Anac prevê batalhas sangrentas

FOLHA DE S.PAULO - 29/04/2009 - Caderno Ilustrada - Monica Bergamo

 

PRA FRENTE
Depois de vencer várias disputas seguidas, como a da abertura do aeroporto Santos Dumont e a liberação das tarifas aéreas internacionais, a Anac vai dar um tempo na que promete ser a mais, digamos, sangrenta das batalhas: a redistribuição dos slots (autorizações de pouso e decolagem) de Congonhas. A ideia é tirar alguns deles dos "ricos", ou seja, da TAM e da Gol, para dar a empresas menores, como Azul e WebJet, aumentando a concorrência. O assunto foi retirado de pauta e só voltará a ser discutido no fim do ano.


PRA FRENTE 2
A Anac diz que a discussão foi adiada porque, terminada a consulta pública para tratar do tema, deve refazer a proposta incorporando sugestões apresentadas. As principais dizem respeito à forma de calcular o índice de atraso, de cancelamento e de segurança que vão medir o desempenho das companhias e definir a redistribuição dos slots.

Kassab defende Serra

Kassab volta a defender Serra para 2010
Em visita à JP, prefeito também falou sobre pacote habitacional, Congonhas e Dilma Rousseff
Publicado Por: Mariana Riscala Jovem Pan Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, voltou a defender que José Serra seja o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010. Em visita aos estúdios da Jovem Pan, afirmou que o Democratas já decidiu que apoiará um candidato tucano, independente de quem seja, mas ele revelou sua preferência pelo governador de São Paulo. “Tive o privilégio de conviver com o Serra. No meu ponto de vista, não tem ninguém no Brasil que tenha a biografia de Serra. Ele é aquele que tem mais experiência”, ressaltou.

Gilberto Kassab também comentou a aprovação da concessão urbanística pela Câmara, que transfere à iniciativa privada o direito de desapropriar áreas, como a Nova Luz, no centro de São Paulo. Ele negou que o projeto seja um “cheque em branco”, pois, segundo ele, cada proposta de concessão terá que ser aprovada pela Prefeitura. “O que teremos é uma maior velocidade na reurbanização da Luz”, comemorou.

O prefeito afirmou que o governo federal terá total cooperação da cidade no programa do pacote habitacional. Kassab revelou que a Secretaria de Habitação já está identificando áreas para serem cedidas ao projeto, mas lembrou que outros programas federais não podem ser cessados.

“Amanhã vamos assinar o termo de adesão ao programa. Tenho confiança grande de que podemos colaborar bastante. Esperamos continuar contando com essas verbas, porque são fundamentais para atender às famílias. “Vamos contribuir da melhor maneira possível e com a maior boa vontade. Transmiti ao presidente Lula que não podemos cessar os outros programas federais”, disse.

Gilberto Kassab prometeu cumprir o Plano de Metas de 2012. “Tivemos a felicidade de cumprir todos os nossos compromissos na primeira gestão, o que é gratificante. Não tem por que não estarmos otimistas para cumprir as próximas promessas. Duas já estão sendo realizadas: investimento de R$ 1 bilhão no metrô e conclusão do Expresso Tiradentes”, relembrou.

Ele ressaltou os investimentos feitos no transporte público e comemorou o acordo com o governo de São Paulo para realização do Metrô de superfície no Expresso Tiradentes.

O prefeito de São Paulo fez muitas críticas ao governo federal pelo ‘esquecimento’ do prolongamento da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. “Eu estou fazendo a minha parte, defendendo a obra em todos os momentos. Acho um absurdo o governo federal não ter feito nada para melhorar a infra-estrutura e a segurança. É o aeroporto mais movimento do país”, ressaltou.

Kassab evitou comentar a possibilidade de a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se aproveitar de sua doença para conquistar o eleitorado. “Vejo a ministra como uma pré-candidata do PT. Acredito que, nestas questões, o melhor é não comentar. Se ela for candidata, que faça uma boa campanha e que, dentro da democracia, vença o melhor”, disse, pontuando que Dilma terá sensibilidade para saber qual comportamento ter. “Confio no espírito público da ministra e desejo boa sorte a ela, que ela seja muito feliz”, completou.

Acompanhe a entrevista com o prefeito de São Paulo e quais os outros pontos tratados durante visita aos estúdios da Jovem Pan nesta quarta-feira.
http://jovempan.uol.com.br/jornal-da-manha/noticia/kassab+volta+a+defender+serra+para+2010-160048,,0
 

Campo de Marte

Empresas do Campo de Marte são reprovadas pela Secretaria do Verde
Ação começou nesta quinta-feira (23), em São Paulo.
Menos da metade das empresas do local têm esgoto ligado à Sabesp.



A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, da Prefeitura de São Paulo, começou a fiscalizar nesta quinta-feira (23) as empresas que operam no Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista. A maioria despeja o esgoto sem tratamento em um córrego ao lado, e a água suja vai parar no Rio Tietê.

Depois de mais de 80 anos de operação, a Infraero fez um estudo de impacto ambiental do Campo de Marte. O levantamento, que é obrigatório para conseguir um licenciamento de operação, revelou que o aeroporto mais antigo do estado - construído na década de 1920 - ganhou em importância com o tempo, mas não em adequação. O projeto é antigo e precisa de mudanças.

A fiscalização desta quinta feita pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente foi ver de perto os problemas apontados no relatório. Das 39 empresas que operam no aeroporto, apenas 12 têm o esgoto ligado à rede da Sabesp. As outras 27 não operam de forma ideal: elas têm ligações irregulares ou sistemas de fossa sem qualquer controle.

A fiscalização também constatou que a água usada na lavagem das aeronaves - e que, por isso, carrega óleo e detergente - vai direto para o córrego e acaba no Tietê.

Segundo a Infraero, nenhuma das 39 empresas que operam no local tem sistema de separação desses resíduos. A instituição responsável pelos aeroportos no Brasil informou que já está preparando uma licitação para construir uma nova rede de esgoto e que vai exigir mudanças em todas as empresas.

Apesar de ter feito o contrato com cada uma delas, a Infraero, no entanto, não soube informar quais precisam de obras. “Estamos notificando e fazendo esse levantamento”, disse Antonio Filipe Barcellos, superintendente regional da Infraero.

A Prefeitura de São Paulo deu um prazo de 90 dias para as soluções começarem a ser implantadas. A fiscalização da secretaria vai continuar até a semana que vem.


Fontes: G1 / SPTV (TV Globo)




Quer Comprar um Aeroporto?

Privatização dos aeroportos: modelo único não é o melhor
por Gazeta Mercantil

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Não existe um padrão ideal de privatização para todos aeroportos - cada terminal tem suas distinções e, por isso, tem de se adotar modelo que melhor satisfaça os usuários, empresas aéreas, comunidade, governo e gestores. Está é uma das conclusões da Conferência Internacional sobre Capital Privado em Aeroportos, realizada entre quinta e sexta-feira passada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"A privatização dos aeroportos no Brasil caminha para um modelo plural, em que a satisfação de todos e o impulso da infraestrutura estejam garantidos", afirmou Silvia Rodrigues Pachikoski, diretora do departamento jurídico da Fiesp, que organizou e comandou o seminário com diversas autoridades, especialistas e representantes do setor aéreo.

Para o gerente de acompanhamento de mercado da Anac, Rogério Teixeira, o modelo de concessão - em fase de elaboração - tem o objetivo de incentivar a "concorrência dentro do aeroporto e não entre aeroportos" na oferta de serviços, que será medida tecnicamente de acordo com um indicativo de qualidade a ser definido.

A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Defesa estudam um modelo de concessão de aeroportos à iniciativa privada, que será definido no Plano Nacional de Desestatização (PND) do setor - projeto do Conselho de Aviação Civil (Conac).

Na opinião do presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respício Espírito Santo Júnior, presente ao encontro na Fiesp, a concentração do marco regulatório do Conac na ampliação da infraestrutura dos terminais aeroportuários está equivocada.

Respício considera que, embora o tráfego doméstico de voos tenha crescido a taxa média de 7,5% ao ano (1990-2007), os aeroportos têm de ser pensados como "multiplicadores de negócios, social e cultural", importantes para o desenvolvimentos de cidades com aeroportos.

O especialista Bijan Vasigh (Embry-Riddle Aeronautical University, EUA), aponta outros riscos de exploração monopolística ser transferida do estado para a iniciativa privada, causando insegurança e serviços ruins.


Fonte: Wagner Oliveira (Gazeta Mercantil) -

Improbidade Administrativa

Kassab pode responder por improbidade por não pagar precatórios
por Última Instância

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), é alvo de uma investigação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) por inadimplência no pagamento de precatórios alimentares. Os inquéritos civis abertos pela Promotoria da Cidadania da capital apuram descumprimento das ordens judiciais de pagamento entre 2006 e 2008. Os recorrentes calotes e remanejamentos ilegais do Executivo fizeram o débito do Município com os precatórios em geral dobrar em cinco anos - de R$ 5,3 bilhões, em 2004, para os atuais R$ 11,3 bilhões. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, como os ex-prefeitos Celso Pitta (PTN) e Marta Suplicy (PT), Kassab corre agora o risco de ser processado por improbidade administrativa.
 
http://ultimainstancia.uol.com.br/new_site/clipping_ver.php?idConteudo=197&__akacao=137494&__akcnt=5c53bc59&__akvkey=9eda&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Clipping+UI+27%2F04%2F2009

Gol compra Boeings

Conheça o novo Boeing que a Gol receberá em 2010

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Na home a nova janela do Boeing 737 Sky Interior; acima, vista geral com teto suavemente iluminado em tons de azul céu e o novo bagageiro, com maior espaço - clique sobre a imagem para ampliá-la

A Boeing anunciou ontem que sete companhias aéreas serão as primeiras a incorporar às respectivas frotas, a partir do final de 2010, o novo Boeing 737 Sky Interior. O interior apresenta o teto suavemente iluminado em tons de azul céu. A Gol é uma dessas empresas que vai receber o novo avião; as outras seis são FlyDubai (Emirados Árabes Unidos), Continental (EUA), Norwegian Air Shuttle Asa (Noruega), Malaysia Airlines (Malásia), Tui Travel PLC (Reino Unido) e Lion Air (Indonésia).

