Conheça!

O lugar mais seguro para se sentar num avião

Foi feito um estudo em 2007 pelo site Popular Mechanics, acerca deste assunto, com base nos acidentes aéreos ocorridos com aviões comerciais desde 1971. Ao contrário do que diversos especialistas têm dito, acabou por se verificar que os lugares mais seguros para nos sentarmos, são mesmo os da traseira do avião.
As percentagens apresentadas na imagem mais abaixo, representam as taxas de sobrevivência. Portanto, já sabe: quanto mais para trás se sentar, maior será a sua taxa de sobrevivência. Agora a sério, relaxe e descanse. Pense na viagem maravilhosa que vai fazer e não perca tempo a pensar que o seu avião vai cair.  Medo gera ainda mais medo. As estatísticas não garantem a nossa segurança, no entanto, mais vale prevenir do que remediar, já dizia o provérbio, pelo sim, pelo não, e é verdade.
Cuide-se, boa sorte e boa viagem!

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Leia o estudo em inglês aqui:
www.popularmechanics.com/science/air_space/4219452.html

Em Observação 

Os problemas da ANAC
Luis Nassif Enviado por um Piloto

A incompetência da ANAC, ultimamente, está gigante.
Sou piloto de avião e para nós, a coisa tem piorado, tenho quase certeza que os chefes desses burocracas baixou uma recomendação para que se baixe as estatísticas de acidentes. E eles estão conseguindo, ninguém consegue mais voar no Brasil. Teremos um dia com acidentes zero no Brasil, no dia em que ninguém mais estiver voando.
Os casos vão de pura má vontade até a coisas que parecem anedotas, passando até a acidentes provocados pela ANAC.
Um recheque, que é um procedimento que os pilotos devem fazer perodicamente, onde os pilotos passam por provas práticas e teóricas, para manter sua habilitação em dia estão cada dia mais difíceis.
A ANAC tem um braço em São Paulo, chama-se GER4, esse é o símbolo maior da incompetência deles.
Um pedido de recheque, que antes, (acredite, vou falar bem dos milicos aqui), quando os militares comandavam a ANAC saia no mesmo dia até, ou no máximo em 2 dias. Agora está levando mais de um mês. O pedido do recheque é quando você leva seus documentos solicitando um checador para uma prova prática. Além dos seus documentos, deve-se levar os documentos do avião onde será feito o recheque.
Sabe o que é um pedido de recheque? Um papel autorizando. Leva 10 minutos de trabalho para conferir a papelada. Existem pilotos que estão sem voar e sem ganhar seu salário por causa dessa incompetência toda.
E aí entra o caso da anedota, entre os documentos necessários para pedido de recheque, tem a “autorização de uso da aeronave”, faz sentido, o dono do avião deve autorizar que seja feita uma prova prática de um piloto no avião dele. Mas quando você está solicitando o recheque e você é o dono de seu avião, você deve fazer um documento que você mesmo autoriza que você faça o recheque no seu avião. Incrível! Você não pode acordar mal humorado, senão você não se autoriza.
Existem dois tipos de checadores, os civis e os militares, e esse último é o maior problemas. Já houve casos, inclusive, com um conhecido meu, que voava um learjet e solicitou um recheque, foi um militar, durante o voo, o milico pedia para que ele desligasse o sistema que evita que o avião estole, porque queria que o cara estolasse o avião. Mas essa manobra neste avião é absolutamente proibida pelo manual do fabricante. O piloto insistiu, explicou, mas foi reprovado por esse incompetente.
Já houve até casos onde o checador pede coisas fora do manual do avião e resultou em acidente com vítima.
E esse checador ainda continua “avaliando” e pedindo absurdos…
E tem mais, coisas que o fabricante das aeronaves e dos motores deixam como “recomendação”, aqui, a ANAC faz com que sejam obrigatórias, por exemplo, um motor recomenda-se que seja “refeito”, com uma manutenção completa a cada 12 anos, ou uma determinada quantidade de horas. Mas existem muitos casos em que o avião voou pouco e o motor está ótimo depois dos 12 anos, porque não voou todas as horas disponiveis.. Ou seja, a recomendação de lá, do fabricante, geralmente americano, pela Anac, vira obrigação. Adivinha o que acontece no Brasilsão?
O Brasil tem crescido, a necessidade aviões e pilotos tem aumentado. E a ANAC não ajuda, na verdade, atrapalha. Um mes para liberar recheque é um absurdo.

