Sob Chuva

Palestra sobre túneis urbanos reúne 40 participantes no IPT

A chuva, que chegou à capital paulista no final da tarde da quinta-feira, 3/12, causou 211km de lentidão no trânisto da cidade e o atraso de uma hora na palestra que discutiu túneis urbanos, no Instituto de Pesquisa Técnologicas. Mesmo com a chuva, o evento contou com 40 participantes no auditório Cid Vinio, do IPT, em São Paulo. “Foi um encontro produtivo, pudemos discutir questões importantes referentes aos túneis urbanos”, afirma Tarcísio Celestino, palestrante e presidente do Comitê Brasileiro de Túneis.
Depois da abertura de Fernando Kertzman, presidente da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE),
Tarcísio Celestino, professor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP) iniciou a discussão sobre túneis urbanos. “Um assunto de extrema importância no atual cenário da engenharia paulista e brasileira”, destaca o engenheiro.
São Paulo está expandindo sua linha metroviária, com a Linha 4 em construção e a Linha 2 sendo ampliada. Além disso, várias outras estão sendo planejadas. O que inquieta Celestino é o fato de que, grande parte dessas obras, não está sendo construída de forma subterrânea. Na opinião do engenheiro, as obras deveriam conter mais trechos subterrâneos. “Os túneis são soluções melhores para muitos dos casos em que estão sendo ingnorados. São opções menos agressivas ao meio ambiente e à arquitetura urbana da cidade, além de, com trajetos menores, em muitos casos, serem mais econômicos”.
Foram apresentadoas estimativas de custos adicionais devido ao acréscimo de trajeto de 1,5 km, na ligação São Judas –  Aeroporto de Congonhas.
Outro assunto que Celestino apontou em sua palestra foi a modalidade de contratação de serviços de engenharia no Brasil. Ele explicou que, ao contrário de países em que as empresas recebem uma nota a cada projeto desenvolvido, o que configura uma espécie de avaliação, no Brasil se contrata pela oferta mais econômica. “Aqui se contrata pelo menor preço e não pela melhor qualidade”, critica. “Em países que prezam pela qualidade, a nota dada à emprensa é levada em conta na hora das próximas licitações”.
“Aqui, na maioria dos casos, o que vale é o menor preço”, lamenta Celestino. “O resultado é que não saem projetos adequadamente elaborados, não se explora a qualidade da engenharia”, completa.
Clique aqui para ter acesso a apresentação de Tarcísio Celestino.