“Resultado de anos de pesquisa para o desenvolvimento do design interno do 787 Dreamliner, o Boeing 737 Sky Interior apresenta o estilo moderno do 787, com paredes laterais esculpidas e janelas capazes de revelar aos olhos dos passageiros com maior amplitude a paisagem externa”, descreve a empresa por meio de um comunicado. “De uma maneira mais prática, o design das paredes laterais integra as saídas de ventilação, isso torna ainda mais rápida, para a equipe de manutenção, a checagem de segurança que antecede o voo.” O novo design oferece um maior bagageiro para as bagagens de mão.

A Boeing redesenhou os interruptores das luzes de leitura, e os passageiros poderão encontrá-las de modo mais fácil e assim evitar acionar o botão de serviço de bordo acidentalmente.

“Autofalantes foram integrados aos controles individuais de serviço de cada passageiro, a fim de melhorar a qualidade do som e da iluminação no momento da sua operação. A nova ventilação integrada e os materiais redutores de ruído utilizados na composição da cabine, diminuem o nível de som de modo geral.”


Fonte: Claudio Schapochnik (Panrotas)

Comunicado AMEA

Balanço das movimentações da AMEA.

Em 20.12.2008,  nasceu  a AMEA: Associação dos Moradores do Entorno de Congonhas. Tendo como bandeira, resistir o projeto de desapropriação das residências do Parque Jabaquara,  para expansão das pistas do aeroporto. Cuja intenção foi exposta a público,  pelas autoridades governantes, mais precisamente os senhores: Ministro da Defesa, Governador do Estado e o Prefeito da Capital. Portanto, tinhamos que agir.

Foram então iniciado o primeiro movimento, sendo a primeira concentração, a assembléia aberta, realizada na Rua Freire Farto, seguido das audiências públicas e fechando com a passeata realizada no último dia 05.04.2009. Ocasião em que ocupamos o saguão do aeroporto de forma ordeira e pacífica.

Isto posto,  passamos para o plano prático, em comum acordo, as entidades: AMEA, AMAM, ABRAPAVAA, VILANOCAH e MMCB, resolverão por bem,  propor que o EIA RIMA apresentado pela Infraero, seja anulado, tendo em vista estar o mesmo,  eivado de erros técnicos e legais.

Declaramos também,  que não somos contra o relatório, desde que seja seguido a risco,  a legislação ambiental, onde premie o homem como principal ente à ser preservado.

Pedimos à todos que verifiquem no mosaico, onde localizam suas residências, e vejam que  a  participação é capital para o sucesso do movimento. Ficar no conforto do lar, torcendo para que tudo de certo, não  é a melhor maneira de resistir a sanha capitalista dos donatários de plantão.

Este foi o que humildemente conseguimos produzir nesses primeiros 100 dias de ação.

Atenciosamente.
A
diretoria da AMEA.
Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto.
20.04.2009.

EIA-RIMA

Congonhas discute licença ambiental em audiência HOJE
por O GLOBO
16/04/2009

Depois da polêmica em torno do licenciamento ambiental do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, agora é a vez do primo rico, o Aeroporto de Congonhas, ajustar as contas com o verde. Será realizada no próximo dia 16 uma audiência pública para apresentação e discussão do licenciamento ambiental de Congonhas e obter novas informações para a análise do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental do empreendimento.

O evento será realizado no
Travel INN Live & Lodge, no Ibirapuera, às 18h. A relatório está disponível para consulta no Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) (ver link ao lado), localizado na Rua do Paraíso, 387, no 1o. andar, das 10h às 16h, nos dias úteis.

Enquanto aeroporto de São Paulo segue em busca da regularização, o do Santos Dumont permanece sem licença. Durante a guerra com a Azul, o governo do Rio chegou a usar a irregularidade do aeroporto como uma arma contra a companhia aérea. Mas, depois que Sérgio Cabral recuou, ficou a impressão de que o licenciamento ambiental do Santos Dumont era apenas um instrumento político. O Rio parece se esquecer da lei, que exige esse documento de empreendimentos que geram impacto ambiental, como aeroportos.
  


Audiencia

Na Cara Dura

Imobiliária banca vereador que atua pelo setor em SP
da Folha Online

Vereadores paulistanos que receberam doações da AIB (Associação Imobiliária Brasileira) atuam em áreas na Câmara Municipal de interesse do mercado imobiliário, informa reportagem de Fernando Barros de Mello e Mariana Barros, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Além disso, informa a reportagem, dos 41 projetos em tramitação que propõem alterações de zoneamento apresentados de 2005 em diante, 28 (68,3%) são de autoria de parlamentares que receberam doações da entidade em 2008.
Ontem, a
Folha publicou reportagem na qual informava que o setor imobiliário de São Paulo, coordenado pelo Secovi, o sindicato da categoria, usou uma entidade para driblar a legislação eleitoral --que proíbe doações de sindicatos-- e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas doações feitas pelo setor. A AIB foi a segunda maior financiadora individual nas eleições municipais.
Dos sete membros da Comissão de Política Urbana, criada para debater regras da organização da cidade, quatro obtiveram doações da AIB para campanhas. A entidade também doou a três dos nove integrantes da Comissão e Constituição e Justiça, que discute a revisão do plano diretor.

Outro lado
Vereadores que receberam doações e as entidades AIB (Associação Imobiliária Brasileira) e Secovi afirmam que todas as doações são legais e que não afetam o trabalho na Câmara.
Presidente da AIB, Sergio Ferrador afirmou que outros setores também se organizam para levar seus pleitos. "Todas as nossas [doações] foram legais, tanto é que vocês sabem quem recebeu", afirmou.

Arte/Folha


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Publicado em 15/04/2009 - 04h03

Doações irregulares à políticos

TSE vê "indícios de grave irregularidade" em doações do setor imobiliário
da Folha de S.Paulo, em Brasília


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, avaliou ontem que existem "indícios de grave irregularidade" nas doações eleitorais feitas por entidade criada pelo setor imobiliário de São Paulo para driblar a legislação eleitoral e ocultar os verdadeiros responsáveis pelos repasses do setor, segundo revelou reportagem da
Folha.
"Pelo que diz o jornal, trata-se de instituição de fachada", disse Ayres Britto. "A Justiça Eleitoral não pode ficar indiferente. Vamos apurar."
O promotor eleitoral Maurício Ribeiro Lopes, de São Paulo, disse que convocará o presidente da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), Sérgio Ferrador, para dar esclarecimentos. Nas eleições de 2008, a AIB foi a segunda maior doadora individual (R$ 6,5 milhões). A associação não tem site, escritório em funcionamento e, segundo Ferrador, não tem associados nem receita fixa.
A
Folha conversou com sete candidatos que foram beneficiados pela associação. Quase todos disseram, de forma reservada, que negociaram os repasses com diretores do Secovi-SP, que se autodenomina o "maior sindicato do setor imobiliário de São Paulo". A legislação eleitoral proíbe que "entidade de classe ou sindical" doe para campanhas eleitorais.
"Estou de acordo, no mérito, que essa AIB é uma figura fantasma que serve para diluir o nome de quem faz a doação", disse o promotor. A
Folha tentou contatar Ferrador, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.
Anteontem, ele e o presidente do Secovi, João Batista Crestana, defenderam a atuação conjunta do setor como forma de fortalecer o lobby da categoria, mas negaram que a AIB seja de fechada e afirmaram que tudo é legal. Também disseram que a associação foi criada por empresas, não pelo sindicato. Crestana e Ferrador não revelaram quais empresas doaram.
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) entrou com representação na Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pedindo apuração das doações.

Gol indenizará em 10 dias

Gol é condenada a pagar seguro RETA de R$ 137.000,00 à família de vítima do voo 1907
da Folha Online

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a companhia aérea Gol indenize a família de uma das vítimas do acidente com o voo 1907, ocorrido em setembro de 2006 e que resultou na morte de 154 pessoas.
A decisão foi tomada pela 24ª Vara Cível e publicada na última segunda (13). Trata-se de uma tutela antecipada --quando a Justiça toma decisão antes de o processo ser finalizado.  
A partir do momento que for notificada, a empresa terá dez dias para cumprir a determinação. A Gol terá de pagar R$ 137.381,37 pelo Reta (Responsabilidade Civil de Explorador ou Transportador Aéreo), mais conhecido como seguro obrigatório, e R$ 7.292,69 por mês em forma de pensão. O valor deve ser acumulado e pago desde a morte dela e será obrigatoriamente pago de uma única vez.
A Gol foi procurada nesta quarta-feira para comentar o assunto e afirmou que irá recorrer da decisão. Ela não comentou o teor da tutela antecipada.
O advogado Luiz Roberto Stamatis de Arruda Sampaio, que representa cerca de 30 famílias, afirmou que inicialmente o valor a ser pago pelo seguro era de R$ 7.000, considerados insignificantes.