Acidente com equipe de TV

Piloto de helicóptero da TV Record morre após queda de aeronave no Jockey Club
Acidente ocorreu no início da manhã desta quarta-feira na zona sul de SP
Do R7 publicado em 10/02/2010 às 08h08
O piloto do helicóptero da TV Record Rafael Delgado Sobrinho morreu na manhã desta quarta-feira (10) após a queda da aeronave dentro do Jockey Club, na zona sul de São Paulo. O acidente com o helicóptero "Águia Dourada", modelo Esquilo, ocorreu por volta das 7h20. Além do piloto, o cinegrafista da emissora Alexandre Silva de Moura, o Alexandre “Borracha”, ficou gravemente ferido e foi levado para o hospital Itacolomi Butantã, antigo pronto-socorro Iguatemi. 

Às 7h25, o helicóptero Águia 14 foi ao local para prestar socorro. Sete equipes do Corpo de Bombeiros também seguiram para a região. Os primeiros socorros às vítimas foram prestados por funcionários do Jockey.

Informações iniciais são de que o piloto tentou fazer um pouso de emergência ao perceber que o helicóptero estava instável no ar, mas ele não conseguiu realizar a manobra e a aeronave caiu. Ainda não se sabe o motivo do acidente.

Perfis
O piloto Rafael Delgado Sobrinho tinha 45 anos. Ele trabalhou na TV Record de maio de 1999 a dezembro de 2007, retonando à emissora em outubro de 2008. Rafael deixa mulher e três filhos.
O cinegrafista Alexandre Silva de Moura tem 36 anos e é funcionário da TV Record desde abril de 2001. Atualmente, exerce a função de coordenador de sistema de TV externo. Ele é divorciado e não tem filhos.
 

Pergunta Que Não Quer Calar

O que pode derrubar um avião
Apesar de ser reconhecido como um dos meios de transporte mais seguros do mundo, a cada tragédia o avião é colocado em xeque.


Fernando Fischer / texto: Tiago Dupim
Postado por Giovani Delgado
REVISTA AVIACAO


Sempre que ocorre um desastre aéreo de grandes proporções, surgem discussões e debates sobre até que ponto é seguro viajar de avião. No mês de junho, o assunto voltou à tona, com a queda do A330-200 da Air France que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris. No fatídico voo 447 estavam 228 pessoas, que tiveram as suas vidas ceifadas a bordo de uma das aeronaves mais modernas do mundo. As causas do acidente ainda são muito discutidas, porém, até agora, pouco foi esclarecido.

Uma semana antes, um incidente havia movimentado a aviação brasileira: uma turbulência severa atingiu um A330-200 da TAM, que vinha de Miami, Estados Unidos, causando ferimentos em 21 passageiros.

Todos os acidentes aeronáuticos ganham proporções monstruosas, devido, principalmente, ao número alto de pessoas envolvidas em cada um deles. Qualquer anormalidade em um voo comercial consegue receber um destaque na mídia. “O desastre aéreo causa uma enorme comoção. Cada passageiro tem a sua história. Existem ainda aqueles que não embarcaram em um voo fatídico e continuam vivos. É um tipo de reportagem que trabalha com a emoção”, analisa Ernesto Klotzel, engenheiro de voo e jornalista especializado em aviação.

Entretanto, o assunto vai além das manchetes diárias e especulações. Mas, afinal, por que, de tempos em tempos, o avião cai? A reposta é bastante complexa.

