Aeroportp Errado

Cenipa: piloto poderia ter parado avião em outro aeroporto
Laryssa Borges - Direto de Brasília Agencia Brasil

O avião Airbus da TAM que atravessou a pista de Congonhas (SP), bateu em um prédio da mesma empresa e pegou fogo em julho de 2007, matando 199 pessoas, poderia conseguir frear normalmente caso tivesse pousado em outro aeroporto, com maior área de escape e área lateral mais ampla. A hipótese foi confirmada pelo coronel Fernando Camargo, presidente do inquérito sobre o acidente com a aeronave.

Embora o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não tenha elencado a falta de uma maior área de escape em Congonhas como um dos fatores preponderantes para a tragédia, Camargo afirmou que em outros aeroportos, não tão próximos de edifícios, a aeronave poderia ter conseguido parar.

"É possível que se ele fosse para pouso em uma área mais longa e que fosse livre lateralmente que ele tivesse conseguido parar a aeronave sem colidir em nada", disse.

Apesar da possibilidade de ser evitado se o pouso não tivesse ocorrido em Congonhas, o coronel afirmou que "a operacionalidade permitia que ele (avião) pousasse naquela pista naquela situação". "Se considerar tanto a hipótese de falha mecânica quanto de procedimento diferente do previsto (falha humana), não está contemplado nos padrões de operação que uma aeronave saia com essa velocidade lateralmente", disse.

No acidente, o avião da TAM saiu da pista pendendo para a esquerda, cruzou a avenida Washington Luís e se chocou com um posto de combustíveis e com prédio da própria companhia aérea. A pista de Congonhas tem 1.880 m de distância.

Mesmo com a hipótese de, eventualmente, o acidente poder ter sido evitado, o presidente do inquérito sobre a tragédia não soube precisar o tamanho necessário para uma área de segurança e, tampouco, se essa região garantiria a segurança dos passageiros.

"Se for estender para panes que são muito raras, a gente teria que ter um círculo de área incomensurável para conceber que qualquer área estivesse contida. E mesmo assim teríamos caso de uma aeronave se acidentar. Não foi o fato de não ter essa área de escape que contribuiu para o acidente", disse.

Dez fatores O relatório apontou pelo menos dez fatores que contribuíram para o acidente com o Airbus da TAM. O documento listou aspectos operacionais, psicológicos e de projeto, que de alguma maneira levaram à colisão da aeronave com um depósito de cargas da companhia no Aeroporto de Congonhas.

De acordo com a Aeronáutica, a maioria dos fatores que causou o acidente está relacionada com a atuação dos pilotos Kleyber Lima e Henrique Stephanini di Sacco. Segundo o relatório, houve falta de instrução e pouca experiência de ambos, falhas na coordenação de cabine, erro, falta de percepção e perda de consciência situacional dos condutores da aeronave.

Os demais fatores listados são planejamento operacional, inadequação da supervisão gerencial, lacunas na regulação brasileira de aviação civil e falha no avião, que não alertou os pilotos sobre a possibilidade de erros na posição das manetes (alavancas que aceleram a turbina do avião).

A Aeronáutica concluiu que houve deficiências "quantitativa e/ou qualitativa" na formação teórica dos pilotos, feita em cursos por computador, o que permitiu "a formação massiva, mas não garantia a qualidade da instrução recebida".

Sobre as falhas na coordenação de cabine, o relatório aponta que pode ter havido "confusão na comunicação ou no relacionamento interpessoal ou inobservância de normas operacionais", o que fez com que após o pouso, a tripulação não tivesse a percepção do que se passava momentos antes da colisão.

A experiência do piloto Di Sacco foi questionada no relatório. Segundo a Aeronáutica, apesar da larga experiência em jatos comerciais, o piloto tinha apenas 200 horas de voo em aeronaves do modelo A-320.
O único item em que o documento citou a responsabilidade do governo é o que destaca que a falta de regras sobre a proibição de pousos em pista molhada também contribuiu para o acidente. Apesar de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exigir o funcionamento dos reversos (freios instalados na turbina) como condição para pousar em Congonhas desde 2006, a norma só foi regulamentada em 2008, depois do acidente.

