Bagagem Extraviada

TAM condenada a pagar indenização por danos morais e materiais a passageira
Portal Verdes Mares / TJCE

A TAM - Linhas Aéreas S.A foi condenada nesta terça-feira (23) a pagar indenização de R$ 17.500,00 a título de danos morais, e R$ 11.300,00 por danos materiais, para a passageira F.K.D.S..
Entenda o caso

A cliente adquiriu passagens com destino a São Paulo e Buenos Aires, onde faria exames médicos. A requerente embarcou com um menor, que a acompanharia durante a viagem. O problema começou quando a passageira estava fazendo conexão de voos na cidade de São Paulo. Como ela não portava autorização dos pais para viajar com o menor, foi impedido pela Polícia Federal de embarcar. O menor ficou retido durante todo o dia no aeroporto de Congonhas até ser mandado de volta para Fortaleza em outro voo.
Segundo a passageira, esse fato foi provocado pela ausência de informação, por parte da empresa, sobre o procedimento de embarque de menores. Ela afirma que foi informada, no balcão da companhia, de que só precisaria apresentar a Carteira de Identidade do menor para que ele embarcasse, tanto para São Paulo como para Buenos Aires.
Mesmo com o contratempo, a requerente embarcou para Buenos Aires. Ao chegar lá, outro problema: uma de suas malas havia desaparecido. Quando retornou a São Paulo, ela abriu um processo interno na TAM e registrou um Boletim de Ocorrência no aeroporto de São Paulo.
Passageira vence processo
Na decisão, o juiz Onildo Antônio Pereira da Silva, da 4ª Vara Cível reconheceu que a “autora não teve o retorno de sua bagagem que fora extraviada, e nem fora indenizada por esse fato, verificando-se que a requerente obteve perdas materiais com a perda de sua bagagem”.
O magistrado afirmou que F.K.D.S. sofreu também danos morais porque “não só teve sua bagagem extraviada, como também não teve o amparo técnico e o apoio da empresa para a solução e reparação de seu prejuízo no decorrer da viagem”.

Seu Direito

Anac anuncia mudanças
Agência Estado

Informação sobre o espaço disponível na poltrona do avião antes de comprar o bilhete. Direito a lanchinho ou reembolso em caso de atraso no voo. Novas empresas em Congonhas. O mês de março foi movimentado para o setor aéreo brasileiro. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Defesa anunciaram mudanças para melhorar a vida dos passageiros e preparar o País para os dois grandes eventos esportivos da próxima década, Copa e Olimpíada.
Algumas novidades passam a valer já em abril. Outras devem virar realidade em até um ano - e as maiores mudanças têm data de implementação indefinida. A seguir, um resumo das alterações, com prazos para serem cobrados dos responsáveis.

Atraso e cancelamento

Passageiros de voos atrasados, cancelados ou interrompidos terão prioridade (em relação a quem ainda não comprou passagem) na primeira aeronave que siga para o destino, mesmo que seja da concorrente. Se o viajante preferir, a empresa é obrigada a fornecer transporte complementar até o destino final. Atraso superior a 4 horas dá direito a desistência e reembolso imediato pela passagem quitada - no caso de pagamento em parcelas, a devolução depende da política da operadora do cartão.
Os inconvenientes serão amenizados com direito a comunicação por telefone ou internet (após 1 hora de atraso), alimentação (2 horas) e sala vip ou hotel (de 4 horas em diante) Passageiros a bordo do avião parado no pátio terão os mesmos benefícios.
As regras valem também para o overbooking, quando a empresa vende mais passagens que os assentos disponíveis no avião.  O descumprimento das novas normas resulta em multa às companhias no valor de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Quando e de quem cobrar

A partir de junho, da Anac.

Novos voos

O aeroporto de Congonhas vai ganhar mais 101 voos. Hoje, um movimento (pouso ou decolagem) é registrado a cada dois minutos. Por sorteio, a Anac redistribuiu os horários (conhecidos como slots), o que abriu espaço para Azul, NHT e Webjet se juntarem a Gol, TAM e Ocean Air, que já operam em Congonhas. Assim, o total de horários aumentará dos atuais 2.984 por dia para 3.186.
Você deve estar pensando em mais atrasos e filas. Não necessariamente. "O impacto será pequeno porque a maioria dos novos horários se concentra nos fins de semana", diz o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Especialistas dizem que o aeroporto não está sobrecarregado (hoje, são 37 mil passageiros por dia), já que o número de voos por hora caiu de 44 para 32 após o acidente com o voo 3054 da TAM, em 2007. É esperar e conferir.

