo Eia-Rima apresenta as mesmas falhas do anterior e, portanto, “é nulo de pleno direito”. A avaliação do Ministério Público é baseada em parecer assinado pelo geógrafo Denis Dorighello Tomás. “Da leitura e análise deste segundo estudo (...), apreende-se que persistem as mesmas insuficiências apontadas no parecer técnico do órgão ambiental competente referente ao primeiro estudo”, diz o parecer do geógrafo. Castro também classificou de “simplórias e generalistas” as informações sobre os impactos da obra na Área de Proteção Ambiental (APA) da Várzea do Tietê, onde está o Parque Ecológico do Tietê, e criticou as análises sobre eventuais riscos à estrutura da Estação da Luz, tombada pelo Patrimônio Histórico.
 
O G1 procurou a assessoria de impressa da CPTM para se pronunciar sobre o assunto, mas até o horário de publicação desta reportagem a companhia não havia respondido.
 

Pela Vida

Ato em memória de vítimas do voo 3054 interdita faixa de avenida em São Paulo
da Folha Online

Uma faixa da avenida Washington Luís, na zona sul de São Paulo, está interditada no sentido aeroporto devido a um ato que será realizado nesta sexta-feira em memória das vítimas do voo 3054 da TAM, acidentado há dois anos. No total, 199 pessoas morreram.

O trânsito é lento na região. A recomendação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) é para que o motorista evite circular pela avenida Washington Luís e pelo corredor norte-sul (formado pelas avenidas Santos Dumont, Tiradentes, Prestes Maia, 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães).

Como alternativa, a CET sugere o corredor Vergueiro, formado pela rua Vergueiro e as avenidas Professor Noé de Azevedo, Domingos de Moraes e Jabaquara.

Homenagens
O Airbus que fazia o voo 3054 não conseguiu frear ao aterrissar no aeroporto de Congonhas, atravessou a avenida Washington Luís e bateu contra um galpão da própria empresa, na noite de 17 de julho de 2007.

Nesta sexta, familiares das vítimas decoraram os tapumes que cercam o local onde ficava o galpão da TAM Express --cada tapume representará uma das vítimas e terá uma decoração especial feita pelos familiares.

Uma manifestação está marcada para as 17h em Congonhas. Às 18h30 ocorrerá um ato ecumênico no local do acidente, segundo a Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054).

Em Porto Alegre, de onde o voo partiu, ocorre uma missa às 18h30 na Catedral Metropolitana. Uma cerimônia, às 19h, será realizada na sinagoga Sibra, em Porto Alegre.

2 anos

Música e preces marcam ato em memória das vítimas do acidente da TAM
Cerimônia ocorreu na noite desta sexta (17), onde avião caiu há dois anos. Tragédia com Airbus matou 199 pessoas na Zona Sul de São Paulo.

por Carolina Iskandarian Do G1, em São Paulo

0,,21393617-FMMP,00 Foto: Carolina Iskandarian/G1
Mulher coloca estrelas de papel no chão, junto às flores, como homenagem (Foto: Carolina Iskandarian/G1)
Uma prece do Pai-Nosso cantada em coro e um telão exibindo fotos das 199 pessoas que morreram foram os últimos momentos do ato ecumênico que lembrou na noite desta sexta-feira (17) as vítimas do acidente com o Airbus da TAM há exatos dois anos em São Paulo. A cerimônia ocorreu bem em frente ao Aeroporto de Congonhas, no terreno onde ficava o prédio que foi destruído após a colisão com a aeronave.
 
Leia a cobertura completa
 
O ato começou às 18h48 com um minuto de silêncio, lembrando exatamente o momento da queda do avião, que não conseguiu pousar na pista e atingiu o prédio da TAM em cheio no dia 17 de julho de 2007. Participaram da celebração parentes e amigos das vítimas. Entre as autoridades estavam, o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, e o secretário de Estado da Justiça, Luiz Antonio Marrey.
 
Veja a galeria de fotos

SEM DECOLAR

SEM DECOLAR
Prazo para definir concessão, custo eleitoral e resistência da Infraero adiam projeto de privatizar aeroportos

BRASÍLIA - Fontes do governo já admitem que dificilmente os aeroportos Internacional Tom Jobim (Galeão) e Viracopos (Campinas) serão privatizados na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar do apelo da Copa do Mundo de 2014 e do empenho do governador do Rio, Sérgio Cabral. O principal entrave é a falta de tempo para fechar o modelo de concessão diante do calendário eleitoral em 2010, mostra reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O GLOBO.

A modelagem teria de estar pronta ao menos seis meses antes do lançamento do edital para atender as exigências do Tribunal de Contas da União (TCU). Até agora, afirmou um técnico, nada avançou nesse sentido. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda está fechando uma regra geral aplicável a todos os aeroportos que venham a integrar a lista de privatizáveis. Previsto para ser apreciado pelo Conselho de Aviação Civil (Conac) - que se reúne duas vezes ao ano, em média - a concessão dos aeroportos ficou fora da pauta da reunião da semana passada e não há previsão de quando o assunto será apreciado.

Com a proximidade das eleições e o empenho de Lula em emplacar sua sucessora - a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - o custo político de privatizar os aeroportos é outra dificuldade apontada pelos técnicos. Embora o governo insista em usar o termo concessão, alegando que a União continuará dona dos aeroportos, na prática, o conceito contraria interesses eleitorais - pois o PT tenta emplacar a pecha de privatista no PSDB - e da Infraero e seus 11 mil funcionários. A estatal insiste em continuar à frente dos 67 terminais mais importantes do país.

Nesta quinta-feira, o Palácio do Planalto aprovou o nome do engenheiro Murilo Marques Barboza para assumir a presidência da Infraero. Ele substituirá o brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva, que retornará ao Comando da Aeronáutica. Barboza é chefe de gabinete do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e está lotado na pasta desde o início do governo Lula. Ele foi assessor especial do ex-ministro José Viegas.

Publicada em 16/07/2009 às 23h47m

Aeronave bate em ave

E pista de Congonhas é fechada
Segundo Infraero, pista ficou fechada das 7h50 às 7h54. Técnicos fizeram varredura no local e liberaram a área.
Do G1, em São Paulo

O choque de uma aeronave com uma ave na manhã desta sexta-feira (10) no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, provocou o fechamento da pista do local por quatro minutos. De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, a aeronave estava decolando, com destino a Belo Horizonte, quando se chocou com uma ave. Não houve problemas no voo.

Segundo a empresa, a pista ficou fechada das 7h50 às 7h54 para que os técnicos percorressem a área e verificassem se algum pedaço da ave havia ficado no chão, o que poderia prejudicar outras aeronaves. Como nada foi encontrado, a pista foi liberada. 

O problema não causou atrasos em voos que iriam decolar ou pousar no aeroporto, segundo a Infraero. Dos 32 aviões previstos para partir do aeroporto das 6h às 8h desta sexta-feira, um sofreu atraso de mais de meia hora e outro foi cancelado. 

