130 Metros a Menos

Kassab estudaria demolição de hotel perto da pista
JB Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (Democratas) afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, transmitido nesta segunda-feira pela TV Cultura, que teria encomendado estudo sobre a viabilidade de demolir o hotel construído próximo a pista do Aeroporto de Congonhas. O Oscar's Hotel tem 11 andares, 50 m de altura e fica a 600 m da rota de pouso dos aviões.

Em entrevista aos programas jornalísticos de domingo à noite, pilotos que operam em Congonhas confirmaram, por meio de documentos, que os aviões têm menos espaço para pousar na pista do aeroporto. A construção inacabada de um hotel fazia com que os pilotos tocassem a pista 130 m depois do recomendável.

Publicado em Terça, 24 de julho de 2007, 06h34
http://noticias.terra.com.br/brasil/acidentecongonhas/interna/0,,OI1780344-EI10210,00.html

Tem que Diminuir o Tráfego

"Tem que diminuir o tráfego aéreo de Congonhas hoje, pois amanhã outro avião pode cair", diz Lygia Horta

ico_assistir Veja a entrevista em vídeo

da Redação UOL

A AMAM (Associação dos Moradores e Amigos de Moema), criada em 1987 por causa de reclamações de moradores sobre o aeroporto de Congonhas, ganha ainda mais importância depois de terça-feira, quando um Airbus da TAM atravessou a avenida Washington Luis e se chocou contra um galpão da própria companhia e um posto de gasolina. Essa associação tem entre as suas principais metas evitar ou diminuir as principais ameaças que a localização do aeroporto causa aos moradores de Moema. Na zona sul de São Paulo, Moema é um dos bairros que está na rota dos aviões que operam em Congonhas.

Presidente da associação desde 1991, a advogada Lygia Horta é filha do engenheiro responsável pelas obras de construção do aeroporto. Na época da inauguração, na década de 30, ela conta que o cenário era bem diferente do que se vê hoje. "Era como se fosse uma cidadezinha do interior. Tinha só casas térreas, sobradinhos, nenhum prédio. Aliás, era proibida a construção de edifícios acima de três andares por causa do aeroporto de Congonhas", diz. "Ninguém naquela época ia achar que hoje teria tanto movimento", completa.

Lygia mora desde 1954 na rota das aeronaves. E o transtorno que o barulho dos aviões causa sempre foi um dos grandes problemas da proximidade com o aeroporto. Tanto que a associação nasceu com o objetivo de lutar pelo seu fechamento. "Em 1987, pasmem, já achávamos que o aeroporto estava com a capacidade esgotada. E funcionava 10, 15% do que funciona hoje", fala. O aeroporto continuou operando, mas a AMAM conseguiu, em 1989, que ele fechasse entre 23h e 6h, horário de descanso noturno.

Segundo Lygia, desde que foi criada a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o aeroporto voltou a funcionar 24 horas por dia. "Ele deixaram entender claramente que as companhias aéreas que teria preferência e que eles obedeceriam às necessidades delas e não dos moradores. Falaram isso claramente no meu rosto", pontua. A AMAM moveu uma ação civil pública contra a União, a Anac, a Infraero e as então sete companhias aéreas que operavam em Congonhas - hoje são nove. Uma liminar emitida neste mês obrigou o fechamento do aeroporto durante o período de descanso noturno. "Mas com a desculpa da reforma das pistas, o aeroporto voltou a funcionar de madrugada", conta.

Além do repouso noturno, a AMAM pede o fim dos testes de motor durante a madrugada. "E agora com esse desastre, estamos criticando o fato de construírem um belíssima garagem, um shopping center, gastarem dinheiro com isso sem pensar nos seres humanos", critica. De acordo com ela, entre 10 a 12 ou mais bairros que sofrem com o barulho e com o risco de ter "hoje, amanhã ou da cinco minutos um avião caindo sobre a casa da gente".
Com o acidente de terça-feira, Lygia afirma que a aumentou a insegurança dos moradores de Moema e região. "Porque não sabemos se hoje ou amanhã vai cair um avião em cima da casa da gente ou se algum prédio vai ter o mesmo destino que tiveram as Torres Gêmeas de Nova York", diz.

A AMAM, ela conta, deve lutar agora pela redução do tráfego aéreo em Congonhas e pela proibição de pousos e decolagens de aeronaves grandes neste aeroporto. "Congonhas é um porta-aviões. Já viu um Boeing pousar em um porta-aviões? O aeroporto está esgotado, tem que diminuir o tráfego aéreo, agora, já, não amanhã, porque do jeito que está outro avião pode cair e matar 200 pessoas", fala.