Quando e de quem cobrar

As empresas aéreas vão apresentar suas novas rotas em abril.

"Puxadinhos"

O aeroporto de Cumbica ganhará três estruturas provisórias de metal e vidro e aumentará a área do terminal de passageiros enquanto as obras de ampliação não saem do papel. Os "puxadinhos" serão usados para embarque, desembarque e estacionamento e devem crescer em 3 milhões o número de passageiros a cada ano - atualmente, 21,7 milhões. Viracopos, em Campinas, e Galeão, no Rio, também receberão as estruturas.

Quando e de quem cobrar

Os módulos provisórios serão instalados até janeiro. As reformas, diz o Ministério da Defesa, ficam prontas antes da Copa de 2014.

Poltronas

Como fica: Mais de dois anos depois de o ministro da Defesa, Nelson Jobim, do alto de seus 1,90 metro, reclamar em público do aperto nas classes econômicas das aeronaves de companhias aéreas brasileiras, a Anac criou uma etiqueta para classificar a distância entre as poltronas. São cinco faixas, de A a E, da mais espaçosa para a mais apertada. As medidas foram definidas de acordo com o corpo do brasileiro médio. A classificação deverá ser mostrada nos sistemas de venda de passagens e também colada nos aviões. Aeronaves classificadas na categoria A receberão selo de qualidade.

Quando e de quem cobrar

Março de 2011 é a data limite para as companhias aéreas fazerem as adaptações necessárias.

Outro Lado

Infraero diz que órgãos tentam se adaptar
DA REPORTAGEM LOCAL

A Infraero afirmou que todos os órgãos envolvidos com a operação de Congonhas estão trabalhando para "equacionar a exigência de alteração dos horários" de funcionamento.
Os alvarás de funcionamento do parque de abastecimento dos aviões, outra exigência imposta pela licença ambiental, também estão sendo providenciados, diz a estatal.
O ruído dos testes de motores, que costuma incomodar a vizinhança do aeroporto, também é uma das preocupações da Infraero, afirma ela.
Hoje, os testes ocorrem das 7h às 22h, na pista auxiliar, um local que afeta pouco as residências da região, diz a estatal.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) é quem autoriza os voos em Congonhas. A agência informou que vai tomar as devidas providências assim que a Infraero pedir a redução do expediente do aeroporto, o que não tem data para ocorrer.
Sobre o limite das operações a cada hora em Congonhas, medida que visa a segurança, a Aeronáutica informa que não há negligência. O órgão é responsável pelo controle do tráfego aéreo no país.
O número de 34 operações (30 para a aviação comercial e quatro para a executiva) por hora, de acordo com o órgão, leva em conta a infraestrutura aeroportuária, a autorização dos voos dada pela Anac e a capacidade humana de controle do tráfego aéreo no aeroporto.
Essa quantidade de voos, diz a secretaria de imprensa militar, é a ideal para que não ocorram atrasos e para que toda a "obrigação com a sociedade brasileira" seja cumprida.
Existem até períodos, segundo os responsáveis pelo tráfego aéreo no país, em que há minutos ociosos em Congonhas, os quais acabam sendo usados de acordo com a necessidade. Apesar de antigo -foi inaugurado em 1936-, o aeroporto nasceu muito antes das exigências ambientais. Só nesta década é que as discussões de licenciamento ambiental começaram. (RG e EG)

Depoimento

Em Congonhas, paciência chega ao céu antes de mim
DANILO GENTILI ESPECIAL PARA A FOLHA  Eu sei que Congonhas foi construído com a intenção de prover São Paulo com um aeroporto que não estivesse sujeito às enchentes do Tietê, como ocorria no Campo de Marte.
O que não eu sei é se foi uma boa troca. Minha chance de sobreviver num pouso na água é bem maior do que na pista de Congonhas. Ainda prefiro chegar ao Campo de Marte do que ir pro espaço.
Por causa da superlotação das pistas e do histórico de acidentes, dá medo pousar lá. Tenho a impressão de que, se antes de pousar eu pedir água, a aeromoça vai chegar aspergindo ela sobre mim.
Se houvesse atentados terroristas no Brasil, o sequestrador diria: "Se não libertarem meu líder, vou fazer esse avião pousar em Congonhas".
Mas não é só isso. Qualquer voo lá atrasa mais que o aluguel do Seu Madruga. Nas raras vezes que chego a Congonhas e meu avião está programado para sair no horário exato, ele atrasa porque chove. Nesse aeroporto me sinto numa verdadeira rodoviária.
Quando eu entro naquele ônibus que leva a gente pro avião, meu impulso é sempre perguntar pro motorista se ele vai parar no Graal.
Sempre que preciso viajar por Congonhas, tenho inveja da minha paciência, pois ela chega ao céu muito antes do que eu.