Perigo no Ar

Margem de erro de piloto em Congonhas é zero, diz presidente da Associação dos Pilotos
Tahiane Stochero, Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - O presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves do Brasil, George Sucupira, afirmou que a margem de erro em pousos no Aeroporto de Congonhas é zero. Relatório da Aeronáutica apontou que o acidente com o avião da TAM, que matou 199 em julho de 2007, foi causado por erro do piloto, além de terem ocorrido falhas no sistema da aeronave , que não alertou sobre a posição errada dos manetes e não entendeu a intenção de pouso. Para a Aeronáutica, a pista de Congonhas, que na época estava sem as ranhuras que impedem o empoçamento de água, atuou como fator psicológico, induzindo o piloto ao erro na hora de posicionar os manetes. A mãe do comandante do voo diz que é fácil culpar um morto.

- Pousar em Congonhas sempre foi crítico. A margem de erro ali é zero. Não se pode errar em nada - diz ele.
Segundo Sucupira, naquela época as tripulações se aproximavam de Congonhas sob tensão e com cuidado. Diálogos gravados pela caixa-preta na cabine de comando do Airbus da TAM apontam que fatores como pressão psicológica podem ter contribuído para a falha.

Nos cinco minutos que antecedem o pouso do voo JJ 3054 em Congonhas, o piloto repete três vezes ao copiloto que a aeronave está sem um reverso (freio da turbina). A primeira vez que tocam no tema é logo depois que o piloto avisa à tripulação que o pouso será mesmo em Congonhas. Em seguida, ele reclama que está com dor de cabeça e comenta: "Ainda bem que está acabando".

O tema do problema no reverso volta às conversas da dupla duas vezes após o pouso ser autorizado pela torre de controle do aeroporto, ressaltando a preocupação do comandante com aquela situação.

O piloto também repete duas vezes, nos 28 segundos finais do voo, a informação que recebe da torre, de que a pista principal está "molhada e escorregadia". A conjunção de circunstâncias adversas para o pouso, agravadas por problemas fisiológicos, psicológicos, falhas de instrução e formação da tripulação podem ter levado o piloto a cometer um equívoco, deixando um dos manetes em posição de aceleração, o que levou ao acidente.
Para o psicólogo Roberto Heloani, professor de saúde do trabalho da Unicamp e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estresse e a pressão do trabalho podem levar um piloto a cometer erros semelhantes ao da tragédia com o Airbus da TAM.
- O aeronauta vive sob pressão não só no Brasil, mas também em outros países. Esse estresse patológico, maior do que aquele que enfrentamos no dia a dia, pode levar o piloto a errar ou cometer falhas - explicou.

A pista principal de Congonhas passou por reformas em 2007, após o acidente da TAM, ganhando grooving (ranhuras que impedem a fixação de água no asfalto) e uma área de escape.

Mesmo assim, muitos voos previstos para o aeroporto foram transferidos para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, e para o Rio.

- Todos os aviões pousam hoje em Congonhas - diz o comandante Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.

O inquérito policial que investiga o acidente da TAM está sendo revisado pela 1ª Vara Criminal Federal. O inquérito feito pela Polícia Civil paulista, encerrado em novembro do ano passado, será anexado ao da Polícia Federal, por decisão do procurador federal Rodrigo de Grandis.
A decisão é de dezembro de 2008 e, desde então, os documentos reunidos pela delegacia de São Paulo foram remetidos à 1ª Vara Criminal Federal da capital, onde seriam reunidos ao inquérito nº 1-062/2007 da PF. A PF informou no começo deste mês que sua investigação estava sob custódia da 1ª Vara Criminal desde 29 de janeiro de 2009, quando foi encaminhada para ser juntada à da Polícia Civil. Mas, neste período, o delegado da PF responsável pelo caso, Pedro Serzi Júnior, foi destituído. Neste intervalo de tempo, segundo o procurador Grandis, a Vara passou por uma auditoria e, por isso, os inquéritos, já unidos, estão sendo revisados. A PF informou que "novo delegado será designado quando os autos retornarem da Justiça" e que "substituição da autoridade policial" não afeta a apuração.

 
 
http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/06/26/margem-de-erro-de-piloto-em-congonhas-zero-diz-presidente-da-associacao-dos-pilotos-756529206.asp
 

Sob Pressão

Pilotos relatam pressões para voar com problemas e mau tempo
por TERRA

Diante das especulações em torno do que pode ter acontecido com o piloto que comandava o avião da Air France que simplesmente desapareceu sem que ele fizesse contato relatando o problema, especialistas do setor aéreo alertam: é grande a pressão sofrida por profissionais da aviação para o cumprimento de horários e para a economia de combustíveis.
De acordo com o ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, apesar de a situação já ter sido pior no Brasil, por aqui os pilotos ainda sofrem com a falta de autonomia, por exemplo, para fazer desvios em sua rota, mesmo quando alguma situação de insegurança é percebida.
"A pontualidade é inimiga da segurança. É uma visão dura, mas que reflete a verdade", diz o Brigadeiro. "A busca incessante pela pontualidade e para não quebrar conexões, conduz a aviação mundial a um sério problema. Os pilotos são pressionados a abrir mão de alguma norma de segurança, destas que não vão derrubar a aeronave, mas que podem complicar o vôo", lamenta. Ele ressalta que muitos pilotos aceitam determinadas situações com receio de perder o emprego ou de ser transferido para rotas piores.
Quem acrescenta mais um ingrediente à mistura da falta de tempo e insegurança é a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Graziella Baggio. Segundo ela, não bastassem as reclamações das companhias pelo atraso gerado por novas rotas, o gasto excedente de combustível volta e meia é motivo de tensão para pilotos.
"Pressão na tripulação é óbvio que existe, é natural que exista em função da competitividade. Isso lamentavelmente existe", afirma. Graziella, no entanto, não acredita que tal pressão seja capaz de provocar acidentes. Ela descarta a possibilidade de o piloto da Air France não ter se comunicado com a base ou sua companhia, quando passou pelas áreas de instabilidade, devido a tais pressões.
"As empresas tentam intimidar, mas o comandante é quem dá a palavra final. O fato de o piloto da Air France não ter feito nenhuma comunicação aponta no mínimo que alguma coisa muito séria aconteceu. Não acredito que ele teria ficado calado por conta de pressão", disse.
Não bastasse a dificuldade com horários e com o combustível, o excesso de trabalho é freqüentador assíduo do 'disque denúncia' do sindicato dos Aeronautas (0800-2829493). Apesar da situação ter sido mais grave no passado, a presidente garante que até hoje existem muitas reclamações neste sentido.
Impacto imediato "Isso tudo, para nós, influencia na segurança de vôo porque são componentes que contribuem para o stress. Vôo é uma coisa que te consome, então, você não pode já entrar ali estressado", argumenta.
Apesar das dificuldades, um comandante da Aeronáutica que não quis se identificar diz que a pressão é natural nas atividades modernas, uma vez que o mercado está excessivamente competitivo em todos os campos. Ele pondera, contudo, que o setor aéreo deveria ter uma melhor fiscalização para que em situações limites pilotos não fossem postos para voar.
"A indústria do transporte aéreo, no mundo moderno, tem que produzir, tem que ser barata e tem que ter lucro. Se não, não vai pra frente. O que falta, são homens da Agência (Nacional de Aviação) ali (junto aos pilotos) para ouvir esses pilotos" explica o comandante.
Tal visão é compartilhada pela presidente do SNA e pelo ex-presidente da Infraero. "O grau de comprometimento da agência é satisfatório, o que tínhamos e continuamos a ter é poucos profissionais para fazer essa fiscalização. A agência precisa se aprimorar mais nos mecanismos de fiscalização", afirma Graziella.
Ela conta que muitas vezes recebe denúncias de vôos onde os tripulantes estão excedendo seu horário de trabalho, mas que não tem como acionar agentes da Anac para fazer a denúncia e gerar algum tipo de punição para a companhia.
"Às vezes recebo informação de que tem um avião indo pra Fortaleza e que a tripulação dele já extrapolou em mais de uma hora o que seria ideal em sua jornada de trabalho. Eu não tenho como acionar uma equipe da Anac para ir até o aeroporto multar aquela empresa e, depois que passou, fica difícil apurar e punir erros", explica.
O ex-presidente da Infraero, José Carlos Pereira, fala ainda sobre situações em que aeronaves decolam com diversos pequenos problemas que "não derrubam um avião", mas que juntos podem representar um problema. "Esse é um dos problemas da necessidade de pontualidade", aponta.
Outro lado Questionado sobre as acusações acima, o diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), Ronaldo Jenkins, disse que tais informações são mentirosas. Segundo ele, as empresas jamais obrigariam um piloto a decolar com itens defeituosos na aeronave.
"A empresa não seria louca de fazer uma recomendação dessas por vários motivos. Nem de desviar de uma turbulência, você cria tantos problemas enfrentando o mau tempo, quem vai dar uma recomendação dessas? Ninguém é maluco de fazer isso", rebateu.
Especialista em segurança de vôo desde 1974, o comandante que preferiu só se identificar como "Alonso", também nega existir qualquer tipo de pressão. Para ele, as companhias buscam "qualidade com segurança".
"O comandante tem sempre toda a liberdade e todo o respaldo. E sempre se prioriza a segurança. Não há uma empresa no mundo que pense primeiro na segurança. Eu desconheço (pressão) dentro da minha atividade", afirma.
Por meio de sua assessoria de imprensa a Anac informou que possui uma ouvidoria para receber toda e qualquer denúncia de pilotos. A agência ressaltou ainda que segundo a legislação em vigor, o piloto é "responsável pela operação e segurança da aeronave - exerce a autoridade que a legislação aeronáutica lhe atribui".
Participação do usuário A presidente do SNA defende que os usuários do transporte aéreo participem desse processo. Na avaliação dela, lutar pela garantia dos direitos trabalhistas dos profissionais do vôo é um papel de todos, já que boa parte da população utiliza o transporte aéreo.
"O usuário tem interesse de pagar passagem barata, sair no horário e chegar no horário. Ele não avalia o que está por trás disso tudo. Falta esclarecimento ao usuário", avalia.
Segundo ela, o sindicato já chegou a fazer uma campanha na qual incentivava os passageiros a perguntar para pilotos e comissários se eles estavam satisfeitos com o tratamento da empresa para com eles.
"Pesquisas recentes, após o acidente com a Air France, na qual usuários do transporte aéreo foram questionados sobre o que deveria mudar para se ter maior segurança em vôo. Alguns responderam que precisava se ter mais estrutura nos aeroportos, outros, melhor comunicação das aeronaves com controle aéreo. Mas a maioria respondeu que deveria haver um melhor treinamento do piloto e da tripulação. Quer dizer, em grandes tragédias, a culpa sempre cai na tripulação", avalia.
O SNA também recebe a opinião dos usuários em seu 0800.