Artigo publicado em 20/07/2007
http://noticias.uol.com.br/uolnews/brasil/2007/07/20/ult2492u628.jhtm

Criticas da Anac

Presidente da Anac, Milton Zuanazzi, vinha criticando Congonhas
por Globo Online

Um dos principais representantes do governo quando se fala em caos aéreo, o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazzi era uma das vozes que vinha criticando o aeroporto de Congonhas no último ano.

Em fevereiro deste ano, quando a desembargadora Cecília Marcondes do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região mantinha suspensa a decisão do juiz-substituto Ronald Carvalho Filho, da Justiça Federal de São Paulo, que pretendia proibir a circulação de aviões modelos Boeing-737/700, Boeing- 737/800 e Fokker-100 no aeroporto de Congonhas, Zuanazzi revelou que um laudo da Anac já dizia que aviões de grande porte tinham problemas para aterrissar no principal aeroporta da capital paulistas quando se tem uma lâmina de água. Segundo ele, a pista do aeroporto de Congonhas passava a apresentar problemas em cerca de 25% de sua extensão quando havia água em excesso, devido a um problema de escoamento.

Nesta semana, depois de uma obra que seria feita para resolver o problema, a pista foi liberada. No entanto, antes do laudo encomendado pelo governo de São Paulo ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que diria se o problema foi resolvido.

Em seu site, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que "tem como finalidade regular e fiscalizar as atividades de aviação civil, bem como adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público". Pelo visto, não fiscalizou. Em março, o presidente da Anac voltou a criticar Congonhas. Um estudo da agência mostrava que o aeroporto estava próximo de seu limite de saturação.

Segundo Zuanazzi, Congonhas estaria 10 anos atrasado em termos de infraestrutura.

- E qualquer problema que afete São Paulo, afeta todo o país, já que é o maior hub (centro) da aviação civil nacional - disse ele a época. Em seu site, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem como finalidade regular e fiscalizar as atividades de aviação civil, bem como adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público. Além disso, tem como missão incentivar e desenvolver a aviação civil, a infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do país.
Outra obrigação da Anac, segundo seu site, é "incentivar e desenvolver a aviação civil, a infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária do país".

Plantão | Publicada em 20/07/2007 às 15h09m
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2007/07/20/296881503.asp

Ifalpa pede Reforma

Associação internacional pede reforma em Congonhas
por Mônica Vasconcelos * - BBC

Ifalpa pede que aeroportos tenham áreas de escape mais extensas no fim das pistas.

São Paulo - Um dia depois do acidente com o Airbus A-320 da TAM, a Federação Internacional de Associações de Pilotos de Linhas Aéreas (Ifalpa, na sigla em inglês) divulgou um pedido às autoridades do setor aéreo para que o aeroporto de Congonhas e todos os outros em operação no mundo tenham áreas de escape mais extensas no fim das pistas de pouso.

"O trágico acidente no aeroporto de Congonhas demonstra mais uma vez a necessidade de implementação de Áreas de Segurança no Fim da Pista (Resa, na sigla em inglês) nos aeroportos", diz uma nota da Ifalpa.
São Paulo - Um dia depois do acidente com o Airbus A-320 da TAM, a Federação Internacional de Associações de Pilotos de Linhas Aéreas (Ifalpa, na sigla em inglês) divulgou um pedido às autoridades do setor aéreo para que o aeroporto de Congonhas e todos os outros em operação no mundo tenham áreas de escape mais extensas no fim das pistas de pouso.

"O trágico acidente no aeroporto de Congonhas demonstra mais uma vez a necessidade de implementação de Áreas de Segurança no Fim da Pista (Resa, na sigla em inglês) nos aeroportos", diz uma nota da Ifalpa.
Segundo a federação, que representa cerca de 100 mil pilotos em mais de 95 países, a área de escape deveria ter 300 metros de extensão.
"Claramente isso iria aumentar significativamente a segurança de passageiros e tripulantes", afirma a nota.

"O que aconteceu em Congonhas foi o que nós chamamos de ''runway excursion''. É a causa mais comum de acidentes aéreos. Um quarto dos acidentes no mundo são resultado de aviões ultrapassando o limite
da pista. A Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) recomenda que aeroportos devem ter 60 metros de asfalto e ainda 240 metros de área livre em torno da pista", disse à BBC Brasil o diretor executivo da Ifalpa, Bruce D''Ancey.

"Quando isso não é possível, recomendamos a instalação de uma ''arrestor bed'', uma área feita de concreto mole em torno da pista. Ela tem a aparência de concreto normal. Mas se o avião sair da pista ele vai afundar no concreto", disse D''Ancey.

No caso do vôo da TAM, depois de pousar em Congonhas a aeronave derrapou, atravessou uma avenida, colidiu com um depósito e pegou fogo. Todos os 186 passageiros e tripulantes a bordo e um número ainda não oficial de pessoas que estavam no prédio e nas imediações morreram no desastre.