DANILO GENTILI é humorista e um dos apresentadores do programa "CQC", da Bandeirantes

Por Que Lá e Não Aqui?

Viracopos pode sofrer limitações
Por Correio Popular


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) admitiu que pode limitar as operações no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, se não houver obras de ampliação da infraestrutura que acompanhem o aumento da demanda de passageiros. A limitação, que poderá ser aplicada no final do ano, deverá ocorrer também nos aeroportos de Brasília, Confins (Belo Horizonte), Salvador e Fortaleza, informou a presidente da agência, Solange Vieira, durante o Fórum Panrotas, que reuniu representantes do governo e do setor de turismo na Capital.
 
Atualmente, Viracopos realiza 190 operações de pouso e decolagem por dia.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que não há risco de o aeroporto ser obrigado a segurar o crescimento de voos e passageiros por causa da infraestrutura.

Segundo a estatal, o atual terminal ainda comporta aumento de demanda de passageiros e a empresa tem montado um plano emergencial na possibilidade de existir um crescimento acima do previsto, que são os módulos operacionais provisórios (MOPs).

O aeroporto receberá dois módulos que permitirão a ampliação provisória da capacidade de atendimento de passageiros do terminal dos atuais 3,5 milhões para 6 milhões anuais. Não há previsão de quando serão implantados, mas se o volume de passageiros continuar crescendo no ritmo de janeiro e fevereiro, a saturação poderá ocorrer em cinco ou seis meses.

Em janeiro e fevereiro passaram por Viracopos, em média, 410 mil passageiros por mês.

Além das obras emergenciais, a Infraero informou que aguarda a liberação da licença ambiental para iniciar as obras definitivas de ampliação do aeroporto, com a construção da segunda pista e novos terminais. A empresa, no entanto, ainda não encaminhou à Secretaria Estadual de Meio Ambiente a resposta a um extenso questionário feito sobre as obras, com as propostas de alterações no projeto original para minimizar o impacto ambiental.

“Posso garantir que não haverá excesso de capacidade operacional esse ano, por que estaremos limitando os aeroportos. Até dezembro devemos estabelecer limites para os aeroportos de Brasília, Confins, Salvador, Fortaleza e Viracopos”, disse a presidente da Anac. “As companhias poderão se planejar melhor e o setor terá um instrumento para as autoridades tomarem as decisões sobre futuros investimentos”, acrescentou.

Atualmente, os aeroportos de Congonhas e Guarulhos operam com limites de voos determinados pela agência.

A assessoria da Anac não informou qual será o limite imposto a Viracopos, mas que hoje o aeroporto opera com número menor de voos do que a agência poderá determinar. O problema é que se não houver obras de ampliação, o limite poderá ser atingido até o final de 2010.

Segundo a presidente da Anac, a concorrência no setor aéreo beneficiou os passageiros com uma redução de preços que chegaram, em alguns casos, a 40%. “Vemos aí a importância e o impacto da concorrência no setor”, disse. O problema, segundo Solange, é que a tendência pode se reverter esse ano devido aos problemas de infraestrutura aeroportuária. “A barreira da infraestrutura de entrada poderá pressionar os preços das passagens aéreas esse ano.”

Quando a Infraero elaborou seu plano diretor em 2007, projetou para 2010 um volume de 1,4 milhão de passageiros — núme que chegou a 3,36 milhões.