Indenizações
Em fevereiro deste ano, a empresa fechou um acordo para pagamento de
R$ 46 milhões a 45 famílias de vítimas do acidente.
À época, a Gol afirmou já ter feito acordos com familiares de 106 dos 154 passageiros do "[voo 1907]:"
http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/voo1907. A companhia diz que não divulga valores em atendimento a uma solicitação de confidencialidade feita pelas famílias.
Publicado em 15/04/2009 - 15h59

Mudanças na Infraero

Lula prepara mudanças na Infraero

Agora que o deputado Carlos Wilson faleceu, o presidente Lula fará mudanças na Infraero, estatal que foi presidida pelo parlamentar entre 2003 e 2006. O atual presidente, brigadeiro Cleonilson Nicácio, que só arrumou encrenca na empresa, não deixará saudades. Há vários cotados para presidir a empresa, mas o favorito é o paulista Rogério Abdalla, apontado como indicação do presidente da Câmara, Michel Temer.

Deputado Paes de Lira

Participa de manifestação em favor da vida e contra ampliação do Aeroporto de Congonhas

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No dia 05 de abril, domingo, o deputado federal juntou-se aos moradores da vizinhança do aeroporto de Congonhas para protestar contra uma possível ampliação da pista principal, que poderia causar a desapropriação de sete mil pessoas.

Os manifestantes se encontraram na Avenida Washington Luís a partir das 09h30, em frente ao local interditado desde a queda do avião da TAM em 17 de julho de 2007, e partiram, com apitos e faixas de protesto, em passeata até o saguão do aeroporto.

O deputado Paes de Lira é totalmente contra essa possível ampliação, pois ela vai provocar a saída de famílias, moradoras há décadas na região, devido às desapropriações. A ampliação também vai aumentar o fluxo de aeronaves e isso acarretará maior poluição ambiental e sonora, além de aumentar os riscos de acidentes aéreos.
Para o parlamentar a solução desse problema será a construção de um terceiro aeroporto em São Paulo em local devidamente apropriado, longe de áreas residenciais e de acordo com as normas ambientais.

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Propostas dos Vereadores

Vereadores apresentam relatório com propostas para Congonhas
Entre os pontos, está a instituição de uma 'Autoridade Aeroportuária Municipal'. Outra proposta é colocação de concreto poroso para proteção das aeronaves.
5/03/2008 - 18h14 - Atualizado em 05/03/2008 - 18h36

Os vereadores da Comissão de Estudos do Aeroporto de Congonhas devem encaminhar nesta quinta-feira (6) a órgãos ligados à aviação e a autoridades estaduais e municipais um relatório com propostas para a melhoria das operações no aeroporto da Zona Sul de São Paulo. Entre os pontos, está a instituição de uma "Autoridade Aeroportuária Municipal" para acompanhar as decisões sobre Congonhas.

"Essa autoridade seria constituída por órgãos municipais, secretarias, pela própria Câmara e por entidades representativas do entorno [do aeroporto]. Ela iria influir em todas as decisões relativas ao Aeroporto de Congonhas", explica o vereador José Farhat (PTB), que presidiu a comissão de estudos. De acordo com ele, a instituição da autoridade depende da inclusão no Plano Diretor do Município.

A comissão, que iniciou os estudos sobre Congonhas em abril de 2007, apresenta algumas propostas que já foram instituídas no aeroporto. Uma delas é a proibição de conexões e escalas de vôos comerciais em Congonhas, que passou a valer depois do acidente com o vôo JJ 3054 da TAM, que matou 199 pessoas em julho do ano passado.

No entanto,
uma resolução do Conselho de Aviação Civil (Conac) determinou a volta das conexões. A partir de 16 de março, o aeroporto volta a ter vôos com escalas e conexões sem limite de distância. Também vão ser permitidos novamente vôos charter e de fretamento nos fins de semana, em horários determinados.

Farhat diz que pretende trabalhar para que algumas das propostas retornem. Ele cita o limite do número de passageiros transportados,
que chegou a ser de 130 por uma determinação judicial, posteriormente revogada. "Isso tudo voltou atrás. Nós vamos trabalhar para que elas retornem", disse em entrevista ao G1

Confira as propostas contidas no relatório dos vereadores:
1. Proíbam conexões e escalas de vôos em Congonhas, de forma que o aeroporto opere vôos ponto a ponto.
2. Não autorizem vôos fretados e charter a partir de Congonhas redistribuindo os existentes.
3. Mantenham sempre reserva técnica de aeronave e tripulação de tal forma que o atraso de um vôo em algum aeroporto do país não prejudique toda cadeia que seria cumprida pela aeronave.
4. Adotem as providências necessárias para a liberação dos espaços ocupados, dentro do aeroporto de Congonhas, por empresas que tiveram decretado a sua falência ou estejam em situação análoga.
5. Transfiram pelo menos parte da aviação geral (táxis aéreos, helicópteros, jatinhos) para o Aeroporto de Jundiaí.
6. Que os vôos ponto a ponto atinjam no máximo 1.500 km.
7. Observem o limite de capacidade de transporte para 130 passageiros.
8. Redução (virtual) da pista principal em 300 metros para possibilitar uma área de segurança para pousos e decolagens.
9. Estudem a colocação de concreto poroso para proteção de aeronave em caso de deslizamento na pista.
10. Instituição de uma "Autoridade Aeroportuária Municipal" dentro do Plano Diretor Estratégico do Município.
11. No caso dos helicópteros (helipontos e heliportos) fiscalização e autorização de funcionamento integrada entre Municipalidade (Secretaria de Planejamento) e Anac.Aeroporto

Uma Análise do Setor Aéreo

Distorções e truques do mercado aéreo brasileiro
Enviado por Míriam Leitão - 12.1.2009 | 8h47m

Você sabia que comprar uma passagem Rio-Miami custa 40% mais caro que uma passagem Miami-Rio na mesma companhia? E você sabia que não é possível comprar só a ida, para comprar a volta mais barata nos EUA porque a companhia brasileira aumenta o preço da passagem da ida só para compensar?

E você sabia também que a Justiça brasileira determinou que os passageiros brasileiros tem que pagar mais caro às empresas estrangeiras, e que elas não podem fazer promoções no Brasil?

Aqui o preço é controlado. As empresas brasileiras dizem que não podem reduzir preços por determinação da Justiça, mas foram elas próprias que entraram na Justiça para que os preços continuassem controlados. 
Conheçam todas essas distorções do mercado aéreo brasileiro na ótima entrevista com a diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, que foi ao ar pela GloboNews:

Assistir a entrevista

Protesto Contra Congonhas

Comunidade do Jabaquara protesta contra Congonhas

A Associação de Moradores do Entorno do Aeroporto, além de outras entidades, bem como representantes de familiares das vítimas de acidentes aéreos e de aeronautas promoveram uma manifestação pacífica contra a ampliação do Aeroporto de Congonhas. A comunidade rechaça a alegação de que o aumento das pistas em mil metros traria mais segurança ao aeroporto - eles acreditam que, pelo contrário, aumentaria o movimento do aeroporto e provocaria ainda mais impactos no meio ambiente local. O protesto aconteceu na manhã do último domingo, dia 5. Os manifestantes caminharam pela Avenida Washington Luiz e entraram no saguão do Aeroporto, munidos de faixas com frases de protesto.
Veja mais

Publicado em Jornal São Paulo Zona Sul 10 a 16 de abril de 2009

Incidente em Porto Alegre

Incidente com avião paralisa Salgado Filho
por Zero Hora 09 de abril de 2009 | N° 15933Alerta

Um incidente envolvendo um avião da TAM parou o Aeroporto Salgado Filho, na Capital, na tarde de ontem.

O voo JJ 3162 havia decolado às 15h04min em direção a Guarulhos (SP), com previsão de chegada às 16h20min. Cerca de 40 minutos depois de deixar Porto Alegre, a aeronave teria apresentado problemas técnicos e teve de retornar. Por precaução, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) teve de iniciar os procedimentos de emergência. Quando pousou, o avião ficou parado do meio da pista e teve de ser rebocado para uma área isolada do aeroporto.

Em razão do incidente, o Salgado Filho ficou fechado durante 11 minutos para pousos e decolagens. A interrupção não chegou a provocar atrasos.

Até a noite de ontem, a Infraero não teria sido informada pela TAM sobre as causas do episódio. O balcão de informações da companhia aérea em Porto Alegre não quis se manifestar sobre o incidente.

Em nota distribuída pela matriz, em São Paulo, a empresa justificou o retorno do voo à capital gaúcha em razão de uma “manutenção não programada”. Segundo o texto, os passageiros – a quantidade também não foi informada – que estavam no avião acabaram transferidos para outra aeronave. O novo voo saiu às 17h40min de Porto Alegre com destino a Guarulhos

Conforto x Segurança em Obras

Para especialista, Congonhas só é viável se encolher
Especialistas expõem necessidade de cuidados urgentes e profundos em aeroporto.
por Patrícia Araújo Do G1, em São Paulo

Para engenheiro há uma preferência por conforto no lugar de segurança em obras.

Um dia após o maior acidente da história da aviação no país, especialistas no setor discutem os riscos e a viabilidade do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. A reportagem do G1 conversou com alguns deles que expuseram suas opiniões, em que a unanimidade foi a necessidade de cuidados urgentes e profundos no local.

Professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBPTA), Anderson Correia acredita que da forma em que o aeroporto opera atualmente, sua existência não é viável. “Se você vai operar para ser o maior da América Latina em número de passageiros e operações, eu digo que não é viável. Agora se você readequar para a vocação dele, aí sim, você pode ter um aeroporto bom”, conta.