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Publicado em 13 de junho de 2009
Redação Terra

Promessas Não Cumpridas

Maioria das promessas da crise aérea ainda está no papel
G1 mostra quais delas foram cumpridas e quais foram descartadas. Entre as 'em estudo', está a construção de outro aeroporto em São Paulo.
Rafael Targino Do G1, em Brasília
A queda do voo 447 da Air France, no último dia 31 de maio, foi o terceiro acidente com avião de grande porte envolvendo o Brasil em menos de três anos. Os dois primeiros – a colisão de um Boeing da Gol com um jato Legacy em setembro de 2006 e o choque de um Airbus da TAM contra um prédio da empresa quando tentava pousar em Congonhas, em julho de 2007– vieram acompanhadas da crise aérea e de promessas das autoridades.
 

Entre elas, a modernização dos sistemas de controle de voo, a redução das operações e a construção de áreas de escape em Congonhas, uma compensação aos passageiros em caso de atraso e até o aumento do espaço entre as poltronas nos aviões. O G1 fez um levantamento das principais promessas e mostra que, apesar de algumas terem sido cumpridas, a maioria delas ainda está em “estudo” e não saiu do papel. 
 
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Controladores trabalham no CINDACTA IV, em Manaus (Foto: Luiz Eduardo Perez/DECEA)
Modernização do controle de tráfego
Um dos pontos centrais da crise aérea de 2006/2007 foi o controle de tráfego aéreo. Reclamando de más condições de trabalho e equipamentos obsoletos, controladores fizeram um motim no dia 30 de março de 2007, paralisando os principais aeroportos do país. O governo prometeu investir em infraestrutura e pessoal. O Ministério da Defesa afirma que colocou cerca de R$ 1,8 bilhão no controle de tráfego. O órgão diz também que renovou e modernizou três dos quatro centros de monitoramento (os Cindactas de Brasília, Curitiba e Recife). O outro, de Manaus, é considerado novo, pois entrou em operação total no ano do acidente da Gol. Segundo a Defesa, desde o acidente, 600 novos controladores foram contratados. Além disso, houve remanejamento de pessoal para o Cindacta de Brasília, no qual se concentra o maior movimento do país. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), diz o ministério, espera chegar a 2010 com 4 mil profissionais – mil a mais do que existe hoje. 

Congonhas
O acidente da TAM trouxe junto diversas propostas de mudanças para o aeroporto de Congonhas, na capital paulista. A primeira medida –que continua em vigor até hoje– foi a redução imediata de operações de aeronaves. Antes da queda do avião, o número de operações chegava a 44/hora e, hoje, está em 34/hora (30 para aviação comercial e 4 para aviação geral, que inclui, por exemplo, jatinhos fretados).
 
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Vista da pista principal do Aeroporto de Congonhas, logo após o acidente com o avião da TAM (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

As companhias também foram obrigadas a replanejar o horário de chegada de seus últimos voos –o limite passou a ser 22h30, dando meia hora de margem para possíveis problemas, já que o aeroporto fecha às 23h. Foi criado também um limite de distância para as aeronaves que saem de Congonhas: 1.500 km em linha reta.
 
Essa diminuição na quantidade de pousos e decolagens influenciou diretamente o planejamento da malha aérea. Na época, a Anac proibiu a utilização de Congonhas como hub (aeroporto onde são feitas escalas e conexões) e o fim dos voos charters (fretados). Em março de 2008, no entanto, a agência autorizou o retorno de fretados (somente aos sábados e domingos) e a utilização do aeroporto como distribuidor de voos. Segundo Nelson Jobim, a proibição do uso de Congonhas como hub não surtiu efeito, pois os passageiros faziam conexões “brancas” (ou seja, compravam dois bilhetes: um saindo de sua cidade em direção a São Paulo e outro da capital paulista até o destino final). Os voos charters, diz a Defesa, foram liberados em horários ociosos, nos quais não estão sendo utilizados todos os slots (operações de pouso e decolagem). De acordo com o ministério, as ações diminuíram a movimentação no aeroporto, mesmo com crescimento no tráfego aéreo do país.
 
