Feb 2009
Jabaquara Não
26.Feb.2009 16:45 Filed in: Jornais
Jabaquara diz "não" para ampliação de Congonhas
por Jabaquara News

A população do entorno do Aeroporto de Congonhas, está disposta a resistir contra a desapropriação de 2.500 imóveis para a ampliação de uma das suas pistas. Embora não haja ainda nada de concreto sobre o assunto, o deputado Carlos Giannazi (PSOL) promoveu uma assembléia pública para avaliação e tomada de posição. No encontro, que lotou o auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa na noite de terça-feira (17) ficou decidido a solicitação de uma audiência com o prefeito Gilberto Kassab, para que ele se pronuncie sobre a proposta divulgada pela mídia. Também ficou decidido a apresentação de projetos de leis a níveis municipal, estadual e federal, propondo a realização de referendo (plebiscito) para saber se os moradores concordam ou não com a ampliação.
A assembléia foi realizada com base em declarações do prefeito Kassab à imprensa quando chegou a anunciar seu propósito de executar a obra. O deputado Giannazi convidou representantes da Infraereo mas recebeu como resposta de que o órgão não participaria por não existir ainda nenhum projeto oficial. O mesmo ocorreu com os governos Estadual e Municipal. O deputado defendeu a idéia de se formar uma frente de resistência contra essa expansão e trabalhar pelo fechamento do aeroporto, transformando a área num parque.
Outra sugestão é de que, a partir de agora, os moradores passem a adotar a expressão de negação “Não”, em todas os imóveis (comerciais e residenciais) e veículos, como resposta a proposta de desapropriação. Dois abaixo-assinados estão em fase de coleta de assinaturas. Um já com quase duas mil assinaturas, desmente o prefeito por dizer na imprensa de que 50% dos imóveis da área estão desocupados e que do restante, mais da metade concordam com as desapropriação. O outro será encaminhado aos ministérios públicos (estadual e federal) pedindo intervenção no sentido de não permitir a execução dessa anunciada obra.
Caso a idéia do prefeito Gilberto Kassab seja viabilizada, a ampliação da pista de Congonhas vai afetar direta ou indiretamente, os moradores de pelo menos três bairros das imediações. É o que consta levantamento sócio-econômico feito pela Urban Systems Brasil Estudos de Mercado Ltda., a pedido da AMEA (Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas. Percentualmente serão atingidos: Parque Jabaquara (75%), Jabaquara-2 (40%) Jardim. Oriental (5%).
Artigo publicado em 26/02/2009
por Jabaquara News

A população do entorno do Aeroporto de Congonhas, está disposta a resistir contra a desapropriação de 2.500 imóveis para a ampliação de uma das suas pistas. Embora não haja ainda nada de concreto sobre o assunto, o deputado Carlos Giannazi (PSOL) promoveu uma assembléia pública para avaliação e tomada de posição. No encontro, que lotou o auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa na noite de terça-feira (17) ficou decidido a solicitação de uma audiência com o prefeito Gilberto Kassab, para que ele se pronuncie sobre a proposta divulgada pela mídia. Também ficou decidido a apresentação de projetos de leis a níveis municipal, estadual e federal, propondo a realização de referendo (plebiscito) para saber se os moradores concordam ou não com a ampliação.
A assembléia foi realizada com base em declarações do prefeito Kassab à imprensa quando chegou a anunciar seu propósito de executar a obra. O deputado Giannazi convidou representantes da Infraereo mas recebeu como resposta de que o órgão não participaria por não existir ainda nenhum projeto oficial. O mesmo ocorreu com os governos Estadual e Municipal. O deputado defendeu a idéia de se formar uma frente de resistência contra essa expansão e trabalhar pelo fechamento do aeroporto, transformando a área num parque.
Outra sugestão é de que, a partir de agora, os moradores passem a adotar a expressão de negação “Não”, em todas os imóveis (comerciais e residenciais) e veículos, como resposta a proposta de desapropriação. Dois abaixo-assinados estão em fase de coleta de assinaturas. Um já com quase duas mil assinaturas, desmente o prefeito por dizer na imprensa de que 50% dos imóveis da área estão desocupados e que do restante, mais da metade concordam com as desapropriação. O outro será encaminhado aos ministérios públicos (estadual e federal) pedindo intervenção no sentido de não permitir a execução dessa anunciada obra.