Por “vocação” de Congonhas, o professor classifica um aeroporto de vôos com menores distâncias, que exijam menores comprimentos de pista, o viável no local onde o aeroporto se situa. “Um aeroporto para vôos de ponte aérea (Rio-São Paulo), no máximo com vôos para Brasília, e de aviação executiva”, fala, explicando o que acredita ser a real capacidade do aeroporto.

Para Correia, este é o momento de as autoridades reverem as capacidades dos aeroportos e investirem em Guarulhos e Campinas, para desafogar o movimento em Congonhas. “Acho que é um excelente aeroporto (Congonhas). Mas não tem uma pista muito grande, não tem tanta margem para operar. E já pegou tudo o que tinha disponível de área. Não há mais para onde crescer. Se você readequar, não é preciso fechar. Mas se não readequar, vai estar sempre no limite da capacidade, no limite da segurança”.

Totalmente viável
O engenheiro aeronáutico e professor doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Jorge Eduardo Leal Medeiros, descarta a necessidade de fechamento do local, que acredita ser “totalmente viável”. “Se você vai fazer um aeroporto novo, não vai fazer no meio de casa (referindo-se a área da cidade em que Congonhas se situa). Agora uma vez que ele existe há mais de 60 anos, você não vai tirar esse aeroporto. A não ser que ele cause total impacto ao ambiente (comunidade)”, o que não seria o caso na visão do professor.

Medeiros afirma que o necessário para o bom funcionamento do local é a garantia das seguranças mínimas, o que significa “pistas com grooving e bem estruturadas”. “A pista de Congonhas estava exigindo reformas há mais de três anos, mas só foi feita agora, depois da inauguração do terminal de passageiros”, critica o especialista, afirmando que se está priorizando o conforto no lugar da segurança.

Publicado em 19/07/2007

Contra o Aumento das Pistas

Moradores são contra ampliação de Congonhas
Protesto e passeata reuniram moradores do Jabaquara contrários ao aumento das pistas
BRUNA RIBEIRO, bruna.ribeiro@grupoestado.com.br

Preocupados com a possível desapropriação de suas casas, moradores da região do Jabaquara, na zona sul, protestaram contra o projeto de ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas, na manhã de ontem. Eles se reuniram às 9h30 na Avenida Washington Luís, em frente ao local onde aconteceu o acidente com o Airbus da TAM em julho de 2007. Depois de um discurso de meia hora dos organizadores do ato, os moradores partiram em passeata em direção ao saguão do aeroporto.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 120 pessoas participaram da manifestação. Já a Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto (Amea) calculou 400 participantes. Quase todos estavam vestindo camisetas com a inscrição “Não à ampliação de Congonhas”, frase que repetiam gritando ao longo da passeata. Apitos deram mais força ao protesto. Simbolizando os malefícios da poluição gerada pelo aeroporto, os moradores também usaram máscaras. Quase todos os vizinhos reclamam da desinformação sobre o projeto. Segundo a Prefeitura, a ampliação da pista permitiria criar áreas de escape para aviões que tenham problemas nos pousos e decolagens (leia mais ao lado). Já o presidente da Amea, Rene Pimentel, questiona a decisão. “O aeroporto foi construído em uma montanha. Não há área de escape lateral”, explicou Pimentel. “Por que o governo quer ampliar o comprimento da pista, se não há como ampliar a área lateral? Os acidentes continuarão a acontecer”.

Interesse das empresas
Para o deputado Carlos Giannazi (PSOL), o projeto atende aos interesses das empresas aéreas e das grandes empreiteiras.

A moradora Lúcia Engelberg, de 64 anos, acredita que, com pistas ampliadas, as empresas aéreas pretendam utilizar aeronaves de maior porte, como o Airbus A321, com capacidade para quase 300 pessoas. “Congonhas pode funcionar, mas respeitando a portaria 188, que vale desde 2005 e determina a operação de aviões para até 116 passageiros.”

As gêmeas Viviane e Vanessa Veloso, de 9 anos, carregavam uma placa que dizia: “Nossa casa. Nossa vida. Há mais de 40 anos”. Assim como as filhas, Nilza Veloso, de 42 anos, mora na região desde que nasceu. “O aeroporto é seguro, mas não foi feito para operar com aeronaves de grande porte”, diz.

O casal Tatiane Vieira, de 30 anos, e Felipe Mendes, de 29 anos, mora no bairro há um mês. “Não sabíamos dessa história. Estou grávida de cinco meses e quero estruturar a vida. Não sei o que fazer se perder a casa”, disse Tatiane.

Aumento
Cerca de 2 mil imóveis teriam que ser desapropriados para a extensão da pista principal, que hoje tem 1.949 metros e ganharia 500 metros em ambas as pontas

O Ministério da Defesa informou que ainda não há previsão de conclusão dos estudos do projeto

http://txt.jt.com.br/editorias/2009/04/06/ger-1.94.4.20090406.8.1.xml

Caso TAM

TRF-3 suspende processo contra a ex-diretora da Anac Denise Abreu no caso TAM
por Rosanne D'Agostino - Do UOL Notícias
Em São Paulo

 
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região concedeu liminar para suspender ação penal contra a ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu por fraude processual. A decisão é do desembargador Luiz Stefanini e é válida até o julgamento do mérito do pedido pelo tribunal.
O desembargador entendeu que a juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, após receber a denúncia e abrir o processo, alterou a acusação do Ministério Público Federal, que era de falsificação de documento público e uso de documento falso. Para o criminalista Roberto Podval, que representa a ex-diretora da Anac, trata-se de uma "aberração processual". Pela decisão da juíza, Denise tornou-se ré em ação penal por crime de fraude processual, por ter apresentado documento inválido à juíza Cecília Marcondes, do TRF-3, que resultou na liberação de voos no aeroporto de Congonhas, meses antes do acidente com o Airbus da TAM, em que morreram 199 pessoas, em julho de 2007. O desembargador Luiz Stefanini entendeu que a defesa foi prejudicada, por não ter se pautado na nova acusação para apresentar seus argumentos, o que, segundo ele, "poderia ensejar eventual nulidade". O risco à vida dos passageiros, mesmo antes do acidente, já era alvo de ação civil pública do Ministério Público Federal. De acordo com o MPF, o documento apresentado pela Anac em fevereiro, para garantir a liberação da pista do aeroporto, que estava restrita. No entanto, tratava-se de um estudo, e não de uma norma. Dessa forma, foi liberado o pouso do Airbus da TAM, que estava sem um dos reversos, o que foi apontado como uma das causas do acidente. Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, no Congresso Nacional, a então diretora da Anac afirmou que o documento foi publicado por engano na página da agência na Internet, por um erro da área de informática, e que se tratava apenas de um estudo interno.
Airbus A-320 da TAM O acidente aconteceu em 17 de julho de 2007 e deixou 199 mortos - a maior tragédia da história da aviação brasileira. O voo 3054, que vinha de Porto Alegre (RS), tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, e acabou se chocando com um depósito da própria companhia aérea do outro lado da avenida Washington Luís, em frente à pista principal do aeroporto. Em novembro de 2008, o juiz Hélio Narvaez, da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara (SP), suspendeu o indiciamento de todos os apontados pela Polícia Civil como responsáveis no caso.
Publicado em 6/04/2009 - 19h29

Concorrente

Trem-bala SP-Rio terá oito paradas obrigatórias

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O trem-bala que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo deverá ter ao menos oito estações obrigatórias, aponta estudo técnico do projeto entregue ontem pela inglesa Halcrow Group ao governo federal. O documento diz que o Trem de Alta Velocidade (TAV) poderá transportar de oito milhões a dez milhões de passageiros por ano. Serão, no mínimo, 22 mil pessoas viajando todo dia.

Na Grande São Paulo, o projeto prevê paradas na estação Luz, no centro da capital, e no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos. Campinas, cidade paulista do interior, deverá ter duas estações, uma no aeroporto de Viracopos e outra num ponto da cidade ainda a ser definido. Da capital, partirá ainda uma linha para São José dos Campos, também no interior do Estado.

Já no Rio de Janeiro, estão previstas três estações: uma no aeroporto internacional do Galeão, outra no centro da capital (Leopoldina ou Central do Brasil) e uma terceira na região sul Fluminense, a ser escolhida entre as cidades de Resende, Volta Redonda e Barra Mansa.

O governo decidiu sugerir no edital de concessão do trem expresso a construção de estações opcionais, que poderão ser ativadas em períodos específicos. Uma delas é a de Aparecida, no interior paulista, que funcionaria em datas como o feriado de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro). A ideia é defendida pela Igreja Católica, mas a decisão de construir a estação será do empreendedor.

Nas próximas semanas, o estudo de viabilidade técnico-econômica será aberto para consulta. O governo quer fazer uma audiência pública sobre o projeto até meados de maio. Depois, o plano será encaminhado para o Tribunal de Contas da União, que poderá exigir que sejam feitos reparos. A previsão é de que o edital de licitação seja lançado em julho.

O compromisso é de que o trem-bala esteja em operação antes da Copa do Mundo de 2014, por isso o Ministério dos Transportes corre contra o tempo. Mas a complexidade do projeto e os atrasos no cronograma são empecilhos - a primeira previsão de entrega do estudo técnico, por exemplo, era no final do ano passado.