Em Tempo

Infraero vai instalar terminais provisórios nos aeroportos para atender alta de demanda
CIRILO JUNIOR da Folha Online, no Rio

A Infraero, empresa responsável pela administração dos aeroportos brasileiros, começará a construir ainda este ano terminais provisórios no aeroporto de Guarulhos, para suprir o crescimento da demanda, até que obras de expansão fiquem prontas.
O presidente da estatal, Murilo Marques Barboza, informou nesta sexta-feira que três módulos provisórios serão instalados no aeroporto paulista, podendo receber até 3 milhões de pessoas.
"A licitação já está na rua. A construção de cada módulo leva cerca de dez meses. Então, teremos um primeiro módulo pronto no ano que vem", afirmou, após participar de cerimônia relativa à assinatura de protocolo de intenções para a instalação de unidades judiciárias nos aeroportos das 12 cidades sede da Copa de 2014.
Estão previstos mais dois terminais provisórios no aeroporto de Brasília, e um ou dois módulos no aeroporto Tom Jobim, no Rio. Barboza não detalhou os investimentos nessas construções provisórias, mas destacou que estão programados investimentos de R$ 8 bilhões nos aeroportos brasileiros até 2014, sendo R$ 6 bilhões somente nas 12 cidades que abrigarão jogos da Copa do Mundo que será realizada no Brasil.
Os módulos poderão ser transferidos para outros aeroportos. A medida da Infraero visa se antecipar ao aumento da demanda previsto para os próximos anos, especialmente em função da realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 no país.
A diretora presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, declarou que será feito, este ano, um novo estudo para definir a limitação de capacidade dos aeroportos brasileiros.
A executiva comentou ainda que tem uma boa expectativa em relação ao comportamento do mercado aéreo em 2010. Na avaliação da diretora, o movimento de passageiros deverá apresentar crescimento, pelo menos, semelhante ao que foi verificado no ano passado -- 17% de elevação.
"Esperamos um crescimento equivalente ao do ano passado. A variável será a questão do preço", observou.
Presente ao evento, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, voltou a fazer duras críticas às condições atuais dos aeroportos brasileiros. Para ele, são necessárias obras para atender eventos que já serão feitos no país a partir de 2011.
"É um problema muito sério que tem que ser levado a sério, e temos, de qualquer maneira, que preparar os aeroportos para a Copa do Mundo. Já no ano que vem, no final, temos um megasorteio de todas as chaves das eliminatórias, envolvendo todos os países".

Primeiro Mundo

Norma da UE dá duas horas às companhias aéreas para darem lista de passageiros em caso de acidente
Presstur

A União Europeia vai obrigar companhias aéreas a entregar as listas de passageiros no prazo de duas horas em caso de acidente.

Os ministros de transporte dos 27 países chegaram hoje a acordo para uma nova norma que pretende melhorar a investigação dos acidentes aéreos e que irá obrigar as companhias aéreas a entregar a lista de passageiros às entidades competentes nas duas horas seguintes à notificação de acidente sendo esta divulgada após informação a todos os familiares ou mantida confidencial caso os Estados Membros o decidam, diz a imprensa internacional.

A nova norma irá criar uma Rede Europeia de Autoridades de Investigação sobre a Segurança na Aviação Civil que irá coordenar e consolidar a cooperação entre os Estados-membros, a Comissão e a Agência Europeia de Segurança Aérea e desempenhar tarefas como a harmonização de acções de formação.

As investigações dos acidentes irão continuar a ser da competência nacional mas o país poderá pedir apoio à Rede para questões especializadas.

O novo regulamento vai obrigar as autoridades civis e judiciais encarregadas de investigar um acidente aéreo a fazerem acordos prévios de coordenação entre si.

A norma está dependente de ratificação, devendo a aprovação final e votação no Parlamento acontecer em Julho e pretende reforçar o cumprimento das recomendações de segurança resultantes das investigações sobre acidentes e vai estabelecer como obrigatório a avaliação de cada recomendação, responder num prazo máximo de 90 dias e justificar qualquer negação à sua aplicação, bem como propõe-se criar uma base de dados europeia de recomendações de segurança.
No que diz respeito às vítimas a norma vai assegurar os seus direitos através de normas comuns de prestação de ajuda rápida e organizada, devendo as vítimas e famílias ter informação fidedigna sobre o decurso da investigação.