Uma falha do Airbus também foi listada pela Aeronáutica entre os fatores que contribuíram para a tragédia. De acordo com a investigação, nenhum comando da aeronave alertava para o pouso com as manetes em posições distintas. Ou seja, é possível pousar com as alavancas em posições opostas sem que os pilotos sejam alertados do risco.

O relatório também citou aspectos como falta de luminosidade, falhas no planejamento de voo, ansiedade e estresse, embora a Aeronáutica afirme que não foi possível comprovar a contribuição desses fatores para o acidente.

Relatório da PF

Familiares das vítimas do voo 3054 da TAM reclamam de relatório da PF
Eles não aceitam a conclusão da PF que culpou os pilotos. Cenipa apresenta relatório 27 meses após o acidente.
Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

Os familiares e amigos das vítimas do voo JJ 3054 da TAM conheceram neste sábado (31) o relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), mas ao sair da apresentação se mostraram indignados com outro relatório, o da Polícia Federal.
A PF vazou informações que indicavam que os únicos culpados pelo acidente que vitimou 199 pessoas em 17 de julho de 2007 foram os pilotos.

Presidente da Associação dos Familiares
Segundo o presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM 3054, Dario Scott, os familiares não descartam culpa dos pilotos, mas não aceitam que eles sejam os únicos responsáveis pelo acidente. 

“Se falarmos simplesmente que a culpa é dos pilotos, estaremos tirando a responsabilidade da empresa aérea, da Airbus, da Anac, que é o órgão fiscalizador”, argumentou. Dario perdeu seu filho Henrique Scott no voo.

Outro familiar, Roberto Gomes, disse que o relatório da Polícia Federal “é pífio”. “Nós não admitimos a culpabilidade apenas dos pilotos a única provável causa apontada pela PF é baseada em probabilidades e não em fatos”, salientou. Segundo ele, os familiares não têm dúvidas que um dos fatores que contribuiu para o acidente foram os problemas mecânicos da aeronave da TAM.

Relatório do Cenipa
O relatório do Cenipa, que não tem por objetivo apontar culpados pelo acidente, produziu 83 recomendações para a Airbus, outras companhias aéreas, para a TAM, para a ANAC, para a Infraero e para o próprio Cenipa. A maior parte das recomendações do relatório produzido pelos militares da Aeronáutica foi para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para quem 33 mudanças foram pedidas. A TAM recebeu pedido de 23 mudanças em seus programas de treinamentos de pilotos, revisão das aeronaves, entre outras.

Falta de treinamento
Aos familiares, o coronel Fernando Camargo, que presidiu a investigação do Cenipa, disse que a TAM cometeu falhas no treinamento dos pilotos. “Um dos pilotos tinha pouca experiência de voo nesse tipo de aeronave”, disse o militar na apresentação do relatório à imprensa fazendo referência ao co-piloto Henrique Di Sacco.

Christophe Haddad, que perdeu sua filha Rebeca Haddad no voo da TAM, disse que neste sábado completa 13 anos do acidente com o avião Focker 100 da mesma companhia e que o relatório do Cenipa sobre aquele acidente já havia recomendação para que a TAM melhorasse o treinamento dos pilotos.

“Há 13 anos tivemos o acidente com o Focker 100 da TAM e a recomendação de melhorar o treinamento dos pilotos foi feita pelo mesmo Cenipa. Recomenda-se, recomenda-se, recomenda-se, mas a companhia TAM não muda”, dizia indignado após a apresentação dos militares. Segundo ele, o coronel foi claro ao dizer aos familiares que “o treinamento dos pilotos da companhia é deficiente”. “Milhares de pessoas estão voando em aviões da TAM com treinamento deficiente para os pilotos. Até quando isso vai continuar”, concluiu.

Pai do piloto
Rafael Di Sacco, pai do co-piloto Henrique Di Sacco, também assistiu a apresentação do Cenipa e criticou o relatório da Polícia Federal. “É uma canalhice e quem produziu o relatório é um canalha”, disse. Segundo ele, o Cenipa “fez um trabalho muito sério”, mas não pode apontar culpados “porque senão os militares não conseguem promoções”. 