O governo também havia prometido a construção de áreas de escape nas pistas do aeroporto, para ajudar na parada de aviões em caso de problemas. Por conta disso, as autoridades aeronáuticas diminuíram em 300 metros a extensão da pista principal (150 metros de área em cada lado) e em 240 metros a da pista auxiliar (120 em cada cabeceira). Segundo a Anac, essas áreas de escape já estão em funcionamento. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do estado, José Serra, e o ministro da Defesa chegaram a se reunir em Brasília, em novembro de 2008, para discutir a ampliação das pistas de Congonhas. Para tanto, seria necessário desapropriar áreas em dois bairros de classe média da cidade. O ministério diz que a proposta ainda está em “discussão” e nenhuma decisão sobre se haverá ampliação foi tomada.

Terceiro aeroporto em São Paulo
Em julho de 2007, o governo havia desistido de usar um novo aeroporto em São Paulo como alternativa a Congonhas. Na época, a conclusão foi de que um novo local demoraria muito para ser construído e não resolveria o problema de desafogar o aeroporto paulistano. O ministério da Defesa afirma que a construção não foi totalmente descartada, continua como opção para a demanda de “longo prazo” e será concedido à iniciativa privada. Até julho, o ministro Jobim deve receber a proposta do modelo de concessão de aeroportos. Depois disso, a Anac e o BNDES vão trabalhar em um edital.
 




PROMESSAAÇÃOSITUAÇÃO
Modernização do controle aéreo do país e contratação de novos controladores
Governo diz que investiu R$ 1,8 bilhão em equipamentos, modernizou o sistema e espera chegar em 2010 com 4 mil controladores
FINALIZADO
Redução do número de operações em Congonhas e criação de distância máxima de voos
Operações, que chegavam a 44/hora antes do acidente da TAM, caíram para 34/hora; somente viagens de até 1.500 km em linha reta estão autorizadas
FINALIZADO
Voos charters e utilização de Congonhas como hub
A Anac proibiu, pouco após o acidente, voos charters no aeroporto e utilização dele como ponto de conexões e escalas. As duas normas caíram em 2008
DESISTÊNCIA
Construção de áreas de escape em Congonhas
Anac reduziu tamanho das pistas e utilzou sobra como escape
FINALIZADO
Aumento das pistas de Congonhas
Autoridades federais, estaduais e municipais se reuniram em 2008 para discutir o assunto; tema ainda está em discussão
EM ESTUDO 
Multas para atrasos em Congonhas
Defesa afirma que taxas de permanência de aviões no aeroporto agora aumentam à medida que os voos atrasam
FINALIZADO
Terceiro aeroporto em São Paulo
Defesa diz construção não foi totalmente descartada, mas que objetivo do novo aeroporto não será mais desafogar rapidamente Congonhas, como previsto
EM ESTUDO
Subsídios para aviação regional
Jobim havia prometido, por exemplo, incentivos para operações em rotas pouco lucrativas
EM ESTUDO
Aumento do espaço entre as poltronas
Anac diz que finaliza estudos para a criação de selo que atesta 'conforto' oferecido pela companhia
EM ESTUDO
Mudanças em taxas para estimular ida de voos para o Rio de Janeiro
Anac fez consulta pública e desisitu da medida por julgar que traria 'prejuízos'
DESISTÊNCIA
Compensação por atrasos em voos
Passageiros receberiam créditos, milhas ou dinheiro proporcionais ao atraso dos voos
EM ESTUDO

Subsídios para a aviação regional
Jobim também prometeu uma série de incentivos à aviação regional. A Defesa diz que estão em estudo pela Secretaria de Aviação Civil e pela Anac a concessão com incentivos e por tempo determinado linhas aéreas de baixa rentabilidade a companhias, a criação de tarifas aeroportuárias diferenciadas e a redução de tributos para a área. Segundo o ministério, as propostas devem ser apresentadas “em breve” ao ministro e o órgão deve formalizá-las no “segundo semestre.” 

Espaço entre poltronas
Durante depoimento à CPI do Apagão Aéreo, em agosto de 2007, o então recém-empossado ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ter “dificuldade” de viajar de avião por causa de sua altura (1,90m) e reclamou do pouco espaço entre as poltronas. No final do ano, após consulta pública, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma “proposta de regramento” sobre o espaço entre os assentos. A agência diz que está finalizando estudos para a criação de um “Selo Conforto”, que mostraria que determinada empresa oferece um nível de conforto “maior.” Atualmente, as únicas normas que as companhias seguem são as relativas à segurança. 

Mudança nas taxas em aeroportos
Em dezembro de 2007, o ministro da Defesa apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano para alterar o valor das taxas de embarque e das de permanência e pouso de aeronaves em Congonhas e Guarulhos (SP) e no Galeão (RJ). O objetivo era desafogar os aeroportos paulistas e estimular a transferência de voos para o Rio de Janeiro. A Anac abriu consulta pública no mesmo mês e, ao final, fez três minutas de resolução –disponíveis no site da agência– propondo mudanças nas taxas. A agência e o ministério dizem que se chegou à conclusão de que a medida traria mais “prejuízos do que benefícios” ao setor.
 
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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em maio de 2009 (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)
Outra proposta era punir as empresas aéreas que atrasassem voos em Congonhas. As autoridades aeroportuárias aumentaram as taxas de permanência para os aviões que ficam em solo no local por mais de 60 minutos. De acordo com a Anac e a Defesa, há um escalonamento e, a cada meia hora, o valor da taxa cresce. O governo diz que a medida melhorou a pontualidade no aeroporto, e o total de atrasos superiores a 30 minutos ficou abaixo de 7% entre 1º de abril e 9 de junho deste ano.
 

Compensação em créditos por atraso em voos
Na mesma época, Jobim anunciou a criação do Sistema de Compensação de Atraso de Voos (SCA). A ideia era que as empresas ressarcissem o consumidor com créditos para outros voos, milhas ou mesmo dinheiro caso as partidas atrasassem. Pela proposta, os pilotos deveriam anunciar ao final de cada voo o total do atraso. O Ministério da Defesa diz que “trabalha” com o Ministério da Justiça e a Casa Civil em uma “proposta de projeto de lei” sobre o assunto, mas não disse quando isso deve ficar pronto. A Anac também analisa o resultado de uma consulta pública sobre a norma que rege o atendimento dado aos passageiros em caso de atraso.
 
saiba mais
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Governo descarta novo aeroporto como escape para Congonhas
Jobim cobra solução para espaço entre poltronas de avião

Perdas financeiras

Empresas aéreas dobram espectativa de perdas
A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) estima que o setor perderá US$ 9 bilhões em 2009 -projeção que equivale quase ao dobro dos US$ 4,7 bilhões estimados há dois meses. "Não há precedente moderno para a crise econômica de hoje", afirmou. "O terreno mudou. Nossa indústria está abalada." Ele disse, segundo a BBC Brasil, que a crise econômica "é a pior situação que a indústria já enfrentou".