Selo Anac

Anac cria selo para informar espaço entre poltronas no avião
Fonte: Redação Terra

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quarta-feira que criou um selo para avaliar o espaço útil entre as poltronas dos aviões de companhias aéreas brasileiras. A medida deve entrar em vigor em março de 2011 e a classificação feita em letras, sendo A o maior espaço e E o menor, deverá ser mostrada ao passageiro no momento da compra do bilhete.
Segundo a agência reguladora, o objetivo da medida é que o passageiro leve em conta também este critério no momento de escolher sua companhia aérea. As faixas criadas pela Anac são A (mais de 73 cm); B (de 71 cm a 73 cm), C (de 69 cm a 71 cm), D (de 67 cm a 69 cm) e E (menos de 67 cm). A aeronave que se enquadrar na categoria A receberá também o "Selo Anac", que atesta o "melhor espaço útil oferecido no mercado".
A norma é obrigatória para todas as empresas que operam voos regulares com aviões com mais de 20 assentos, segundo a Anac. As companhias terão até setembro de 2010 para enviar a documentação com a medição das aeronaves e mais seis meses, no máximo, para adotar a etiqueta informativa no sistema de reservas.
A metodologia da Anac para a medição do espaço útil entre os assentos determina a distância mínima entre a almofada de apoio para as costas de um assento e do encosto do assento posterior ou de outra estrutura fixa na frente. As poltronas têm que estar na posição vertical, como no momento da decolagem, e 75 mm acima do assento do banco.
Para a definição das faixas da etiqueta, a agência reguladora tomou por base a medição realizada em 5,3 mil passageiros, de 15 a 87 anos, nos 20 principais aeroportos brasileiros. Na média, a medida glúteo-joelho dos passageiros no Brasil varia entre 55 cm e 65 cm.
A etiqueta vai informar sempre o espaço na classe econômica, para as aeronaves que fazem voos domésticos ou internacionais, disse o órgão. As fileiras de assentos próximas às saídas de emergência e nos afunilamentos da fuselagem não serão medidas, já que nelas o espaço é diferente do restante da aeronave, detalhou a Anac.
Segundo o órgão, sempre que ocorrerem modificações na configuração da aeronave, a empresa aérea deverá realizar uma nova medição para atualização dos dados. De acordo com a Anac, inspetores da agência irão fiscalizar o cumprimento das normas do programa e autuarão as companhias caso o selo ou a etiqueta forem utilizadas de forma inadequada e não corrigirem a informação em até 30 dias.

Cias Aéreas Detalham Promoções

Comissão aprova nova regra para publicidade de promoção em voos

Proposta obriga as companhias aéreas a divulgar, por exemplo, a quantidade de assentos com preços promocionais em cada voo e o período de validade da promoção.

Luiz Xavier


Eliseu Padilha: .

A Comissão de Viação e Transportes aprovou hoje o Projeto de Lei 730/07, do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), que obriga as companhias aéreas a divulgar a quantidade de assentos com preços promocionais. De acordo com o texto aprovado, tanto o consumidor quanto a Agência Nacional de Aviação Civil deverão ser informados sobre o número de assentos disponíveis em cada voo, o período de vendas, o preço da tarifa, o período de validade da promoção e demais regras tarifárias.
O relator do projeto, Eliseu Padilha (PMDB-RS), explica que o Brasil tem uma legislação bastante avançada no que diz respeito à proteção e defesa do consumidor. "As empresas, de uma maneira geral, têm divulgado as suas promoções de uma forma bastante detalhada. Essa prática, entretanto, não vem sendo aplicada no setor aéreo, onde as companhias divulgam os preços promocionais sem informar a quantidade de assentos disponíveis em cada trecho", reclama o deputado.
O autor da proposta explica que o objetivo é disciplinar a oferta de bilhetes aéreos com tarifas promocionais e oferecer o máximo de informações ao usuário nas peças publicitárias. "É necessário elevar o grau de transparência nas relações de consumo entre o transportador aéreo e os passageiros", argumenta o autor.
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., já foi
aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Eficiência

Público, gratuito e ruim
Carlos Alberto Sardenberg O Estado de S.Paulo - Economia