Trem Bala

Comitê aponta erros em túneis e sobrepreço em obra do trem-bala
da Folha de S.Paulo


O CBT (Comitê Brasileiro de Túneis) aponta erros e até sobrepreços nos valores dos túneis do primeiro trem-bala brasileiro. Segundo o presidente do CBT, Tarcísio Barreto Celestino, não há consistência técnica no estudo da ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas, que deve custar R$ 35 bilhões.

Celestino afirma que é a favor do empreendimento, mas diz temer que a obra seja realizada sem embasamento técnico. "O custo dos túneis na área rural está 46,1% mais caro do que na área urbana", diz, ao citar uma das inconsistências do estudo requisitado pelo governo Lula e que deverá embasar a contratação da empresa responsável pela construção e operação do trem-bala.

A meta do governo é licitar a obra nos próximos meses para que ela seja entregue até 2015, antes da Olimpíada do Rio. A avaliação do CBT --integrado por alguns dos principais especialistas da área-- foi apresentada na quarta-feira (28) em debate no Instituto de Engenharia.

Para Celestino, as incoerências nos valores em relação à realidade do mercado indicam que, na prática, os gastos do trem-bala poderiam ficar muito abaixo da estimativa.

O comitê, assim como outras instituições de engenharia (que contestam também as projeções de demanda), questionam a decisão do governo federal de lançar a concorrência sem fazer antes um projeto básico do empreendimento --procedimento corriqueiro do setor público, por exemplo, ao construir uma linha de metrô.

Eles alegam que, sem um detalhamento confiável, os riscos serão muito grandes --tanto de imprevistos na execução da obra como nos preços.
Além da diferença de valores nos túneis em áreas urbana e rural, Celestino diz que, na projeção do governo, há túneis com diâmetros maiores que custam menos do que os de diâmetros menores e que a técnica usada para a perfuração também apresenta incongruências.

4 militares e 7 funcionários

30/10/09
FAB divulga nomes da tripulação do avião desaparecido na Amazônia
Quatro militares estavam a bordo, além de sete funcionários da Funasa. FAB diz que não houve avistamento do avião pelas equipes de resgate.
Do G1, em Brasília

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Foto: Divulgação/FAB
 
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta sexta-feira (30) os nomes da tripulação do avião que desapareceu na Amazônia. 
 
Os militares são: 1° Tenente Carlos Wagner Ottone Veiga; 2° Tenente José Ananias da Silva Pereira; Suboficial Marcelo dos Santos Dias; e 1° Sargento Edmar Simões Lourenço. 
 
Além dos militares, a aeronave levava também sete funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
A FAB informou na noite desta quinta-feira (29) que recebeu um sinal de emergência do avião 58 minutos após a decolagem. A aeronave seguia de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM).
Ainda de acordo com a Força Aérea Brasileira, com base nas últimas informações, foi possível estabelecer uma área para o início das buscas. Até o momento, não houve avistamento da aeronave. 
Operação de vacinação
A enfermeira coordenadora da saúde indígena do Distrito de Alto Rio Juruá, Isna Silveira, informou ao G1 que a equipe voltava para Tabatinga (AM) e pegaria um barco até Atalaia do Norte (AM), onde vivia. 
 