Jobim Descarta Ampliação

Modelo de concessão de aeroportos sairá em julho
Por Agência Estado - AE

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apresentará em julho o modelo brasileiro de concessão de aeroportos, informou hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Em evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista, Jobim afirmou que o modelo será aplicado, de forma experimental, nos aeroportos do Galeão (RJ), Viracopos (Campinas, SP) e no novo aeroporto do Estado de São Paulo. Segundo o ministro, a licitação para o terceiro aeroporto da Região Metropolitana de São Paulo não vai determinar o local exato da obra, mas apontar um raio de distância em relação a Congonhas. O ministro recusou-se a usar a palavra 'privatização' diante de uma plateia de mais de 300 empresários. "Não digo 'privatizar' por motivos políticos", disse. "É uma concessão. O patrimônio continua sendo público." Jobim atribui a limitação dos investimentos públicos no setor à disputa dos ministérios em torno do Orça mento da União e à lei que disciplina as licitações para obras no âmbito da administração pública. O governo recorreria às concessões para injetar recurso privado em aeroportos lucrativos. No caso dos deficitários, lançaria mão de parcerias público-privadas (PPPs). Segundo o ministro, o modelo a ser anunciado pela Anac prevê concessões individuais de aeroportos. "Nós faríamos a concessão do aeroporto, estabeleceríamos um teto de preço e a concorrência se daria com base em quem oferecesse o menor preço, combinado com um fator de produtividade", disse Jobim. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que hoje administra a maioria dos aeroportos do País, passaria a ter a função de planejar o desenvolvimento da aviação civil em regiões com pouca acessibilidade, como a Amazônia e o Centro-Oeste. "A Infraero serviria de instrumento governamental para políticas de desenvolvimento regional", disse. "Há regi ões com acesso só possível via avião. É preciso uma decisão estratégica do Estado dizendo para ter um voo entre elas." De acordo com Jobim, o governo prepara uma legislação específica para a aviação regional, que deve prever subsídios do setor público para trechos com pouca ou média procura, ou seja, de até 20 mil passageiros por ano. "Ainda não passamos do Tratado de Tordesilhas. Tudo fica à direita da linha", disse em referência à concentração de aeroportos e rotas no Sul e no Sudeste do País. Congonhas Jobim disse que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), apresentou um projeto para ampliar o aeroporto de Congonhas em direção ao bairro do Jabaquara, na zona sul da capital. O ministro ponderou que a proposta é de difícil execução, pois implicaria em mudanças viárias no entorno do aeroporto e complicaria ainda mais o transito na região. "O aumento do número de passageiros praticamente inviabilizaria todo o trânsito nos arredores", disse. "Por enquanto, estamos realizando as alterações necessárias na segunda pista, para aumentar a segurança." O ministro informou ainda que a Anac estuda uma forma para redistribuir os slots (permissões de voo) de Congonhas entre as empresas que já operam no aeroporto e as que querem lá operar. "A manutenção do slot vai depender da performance nacional da empresa. Ela vai ter de atender ao requisito da pontualidade", disse. "Isso serve como um estímulo nacional para que a empresa tenha pontualidade e regularidade."

Região Perigosa

Casal gaúcho conta que enfrentou apagão em voo com Airbus 300 da TAP no domingo no mesmo local onde o voo 447 da Airfrance caiu
Plantão | 01/06 às 19h55 O Globo

SÃO PAULO - Os recentes incidentes e acidentes aéreos têm deixado os passageiros mais preocupados e atentos durante o voo. Após três semanas em lua de mel em Portugal, o casal de advogados gaúchos Leonardo Coppola Napp, 29 anos, e Andressa, conta que enfrentou um 'apagão' durante o voo entre Portugal e São Paulo, feito pela companhia TAP neste domingo. O voo 191 saiu de Lisboa na manhã de domingo e chegou ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 16h.

- O curioso é que o incidente ocorreu perto da área onde o avião da Air France desapareceu e com o mesmo modelo de aeronave, um Airbus 330 - diz Napp, que mora em Porto Alegre.

Segundo o advogado, ainda sobre o Oceano Atlântico, em algum ponto do mar rumo a Fortaleza, todas as luzes do avião se apagaram. Pouco antes, a aeronave havia passado por uma turbulência de intensidade média. O apagão, segundo ele, durou entre uma hora e uma hora e meia.

- Foi um susto. Nunca tinha visto um negócio destes e estou acostumado a viajar de avião desde criança. Por mais de uma hora a tripulação tentou religar o sistema computadorizado que controla os monitores de tevê a bordo e não conseguiu. As luzes também não se acenderam e ninguém deu explicações - disse o advogado.

Napp afirma que a preocupação é maior porque o Airbus é um avião totalmente computadorizado.

- Parecia que o sistema tinha entrado em pane. As luzes usadas para chamar os comissários se acenderam todas ao mesmo tempo. Ficou um silêncio absoluto e todo mundo ficou apreensivo - conta.

Acidente com Bimotor

King Air bateu em árvore antes da queda em Trancoso
por Agência Estado

São Paulo - Após uma semana de investigação, a Aeronáutica já conseguiu traçar a provável dinâmica do acidente com o King Air B-350, que caiu no dia 22 em Trancoso, no sul da Bahia, matando as 14 pessoas a bordo. A degravação da caixa-preta, concluída na terça-feira, indica que aproximadamente um quilômetro antes do aeroporto privado Terravista, o avião que transportava o empresário Roger Ian Wright e sua família se chocou com uma árvore, conforme adiantou a coluna Direto da Fonte, de Sônia Racy, na sexta-feira. O bimotor ainda voou desgovernado por cerca de 800 metros, até cair a 197 metros da cabeceira da pista.

Pelo áudio do gravador de voz da cabine, não há indícios de que o avião tenha apresentado problemas mecânicos antes do choque. Inicialmente, os peritos suspeitavam que um dos motores teria falhado, uma vez que as hélices encontradas em meio aos destroços apresentavam diferentes deformidades - enquanto uma parecia estar funcionando no momento em que o King Air bateu no solo, a outra aparentava já não ter rotação. Os dois motores continuam sendo inspecionados no Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, e não há prazo para a apresentação de um parecer final.

O motivo do choque com a árvore não está completamente esclarecido. Mas tudo indica que o acidente se enquadre numa ocorrência denominada CFIT (sigla em inglês para Colisão com o Solo em Voo Controlado), a segunda mais frequente na aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos). Entre 1999 e 2008, segundo dados do Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), os choques com obstáculos em voo responderam por 24,4% dos acidentes com aviões de pequeno porte no País, só atrás de falha de motor em voo (28,9%).

Os casos de CFIT costumam ocorrer com tripulações experientes e acostumadas a fazer determinados trajetos. O excesso de confiança, explicam especialistas em aviação, pode causar a chamada "perda da consciência situacional" - provocada pela combinação de falhas de planejamento e de julgamento dos pilotos, associada a condições meteorológicas adversas. O quadro, ao menos por enquanto, se encaixa perfeitamente no cenário do acidente com o King Air. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicado em 30/05/2009 - 07h39

Estamos de Olho

Pista principal do aeroporto Santos Dumont apresenta risco de acidentes
por O Globo

Considerada uma das pistas mais difíceis no mundo, o Aeroporto Santos Dumont está impondo uma dificuldade a mais para os pilotos. A pista principal do aeroporto está com sua camada porosa de asfalto - que aumenta o atrito das aeronaves com a pista - vencida desde dezembro de 2007, aumentando o risco de acidentes. Além disso, a ampliação do aeroporto esqueceu a parte operacional, deixando obras inconclusas que estão gerando dificuldades para a operação das aeronaves após o aumento do número de voos autorizado desde o fim de março deste ano.