Aeroportos - Hoje é praticamente tudo estatal. As tarifas de embarque e operação são caras, mas os serviços estão longe de eficientes. É preciso ampliar os aeroportos existentes e construir novos, mas os investimentos atuais, públicos, do PAC, mal dão para um quebra-galho. Em resumo, trata-se de um fracasso, cada vez mais evidente na medida em que o País cresce e aumenta a demanda de passageiros e carga. Com a aproximação da Copa e da Olimpíada, a situação é simplesmente crítica. E o que faz o governo? Não sabe. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que manda na Infraero, a estatal que administra os aeroportos, havia anunciado planos de abrir o capital da empresa, vender ações em bolsa e assim levantar o dinheiro necessário para novos investimentos. Era uma ideia interessante, mas ficou por aí. Também parecia, num dado momento, que a privatização - pelo sistema de concessão a empresas privadas de aeroportos atuais ou a construir - era uma hipótese bem-vista na assessoria de Jobim. O governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu esse tipo de privatização, e urgente, para o Galeão. Mas também não andou. Aqui houve uma curiosa mistura de doutrina de segurança militar e ideologia estatizante. Para oficiais da Aeronáutica, a aviação, sendo estratégica para a defesa, pois o País pode ser alvo de um ataque aéreo, tem de ser controlada pela Força Aérea. Para um certo pensamento político, a aviação é estratégica para a economia local, por isso tem de estar em mãos nacionais e estatais. Ora, o fato de um aeroporto ser administrado por uma companhia privada não impede que a Aeronáutica cumpra suas funções de segurança. E, se é estratégico para a economia, não se conclui daí que tenha de ser estatal, mas eficiente. Por outro lado, a experiência internacional mostra que há aeroportos privatizados, de diferentes maneiras, que funcionam muito bem. Mas como fazer isso num momento em que o presidente Lula está entusiasmado com a criação de estatais e numa campanha em que o investimento público via PAC é uma bandeira? Dá num absurdo. Temos um setor inteiramente estatal que é um fracasso, um obstáculo ao crescimento do País, uma ameaça à Copa e à Olimpíada, mas que não pode ser privatizado para não atrapalhar o quê? Mais estatização! *Carlos Alberto Sardenberg é jornalista E-mail: sardenberg@cbn.com.br

Precária

Fiscalização das aeronaves é frágil e provoca riscos em MT
Fernando Duarte - Da Redação Jornal A Gazeta


Com frequência, problemas em aeronaves em Mato Grosso passam à margem do conhecimento da Aeronáutica ou da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Apesar da legislação brasileira exigir que todos os casos de incidentes aéreos sejam relatados aos órgãos competentes, nem sempre isso acontece. Mato Grosso tem a segunda maior frota do Brasil, com 964 aeronaves, perdendo apenas para São Paulo que possui mais de 3,6 mil. A quantidade de aviões justifica-se pelas dimensões do Estado e pelas grandes lavouras que necessitam de defensivos agrícolas. E as aeronaves agrícolas e os aviões particulares são os responsáveis pela maioria dos 63 acidentes registrados nos últimos 10 anos (1999 a 2009). O mais recente problema que não foi relatado ocorreu em Aripuanã (1.002 km a noroeste de Cuiabá), onde um bimotor Bandeirante apresentou uma avaria em uma das rodas do trem de pouso no dia 25 de fevereiro. Dois dias antes, o mesmo avião, pertencente a empresa Gensa com sede em Campo Grande (MS), apresentou situação semelhante no Aeroporto Marechal Rondon. Neste caso, no momento do pouso, o pneu esquerdo perdeu um parafuso com o impacto e a aeronave (com 15 passageiros) saiu da pista. Esse fato só foi descoberto porque havia uma equipe de reportagem de A Gazeta na aeronave, que pôde fazer um registro fotográfico e relatar detalhes do caso. "Não dá para saber quantos problemas ocorrem no interior do Estado. É o piloto que faz o relatório", disse o funcionário de uma empresa aérea que não quis se identificar. Quando ficou sabendo que o problema com o bimotor no Marechal Rondon não foi relatado, um piloto com mais de 15 anos de experiência estranhou o fato. "Não pode ser. Deve ter alguma coisa errada aí, eles tinham que saber, alguém tem que informar. Se há um problema, deve ser feito o relatório e até fotografar o que foi afetado para registro". Outro funcionário de uma empresa de aviação explicou que "não tem como" os órgãos responsáveis deixarem nem mesmo um representante para cada pista homologada no país e, por isso, a informação é enviada somente pelo piloto. "O que tem que mudar não é a legislação, mas a cultura dos comandantes e dos proprietários das aeronaves. O piloto pensa que só porque informou tal incidente, vão cassar o registro dele ou reter a aeronave. Isso não acontece assim". Investigação - O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Sexta Região (Seripa VI) está levantando dados sobre o acidente com o bimotor em Cuiabá. O chefe do órgão (que é vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - Cenipa), Roberto Alves, afirmou que não houve comunicação com o setor sobre o acidente em Cuiabá e lembrou que "infelizmente" isso ocorre com frequência. Alves disse que, dentre os motivos para os comandantes não informarem, está a falta de conhecimento sobre o assunto e o temor de que o currículo deles seja prejudicado. "Os problemas devem ser informados para que se possa fazer um cruzamento dos dados e evitar que aconteçam ocorrências repetitivas, falhas no mesmo componente. Na investigação, nós não focamos a culpa no piloto, não colocamos nem o nome dele no relatório". A assessoria de imprensa da Anac divulgou uma nota informando que, por causa do "não reporte" do fato aos órgãos, "tanto o proprietário da aeronave quanto o piloto estão sujeitos à processo administrativo, que pode resultar em multa e até na cassação do certificado de aeronavegabilidade do avião e da licença do piloto". Uso indevido - Para cada tipo de voo há uma regulação específica da aeronave, podendo ser Transporte Público Regular (TPR); Transporte Público Não Regular (TPX), para táxi-aéreo e Transporte para Serviços Privados (TPP). Em cada tipo existe uma especificação operativa definida e diferente. O que acontece é uma empresa de voo regular terceirizar uma aeronave que serve como táxi-aéreo. "Com isso, há grande chance de diminuir a segurança no voo. Um TPR não pode recorrer a um táxi-aéreo porque não está autorizada à fazer voos de carreira", afirmou um gerente operacional. Mortes - Gol - O maior acidente aéreo registrado no Estado aconteceu em setembro de 2007, quando o Jato Legacy se chocou com um boeing da Gol e provocou a morte de 154 pessoas. A Justiça Federal de Mato Grosso ainda não julgou o caso, onde controladores de voo e os pilotos norte-americanos do Legacy são acusados de terem contribuído para o acidente.  