 mail Rota da aeronave (Foto: Editoria de Arte/ G1)
A equipe da Funasa havia usado o município de Cruzeiro do Sul como base para a operação de vacinação realizada no Vale do Javari, também em Atalaia do Norte (AM). Segundo a enfermeira, a equipe chegava mais rápido ao local das aldeias partindo de Cruzeiro do Sul. “Eles saíram das aldeias e chegaram ontem aqui em Cruzeiro do Sul. Nós nos despedimos e eles voltaram para o Amazonas hoje de manhã. É terrível, porque criamos um vínculo. Estamos muito abalados”, afirmou Isna. A enfermeira conta que a equipe é composta por dois homens e cinco mulheres, entre elas, uma gestante. Dois integrantes do grupo eram enfermeiros e os outros, técnicos em enfermagem. A operação de vacinação teve início no dia 16 de outubro . O grupo seguia com helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) e era deixado em aldeias da região do Vale do Javari para aplicar as vacinas de rotina e também doses especiais. A cada três dias, a aeronave da FAB voltava às aldeias para resgatar o grupo e levar para outras comunidades.
Desaparecimento
O avião Cessna C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) desapareceu na região da Amazônia, na manhã desta quinta-feira (29). 
De acordo com o professor de aeronáutica Cláudio Roberto Scherer, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o C-98 Caravan é usado para transporte, tanto na aviação civil quanto na militar. "É uma aeronave de turbo-hélice pequena, usada para levar poucas pessoas em trajetos curtos", explica. O comandante Renato Nascimento, ex-piloto da FAB e hoje na aviação civil, afirma que a aeronave "não tem muitos recursos". "É um aviãozinho pequeno, monomotor. O problema com o monomotor é que se o motor falha, você não tem outro", explica.

 

Morumbi em Impase

Para Fifa, Morumbi só serve até as oitavas da Copa 2014
Último relatório da federação se baseia no projeto final apresentado em setembro
site - Copa 2014

O impasse entre a Fifa e o Comitê paulista da Copa continua. Relatório da federação divulgado no começo da semana sobre as doze cidades-sede do Mundial diz que o estádio do Morumbi está apto a receber, no máximo, jogos até as oitavas de final do campeonato, informa o jornal “Folha de S. Paulo”.
Com a intenção de sediar a abertura do Mundial, o São Paulo Futebol Clube (SPFC) afirmou ter recebido a informação “com tranquilidade”. A decisão da Fifa não é definitiva e o clube afirmou que está trabalhando para adequar o estádio às exigências da entidade. Para reformular o projeto do Morumbi, o clube contratou em agosto o escritório alemão GMP, que projetou arenas para os Mundiais da Alemanha e da África do Sul.

O SPFC vai pedir uma reunião com representantes do Comitê Organizador Local da Copa (COL) para entender onde o projeto pode ser aprimorado. "Respeitamos a opinião da Fifa e vamos trabalhar duro para que daqui a três anos essa posição de hoje seja alterada", disse o presidente do clube Juvenal Juvêncio.

No relatório, o COL mostrou disposição para conversas e prometeu ajudar no aprimoramento técnico do estádio para que, na visão da Fifa, ele possa estar apto à abertura da Copa.

Manobra salva 128 passageiros

Piloto arremete e evita acidente no aeroporto JK
Da redação do clicabrasilia.com.br

Uma manobra realizada pelo piloto do voo 1846 da GOL evitou um grave acidente no aeroporto Juscelino Kubitschek , em Brasília, na tarde de hoje (30). Quando a aeronave se preparava para o pouso foi obrigada a arremeter para não colidir com outra que decolava no mesmo momento.

A torre de comando autorizou a aterrissagem do Boeing 737-700 da GOL no mesmo instante e pista em que um Airbus da TAM foi liberado para decolar. O voo 1846 da GOL vinha de Guarulhos (SP) e transportava 128 passageiros.

Isso é uma Vergonha!

PF encerra inquérito do acidente da TAM e não aponta culpados
Entendimento diverge do da Polícia Civil de SP, que recomendou 10 indiciamentos; Cenipa ainda não concluiu análise
Bruno Tavares para O Estado de S.Paulo