Fonte: Mercado & Eventos
http://desastresaereosnews.blogspot.com/2009/04/trem-bala-sp-rio-tera-oito-paradas.html

Viracops maior Terminal da AL

Viracopos, trem-bala e o terceiro aeroporto
por GAZETA/OPINIÃO: Humberto Viana Guimarães - Engenheiro Civil e Con - Gazeta Mercantil

O texto "Viracopos será maior terminal sul-americano" (Gazeta Mercantil, 02/03/09), tratou dos planos da Infraero e do ministério da Defesa para a ampliação do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas, objetivando transformá-lo no maior da América do Sul. Não resta dúvida que os objetivos são dignos de todos os elogios, visto que tanto Congonhas como Cumbica (Guarulhos) estão no limite.
Os números previstos para Viracopos são grandiosos: "O investimento previsto é de R$ 6,4 bilhões, em vinte anos", visto que, "segundo o ministério da Defesa, a demanda de passageiros estimada para os três aeroportos - Congonhas, Guarulhos e Viracopos - para 2025 é de 115 milhões, sendo que cerca de 50% serão de passageiros do aeroporto de Campinas".

Para que Viracopos seja viabilizado é mister que o Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro (e que tem parada em Campinas) seja iniciado o mais rápido possível, pois sem um transporte veloz, eficiente e confortável, o aeroporto ampliado não passará de um grande "elefante branco" (o aeroporto de Narita, no Japão, fica a 120 quilômetros de Tóquio, distância essa que é percorrida em somente 20 minutos através do TAV).

No entanto, na expansão de Viracopos há um dado preocupante, ou seja, "para a realização dessas obras e principalmente da segunda pista de pousos e decolagens, a Infraero terá que desapropriar 88 propriedades rurais, 3.172 lotes urbanos e 141 famílias que estão em volta do aeroporto", informa a Gazeta Mercantil. Será que a Infraero terá permissão do presidente Lula para fazer estas desapropriações e retirar estas famílias em ano de eleições?

Vale lembrar que em 2007, com o país ainda traumatizado pelo acidente da Tam que vitimou 199 pessoas em Congonhas, voltou-se a falar na construção da terceira pista de Cumbica e do terceiro aeroporto. Como sabemos que desde então nada mudou, é importante que analisemos estes dois assuntos.

A matéria "Crise atinge Aeroporto de Cumbica", do "Estadão", de 31/07/07, informou que "existem pelo menos 25 mil pessoas para serem desapropriadas", pois "os moradores dos nove bairros vizinhos ao aeroporto tiveram um crescimento populacional de 156% entre 1980 e 2000". Como já era de esperar, o governo desistiu de construir a terceira pista de Cumbica. Ou alguém esperaria que os petistas retirassem 25 mil eleitores da área? Só mesmo quem acreditasse em coelhinho da Páscoa!

No que se refere ao terceiro aeroporto, esse assunto até parece piada. O Conselho de Aviação Civil - Conac, através da Resolução nº 006/07, de 20/07/07, item 7, determinou à Anac em conjunto com o Comando da Aeronáutica que apresentassem, "no prazo de 90 (dias), estudo de localização de sítios aeroportuários em São Paulo". Como os dois órgãos não conseguiram atender o prazo, o mesmo Conac através da Resolução nº 20, de 18/10/07, decidiu "prorrogar por 180 (cento e oitenta) dias, a partir de 22 de outubro de 2007, o prazo conferido na Resolução nº 006/07, de 20/07/07" (DOU, 19/10/07, Seção 1, pág. 8), ou seja, até 22/04/08. Quase dois anos depois "segundo o ministério da Defesa, a previsão é que os estudos sejam concluídos em junho deste ano", ou seria junho de 2010 para alavancar a campanha da "companheira" Dilma?

Publicado em 6 de abril de 2009 - 6/04 - 02:40

Fotos no G1

Moradores fazem protesto contra ampliação do aeroporto de Congonhas
Segundo a PM, 150 pessoas participavam do protesto neste domingo. Vizinhos seguiram em passeata para o saguão do aeroporto.
Do G1, em São Paulo
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Cerca de 150 pessoas, segundo a Polícia Militar, realizavam na manhã deste domingo (5) uma manifestação contra a ampliação do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Os manifestantes são moradores de bairros próximos ao aeroporto, e se concentraram em frente ao local interditado desde a queda do avião da TAM em 17 de julho de 2007. Eles seguiram em passeata rumo ao saguão de Congonhas (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)
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Uma faixa da Avenida Washington Luís foi interditada para o protesto, que é acompanhado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pela PM. O trânsito no local não foi prejudicado. Os moradores afirmam que não foram notificados oficialmente sobre eventuais planos de desapropriação, mas querem se proteger caso algum plano vá adiante (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)
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Manifestantes seguem para o saguão do aeroporto pela Avenida Washington Luís. Moradores já haviam colocado cartazes nas fachadas de casas de classe média localizadas no Jabaquara e em Moema (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)
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Manifestantes ocuparam o saguão do aeroporto de Congonhas com faixas contra a possível ampliação do aeroporto e consequente desapropriação de imóveis (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)

Manifestação

Moradores protestam contra possível ampliação de Congonhas
ANDRESSA TUFOLO - Direto de São Paulo

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No saguão do aeroporto, os manifestantes querem alertar sobre o comprometimento da segurança aérea do local

Uma manifestação foi organizada na manhã deste domingo para protestar contra um possível projeto de ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP). Com cartazes e faixas, cerca de 200 pessoas - entre empresários, comerciantes e vizinhos do local - caminharam da avenida Washington Luis até o saguão do aeroporto, onde cantaram o Hino Nacional.

Com o ato, os manifestantes querem alertar as autoridades e a população sobre o comprometimento da segurança aérea do local, caso a pista do aeroporto seja ampliada em mil m, o que resultaria na desapropriação de centenas de residências e colocaria em risco o comércio e os moradores da região.

"Queremos aeronaves apropriadas para este aeroporto. Ele não comporta grandes aviões e não faz sentido essa ampliação, se houver esse projeto. Estamos nos antecipando à aprovação dessa ampliação. Se ela ocorrer, milhares de pessoas vão perder suas casas e São Paulo vai virar uma catástrofe", disse Rene Pimental, presidente da Associação dos Moradores do Entorno de Congonhas (Amea), criada em 2008.

De acordo com Rene, embora não exista um projeto já aprovado para a ampliação da pista, a mobilização foi feita como forma de sensibilizar as autoridades e se antecipar à iniciativa da prefeitura ou do Estado em aprovar as obras.

Participante da manifestação, a bancária Helena Caetano, 44 anos, afirma que comprou uma casa há quatro anos perto do aeroporto e por isso apóia a marcha da associação. "Quando vim morar aqui, eu estava consciente que era perto do aeroporto. Mas o problema não é morar perto do aeroporto, o problema é a ampliação", destaca.

A empresária Sumaia Derico, 30 anos, alerta que "se houver a ampliação, podem acontecer outros acidentes como o da TAM", cita ela, em referência à tragédia ocorrida em julho de 2007, quando um Airbus não conseguiu frear e bateu contra um prédio, resultando na morte de 199 pessoas.

Moradora vizinha do aeroporto há mais de quatro décadas, Nilsa Veloso, 42 anos, também é contra a ampliação. "Se essa ampliação ocorrer, minha casa será desapropriada," afirma.

O deputado Carlos Giannazi (Psol-SP), também participa da mobilização e disse que vai levar a reivindicação dos moradores para a Assembléia Legislativa para discussão. Na próxima semana, ele pretende apresentar um projeto de lei impedindo a ampliação do Aeroporto de Congonhas.

05 de abril de 2009 • 10h31 • atualizado às 14h26

Protesto

Moradores protestam contra ampliação do aeroporto de Congonhas
colaboração para a Folha Online

Moradores de bairros próximos ao aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, protestaram na manhã deste domingo contra a possível ampliação do aeroporto e consequente desapropriação de imóveis. De acordo com a assessoria da PM,
cerca de 400 pessoas participaram do protesto contra a expansão da pista do aeroporto, que aconteceu de forma pacífica.
Segundo a Polícia Militar, manifestação começou por volta das 9h30 na avenida Washington Luís. A Infraero (estatal que administra os aeroportos do país) informou que os manifestantes se concentraram em frente ao local interditado desde a queda do avião da TAM julho de 2007, começaram a passeata às 10h30 e ficaram no saguão do aeroporto das 11h às 11h45.

De acordo com a Infraero, os moradores realizaram discursos, cantaram o hino nacional, carregaram cartazes e faixas e distribuíram panfletos. Ainda segundo a Infraero,
a manifestação não afetou a movimentação das pessoas no aeroporto e não interferiu nos voos.

A Infraero informou também que o Ministério da Defesa do país ainda não apresentou o projeto de ampliação do aeroporto de Congonhas e, portanto não sabe dizer quantos moradores da região essa possível obra pode afetar. A manifestação também não prejudicou o trânsito do local.

Publicado em 05/04/2009 - 14h25

Não, Não, Não Ampliação

Protesto contra ampliação de Congonhas reúne 150 pessoas, diz PM
Para organizadores, possível obra desapropriaria 7 mil pessoas. Morador afirma que aviões maiores aumentariam o risco de tragédias.
Denis Freire de Almeida Do G1, em São Paulo
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Moradores ouvem discurso antes de iniciarem passeata até o aeroporto (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)

Moradores da vizinhança do Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, realizaram um protesto neste domingo (5) contra uma possível ampliação da pista principal, que causaria a desapropriação de 7 mil pessoas, segundo os líderes da manifestação. Cerca de 150 manifestantes, conforme cálculos da Polícia Militar, se encontraram na Avenida Washington Luís a partir das 9h30, em frente ao local interditado desde a queda do avião da TAM em 17 de julho de 2007, e partiram às 10h45 em curta passeata até o saguão do aeroporto, do outro lado da avenida. Munidos de apitos e com gritos de ordem “Não, não, não ampliação”, os moradores ouviram cerca de 30 minutos de discursos dos idealizadores da passeata, que estavam em um caminhão de som, antes de caminharem pacificamente até a passarela de travessia da avenida. O CET e a Polícia Militar interditaram apenas a faixa direita da pista durante a caminhada, mas foram obrigados a interromper o tráfego nos dois sentidos para os manifestantes atravessarem – eles optaram por não sobrecarregar a estrutura da passarela.
 