De acordo com D´Ancey, acidentes desse tipo, nos quais o avião sai da pista, não são um problema exclusivo de Congonhas e acontecem em média uma vez por semana no mundo. Só na semana passada, foram quatro.

"Temos feito campanha sobre o assunto há 20 anos. O que é importante dizer é que o trágico acidente em São Paulo poderia ter sido evitado se houvesse um sistema para frear o avião em segurança. Saídas da pista acontecem regularmente", afirmou.
Segundo Les Dorr, porta-voz da Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), "é possível que um aeroporto no meio de uma cidade seja seguro", e a instalação desse sistema de segurança (de concreto mole no final da pista) é uma "excelente solução para aeroportos com limites de área".

Dezenove aeroportos americanos já usam a tecnologia e mais sete estão em processo de implementação.
De acordo com a FAA, o sistema evitou quatro acidentes: em 1999, 2003 e 2005 no JFK, em Nova York, e no ano passado no Greenville Downtown Airport, na Carolina do Sul.

Para o especialista em segurança de aviação Todd Curtis, fundador do site airsafe.com, apesar de o sistema ser "efetivo", há possíveis falhas.
"Há limitações. Geralmente o sistema é colocado no final da pista, mas há casos em que o avião sai de lado e não no final. Além disso, parece ser mais adequado apenas para áreas planas."
Segundo Curtis, nos Estados Unidos existem dois aeroportos que, assim como Congonhas, também ficam no meio da cidade: Midway, em Chicago, e Bob Hope, nas proximidades de Los Angeles.

Em dezembro de 2005, em Midway, um avião saiu da pista, entrou em uma avenida e matou uma criança. No Bob Hope Airport, uma aeronave saiu da pista e parou em frente a um posto de gasolina.
"Isso não significa que aeroportos no meio de áreas urbanas devam ser fechados", disse Curtis. "Existem riscos, mas é preciso analisar os benefícios à sociedade. Aeroportos como esses tornam o transporte aéreo mais viável e centenas de pessoas são empregadas."

Segundo Eduardo Flores, secretário do Conselho Internacional de Aeroportos (AIC, em inglês), associação que agrupa aeroportos comerciais de 178 países, não existe nenhuma recomendação internacional contra
a existência de aeroportos em áreas urbanas.
"Há muitos aeroportos no meio de grandes cidades em todo o mundo. Contanto que as normas internacionais sejam seguidas, não há problema algum."

Essas normas incluem o planejamento de uma faixa de segurança para onde o avião possa desviar em caso de imprevistos e uma distância mínima de construções.

Flores desconhece se o aeroporto de Congonhas cumpre todas as normas. Mas, segundo ele, "se não cumprisse, não poderia ter a certificaçao (para poder operar)".

Artigo publicado em 19/07/2007
* Colaboraram Adriana Stock e Márcia Bizzotto BBC Brasil - Todos os direitos reservados.
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger20914,0.htm

Vergonha Descabida

Federação Internacional de Pilotos diz que estrutura de Congonhas amplia risco de acidentes
por Fernando Rizzolo-Agência Estado

Brasília – A Federação Internacional de Pilotos (Ifalpa) criticou nesta quarta-feira a estrutura física do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e disse que a falta de áreas de escape ou canteiros de contenção agrava os riscos de segurança a passageiros. Em nota divulgada no site oficial da entidade, lembra que “tem alertado sobre os perigos da falta de áreas de escape há mais de 20 anos”, endossando a tese de que a colisão do Air Bus da TAM em um hangar da companhia se trata de uma tragédia anunciada.

Embora tenha se recusado a comentar especificidades do acidente por considerar que as investigações ainda estão em curso, a Ifalpa avalia que “quando os arredores de Congonhas chegaram a nível considerável, ficou claro que era necessário aumentar áreas de escape particularmente naquelas que estão fora dos padrões recomendados pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI)”.

As áreas de escape funcionariam como garantia para contornar eventuais derrapagens ou socorrer passageiros vítimas de um incêndio, por exemplo. Segundo normas internacionais, devem ter no mínimo 240 metros de comprimento por 480 metros de largura. “O trágico acidente no aeroporto de Congonhas em São Paulo ontem demonstra mais uma vez a necessidade de se estabelecer áreas de escape nos aeroportos”, enfatizou a associação de pilotos.

Por ser rodeado por prédios, avalia a Ifalpa, Congonhas não tem como desenvolver estas áreas, apresentando “restrições em seus arredores”. A alternativa, sugere, é a utilização de “um canteiro de contenção para permitir um similar ou melhor nível de segurança”. “Nos aeroportos onde essa estratégia foi utilizada, foi provado que os canteiros permitem uma efetiva garantia de frenagem mesmo além da pista”, comenta a nota. “Certamente isso iria melhorar significativamente a segurança de passageiros e tripulação”.