A pista principal do Santos Dumont tem 1.323 metros. Considerada curta, ela tem que ter uma camada especial de asfalto (chamada camada porosa) para receber jatos. Esta camada porosa faz com que, principalmente em dias de chuva, a água escoe com mais facilidade, aumentando assim o atrito entre os aviões e a pista. Este atrito é medido pelas autoridades aeronáuticas e foi estabelecido que a pista do Santos Dumont não pode ter um coeficiente de menos de 0,61.

O problema é que, desde 2007, esse coeficiente estaria em 0,48, segundo o Sindicato dos Aeronautas e o ex-superintendente regional da Infraero Pedro Azambuja. A última reforma na pista foi realizada no início de 2003 e o prazo de validade desta camada é de cinco anos (2003 inclusive). Segundo o ex-superintendente, antes de sair chegou a ser feita uma licitação para reformar tanto a pista principal como a auxiliar. Mas elas não foram concluídas.

Reforma do Santos Dumont ainda vai demorar mais de um ano


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O Aeroporto Santos Dumont precisará de pelo menos um ano e dois meses para ficar com sua área operacional completamente reformada. A informação foi repassada pela Infraero, que administra o terminal, ao Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A reforma das duas pistas, que precisam ter sua camada porosa de asfalto trocada, tem previsão de dois meses e segundo a Infraero começaram nesta semana. A Infraero não confirmou ao Globo as previsões.

Conforme
noticiado ontem, esta camada está com o prazo de validade vencida desde dezembro de 2007 . O nível de atrito com os pneus da aeronave está abaixo do recomendado para pista molhada, segundo o sindicato dos Aeronautas.



Fonte: Dimmi Amora (O Globo) - Foto: Genilson Araujo




‘Achei que o avião ia cair’, conta vítima de turbulência em voo em SP
Airbus da TAM passou por forte zona turbulenta na segunda-feira. Empresa disse que 21 pessoas ficaram feridas no voo.
Carolina Iskandarian do G1, em São Paulo

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Marilda Torres ficou ferida durante turbulência em voo da TAM (Foto: Rubens Cavallari/Folha Imagem)

Depois do susto por ter o rosto machucado em uma queda durante turbulência em um voo na noite desta segunda-feira (25), em São Paulo, a empresária Marilda Torres, de 56 anos, tomou duas decisões: não vai mais voar de TAM e quer processar a empresa. No Airbus A330-200, que levava 154 passageiros, 21 pessoas ficaram feridas. 
 

“Vou entrar com o processo para reparar os danos. Será que o radar não viu [que viria zona turbulenta?]”, questionou a empresária, que tinha levantado para levar uma bandeja de comida até a cozinha, distante quatro fileiras de onde ela estava. “Eu subi para o teto e senti minhas pernas flutuando. Comecei a gritar. Foi uma coisa de outro mundo. Achei que o avião ia cair e tinha chegado a minha hora”, afirmou ela nesta terça, lembrando o momento em que caiu sentada. Marilda teve cortes no supercílio e no nariz, além de ter ficado com o olho roxo. “Acho que uma mala caiu em cima de mim”. Ela precisou se arrastar até chegar ao assento. O marido da empresária estava sentado ao lado e não sofreu ferimentos. “Uma senhora foi até lá em cima. Chegou a amassar o teto”, relatou Marilda. De acordo com ela, o aviso para afivelar o cinto só apareceu depois da primeira queda. “Se o comandante tivesse avisado eu não teria levantado”, disse. Entre os feridos, havia um homem que teve a prótese na perna deslocada. Ele ficou estirado no chão até o momento do pouso. "A mulher dele chorava e dizia que a prótese do quadril tinha se deslocado".
 
 
Direitos
Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, José Eduardo Tavolieri disse que, se o aviso para atar os cintos só foi dado depois da primeira perda de altitude, como dizem os passageiros, a TAM pode ser responsabilizada. “A empresa não conseguiu a tempo prever o problema”, justificou o advogado sobre a suposta situação. A assessoria de imprensa da companhia aérea foi procurada, mas, até as 14h30, não havia dado retorno. Também advogado e passageiro do voo JJ-8095, Alexandre Aleixo, de 38 anos, confirmou que todos foram pegos de surpresa e havia muita gente sem cinto de segurança. “Foi muito inesperado. Num primeiro momento, você nem raciocina. Fica agarrado à cadeira e na expectativa”, contou. De acordo com ele, a aeronave, que vinha de Miami e pousou no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, deu “dois trancos”. “O segundo foi violentíssimo”. Aleixo também viu o passageiro ferido estendido no chão. “O comandante pediu que aqueles que estivessem perto o segurassem. Se não fosse com as mãos, que fosse com os pés”.
 
 
Dois internados
Dois passageiros feridos no voo da TAM seguem internados em hospitais de São Paulo na tarde desta terça-feira (26), segundo nota oficial da assessoria de imprensa da empresa. Com diagnóstico de fraturas, um está no hospital Oswaldo Cruz, e o outro, no Albert Einstein, ambos acompanhados por funcionários da companhia, informa a nota.
 
Além disso, uma passageira menor de idade, que já estava em casa, em Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, sentiu dores, foi examinada em um hospital da cidade e apresentou diagnóstico de fratura. A vítima também está recebendo assistência, sendo acompanhada por um funcionário da companhia.
 
Ao todo, 21 ocupantes da aeronave - 16 passageiros e 5 comissários - foram atendidos pelo corpo médico da Infraero e receberam toda a assistência da TAM. Treze foram liberados em seguida; outros oito, encaminhados para hospitais, dos quais seis já receberam alta, completa a nota da TAM.
  
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Feridos em voo da TAM foram levados para hospitais (Foto: Lawrence Bodnar/Diário de SP/Ag. O Globo)

Mais tempo em terra que no ar

Filas por causa dos novos voos aumentam espera para embarque no Santos Dumont



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Com cerca de cem novos voos desde a liberação de rotas fora da ponte aérea Rio-São Paulo, o Aeroporto Santos Dumont começa a apresentar problemas. As manhãs de segunda-feira têm sido um tormento para quem vai embarcar. Há filas de mais de cem metros para a passagem pelo aparelho de raios X, e passageiros contam ter ficado mais de 50 minutos esperando para embarcar. O aumento do número de voos também voltou a incomodar vizinhos do aeroporto, por causa do barulho dos aviões.

Mas não é apenas às segundas-feiras que os problemas acontecem, conforme noticiou a coluna de Ancelmo Gois, do Globo, na terça-feira passada. De acordo com vendedores de lojas da área de embarque, as noites de sextas-feiras também têm registrado um movimento grande. Na última, por exemplo, a espera para embarcar no horário de pico - entre 18h e 19h - chegou a cerca de 15 minutos. Nos outros dias, há algum movimento maior no início da manhã, mas sem grandes tumultos.