Caso a idéia do prefeito Gilberto Kassab seja viabilizada, a ampliação da pista de Congonhas vai afetar direta ou indiretamente, os moradores de pelo menos três bairros das imediações. É o que consta levantamento sócio-econômico feito pela Urban Systems Brasil Estudos de Mercado Ltda., a pedido da AMEA (Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas. Percentualmente serão atingidos: Parque Jabaquara (75%), Jabaquara-2 (40%) Jardim. Oriental (5%).
Artigo publicado em 26/02/2009
30 vezes maior
16.Feb.2009 13:40 Filed in: Jornais
Aeroporto terá movimento 30 vezes maior
por RICARDO SANGIOVANNI DA REPORTAGEM LOCAL Folha de S.Paulo
Viracopos vai suprir demanda que Cumbica, mesmo com mais um terminal, e Congonhas não conseguem suportar
Previsão em estudo de impacto ambiental aponta que fluxo de passageiros em SP deve ir de 34 milhões para 115 milhões até 2025
A Infraero (estatal que administra aeroportos) pretende investir R$ 6,4 bilhões até 2025 para tornar o aeroporto de Viracopos, em Campinas, o mais movimentado do país. A expectativa é ampliar em mais de 30 vezes a capacidade do aeroporto, habilitando-o a receber 61 milhões de passageiros por ano até 2025 -ou 4,6 vezes o total de passageiros que passou por Congonhas no ano passado.
Estimativa da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) prevê para 2025 um movimento de 115 milhões de passageiros por ano em Cumbica (Guarulhos), Congonhas e Viracopos. No ano passado, Viracopos foi responsável por apenas 1,08 milhão dos 34 milhões de passageiros dos três aeroportos.
Entretanto, tanto Congonhas quanto Cumbica já funcionam com saturação e nem o terceiro terminal que será construído em Guarulhos dará conta da demanda prevista. Por isso, a Infraero quer expandir Viracopos, hoje utilizado principalmente para cargas. O Ministério da Defesa, porém, mantém o plano de construção de um terceiro aeroporto na Grande São Paulo, ainda sem prazo e local definidos.
O plano de expansão consta do Estudo de Impacto Ambiental para a ampliação de Viracopos, que, pelo projeto, ganhará uma segunda pista, um novo terminal de passageiros 13 vezes maior que o atual e um pátio de aeronaves com o dobro do tamanho até 2015, data prevista para o fim da primeira e principal fase da expansão.
A área prevista para a ampliação é de 27 milhões de metros quadrados -mais de três vezes a atual e equivalente a duas vezes a de Cumbica ou 16 vezes a área de Congonhas. A previsão é de início das obras em setembro deste ano, com conclusão da segunda pista para pousos no final de 2011.
Segundo o estudo, as cerca de 3.700 pessoas que vivem na área prevista para a ampliação terão de ser indenizadas. A maioria das propriedades é de famílias de baixa renda. Empresas de mineração, chácaras de fim de semana e até um local histórico -a área remanescente da colônia alemã de Friburgo (leia mais nesta página)- estão na área da ampliação.
O relatório, disponível desde meados de janeiro para consulta pública em sete prefeituras de municípios afetados direta ou indiretamente pela expansão -Campinas, Paulínia, Jaguariúna, Sumaré, Hortolândia, Valinhos e Vinhedo-, será discutido em audiência pública na Câmara Municipal de Campinas na quinta-feira.
A audiência é um dos passos para a obtenção do licenciamento ambiental do projeto, que a Infraero espera obter da Secretaria Estadual do Meio Ambiente a tempo de iniciar as obras no prazo estabelecido.
Dos 35 impactos ambientais contabilizados em decorrência da expansão, 28 são considerados negativos e requerem medidas de compensação por parte da Infraero -porém, além da valorização imobiliária no entorno do aeroporto, nenhum outro é considerado de "alta relevância", segundo o relatório. Iniciativa privada A ampliação deverá ser custeada com verbas da própria estatal e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Segundo a Infraero, o plano de ampliação está sendo levado adiante independentemente da possibilidade de concessão do aeroporto à iniciativa privada, anunciada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, no ano passado.