A explicação para tragédias como a do Airbus da Air France dificilmente é objetiva e está em um único motivo. Há sempre um conjunto de fatores que elucidam um desastre desse porte. A maioria dos sistemas eletrônicos embarcados nos jatos comerciais trabalha em uma lógica redundante. Isto é, se um deles falhar, ainda resta outro. Mesmo assim, com toda a tecnologia empregada, ela não está imune a catástrofes.

Existem várias situações que podem causar um acidente aéreo. Muitos acreditam que a turbulência é uma delas. Ela se divide em três categorias: leve, moderada e severa. Apesar de ser prevista pelo radar, que indica o melhor desvio a ser feito, esse fenômeno pode causar muitos imprevistos. Em lugares específicos, como a Zona de Convergência
Intertropical, em determinadas épocas do ano, há formações de muitas áreas de instabilidade, dificultando a manobra do piloto. “Acredito que uma turbulência pode derrubar um avião. Dependendo da intensidade, ela pode danificar a estrutura da aeronave”, afirma Klotzel.

Para o piloto Décio Correa, uma turbulência severa pode causar um dano estrutural monstruoso, principalmente se for composta de uma formação de gelo. “Além disso, temos as correntes ascendentes e descendentes, que pode desde arrancar uma asa ou até partir uma fuselagem. Não descarto a possibilidade de isso ter acontecido com o Airbus da Air France.”

Klotzel relembra um acidente ocorrido com um A300 da American Airlines, em novembro de 2001, que caiu inexplicavelmente em Nova York, matando 262 pessoas. As investigações indicaram que a aeronave foi atingida duas vezes pela turbulência provocada por um Boeing 747 da Japan Airlines, que havia decolado pouco antes da mesma pista. Os manches se movimentaram erroneamente e a aeronave balançou bruscamente segundos antes de cair. As caixas-pretas mostraram o comandante e o copiloto mencionando um problema com turbulências.

O engenheiro alerta que, em qualquer tipo de turbulência, o primeiro procedimento a tomar é desligar o piloto automático. Dependendo da intensidade, ele se desconecta naturalmente. “Se o computador observa algum desequilíbrio, ele quer corrigi-lo imediatamente. Isso pode criar complicações", aponta.

Com o piloto automático desligado, o comandante é obrigado a controlar o avião no braço. “É preciso ter bastante cuidado. Não é fácil voar a 40 000 pés em um ambiente com um ar muito rarefeito, tentando suportar as rajadas de vento.”

Um dos grandes temores para os pilotos é a CAT – Clear Air Turbulence –, pois não aparece no radar. “Esse fenômeno surge de repente. Já houve casos de aviões que despencaram até 11 000 pés”, relata Correa.

Segundo Luis Bassani, ex-comandante da Varig e autor do livro O mundo do avião, a turbulência de céu claro é comum em voos vindos Argentina e Chile.“São ventos fortes que ficam batendo no avião. A melhor solução é mudar de nível”, comenta.

O Statistical Summary of Commercial Jet Airplane Accidents, estudo aprofundado da Boeing sobre o assunto, revela que o maior número de acidentes ocorre durante a decolagem e o pouso. De 1998 a 2007, 79% dos acidentes comerciais ocorreram em uma dessas fases do voo. “Nesses momentos, o avião está próximo ao solo e o piloto tem pouco tempo para reagir a alguma anormalidade. Ocorre muito aquilo que chamamos de aproximação desestabilizada. Às vezes, a aeronave não está alinhada com a pista ou traféga a uma velocidade inadequada”, comenta Correa.

Na decolagem, o perigo é quando ocorre um problema em um dos motores, pois, nesse momento, é necessário obter deles o máximo de potência para subir e ganhar altura. Até mesmo um pneu estourado pode se tornar um risco para todos os passageiros a bordo “Em uma pane, o tempo para tomar alguma decisão é muito curto”.

O que também tem preocupado pilotos e fabricantes é a colisão com pássaros em voo, pois pode causar sérios danos aos motores. Recentemente, um A320 da US Airways, com 155 pessoas a bordo, fez um pouso de emergência no rio Hudson, em Manhattan, Nova York, após se chocar com um bando de gansos. “Há vários casos desse tipo e, nos últimos anos, têm ganhado mais notoriedade. É uma situação muito séria e que tranquilamente derruba uma aeronave”, diz Bassani.