Um Redaço do Bolo

Webjet, Azul e NHT estreiam em Congonhas em abril
Fonte: Panrotas
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A Webjet ficou com 8 slots em Congonhas (Foto: Airliners.net)
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A Azul conseguiu 8 slots (Foto: Airliners.net)


A partir de abril, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, contará com mais três companhias aéreas. As empresas NHT, Webjet e Azul passarão a concorrer com as atuais operadoras do aeroporto — OceanAir, Gol/Varig e Tam. Todas elas participaram hoje da distribuição de slots (horários de pouso e decolagem) realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Entre as novas empresas que irão voar em Congonhas, a NHT, do Rio Grande do Sul, conseguiu 28 horários, sendo dez deles durante a semana. A Webjet ficou com 18 slots e a Azul, oito. Ambas irão voar aos sábados e domingos. As rotas serão definidas posteriormente pelas empresas.
A OceanAir, que já opera em Congonhas, vai ampliar em quase 30% sua participação naquele aeroporto: serão 38 novos slots, incluindo dez para uso de segunda a sexta-feira (atualmente, a empresa opera 132 pousos e decolagens no aeroporto paulistano). A Tam vai somar 54 slots aos autuais 1.404 horários (crescimento inferior a 4%) e a Gol, que opera hoje 1.448 pousos e decolagens em Congonhas, terá mais 56 (aumento também menor do que 4%).
O resultado da distribuição de hoje deverá ser homologado pela diretoria da Anac no máximo até a próxima terça-feira, dia 16 de março, e publicado no Diário Oficial da União. Após a publicação oficial, as companhias terão 30 dias para pedir a autorização das rotas para a Agência e iniciar os voos, ou seja, devem iniciar os novos voos ainda em abril. Se não operar os voos no prazo determinado, os slots deverão ser devolvidos para a Anac para serem novamente distribuídos às companhias interessadas.
Foram distribuídos 202 dos 355 slots disponíveis. Os que não foram escolhidos – 88 horários aos sábados e 65 aos domingos – continuarão em poder da Anac e a diretoria irá avaliar a possibilidade de deixá-los livres, ou seja, qualquer empresa interessada poderá solicitar esses horários quando houver demanda.

Aterrisagens Mais Seguras

Congonhas terá Sistema de Pouso por Instrumento mais moderno

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O Aeroporto de Congonhas receberá, de março a maio deste ano, um grupo de engenheiros e técnicos da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), para realizar a substituição do atual Sistema de Pouso por Instrumento (ILS – Instrument Landing System), cujo ciclo de vida já está para finalizar.

O novo ILS-Cat 1 – equipamento que viabiliza o pouso de precisão por instrumento, muito útil nas ocasiões de mau tempo, pouca visibilidade ou teto baixo – elevará ainda mais a confiabilidade e segurança do aeroporto paulistano. Mais moderno, agregará também novas funcionalidades como a capacidade de supervisão técnica à distância, outrora inexistente, que possibilitará às equipes de manutenção de terra o acompanhamento “on line” do status operacional do equipamento, bem como a realização de ajustes dos seus parâmetros remotamente.