Os novos voos, que começaram em 21 de março, também estão gerando descontentamento entre vizinhos do aeroporto.
Os aviões fazem manobras sobre os prédios, incomodando quem mora nos bairros de Glória, Flamengo e Botafogo. Maria Tereza Sombra, presidente da Associação de Moradores do Morro da Viúva, no Flamengo, diz que, durante o processo de reabertura do Santos Dumont, tentou convencer a Agência Nacional de Aviação Civil a não liberar mais partidas do aeroporto.Fonte: O Globo - Foto: Márcia Foletto

Só a Infraero mesmo... $$$$$

Infraero vai cobrar o acesso a e-mails em aeroportos
Fonte: Vitor Moreno (Folha Online) -

A Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros) informou nesta segunda-feira (25) que o acesso à internet nos aeroportos brasileiros será parcialmente cobrado. A empresa diz que os usuários poderão acessar gratuitamente todos os sites do governo, noticiosos e de bancos. O acesso a provedores de e-mail, no entanto, será cobrado. Em outubro de 2008, a Infraero havia dito que iria fornecer acesso gratuito à internet sem fio em 12 aeroportos do país até dezembro - Belém (PA), Brasília (DF), Confins (MG), Congonhas (SP), Curitiba (PR), Galeão (RJ), Guarulhos (SP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA) e Santos Dumont (RJ). Alguns desses locais já têm internet sem fio, mas é necessário pagar para obter acesso a qualquer site. Empresa informa que os usuários pagarão pelo acesso aos provedores de e-mail A assessoria de imprensa da empresa afirma que, quando anunciou o acesso gratuito para dezembro, o plano de implantação do sistema sem fio não estava desenvolvido por completo. A cobrança do acesso a alguns sites, segundo o órgão, é uma forma de as operadoras obterem algum lucro. Não haverá limite de tempo para os usuários navegarem dos aeroportos. De acordo com a Infraero, dos 12 aeroportos que vão ter acesso sem fio, 11 já estão com todas as antenas instaladas e prontas para funcionamento - o que deve ocorrer a partir da segunda quinzena de junho. O único onde há atrasos é o de Recife. Lá, as instalações devem começar em julho. A empresa informa que também está realizando levantamentos em outros 20 aeroportos para instalar a rede sem fio. Sistema Padrão A Infraero informa que está desenvolvendo, em colaboração com quatro provedores de acesso, um sistema padrão que será implantado em todos os aeroportos que administra. Ao abrir o computador portátil no aeroporto, o usuário será direcionado a uma página de autenticação, na qual terá que se identificar. "O acesso anônimo estimularia a realização de atos ilícitos, o que poderia acarretar demandas e responsabilidades judiciais à Infraero", diz a empresa. O órgão alega que o atraso na instalação da rede ocorreu por "adequações de ordem técnica" e por causa das chuvas em Santa Catarina, no final de 2008. A estatal diz que a empresa importadora, com sede no município de Itajaí, teve seu galpão inundado, o que atrasou a entrega dos equipamentos.


Voo 8095

Avião da TAM despencou 1 km durante turbulência em voo

O voo 8095 da TAM despencou quase um quilômetro enquanto atravessava uma zona de turbulência, meia hora antes de chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Vinte e duas pessoas ficaram feridas. A vigésima segunda é uma adolescente que desembarcou, viajou para Ribeirão Preto, no norte paulista, e, em casa, passou ma l. Ela teria sofrido fratura. Dois passageiros seguem internados, ambos com fraturas. (
Veja fotos)

Passageiros voaram de seus assentos, foram atingidos pelas bagagens, bateram a cabeça no teto da aeronave e viram uma tripulação em pânico.

Especialistas apontam um fenômeno chamado de "turbulência em céu limpo" como a causa mais provável.

- O avião vem sendo sustentado por uma massa de ar constante. No caminho, ele encontra uma corrente de ar quente vindo de baixo para cima e perde o equilíbrio - explica Daniel Horsky, instrutor da escola de aviação CEAB.

Segundo ele, os pilotos são treinados para lidar com esse tipo de problema, que ocorre em cerca de 60 voos por ano no mundo.

A empresária Marilda Torres (foto) ficou ferida, com o olho completamente roxo, como se tivesse levado um soco. Ela contou que tinha levantado para levar uma bandeja até a aeromoça e quando voltou, sentiu a turbulência.

- Era como um elevador caindo bruscamente. Caí e vi minhas pernas voando. Lembro de ver uma mala passando por mim. E acho que uma das rodinhas bateu na minha cabeça. Tentei voltar até o assento, mas não consegui. Fui me arrastando pelo chão.

Marilda diz que rezou para tudo que é "anjo, santo, guias espirituais porque achou que o avião ia cair.

- Tinha certeza que o avião ia cair, explodir, matar todo mundo. Rezei para tudo que é anjo, santo, guias espirituais. Era todo mundo rezando no avião. Acho que passou minha vez (de morrer). Agora tenho mais uns cem anos pela frente - conta.

Segundo ela, quando o avião pousou todos queriam sair logo, mas tiveram de esperar pelos médicos.

- O atendimento foi péssimo. As aeromoças também estavam em pânico. A ambulância não chegava. Tivemos que ir de pé na parte de trás de uma van da Infraero. Tinha umas seis pessoas e até lixo no meio - contou.

Os passageiros do Airbus A330-200 afirmam que não foram avisados sobre a turbulência a tempo de colocar os cintos e muitos estavam em pé quando a aeronave começou a dar trancos. Depois do pouso, o comandante disse a eles que as correntes de ar não apareceram no radar e que houve uma perda de altitude de 600 a 900 metros.

- Foi uma cena dantesca - definiu o advogado Manoel Viana, de 29 anos. Manoel estava com o cinto atado e, por isso, feriu apenas a canela.

- Tinha gente no chão, sangrando. As pessoas gritavam: 'Vou morrer!'.

A empresária Marisa Bourg Garcia, 59 anos, afirmou que o marido - um dos dois feridos graves durante a turbulência - teve de esperar por uma hora e meia no chão do avião até ser removido . Socorrido ao Hospital Albert Eintein, Francisco Celestino Garcia, de 59 anos, teve de ser submetido a cirurgia no fêmur e teve ainda o ombro trincado. A outra vítima internada é a aposentada Ana Maria Bernardes de Lima, de 73 anos, que fraturou o fêmur e duas vértebras e está no hospital Oswaldo Cruz , onde deve ser submetida a cirurgia na quinta. Ela é diabética e tem problemas cardíacos.

Segundo Marisa, inicialmente, teria faltado maca para que ele fosse imobilizado. Depois, segundo explicou a filha do casal, poltronas do avião tiveram de ser removidas para que a maca pudesse ser movimentada sem agravar os ferimentos.

- Parecia um bando de bobos lá dentro. Não havia uma maca que fosse do tamanho do meu marido - afirmou Marisa.

A Infraero negou que a espera tenha sido grande e afirmou que o empresário se recusou a ser levado para um hospital público, como manda o protocolo de atendimento do posto médico do Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde o avião pousou. A versão da Infraero é que Garcia foi o primeiro a ser socorrido, logo após a abertura da porta da aeronave porque estava caído no chão.

- A frase que disseram para ele foi: "vamos tirar primeiro os mais graves". Até então, eles não tinham ideia da gravidade dos ferimentos dele. Mas ele esperou numa boa. O problema é que ele estava entre os bancos, quando foram retirá-lo perceberam que teriam de remover os assentos. Isso demorou bastante. O outro problema é que meu pai é muito alto e não tinha maca para o tamanho - disse Alline Garcia Cury, filha do casal.

Fontes: Gio Mendes e Tiago Dantas (Diário de S.Paulo) via O Globo - Foto: Ricardo Bakker (Diário de S.Paulo)

Certidão internacional

95 e 96
O Estado de S.Paulo - Caderno 2 - Mônica Bergamo

O Cenipa - orgão da Aeronáutica que investiga acidentes aéreos - tem credibilidade internacional. Pelo menos é o que mostram a alta nota dada pela International Civil Aviation Organization e o empate em 1º lugar com o sistema europeu.