Apesar das críticas à estrutura de Congonhas, a Ifalpa presta condolências aos familiares das vítimas e afirma que os erros de infra-estrutura aeroportuária são “um problema no mundo inteiro”. Destaca que o mundo registra uma média de quatro casos de derrapagem por mês, mas pelo fato de as regras internacionais serem cotidianamente descumpridas, apenas na última semana foram três eventos dessa natureza.

Procuradas pelo Último Segundo, Aeronáutica e Infraero não comentaram as avaliações da Ifalpa.

Rizzolo: É claro que a Anac e a Infraero deveriam estar sofrendo ” pressões” daqueles que visam o lucro, o dinheiro, e a ” rentabilidade de suas empresas “; isso ninguem me tira da cabeça, viu ! e o Judiciário não tem culpa, julga mediante apresentação de documentos. Fica patente que quem ganhou esse ” braço de ferro” foi o capital, e as vítimas, resta os familiares chorar. Infelizmente nesse país o interesse financeiro sempre fala mais alto. Esse aeroporto deveria já ter sido fechado há muito tempo, sem ” lenga lenga”.

Não adianta os golpistas agora misturarem questões totalmente diversas como a dos controladores, com pista molhada, e apagão aéreo, esse golpe não funciona, a questão principal é o que eles não abordam, ou seja, o interesse das Companhias aéreas em insistir na diabólica condição geográfica desse aeroporto, não é problema de gestão como dizem, e sim um problema de “gestão financeira” das Companhias Aereas, esse que é a verdade. Agora querer misturar problemas é manobra diversionista. Uma vergonha descabida !

Postado em 18/07/2007 — por rizzolot
http://rizzolot.wordpress.com/2007/07/18/federacao-internacional-de-pilotos-diz-que-estrutura-de-congonhas-amplia-risco-de-acidentes/

ICAO’s Minimum Recommendation

IFALPA says that Sao Paulo overrun once again underlines the need for RESAs that meet ICAO’s minimum recommendation
by Airline Industry (Forimmediaterelease.net) The Global Voice of Pilots

CHERTSEY 18 July: Yesterday’s tragic accident at Sao Paulo Congonhas Airport (SBSP) demonstrates once again the need for Runway End Safety Areas (RESA) to be established at airports with airline operations. The International Federation of Airline Pilots’ Associations (IFALPA) has been warning of the dangers of insufficient runway overrun areas for more than 20 years, arguing that runways at airports with airline operations should have, as a minimum, a RESA 240 metres long by at least twice the runway width delivering a total safety area of 300m to allow for overruns and also ease access for rescue and fire fighting equipment. When the surroundings of Congonhas Airport are taken into consideration it is clear that what is required is an enhanced RESA rather than one which is only marginally compliant with ICAO standards at best. At some airports, Congonhas Airport being a prime example, the restrictions of the airport’s surrounding topography will not allow a sufficient RESA. In this event, IFALPA argues that an arrestor bed such as an engineered materials arrester system (EMAS) be installed to provide a similar or better level of safety to a 300m RESA.

At airports where they have been installed EMAS have proven that they provide an effective means of bringing an overrunning aircraft to a halt. Clearly this would significantly improve passenger and crew safety.

The Federation would like to stress that it would be an error to focus on Brazil as being in any way alone in failing to meet with ICAO recommendations for RESAs. This is a world wide problem with thousands of runways used in airline operations failing to comply with the recommendations set out in ICAO Annex 14 which sets out standards and recommendations for airports. Since the one of the most common types of accident in airline operations is the runway
excursion event, with an average of just under four a month (indeed there have been three such events in the last week alone), it is of vital importance that either 240m RESAs are established or EMAS alternatives that deliver a similar
level safety are installed.

Naturally, IFALPA does not comment on individual accidents while the investigation into their cause is underway. As such, IFALPA will not comment on the specifics of this accident other than to offer its condolences to the families of those who lost their lives in the accident and its sympathy and wishes for a speedy recovery to those injured in the accident.

Notes to Editors
The International Federation of Air Line Pilots’ Associations represents in excess of 100,000 pilots in more than 95 countries world-wide.

The mission of IFALPA is to be the global voice of airline pilots, promoting the highest level of aviation safety and security world-wide and providing services, support and representation to all of its Member Associations. See the Federation website www.ifalpa.org

For more information contact Gideon Ewers, IFALPA Media Communications Officer +44 1932 579041 or on gideonewers@ifalpa.org

Published on July 18, 2007
http://www.forimmediaterelease.net/pm/355.html