A equipe da CISCEA inicia os trabalhos para a instalação do novo sistema já no início deste mês. Para interferir o mínimo possível no cotidiano de operações do segundo aeroporto mais movimentado do País, atuando no menor tempo possível, os especialistas efetuaram uma análise do histórico da meteorologia da cidade de São Paulo, de forma a definir o período do ano com melhores condições climáticas, e aproveitarão ao máximo a infraestrutura de apoio já existente “vamos aproveitar o que for possível: a torre do localizer, a rede de dutos, base, posições etc” afirmou Cláudio Macedo, Gerente de projetos da CISCEA.

Durante a substituição dos sistemas, entre os meses de março e maio, quando o ILS estará inoperante, o aeroporto utilizará o procedimento de aproximação por GPS BARO VNAV. A técnica é um dos novos procedimentos de navegação aérea baseada em satélites, provenientes da implementação do moderno conceito CNS/ATM, que vem sendo adotado em escala mundial, sob o acompanhamento da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Embora empregado inicialmente para suprir as demandas particulares de Congonhas, durante o período da substituição do ILS, os procedimentos BARO VNAV passarão, em breve, a serem executados também em muitos outros aeroportos brasileiros.

No que diz respeito aos usuários, atualmente, a grande maioria das aeronaves, como as de companhias aéreas comerciais, estão habilitadas para a realidade da navegação por GPS. Algumas aeronaves particulares, porém, que ainda não possuem a tecnologia embarcada, utilizarão os sistemas em operação para o pouso no aeroporto, durante o período.

Com o novo ILS-Cat 1 de Congonhas, previsto para entrar em operação ao final de maio, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) – órgão ao qual a CISCEA é subordinada – mantém a regularidade da atualização e aprimoramento de seus sistemas de auxílio à navegação aérea, restringindo ao máximo a possibilidade de inoperância por parte de algum equipamento.
O aeroporto paulistano, por sua vez, dono de uma das pistas mais movimentadas do transporte aéreo da América Latina, não só estará mais apto à realização dos pousos por instrumentos, como também será o primeiro aeroporto brasileiro certificado para a execução dos modernos procedimentos de aproximação e pouso por satélite BARO VNAV.

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM / DECEA)

Feira Livre

STJ diz que Anac pode distribuir slots em Congonhas
Por Lauro Jardim da Veja

O STJ acaba de decidir por unanimidade que a Anac pode redistribuir os slots (autorizações de pousos e decolagens) que a Pantanal possui no aeroporto de Congonhas. Assim, a Anac deve distribuir os 61 slots da Pantanal e outros 294 na semana que vem para seis empresas (Ocean Air, TAM, Gol, NHT, WebJet e Azul), aumentando a competitividade no setor.
A decisão do STJ é uma derrota para a TAM que, em dezembro, comprou a Pantanal - um dos seus principais ativos eram justamente esses 61 slots no mais concorrido aeroporto do país.
A TAM/Pantanal barrou  na Justiça a sessão pública de distribuição feita pela Anac, ganhando num primeiro julgamento, mas agora perdeu definitivamente - não cabe recurso à decisão.
Os slots foram perdidos pela Pantanal pelo fato de a empresa não usá-los com regularidade: em 2009, 80% dos horários de pousos e decolagens foram descumpridos.

Obras de Acessibilidade

Infraero irá fazer reformas no aeroporto de Congonhas para facilitar o acesso a deficientes físicos
Primeira etapa das obras deve ser concluída até 30 de novembro deste ano
Do R7

A Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) assinou nesta quarta-feira (3) um compromisso de ajustamento de conduta com o Ministério Público Federal, em São Paulo, para facilitar a acessibilidade aos portadores de deficiência ao aeroporto de Congonhas. Pelo compromisso firmado, a Infraero deverá fazer reformas até o dia 30 de novembro deste ano, que incluem a adaptação de pisos e rampas e adequação de corredores. Também está prevista a instalação de piso tátil e de sinalização, em braile, nos elevadores e rampas. A segunda etapa do acordo deverá ser cumprida até o dia 30 de junho de 2011. Nesta fase, serão realizadas obras de correção e adequação de locais de passagem e áreas de circulação. Caso a estatal não cumpra as obras nos prazos estipulados, haverá uma multa diária no valor de R$ 1.000.