Após dois anos e dois meses de investigação, a Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o acidente com o voo 3054 da TAM sem apontar culpados pela maior tragédia da aviação brasileira, que deixou 199 mortos em 17 de julho de 2007. O relatório final, enviado na sexta-feira à 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, não traz nenhum indiciamento. O Ministério Público Federal (MPF) tem agora três alternativas: arquivar o caso, pedir novas diligências ou oferecer denúncia contra quem considerar responsável pelo acidente, independentemente do relatório da PF. O inquérito corre sob segredo de Justiça. Por orientação do delegado Leandro Daiello Coimbra, superintendente regional da PF, o inquérito foi conduzido com discrição. Daiello não queria tumultos nem interferências no decorrer da apuração. Exigiu uma abordagem "eminentemente técnica". A PF alega não ter encontrado nexo de causalidade que vinculasse a tragédia às pessoas que, de alguma forma, tinham responsabilidade sobre o aeroporto, o avião ou o setor aéreo. Na prática, a conclusão é de que o acidente teria sido causado exclusivamente por um erro dos pilotos do Airbus A320. As caixas-pretas do avião indicam que os comandantes Kleiber Lima e Henrique Stefanini di Sacco manusearam os manetes (aceleradores) de maneira diferente da recomendada. Um deles permaneceu na posição de aceleração, deixando a aeronave desgovernada. O jato varou a pista do Aeroporto de Congonhas, cruzou a Avenida Washington Luís e bateu no prédio da TAM Express a 175 km/h. O entendimento da PF diverge do da Polícia Civil paulista e do Ministério Público Estadual (MPE). Em novembro de 2008, a polícia indiciou dez pessoas, incluindo os ex-presidentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira. Os envolvidos foram enquadrados por atentado contra a segurança de transporte aéreo, crime tratado como de competência federal. Por ter havido mortes, a pena é equiparada à do homicídio culposo - até 6 anos de detenção. Cinco dias depois, o juiz Helio Narvaez, da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara, suspendeu o indiciamento por risco de duplo indiciamento, uma vez que a PF também apurava a tragédia, mas não havia concluído o inquérito. No parecer em que encaminhava os autos à Justiça Federal, o promotor Mario Luiz Sarrubbo recomendou a responsabilização de 11 pessoas - praticamente todos os indiciados na polícia, exceto dois funcionários da Infraero encarregados de medir a lâmina d"água na pista. Por outro lado, incluiu três funcionários da TAM. Embora as Polícias Civil e Federal tenham elaborado laudos periciais sobre o desastre, o relatório técnico do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao comando da Aeronáutica, é tido como a referência para se estabelecer as causas do acidente. O texto está em fase final de elaboração, mas não há prazo para ser concluído. O MPF deve reiterar o pedido de acesso ao material, apesar de os militares relutarem em ceder as investigações para processos judiciais. A Aeronáutica prega que as apurações têm caráter preventivo e não punitivo. "O fim das investigações demonstrou aquilo que a empresa já aguardava, ou seja, a ausência de qualquer responsabilidade por parte de seus funcionários, quer aqueles responsáveis pela manutenção e controle de voo ou por aqueles responsáveis pela pilotagem do avião", declarou o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende a TAM. O presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054, Dario Scott, se disse decepcionado. "Esperava mais do inquérito da PF, pois existe muita responsabilidade de TAM, Anac e Infraero. Além disso, a PF desrespeita todo o trabalho feito pela Polícia Civil de São Paulo." COLABOROU MÔNICA CARDOSO

Monotrilho

SP abre licitação para 'metrô da Copa' até fim do mês
De Agencia Estado São Paulo
 
O secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, João Paulo Lopes, afirmou hoje que o Estado vai abrir licitação para a construção da Linha Ouro do metrô até o fim de outubro.
 
A linha, de 21 quilômetros de extensão, faz parte dos investimentos de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014 e vai ligar o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi.

A Linha Ouro vai custar R$ 3,3 bilhões no total. O governo estadual solicitou ao governo federal R$ 2,4 bilhões dentro dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.

A linha terá trem de superfície do tipo monotrilho que ocupará o canteiro central de avenidas da região. Segundo Lopes, o projeto reduz custos com desapropriações e torna a execução da obra mais rápida.

A previsão de entrega da primeira etapa, que vai ligar a Estação São Judas do metrô ao Aeroporto de Congonhas, é dezembro de 2010. A linha completa, passando pela Estação Morumbi da CPTM, e pela futura Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4 do metrô, deve ser concluída até 2012.
 
Segundo o secretário-adjunto, a Linha Ouro terá capacidade para transportar até 300 mil pessoas por dia.