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Manifestantes chegam ao saguão do aeroporto (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)

Moradores da região, que ainda não foram notificados oficialmente sobre eventuais planos de desapropriação, querem se proteger caso algum plano vá adiante. “Estamos lutando não é de hoje, pois essa história de ampliação vem desde 2001”, afirmou Nelson Piva, de 66 anos, morador do bairro há 40 anos. “Não adianta ampliar a extensão da pista, pois a largura continuará a mesma e será imprópria para aviões de maior porte, que poderiam causar uma tragédia ainda maior com um simples pneu furado”, disse. “Não há área de escape, seria um atentado contra a vida humana.” Chegando ao saguão do aeroporto, os manifestantes cantaram o Hino Nacional, antes de ouvirem mais 30 minutos de discursos. Com “apitaço” constante, pedindo a “não ampliação de Congonhas” e proclamando que o “povo unido jamais será vencido”, eles se dispersaram calmamente 11h35, após rezarem o Pai Nosso.
 
Entenda o caso
Em novembro do ano passado, o ministro da Justiça, Nelson Jobim, o governador de São Paulo, José Serra, e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, discutiram em Brasília a ampliação do aeroporto, para dar mais segurança aos passageiros. Eles cogitaram a construção de uma pista de 1,1 mil metros.

Quatro meses depois, o Ministério da Defesa informou que está realizando estudos sobre a possibilidade de eventual ampliação da pista, mas não há previsão de conclusão dos estudos. Não há definições ainda de quanto e de que forma a pista (ou pistas) poderá ser ampliada e se haverá necessidade de desapropriações.

A Prefeitura de São Paulo, no entanto, negou qualquer plano de desapropriação em Congonhas. Afirmou que não tem responsabilidade pela ampliação da pista ou por desapropriações eventualmente provocadas pela obra. Segundo a prefeitura, quem responde por essas questões é o governo federal. O município

Na Rádio

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Moradores protestam contra ampliação em Congonhas
Cerca de cem pessoas protestam na manhã deste domingo contra possível ampliação da pista
Publicado Por: Fernando Cymbaluk

Uma possível ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas gera protestos de um grupo de cerca 100 pessoas na manhã deste domingo. Os manifestantes, moradores vizinhos do aeroporto, levam faixas com os dizeres “menos ruído” e “desapropriação, não”. Segundo a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 9h30 na Avenida Washington Luís e reúne moradores de Indianópolis e Brooklin, bairros próximos ao aeroporto.

Até as 10h, nenhuma via havia sido interditada. O projeto de ampliação não é confirmado nem pelo Ministério da Defesa nem pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).


Publicado em 05/04/2009 11:40
http://jovempan.uol.com.br/noticia/moradores+protestam+contra+ampliacao+em+congonhas-157853,,0

Nota

CAROLINA FREITAS - Agencia Estado

SÃO PAULO - Cerca de cem pessoas protestam na manhã deste domingo contra uma possível ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 9h30 na Avenida Washington Luís e reúne moradores de Indianópolis e Brooklin, bairros próximos ao aeroporto. Até as 10h, nenhuma via havia sido interditada.

Embora o projeto não seja confirmado nem pelo Ministério da Defesa nem pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), os moradores se mobilizaram porque temem que suas casas sejam desapropriadas em caso de ampliação da pista.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,ampliacao-da-pista-de-congonhas-e-alvo-de-protesto,350412,0.htm

Vizinhos Prometem Ato Contra Ampliação

Mobilização deve ocorrer no domingo (5) por medo de perder imóveis. Ministério da Defesa confirma estudo, mas não prevê desapropriação.
Luciana Bonadio e Roney Domingos Do G1, em São Paulo
 
 
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Imóveis da Rua Padre Gualandi exibem faixas de protesto contra ampliação da pista (Foto: Roney Domingos/ G1)

Moradores de bairros próximos ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, planejam protestar neste domingo (5) contra uma possível ampliação da pista. O protesto será realizado às 9h30, na Avenida Washington Luís, em frente ao local interditado desde a queda do avião da TAM em 17 de julho de 2007. Os moradores afirmam que não foram notificados oficialmente sobre eventuais planos de desapropriação, mas querem se proteger caso algum plano vá adiante.
 
Fachadas de casas de classe média localizadas no Jabaquara e em Moema exibem cartazes com a expressão "Não à desapropriação" e também com a palavra "Não", em letras garrafais. Moradores da favela do Jardim Aeroporto, colada ao terminal, estão menos mobilizados. Por lá não há cartazes ou placas de protesto e parte dos moradores apenas ouviu falar no assunto.
Em novembro do ano passado, o ministro da Justiça, Nelson Jobim, o governador de São Paulo, José Serra, e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, discutiram em Brasília a ampliação do aeroporto, para dar mais segurança aos passageiros. Eles cogitaram a construção de uma pista de 1,1 mil metros.

Quatro meses depois, o Ministério da Defesa informou que está realizando estudos sobre a possibilidade de eventual ampliação de pistas de Congonhas, mas não há previsão de conclusão dos estudos. Não há definições ainda de quanto e de que forma a pista (ou pistas) poderá ser ampliada e se haverá necessidade de desapropriações. 
 
A Prefeitura de São Paulo, no entanto, negou qualquer plano de desapropriação em Congonhas. Afirmou que não tem responsabilidade pela ampliação da pista ou por desapropriações eventualmente provocadas pela obra. Segundo a prefeitura, quem responde por essas questões é o governo federal. O município nega ter apresentado algum projeto relacionado ao tema. A dona-de-casa Luciane Helena Diz Conde colocou uma faixa com a palavra "Não" em frente à fachada de seu sobrado na Rua Faleiros, onde vive há nove anos. "Ainda não teve nada oficial. Certamente estão fazendo na surdina e a notícia só virá quando estiver autorizado. Ninguém quer sair. Nós gostamos daqui", afirma ela, em tom de indignação. "Nós estamos fazendo o protesto para eles perceberem."
 

 
Boatos
 
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O professor Augusto Alves Júnior, que mora no bairro há 35 anos e não quer deixar casa (Foto: Roney Domingos/ G1)


Morador na Rua Frei Farto, o professor Augusto Alves Júnior colocou uma faixa de três metros no portão de sua garagem. "De concreto, não temos nada. Só escutamos boatos, mas estamos preocupados. Vivemos aqui há 35 anos. Nossa vida gira em torno do bairro", afirmou. A cabeleireira Creusa Ana Macedo Silva mora há 34 anos em uma casa de quatro cômodos na Rua Padre Gualandi. O imóvel, com salão de beleza, é colada ao aeroporto e fica a poucos metros de um terminal de armazenamento de combustível .
 
Ela afirma que o imóvel está em situação irregular porque ocupa um terreno da prefeitura, mas não há sinal de que o município vá pedir a desapropriação. "Inclusive a Eletropaulo veio e instalou novos relógios", disse ela.
 
Os moradores da mesma rua não colocaram faixas de protesto em suas casas. Mas Creusa sente-se ameaçada com a possibilidade de ter que mudar-se. "Como é que eu vou sair assim, de um momento para outro?", pergunta.

04/04/09 - 07h08 - Atualizado em 04/04/09 - 07h59
 
saiba mais
Jobim, Serra e Kassab discutem ampliação da pista de Congonhas

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1072554-5605,00-VIZINHOS+PROMETEM+ATO+CONTRA+AMPLIACAO+DO+AEROPORTO+DE+CONGONHAS+EM+SP.html

Concorrente para Ponte Aérea

Trem-bala SP-Rio terá oito paradas obrigatórias

O trem-bala que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo deverá ter ao menos oito estações obrigatórias, aponta estudo técnico do projeto entregue ontem pela inglesa Halcrow Group ao governo federal. O documento diz que o Trem de Alta Velocidade (TAV) poderá transportar de oito milhões a dez milhões de passageiros por ano. Serão, no mínimo, 22 mil pessoas viajando todo dia.

Na Grande São Paulo, o projeto prevê paradas na estação Luz, no centro da capital, e no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos. Campinas, cidade paulista do interior, deverá ter duas estações, uma no aeroporto de Viracopos e outra num ponto da cidade ainda a ser definido. Da capital, partirá ainda uma linha para São José dos Campos, também no interior do Estado.

Já no Rio de Janeiro, estão previstas três estações: uma no aeroporto internacional do Galeão, outra no centro da capital (Leopoldina ou Central do Brasil) e uma terceira na região sul Fluminense, a ser escolhida entre as cidades de Resende, Volta Redonda e Barra Mansa.

O governo decidiu sugerir no edital de concessão do trem expresso a construção de estações opcionais, que poderão ser ativadas em períodos específicos. Uma delas é a de Aparecida, no interior paulista, que funcionaria em datas como o feriado de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro). A ideia é defendida pela Igreja Católica, mas a decisão de construir a estação será do empreendedor.

Nas próximas semanas, o estudo de viabilidade técnico-econômica será aberto para consulta. O governo quer fazer uma audiência pública sobre o projeto até meados de maio. Depois, o plano será encaminhado para o Tribunal de Contas da União, que poderá exigir que sejam feitos reparos. A previsão é de que o edital de licitação seja lançado em julho.

O compromisso é de que o trem-bala esteja em operação antes da Copa do Mundo de 2014, por isso o Ministério dos Transportes corre contra o tempo. Mas a complexidade do projeto e os atrasos no cronograma são empecilhos - a primeira previsão de entrega do estudo técnico, por exemplo, era no final do ano passado.

