Prefeito quer Desapropriações mesmo
17.May.2009 20:24 Filed in: Jornais
Prefeito declara que "não perderá oportunidade de defender desapropriações no Jabaquara"
Em entrevista à Rádio Bandeirantes AM, na manhã de segunda-feira, 12, o prefeito Gilberto Kassab foi questionado, pelo jornalista José Paulo de Andrade, sobre a resistência dos moradores do Jardim Aeroporto e Parque Jabaquara à proposta de desapropriações de dois mil imóveis naquela região para ampliação das pistas de Congonhas. "Eu não perco jamais a oportunidade de defender as desapropriações do lado do Jabaquara", disse o prefeito.
Ele defendeu novamente a tese de que a ampliação traria mais segurança ao aeroporto e rechaçou críticas. "A extensão aconteceria para o lado do Jabaquara, mas seria construída área de escape dos dois lados". Não perdeu também a oportunidade de alfinetar o governo federal, insinuando negligência e morosidade com relação à Congonhas. "Acho absurda a despreocupação do governo federal em não analisar com profundidade a construção dessa área de escape. Estamos falando de vidas que precisam ser preservadas, seja de usuários ou de moradores do entorno", avaliou Kassab, ressaltando ser importante não esquecer os acidentes que já ocorreram ali, como o de julho de 1997, em que morreram 200 pessoas. "E se acontecer outro acidente?", questionou.
Os moradores e também familiares das vítimas dos acidentes são contrários à proposta e garantem que, no fundo, visa apenas a aumentar o número de voos e a movimentação do aeroporto. A proposta de ceder o subsolo da nova pista para exploração pela iniciativa privada também é alvo de críticas da comunidade. O prefeito ainda não explicou, além disso, o que aconteceria com o viário da região: a avenida Pedro Bueno desapareceria?
"Respeito quem tem opinião divergente, mas tecnicamente tenho certeza de que estou com a razão. Precisa ser feita esta extensão", concluiu.
Meio ambiente
Também esta semana, a Prefeitura publicou no Diário Oficial que não cabem mais recursos à Infraero, com relação à multa de R$ 10 milhões aplicada pelo fato de o Aeroporto de Congonhas estar funcionando sem licença. Para obter o documento, é necessário apresentar e aprovar o Relatório de Impacto Ambiental, que vem sendo discutido - e criticado - em audiências públicas.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes AM, na manhã de segunda-feira, 12, o prefeito Gilberto Kassab foi questionado, pelo jornalista José Paulo de Andrade, sobre a resistência dos moradores do Jardim Aeroporto e Parque Jabaquara à proposta de desapropriações de dois mil imóveis naquela região para ampliação das pistas de Congonhas. "Eu não perco jamais a oportunidade de defender as desapropriações do lado do Jabaquara", disse o prefeito.
Ele defendeu novamente a tese de que a ampliação traria mais segurança ao aeroporto e rechaçou críticas. "A extensão aconteceria para o lado do Jabaquara, mas seria construída área de escape dos dois lados". Não perdeu também a oportunidade de alfinetar o governo federal, insinuando negligência e morosidade com relação à Congonhas. "Acho absurda a despreocupação do governo federal em não analisar com profundidade a construção dessa área de escape. Estamos falando de vidas que precisam ser preservadas, seja de usuários ou de moradores do entorno", avaliou Kassab, ressaltando ser importante não esquecer os acidentes que já ocorreram ali, como o de julho de 1997, em que morreram 200 pessoas. "E se acontecer outro acidente?", questionou.
Os moradores e também familiares das vítimas dos acidentes são contrários à proposta e garantem que, no fundo, visa apenas a aumentar o número de voos e a movimentação do aeroporto. A proposta de ceder o subsolo da nova pista para exploração pela iniciativa privada também é alvo de críticas da comunidade. O prefeito ainda não explicou, além disso, o que aconteceria com o viário da região: a avenida Pedro Bueno desapareceria?
"Respeito quem tem opinião divergente, mas tecnicamente tenho certeza de que estou com a razão. Precisa ser feita esta extensão", concluiu.
Meio ambiente
Também esta semana, a Prefeitura publicou no Diário Oficial que não cabem mais recursos à Infraero, com relação à multa de R$ 10 milhões aplicada pelo fato de o Aeroporto de Congonhas estar funcionando sem licença. Para obter o documento, é necessário apresentar e aprovar o Relatório de Impacto Ambiental, que vem sendo discutido - e criticado - em audiências públicas.