Durante o voo, uma eventual perda dos sistemas eletrônicos pode ser fatal, porque, com a ausência de dados como indicação de velocidade de altitude, a desorientação aeroespacial é imediata. “Isso faz com que o avião fique suscetível a uma colisão com algum obstáculo, como uma cadeia de montanhas”, exemplifica Klotzel.

Quando a aeronave está em altitude de cruzeiro, o comandante passa a maior parte do tempo apenas gerenciando a operação. Conforme o relatório da Boeing, apenas 9% dos acidentes aconteceu nessa etapa do voo de 1998 a 2007. Ou seja, tragédias como a do A330-200 da companhia aérea francesa, que voava a aproximadamente 40 000 pés de altura, são consideradas raras.

Diferentemente de situações como pouso e decolagem, ao sinal de alguma ameaça, em uma altitude elevada há tempo para analisar com cuidado e tomar a melhor decisão. No entanto, não há garantias da ausência de imprevistos. “Raramente pode surgir uma eventual fumaça que no momento é impossível saber a causa. Entretanto, pouca coisa pode acontecer nessa fase”, aponta o especialista.

Pantanal e STJ

Anac diz que medida da TAM impede concorrência em Congonhas


SÃO PAULO, 2 de fevereiro (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou em comunicado nesta terça-feira que a medida judicial da companhia aérea Pantanal, que está sendo comprada pela TAM, ameaça a ampliação da concorrência no aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país.

Segundo a agência, a Pantanal pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão do processo de redistribuição de 61 horários de pousos e decolagens (slots) no aeroporto paulista que a Anac pretende promover na quarta-feira.
Os slots fazem parte de um conjunto de 355 horários que estão programados para serem distribuídos entre seis companhias, além da própria TAM --Gol, OceanAir, Azul, NHT e Webjet. Destas, apenas as três últimas ainda não voam em Congonhas.

A "medida judicial da empresa aérea Pantanal, que está sendo adquirida pela TAM, está ameaçando a ampliação da concorrência no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo", afirma a Anac em comunicado distribuído à imprensa.

Representantes da companhia aérea líder do mercado brasileiro não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

"A Anac pretende garantir o uso adequado da infraestrutura do aeroporto, permitindo o aumento do número de empresas que operam em Congonhas em benefício do passageiro, que terá mais opções de serviços e preços", afirma a agência.
Após a medida judicial, a Anac informou que vai encaminhar resposta ainda nesta terça-feira para o STJ, que pediu mais informações sobre a redistribuição após ser acionado pela Pantanal.

O processo deveria ter ocorrido na segunda-feira, mas a Anac decidiu suspender a distribuição para conceder tempo regulamentar para que a Pantanal, que ficou de fora da divisão junto com a Trip por descumprir índices mínimos de 80 por cento de regularidade e pontualidade no aeroporto, apresentasse recurso à agência.

Atualmente os horários de pousos e decolagens em Congonhas estão ocupados por quatro companhias aéreas. A TAM tem 40,4 por cento dos slots, Pantanal 3,8 por cento, Gol 41,7 por cento e OceanAir 3,8 por cento, segundo a Anac.

Como todos os slots estão alocados para estas companhias nos dias de semana -- que são os de maior movimento -- a entrada de novas concorrentes no aeroporto só acontece quando uma empresa descumpre a regularidade mínima de 80 por cento de seus voos", afirma agência. "Se os slots mal utilizados não são redistribuídos, criam uma reserva de mercado e acabam impedindo a entrada de competidores."

Às 15h15, as ações da TAM subiam 5,71 por cento, enquanto os papeis da Gol mostravam ganho de 4,63 por cento e o Ibovespa exibia valorização de 0,71 por cento.

A TAM anunciou a compra da Pantanal em dezembro, em operação de 13 milhões de reais que tem como objetivo ajudar a companhia a voltar a explorar o mercado de aviação regional do país.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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