Fonte: Mercado & Eventos

Poluição Sonora

Infraero decide acabar com avisos sonoros em aeroportos
por Agencia estado no Rio de Janeiro

Até o fim do ano, quem frequenta o Aeroporto Internacional Tom Jobim não ouvirá mais a voz da atriz e locutora Íris Lettieri, que há 32 anos anuncia, com timbre aveludado, as chegadas e partidas de voos no aeroporto. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) decidiu interromper o serviço de alto-falante dos aeroportos do país. O argumento é de que a medida irá reduzir a poluição sonora, provocada pelo elevado número de mensagens nos horários de maior movimento.

De acordo com nota divulgada hoje, desde outubro de 2008 estão suspensas as chamadas no saguão dos aeroportos da Infraero. Mas nem todos os 67 aeroportos do país adotaram a medida, que vale para Brasília há 7 anos e para Guarulhos, há quatro. A assessoria de imprensa do Tom Jobim informou, por exemplo, que ainda não tem data marcada para encerrar o serviço.

Segundo a Infraero, cabe às companhias aéreas fazer o chamado para o voo na sala de embarque. Quem estiver circulando pelo aeroporto, seja tomando um café ou nas lojas, deve se orientar pelos painéis eletrônicos - também são as empresas que devem encaminhar passageiros cegos ou deficientes auditivos.

O diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, acredita que a interrupção do serviço possa provocar confusões. "Em Brasília, onde a sala de embarque é pequena, ou Guarulhos, que tem salas estanques, não vejo problemas. Mas no Galeão há aquele saguão enorme. A norma não deveria ser geral".

O diretor disse que vai discutir a medida com o sindicato e pretende procurar a Infraero para negociar a melhor solução. "Há ainda a questão psicológica. Uma voz como a da Íris Lettieri acalma o passageiro. Não se pode esperar que todos os funcionários das companhias aéreas tenham uma voz como a dela", afirmou.

Pubicado em 03/04/2009 - 17h34
http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/04/03/ult4469u39577.jhtm

Cidade 'engoliu' aeroporto

Para especialistas, estão aí as causas do acidente
GILBERTO AMENDOLA, Jornal da Tarde - quinta-feira, 19 de julho de 2007

Postos de gasolina não derrubam aviões, mas a presença de nove deles a menos de 1 km da cabeceira da pista do Aeroporto de Congonhas, nas Avenidas Washington Luís, Rubem Berta e Bandeirantes, é um sinal de que há algo errado por lá. Logo após a tragédia de anteontem, urbanistas acirraram o debate sobre um difícil dilema: ou a Cidade desiste de 'engolir' o aeroporto ou o aeroporto 'desiste' da Cidade. Quem vai desistir primeiro?
Na foto do dia 12 de abril de 1936, data do início das operações do Aeroporto de Congonhas, não se vê quase nada. A Cidade tinha apenas 1 milhão de habitantes - e áreas como essa eram praticamente desabitadas. Incrível que, em 71 anos, aquele mesmo descampado tenha se transformado no que é hoje. 'É uma tragédia travestida de modernização. Todos são culpados: Infraero, companhias aéreas, passageiros, governos...', desabafa Regina Monteiro, diretora da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) e conselheira da ONG Defenda São Paulo.
Ainda com as imagens da tragédia na cabeça, o urbanista do Instituto Pólis, Kazuo Nakano, acredita que a Cidade vai precisar pensar em um 'desadensamento' populacional. 'A comparação pode não ser a mais adequada, mas, da mesma forma que as pessoas estão sendo retiradas das áreas de mananciais, elas precisariam ser tiradas das proximidades do aeroporto', afirmou.

Kazuo ainda toca em outra ferida. 'Acidentes como esse mostram que nós falhamos. São Paulo está envelhecendo e a manutenção dos nossos equipamentos públicos deixa muito a desejar.' O urbanista compara a cratera do Metrô (de janeiro) com o acidente de ontem. 'Os dois mostram um tipo de falência, uma falta de cuidado com a Cidade. Um descuido que sempre termina em tragédia.'

Também do Instituto Pólis, o urbanista Renato Cymbalista acredita que Congonhas precisa ser repensado. 'Pela sua localização, ele não tem vocação para receber grandes aeronaves. Ele deveria receber aviões menores, como acontece em muitos aeroportos do interior de São Paulo.'
Nenhum dos urbanistas ouvidos é a favor da desativação de Congonhas. Razões econômicas, culturais e de logística segurariam o aeroporto em Moema. Ainda assim, segundo os urbanistas, seu 'gigantismo' precisa ser freado - assim como o crescimento em torno dele. 'A Cidade precisa de um aeroporto, mas não do jeito que está hoje. Vivemos em uma situação de alto risco', disse Kazuo.

Mas, depois de um acidente como o de anteontem, é possível acreditar na solução desse dilema envolvendo o crescimento do aeroporto e o avanço da Cidade sobre ele? Regina Monteiro, diretora da Emurb é lacônica: 'Não.'
Serra defende a redução dos vôos

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) afirmou, ontem à tarde, que vai pedir a redução do volume de vôos no Aeroporto de Congonhas. Durante vistoria aos trabalhos de resgate, ele classificou o aeroporto de 'inadequado' para a Cidade por conta de sua localização perto de bairros populosos.
'Num curto prazo precisamos adequar o tráfego aéreo de Congonhas à sua capacidade real. Não pode ter esse volume com aviões grandes. Temos de desviar o excedente para Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas)', disse Serra. A médio e longo prazos, Serra cogita na criação de aeroportos alternativos ou na ampliação de Cumbica e Viracopos. O governador também falou que a Polícia Civil (PC) e o Ministério Público Estadual (MPE)iniciaram uma investigação criminal para verificar a natureza do acidente que poderá ser tratado como'homicídio culposo' (sem intenção).

O tucano lamentou que umas das principais provas para se chegar ao motivo do acidente está prejudicada. 'Eu creio que no momento não há elementos que permitam a identificação das causas do acidente. O próprio filme que foi feito do pouso do avião está dividido em três partes e não permite uma análise rigorosa', disse Serra.

Pouco depois apareceu o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ele propõe as mesmas soluções de pequeno e médio prazos defendidas pelo tucano. 'É evidente que já chegou a hora de um basta, está na hora de o Brasil cobrar dos responsáveis uma solução definitiva para o problema do nosso sistema aeroportuário', disse Kassab.

Ao ser perguntado que nota daria de 0 a 10 para os aeroportos do País, o prefeito se esquivou: 'Tenho confiança no sistema.'

R$ 4 bi e Congonhas fecha
Esse seria o preço para desativar aeroporto na Capital
O fim das operações no Aeroporto de Congonhas custaria R$ 4 bilhões ao País, segundo cálculos da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA).

Anderson Ribeiro Correia, professor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e presidente da SBTA afirmou que esse seria o valor necessário apenas para dotar o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, de condições para receber o fluxo de passageiros de Congonhas.

'O valor seria suficiente para a construção da terceira pista e o terceiro terminal em Guarulhos e a adequação de Viracopos, que possui uma pista subutilizada, mas que necessita de capacidade para acomodar os passageiros', explica o pesquisador. A falta de um planejamento de longo prazo torna hoje essa possibilidade inviável. Congonhas opera há anos além dos limites. Já alcançou a marca de 48 pousos e decolagens por hora e continua atraindo mais e mais passageiros todos os anos.
Congonhas opera sob uma regulação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que estimula a superexploração da estrutura. 'Não há mudança regulatória que crie tarifas diferenciadas. Dessa forma, todas preferem Congonhas, o filé do negócio', diz Correia.

Segundo o especialista em transporte aéreo Gilson Garófalo, o fluxo médio diário de 50 mil pessoas em Congonhas gera duas conseqüências: eleva o desconforto e o risco para os passageiros ao mesmo tempo que multiplica os ganhos de companhias aéreas . 'Congonhas é um exemplo de algo que opera no limite, sem ter mais condições para isso', diz Garófalo.

Segura a TAM, amarra a TAM,
Segura a TAM-TAM-TAM-TAM-TAM!
por Bruno Mazzeo - blog

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Escrevo de dentro de um avião. Um avião da TAM mais precisamente. Ou seja, se você estiver lendo esse post é porque muito provavelmente o avião atingiu o seu destino. Destino esse que é… não sei. Não, não é piada. Eu estou voando para algum lugar ali pelo centro do Brasil. No momento sou quase um nowhere man. Quando saí de casa rumo ao aeroporto meu objetivo era chegar em Palmas, onde faço peça a partir de hoje à noite.
Mas agora meu destino está nas mãos da TAM. Eles decidem pra onde eu vou, que horas, se vou mesmo. Vou até aproveitar que eu estou na dúvida se troco de carro agora ou se espero mais pro fim do ano, e perguntar pro pessoal da TAM. Eles decidem por mim.

Meu vôo para Palmas era direto. 11:30 da manhã desta sexta feira. Cheguei no Aeroporto Internacional Maestro Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim pouco mais de uma hora antes do embarque, como venho fazendo toda semana. Na hora do check-in, a mocinha da empresa me sai com a seguinte pérola: “Este voo foi cancelado, senhor”. – “E…?” – foi o que perguntei, afinal, ela me deu a notícia com tanta naturalidade que imaginei ser esse um problema de menos. Tipo “o voo foi cancelado mas nós temos a solução!”. Afinal, ela me falou no mesmo tom que a minha diarista hoje cedo me falou que acabou o Toddynho. O voo foi cancelado mas sai outro em seguida, o voo foi cancelado mas transferimos para um de outra empresa no mesmo horário, o voo foi cancelado mas em cortesia vou lhe pagar um boquete, enfim, qualquer coisa.