A Icao terminou ontem sua auditoria no Brasil trazendo pelo menos duas boas surpresas: nota 95 para o controle do espaço aéreo e 96 para o Cenipa.

'Custo da Poluição'

é de R$ 14 por segundo, diz estudo
Por Agência Estado

São Paulo - Os custos da poluição, pela primeira vez, foram mapeados fora das fronteiras de São Paulo. Estudo obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina - poluente da fumaça do óleo diesel. O valor é dispensado por unidades de saúde públicas e privadas de seis regiões metropolitanas do País.

A mesma pesquisa, produzida pelo Laboratório de Poluição da USP e seis universidades federais, mostra que, além dos paulistas, respiram ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões do Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife.

"A poluição não é mais privilégio de São Paulo e os impactos são diretos na saúde cardiovascular do brasileiro", diz Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Pelo ensaio científico, 8.169 pessoas são internadas anualmente com problemas cardíacos atribuídos à partícula fina.

As pesquisas em São Paulo incentivaram a produção em outras metrópoles. O cardiologista Evandro Mesquita, da Universidade Federal Fluminense, começou a cruzar os dados de arritmia e enfarte em dias marcados pelo excesso de poluentes. Quando o Instituto do Coração de SP (Incor) fez teste parecido no ano passado, encontrou aumento de 11% de morte por ocorrência cardíaca. No Rio, a pesquisa da USP mostra que são 1.434 pacientes do coração internados por ano.

A reportagem teve acesso ao estudo na ação civil pública que o Ministério Público de São Paulo move contra a Petrobras e 13 montadoras de veículos pedindo indenização para vítimas da poluição.

Segundo o promotor do Meio Ambiente do MP, José Isamel Lutti, o valor indenizatório terá "como parâmetro" a pesquisa. Além das internações, também foram calculadas as mortes nas regiões: 11.559 pessoas com mais de 40 anos (31 vidas por dia). A Petrobrás, por meio de assessoria de imprensa, informou que não foi notificada sobre a ação, ajuizada em março deste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicado em 21/05/2009 - 08h20

Prefeito quer Desapropriações mesmo

Prefeito declara que "não perderá oportunidade de defender desapropriações no Jabaquara"

Em entrevista à Rádio Bandeirantes AM, na manhã de segunda-feira, 12, o prefeito Gilberto Kassab foi questionado, pelo jornalista José Paulo de Andrade, sobre a resistência dos moradores do Jardim Aeroporto e Parque Jabaquara à proposta de desapropriações de dois mil imóveis naquela região para ampliação das pistas de Congonhas. "Eu não perco jamais a oportunidade de defender as desapropriações do lado do Jabaquara", disse o prefeito.

Ele defendeu novamente a tese de que a ampliação traria mais segurança ao aeroporto e rechaçou críticas. "A extensão aconteceria para o lado do Jabaquara, mas seria construída área de escape dos dois lados". Não perdeu também a oportunidade de alfinetar o governo federal, insinuando negligência e morosidade com relação à Congonhas. "Acho absurda a despreocupação do governo federal em não analisar com profundidade a construção dessa área de escape. Estamos falando de vidas que precisam ser preservadas, seja de usuários ou de moradores do entorno", avaliou Kassab, ressaltando ser importante não esquecer os acidentes que já ocorreram ali, como o de julho de 1997, em que morreram 200 pessoas. "E se acontecer outro acidente?", questionou.

Os moradores e também familiares das vítimas dos acidentes são contrários à proposta e garantem que, no fundo, visa apenas a aumentar o número de voos e a movimentação do aeroporto. A proposta de ceder o subsolo da nova pista para exploração pela iniciativa privada também é alvo de críticas da comunidade. O prefeito ainda não explicou, além disso, o que aconteceria com o viário da região: a avenida Pedro Bueno desapareceria?
"Respeito quem tem opinião divergente, mas tecnicamente tenho certeza de que estou com a razão. Precisa ser feita esta extensão", concluiu.

Meio ambiente
Também esta semana, a Prefeitura publicou no Diário Oficial que não cabem mais recursos à Infraero, com relação à multa de R$ 10 milhões aplicada pelo fato de o Aeroporto de Congonhas estar funcionando sem licença. Para obter o documento, é necessário apresentar e aprovar o Relatório de Impacto Ambiental, que vem sendo discutido - e criticado - em audiências públicas.

Terceiro Aeroporto

São Paulo terá terceiro aeroporto, diz Dilma
20/07 - 18:10 - Agência Estado

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, anunciou hoje que o Conselho de Aviação Civil (Conac) decidiu pela construção de um novo aeroporto em São Paulo. Segundo a ministra, esse novo aeroporto ainda não tem local definido, mas será na região da Grande São Paulo e não na capital.
Ao ser questionada sobre a provável localização desse novo espaço, a ministra respondeu: "Jamais iria dizer onde será o novo aeroporto para não sermos fontes de especulação imobiliária." A ministra lembrou que a construção de um aeroporto não é trivial e que os estudos sobre a localização mais adequada serão feitos pela Aeronáutica.

Nos estudos que serão feitos para o novo aeroporto, a ministra ponderou que será levado em conta o problema do adensamento populacional.
Ela afirmou que o Aeroporto de Congonhas, onde ocorreu o acidente com o Airbus da TAM, não causa preocupações em relação à qualidade da pista, mas sim pelo fato de estar no meio da maior cidade da América Latina.

A ministra destacou, que além desse novo aeroporto,
o Conac decidiu determinar estudos para readequação e ampliação dos aeroportos de São Paulo, como Viracopos (Campinas), Cumbica (Guarulhos) e Congonhas, que recentemente passou por reformas.

Concessão de Aeroportos

Infraero fará concessão de aeroportos, afirma Jobim
O Estado de S.Paulo - Pedro Dantas, RIO

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que a Infraero não será privatizada e a adoção do modelo de concessão dos aeroportos é uma decisão definitiva do governo. A afirmação foi uma resposta a um estudo encomendado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que recomendou a cisão e a privatização da estatal incumbida de administrar os aeroportos. "O que está decidido exclusivamente é a Anac fazer uma formatação do processo de concessão de aeroportos que não é a privatização.
 
O presidente da República já decidiu que faríamos a concessão de Viracopos, do Galeão e depois "a concessão para a construção do novo aeroporto de São Paulo", declarou o ministro.

A discussão sobre o modelo a ser adotado para a entrada do capital privado nos aeroportos se arrasta há anos. As demissões de apadrinhados políticos na Infraero, fruto do processo de profissionalização da estatal, irritaram a bancada do PMDB no Senado, que ameaçou criar dificuldades para o governo no Congresso.

Sexta-Feira, 15 de Maio de 2009

Novo Aeroporto

Infraero fará concessão de aeroportos, afirma Jobim
O Estado de S.Paulo - Pedro Dantas, RIO

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que a Infraero não será privatizada e a adoção do modelo de concessão dos aeroportos é uma decisão definitiva do governo. A afirmação foi uma resposta a um estudo encomendado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que recomendou a cisão e a privatização da estatal incumbida de administrar os aeroportos. "O que está decidido exclusivamente é a Anac fazer uma formatação do processo de concessão de aeroportos que não é a privatização.
 
O presidente da República já decidiu que faríamos a concessão de Viracopos, do Galeão e depois