Jobim deverá receber da Anac, até meados de junho, um modelo de concessão de aeroportos que está sendo elaborado pela agência e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A sugestão será encaminhada ao presidente Lula, a quem cabe tomar a decisão final.
Artigo publicado em - 16/02/2009
por RICARDO SANGIOVANNI DA REPORTAGEM LOCAL Folha de S.Paulo
Viracopos vai suprir demanda que Cumbica, mesmo com mais um terminal, e Congonhas não conseguem suportar
Previsão em estudo de impacto ambiental aponta que fluxo de passageiros em SP deve ir de 34 milhões para 115 milhões até 2025
A Infraero (estatal que administra aeroportos) pretende investir R$ 6,4 bilhões até 2025 para tornar o aeroporto de Viracopos, em Campinas, o mais movimentado do país. A expectativa é ampliar em mais de 30 vezes a capacidade do aeroporto, habilitando-o a receber 61 milhões de passageiros por ano até 2025 -ou 4,6 vezes o total de passageiros que passou por Congonhas no ano passado.
Estimativa da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) prevê para 2025 um movimento de 115 milhões de passageiros por ano em Cumbica (Guarulhos), Congonhas e Viracopos. No ano passado, Viracopos foi responsável por apenas 1,08 milhão dos 34 milhões de passageiros dos três aeroportos.
Entretanto, tanto Congonhas quanto Cumbica já funcionam com saturação e nem o terceiro terminal que será construído em Guarulhos dará conta da demanda prevista. Por isso, a Infraero quer expandir Viracopos, hoje utilizado principalmente para cargas. O Ministério da Defesa, porém, mantém o plano de construção de um terceiro aeroporto na Grande São Paulo, ainda sem prazo e local definidos.
O plano de expansão consta do Estudo de Impacto Ambiental para a ampliação de Viracopos, que, pelo projeto, ganhará uma segunda pista, um novo terminal de passageiros 13 vezes maior que o atual e um pátio de aeronaves com o dobro do tamanho até 2015, data prevista para o fim da primeira e principal fase da expansão.
A área prevista para a ampliação é de 27 milhões de metros quadrados -mais de três vezes a atual e equivalente a duas vezes a de Cumbica ou 16 vezes a área de Congonhas. A previsão é de início das obras em setembro deste ano, com conclusão da segunda pista para pousos no final de 2011.
Segundo o estudo, as cerca de 3.700 pessoas que vivem na área prevista para a ampliação terão de ser indenizadas. A maioria das propriedades é de famílias de baixa renda. Empresas de mineração, chácaras de fim de semana e até um local histórico -a área remanescente da colônia alemã de Friburgo (leia mais nesta página)- estão na área da ampliação.
O relatório, disponível desde meados de janeiro para consulta pública em sete prefeituras de municípios afetados direta ou indiretamente pela expansão -Campinas, Paulínia, Jaguariúna, Sumaré, Hortolândia, Valinhos e Vinhedo-, será discutido em audiência pública na Câmara Municipal de Campinas na quinta-feira.
A audiência é um dos passos para a obtenção do licenciamento ambiental do projeto, que a Infraero espera obter da Secretaria Estadual do Meio Ambiente a tempo de iniciar as obras no prazo estabelecido.
Dos 35 impactos ambientais contabilizados em decorrência da expansão, 28 são considerados negativos e requerem medidas de compensação por parte da Infraero -porém, além da valorização imobiliária no entorno do aeroporto, nenhum outro é considerado de "alta relevância", segundo o relatório. Iniciativa privada A ampliação deverá ser custeada com verbas da própria estatal e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Segundo a Infraero, o plano de ampliação está sendo levado adiante independentemente da possibilidade de concessão do aeroporto à iniciativa privada, anunciada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, no ano passado.
Jobim deverá receber da Anac, até meados de junho, um modelo de concessão de aeroportos que está sendo elaborado pela agência e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A sugestão será encaminhada ao presidente Lula, a quem cabe tomar a decisão final.
Artigo publicado em - 16/02/2009