“E…?” – “Tem um saindo agora às 10:30”. Eram 10:17. Ou seja, quem não é vidente ou chegou um pouco antes do necessário que se vire. O meu compromisso (e da minha colega, que por sinal, é uma das que está em solo provavelmente tentando se virar) é de noite. Até às nove acho que chego na capital do Tocantins. Mas e o cara que está indo para um compromisso na hora do almoço?

Parênteses: o cara que está indo a compromisso e se sentiu ou foi de fato prejudicado, deve procurar o Sr. Antonio Carlos Gabrielli, gerente de relações com clientes da TAM. Pelo menos é o que se diz na revista que folheio semanalmente a bordo da aeronave e não acredito que estejam se referindo a outro tipo de relação. Com direito a uma foto de uma página inteira, o Sr. Gabrielli se orgulha de estar na TAM desde 1972 e garante ter assumido um compromisso de fazer o máximo para que nós, clientes, tenhamos um mínimo de preocupação na hora de viajar. Bom, onde quer que o senhor se encontre, sr. Gabrielli, comigo isso – pelo menos hoje – não está funcionando. Eu tô aqui, além de estressado, preocupadíssimo. Mas ó: o senhor saiu muito bem na foto. E, mais tarde fui ver, no vídeo também. Imagem é tudo! Fecha parênteses.

Aliás, outro parênteses. É lógico que cancelaram o voo porque tinham poucos passageiros e eles não queriam gastar de gasolina mais do que ganharam com as passagens. É a política do “foda-se você antes que foda-me eu”. Seria o mesmo que eu fazer uma peça de sacanagem por ter só 20 pessoas na plateia. Esses 20 ali presentes não têm culpa se outros 400 não se interessaram pelo espetáculo. Merecem o meu melhor, como se a casa estivesse lotada. Vou pedir o contato do assessor de imagem do Sr. Gabrielli. Tô precisando de uma mídia tipo a dele, para mostrar que eu me preocupo com os meus “clientes”. Se o voo será cancelado que se ligue para esses poucos clientes informando e oferecendo outras opções. Pede pra secretária do Sr. Gabrielli fazer isso. Bem mais honesto do que deixar essa surpresinha pra hora H. Fecha parênteses.

Mas por que eu dizia não saber pra onde vou? Meu voo era para Palmas. Foi cancelado, mas tem outro saindo gora, serve? Claro. Nem despachei a bagagem, dei um pique até o portão de embarque, enquanto ligava para minha colega de trabalho e avisava que a TAM tinha entrado numas de mudar tudo. Ela tava na dúvida se tentava embarcar nesse mesmo que eu (já que ainda estava no caminho) ou se voltava para casa para retornar ao aeroporto de tarde, quando sairia o próximo, na esperança de que chegasse a tempo de fazer o espetáculo, honrar o seu compromisso, cumprir suas obrigações, realizar o seu trabalho, ganhar o pão de cada dia, enfim. Tudo bem, caso ela não chegue o Sr. Antonio Carlos Gabrielli paga a conta, a multa com o teatro, eu sei, mas… Voltando ao “pra onde vou?”. Já entrando na aeronave dei uma olhada no bilhete e percebi que eu ia na verdade para Brasilia. E, da capital, algumas quatro horas depois sairia um outro voo que me levaria ao meu destino. Um saco, mas tudo bem, arranjo alguma coisa pra fazer hora, dou uma volta, almoço, faço umas comprinhas no Free Shop, ligo pro Sr. Gabrielli pra bater um papo, me viro.

Mal me sento (literalmente mal, porque o conforto passa longe das poltronas de avião) e ouço o comandante dar as boas vindas ao voo rumo a Porto Velho, com escala em Brasilia. Pra mim nada muda, eu vou descer em Brasilia, se ele depois vai pra Porto Velho, Miami, pra ilha de Lost ou pro raio que o parta não me interessa. Até que… quase cochilando… “uma correção, nosso voo é para Palmas, com escala em Brasilia”. Opa! Essa informação muito me interessava! Mas era boa demais para ser verdade. Me levantei, indo em direção ao simpático comissário de gel no cabelo. “Amigo, afinal, esse voo vai pra onde?” – “Acho que Brasilia, senhor”. Aquele “acho que” me soou meio esquisito. Acho que? Tipo, é um comissário “papel na ventania”. Pra onde o vento bater ele vai. “Meu negócio é voar, num interessa pra onde. Tô voando, tô servindo lanchinho, tô fazendo a coreografia dos procedimentos-com-as-máscaras-que-cairão-automaticamente-em-caso-de-emergência, tô feliz. Me leva que eu vou!”.

Desisti. Enquanto o avião não decolava, liguei pra minha produtora (que já estava em Palmas, foi na véspera) avisando que não sabia que horas chegava, nem nada, etc, que não precisava mandar o carro me buscar no aeroporto, eu pegaria um taxi para ir até o hotel e depois mandava a conta, sei lá, pro Sr. Antonio Carlos Gabrielli. Diante do inevitável, relaxa e goza. Não foi o que sugeriu a mãe do Supla no auge da crise aérea? Quando o avião posar eu vejo o que eu faço. Eis que surge uma simpática aeromoça com cabelo laqueado e lenço no pescoço avisando, meio que como amiga: “Senhor, provavelmente o senhor não vai precisar descer em Brasilia. Este mesmo avião segue para Palmas”. Excelente notícia. Não fosse o “provavelmente”. A essa altura eu já estava preocupado e me perguntando se pelo menos o piloto sabia pra onde deveria ir.

Sei que existem situações bem piores, eu mesmo já passei algumas, já ouvi amigos relatando outras, mas eu precisava desabafar. Até porque não se pode usar o celular no avião, então nem tenho como bater um fio pro Antonio Carlos (acho que já posso chamar o Sr. Gabrielli assim, somos praticamente íntimos). Caso o avião caia (não vamos esquecer que é um voo da TAM) espero que junto com a caixa preta encontrem o meu Mac branco com o relato da minha insegurança.

No momento serviram um sanduíche de salaminho (a barrinha de cereal é especialidade da empresa concorrente) e eu li na revista “TAM nas nuvens” uma simpática carta do simpático presidente da TAM, Comandante David Barioni Neto, fazendo uma simpática média com os cariocas, dizendo que a empresa (até pela sua origem) é vista como “muito paulista” e que eles queriam ser “cada vez mais cariocas”. Uma óbvia política de vaselina com um mercado provavelmente mais em baixa. Vaselina essa que eles não usaram lá no check in quando me enrrabaram com a notícia de que eu meu voo fora cancelado.

Pois estão começando bem nessa tentativa.

No Rio é muito comum se marcar compromissos na praia ou nos Baixos Gáveas da vida. Um “ligaê”, “vamo se ver”, “a gente se fala”, compromissos assumidos que nunca se realizarão. Às vezes são praquele mesmo dia. “Vamo hoje?” – “Demorô”. E nunca mais se falam. Não vão (pelo menos não os dois juntos), nem se ligam, nem descombinam, e tá tudo certo. Faz parte do carioca way of life. Nem eu te ligo, nem você me telefona e a gente não se encontra naquele lugar que nunca marcou. Pois a TAM está começando com o pé direito na sua tentativa de se acariocar. Vai pra Palmas? Tem um compromisso? Compra a passagem e chegaê. Se der a gente te leva lá.

Já é.

PS: O piloto acabou de avisar que estão iniciando o processo de pouso em Brasilia. Se eu chegar em Palmas, estarei no Teatro Fernanda Montenegro, de sexta a domingo. E vingado. Roubei o travesseirinho do avião. Tá, uma vingança meio sarapa, mas foi a que me ocorreu na hora.

PS do B: Antonio Carlos Gabrielli, você é meu convidado para minha peça quando ela estiver na sua cidade. agando ingresso, claro. Aí nesse dia eu penso se faço o texto como ele é, ou se fico só enrolando, finjo que deu branco, ou simplesmente subo no palco e digo que “hoje não tô muito afim de fazer a peça”. Aí o senhor reclama, pede o dinheiro do ingresso de volta. E eu não vou devolver.

UPTADE: Escrevo agora do aeroporto de Brasilia. Eram 2 horas entre o pouso e a decolagem. O piloto ainda sugeriu, meio sem saco pros três manes (eu um deles) que seguiriam até Palmas: “Se quiser desce, senão pode esperar aqui na aeronave”. Pensei em sugerir que a gente organizasse um bingo, eu, ele, os outros dois manés e a tripulação. Mas preferi descer. Vai que o Sr. Gabrielli tá de bobeira por aqui, a gente pode, sei lá, jogar um buraco.

LAST BUT NOT LEAST: Em Brasilia, 14 horas. Acabei de receber ligação da nossa produtora em Palmas. O avião seguinte saindo do Rio, o que minha coleguinha vai pegar, sai às 15h, chegando na capital tocantinense (depois da escala/conexão no Distrito Federal) tipo meia-noite. Ou seja, a sessão de hoje foi cancelada. Faremos duas amanhã (sábado), o que para mim (que estou com a garganta debilitada) é um verdadeiro martírio. Nem estou pensando que, nesse caso, poderia ter viajado só no sábado e ter visto o Radiohead. Isso agora é o de menos. De bem menos. Quero saber é quem vai pagar o prejuízo pelos quase 500 ingressos vendidos antecipadamente? Sr. Gabrielli, gostaria de dizer alguma coisa? Ou deixa com os nossos advogados? Melhor, né? Para não estragar nossa saudável relação TAM/cliente.

Publicado em 20/3/2009
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